Dreams
2 Shopping!
Notas iniciais
Olhei no relógio da sala. As gurias já deviam estar vindo. Olhei-me novamente no espelho. O resultado estava bom. Ouvi a campainha tocar. Abri a porta e lá estavam elas: Isabella, Vitória, Iris e Deborah.
– Luisa!!! — exclamaram, vindo direto para um abraço em grupo.
– Parabéns!!! Que sorte você ter conseguido essa vaga!!! — exclamou Iris.
Os quinze minutos seguintes foram seguidos de parabéns e abraços.
– Vamos indo para o shopping? — perguntei. Elas assentiram.
Fomos até a garagem pegar o meu carro (é, eu teria que deixá-lo...) e nós todas entramos. Liguei o rádio e começou a tocar Rock n' Roll, da Avril Lavigne. Começamos a conversar sobre como seria o nosso futuro, mas quando percebemos, já estávamos cantando a música junto com o rádio.
Começamos a rir, e o tempo passou rápido demais até. Chegamos no shopping e nos dirigimos até o lugar mais óbvio: A livraria.
– É claaaro que a Luisa tinha que ir direto pra livraria... — comentou Vitória.
– Ah, até parece que você não quer comprar mais livros também... — falei, revirando os olhos.
Isabella e Iris saíram correndo, deixando nós duas falando sozinhas. Isabella pegou um exemplar de Destrua Esse Diário e As Vantagens de ser Invisível. Iris achou um que falava de LOL e Cidades de Papel.
– Ah sua chata!!! Você me conhece bem demais. — falou Vitória, e depois riu.
– Então, vamos nos divertir? — perguntei, indo em direção a uma prateleira.
Peguei três livros do John Green que eu queria muito: O Teorema Katherine, Quem é você, Alaska? e Cidades de Papel. Fiquei andando pela livraria namorando outros livros, mas me lembrando de que poderia comprá-los em inglês dali a alguns dias.
Todas as outras terminaram de escolher seus livros e fomos pagá-los. Saímos da livraria conversando e fomos para a praça de alimentação.
Pedimos a comida e começamos a falar dos nossos livros novos. O vicio era tanto que já tínhamos lido quase todos aqueles.
– Nossa, que nostalgia... — comentei. — Há quanto tempo não viemos mais ao shopping todas juntas?
– Ah, faz uns três meses... — comentou Isabella, rindo.
– Nostalgia de três meses é válida. — falei.
– Senti falta de vocês meninas, mas a faculdade complicou tudo... — Iris disse.
– Verdade. — Vitória riu — Provas finais são um saco.
Ri.
– Espero que tudo volte a ser como antes.
Isabella fez uma pose pensativa.
– Nada acontece duas vezes da mesma maneira... — citou.
– PARA DE CITAR LIVROS, ISABELLA! — Gritamos juntas e começamos a rir.
– Calma, só estava brincando... — falou Isabella, mas logo caiu na gargalhada também.
– Imaginem o desastre que será quando todas conseguirmos emprego em Nova York... Os americanos que se cuidem!!! — falou Deborah, e nós rimos.
– É... Mas vou ter que cuidar um pouco com isso... — falei. — Pelo visto os meus novos chefes são bem exigentes...
– Falando nisso... Quem são? — Isabella perguntou.
– São dois professores de biomedicina da Universidade. Eles criaram uma empresa de pesquisas e acabaram ficando ricos com isso... Agora contratam cientistas do mundo todo para trabalhar em diversos tipos de experimentos.
– WOW!!! Fuga dos Cérebros, você diz? — perguntou Deborah, e as outras ficaram com cara de ponto de interrogação.
Comecei a rir e expliquei:
– Fuga do Cérebros é o tipo de migração em que as empresas contratam pessoas de outros países com especialização para trabalhar em seu próprio país. É bem comum...
– Coisa de Nerd? — Iris simplificou.
– Coisa de Nerd — Isabella e Vitória concordaram.
Revirei os olhos.
– E é essa coisa de nerd que está me levando para Nova York na semana que vem.
– Tá bom dona certinha. Você é a Luisa, nós somos apenas universitárias com certos problemas nas provas finais. — falou Vitória.
– This! — Isabella concordou.
O garçom voltou com os nossos pedidos e começamos a comer, interrompendo um pouco a conversa.
– Quem sabe a Iris desencalha no exterior? — Iris riu. – Ah, tem paçoca? — perguntou a loira para o garçom.
– Desencalhar está complicado pra todas nós, então né? — comentei.
– Você já desencalhou Luisa... Você e seu laboratório estão muito íntimos ultimamente. — falou Deborah, rindo.
– Uiuiuiuiuiui... Mas laboratório gringo é outro nível. — Vitória riu — Ou um cientista quem sabe?
– Mais um nerd! — Isabella gritou.
– Dá para parar de falar essa palavra com n? — pedi.
– É uma palavra muito legal. — Ela riu.
– Exemplar. — Iris concordou.
Revirei os olhos.
– Então se gostam tanto porque não arrumam um? — perguntei.
– De boa... A gente deixa para você. — Iris riu.
– Com certeza! — Vitória concordou.
– Sempre. — Deborah disse.
– Precisa falar mais? — Isabella gargalhou.
– Vocês não prestam mesmo, né? — perguntei.
– Na boa... Você nos conhece. — falou Isabella, rindo.
Terminamos de comer nesse clima e continuamos andando pelo shopping.
– Preciso comprar mais roupas brancas, alguém vem comigo? — perguntei.
– Roupas brancas? Porque, vai casar? — falou Vitória, rindo.
Revirei os olhos.
– Não é muito legal usar roupas escuras no laboratório. — comentei.
– É, ela vai casar. — concluiu Iris.
– Com o laboratório dela. — Continuou Isabella.
– Muito engraçadinhas... — comentei, entrando em uma loja de roupas.
Peguei alguns vestidos brancos e levei para o provador. A cada um que eu provava, minhas amigas faziam um sinal de positivo ou negativo com a mão.
Acabei pegando alguns e mais algumas blusas.
– E casacos? — perguntou Deborah. — Eles estão no verão agora, mas... Bom... Não custa se prevenir...
– Tem razão. — falei. Continuamos andando e vi uma loja de casacos. Resolvi entrar. Escolhi alguns sobre-tudo e paletós femininos((é assim que se fala???)).
As compras perduraram por um tempo, e continuamos conversando sobre como seria as nossas vidas em um futuro próximo.
Quando terminamos, compramos sorvetes e voltamos para o carro.
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