Notas iniciais
Espero que gostem :)

Minhas malas estavam prontas. Meus pais tinham chegado à cidade. Estava quase chegando a hora do meu voo. Fomos para o aeroporto. Todos estavam lá. Meus amigos, tanto os mais próximos quanto os que eu tinha adquirido durante a faculdade. Meus pais e mais alguns familiares. E, percebi, parte de meus professores.

As lágrimas inundavam meus olhos. Eu não sabia se eram lágrimas de alegria, por estar cumprindo mais um de meus planos de vida... Ou se eram lágrimas de tristeza, por estar deixando todas aquelas pessoas que marcaram um lugar especial em meu coração, de um jeito ou de outro.

Abracei a todos. Alguns me parabenizavam. Outros choravam junto comigo. Alguns tentavam disfarçar o choro.

– Você merece este espaço. — falou um de meus professores. O professor Renato, de genética. — Meus parabéns. Você vai ter um futuro promissor.

– Vou sentir sua falta. — falou Isabella.

– Você ainda vai voltar para nos buscar. — falou Vitória.

Isabella, Vitória, Deborah e Iris vieram me abraçar o mais forte que podiam.

– Vamos nos ver em breve. — prometi.

A pior parte das viagens eram as despedidas. Deixar todas aquelas pessoas que amava para trás era uma demonstração de força, muita força.

Por fim meus pais me abraçaram.

– Vamos sentir muito a sua falta. Nos ligue sempre que possível. — falou meu pai.

– Você sempre terá o seu quarto na nossa casa, caso queira voltar. — sussurrou mamãe.

– Obrigada mãe, mas agora eu preciso seguir os meus próprios caminhos. — falei. — Mas vou sentir falta de vocês.

Mais alguns abraços. O meu voo foi anunciado. Entrei no avião e acenei para todos eles. A garota que foi mandada como representante para me buscar não parecia ser muito mais velha do que eu.

– Você vai deixar muita gente para trás. — murmurou ela, em inglês. — Mas você vai gostar do seu novo local de trabalho, imagino.

Embarquei no voo já sentindo saudade de todos a minha volta.

– Você vai se divertir — a representante falou — Você vai ter novos amigos lá.

Disse também mais um monte de coisas que não ouvi, ou não prestei atenção. E logo em seguida cai no choro.

– Ah, não chore, ma petit. – falou ela, passando a mão em meu ombro. – Os primeiros dias são os piores, depois você se acostuma... E acho que você vai gostar muito das pessoas de lá...

Sequei as lágrimas e peguei um livro que tinha levado na bagagem de mão. A Culpa é das Estrelas. Claro que aquela não era a primeira vez que eu o lia, mas relê-lo não o tornava menos interessante. John Green tinha feito valer a pena os 12 anos que levara para escrevê-lo.

– Você gosta de John Green? — ela perguntou.

– Oh! Ele é o máximo — expliquei — Da culpa é das estrelas, a deixe a neve cair, são todas obras surpreendentes.

– Que bom — ela sorriu — Pois vai conhecê-lo.

– EU VOU O QUE? — gritei — AI MEU DEUS, EU NÃO ACREDITO.

Ela apenas riu.

– Pois acredite. Vai conhecer muita gente famosa por lá...

Meus olhos brilharam. Aquilo era bom demais para ser verdade.

– Desculpe mas... Acho que esqueci seu nome. — falei, subitamente.

– Ah, meu nome é Christina. — falou ela. — Desculpe, tinha me esquecido.

Nós rimos.

Conversamos mais um pouco, mas cai no sono gradativamente.

Quando acordei estava morta de fome, mas Christina já tinha providenciado.

– Então — falei enquanto comíamos — Você é cientista também?

– Na verdade estou mais para secretária... — disse ela. — Eu catalogo o que os cientistas descobrem, as fórmulas e tudo, mas nunca me dei muito bem com química e biologia...

– Ah, sim! E lá? Tem muitos cientistas?

– Não diria que tem cientistas em demasia, mas estamos convocando mais para cumprir cada vez mais a necessidade do nosso país, e em breve do mundo. — falou ela. Seus olhos brilhavam.

– Me conte mais — pedi.

Mas ai a comissária anunciou:

– Estaremos desembarcando a dez minutos.

– Nossa, já? — perguntei. Christina riu.

– Você dormiu por um bom tempo...

– Ah, sim.

– Você estava realmente exausta — ela riu — está melhor agora?

– Sim, estou. — falei, com uma risadinha. — Mas acho que você vai ter que me explicar melhor como são as coisas assim...

– Ah, não — ela riu — Isso você vai descobrir sozinha.

Revirei os olhos.

– Tuudo bem... — falei. O avião então pousou e saímos.

– Um motorista vai te levar pro seu apartamento... Mas não fique mal-acostumada. — falou ela.

– Ah, obrigada — a abracei — espero te ver em breve.

– Nós vamos — ela riu.

Entrei no carro e seguimos a um tempo. Chegamos na frente de um apartamento enorme, e lindo.

– UAU — exclamei. O motorista riu.

– Aqui está sua parada senhorita Kirsten.

– Obrigada — agradeci e sai correndo até a recepção.

– Senhorita Kirsten? — a recepcionista perguntou.

– Sim, mas, como você....

Ela riu e apontou para o computador, estava no meu perfil do facebook.

– Ah, claro — murmurei.

– Cobertura — instruiu.

Minha boca se abriu em choque. Ela riu.

– Vá em frente.

E entrei no elevador.

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.