Dreams

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Oiiiii pessoinhas lindas :) MUITO obrigada pelos comentários no capitulo passado, fiquei SUPER FELIZ! Hoje ainda responderei todos eles, espero que continuem comentando.

Bom ai está mais um capitulo e eu realmente espero que gostem e que eu mereça reviews e quem sabe recomendações? :)) kkkk beijinhos e até o próximo!

Austin

Já era de manhã e eu acordei completamente relaxado, mesmo com o mal-estar de Ally eu não havia sonhado com nada, ontem foi uma noite sem sonhos. Acreditei que por conta do ocorrido no restaurante o abismo e os gritos viessem com força total, mas pelo que posso ver eu estava errado, talvez eu tenha exagerado quando pensei que a culpa pudesse ser minha.

Me levantei e uma ideia me rondou a cabeça fazendo surgir um leve sorriso em meus lábios, rapidamente fiz minha higiene matinal e corri a procura das chaves do carro.

- Não vai tomar café da manhã? – ouvi minha tia perguntar quando cruzei a sala de jantar.

- Vou, mas não aqui. – a olhei piscando e logo ela entendeu que eu iria me encontrar com alguém.

- Depois quero saber pra onde foi! – ela sorriu aberto.

Estava nítida a satisfação de Tia Charlie ao me ver saindo e reconstruindo minha vida, fazendo as coisas que eu costumava fazer. Pra ser sincero achei que isso nunca aconteceria de novo, mas quando me mudei pra cá as coisas se modificaram por completo.

Eu dirigia a toda velocidade, a lojinha de entregas havia demorado demais e talvez a essa hora a garota já tenha ido à escola. Pisei fundo quando faltavam apenas 4 quarteirões até meu destino final e quando finalmente cheguei pude vê-la sair de dentro de sua casa, mas algo me incomodou. Ally parecia não carregar sorriso nenhum, não havia nenhum resquício de felicidade ou qualquer outro bom sentimento, ela estava visivelmente arrasada.

Logo seus olhos avistaram meu carro o reconhecendo, abri a porta e desci, ela largou tudo e correu ao meu encontro. Seu corpo se chocou com o meu, ela descansou a cabeça em meu peito e me agarrou tão fortemente pela cintura que quase fiquei sem ar. Tentei levantar sua cabeça para olha-la a fim de descobrir o que estava acontecendo, pois eu comecei a ficar preocupado.

- O que houve? – disse baixinho em seu ouvido, ela não se movimentou.

- Ally, está tudo bem? – tentei mais uma vez enquanto ela permanecia enroscada em mim.

- Não tenho pra onde ir. – ela balbuciou ainda agarrada a mim e logo se pôs a chorar, suas palavras me atingiram, mas eu continuava sem entender nada.

- Venha, vamos conversar em outro lugar. Eu tenho uma surpresa pra você. – falei carinhoso e pela primeira vez ela levantou o rosto pra mim.

- Surpresa? – seu olhar pesado subitamente se iluminou o que fez meu coração acelerar, aqueles olhos nunca iriam perder seu efeito sob mim.

Eu assenti com a cabeça e ela enfim deu um leve sorriso, eu abri a porta para ela e a mesma se acomodou no carro. Fui para o outro lado e dei partida, dirigi calmamente para não assusta-la.

- Um parque? Porque viemos pra cá? – pela sua voz eu podia notar o quanto ela amava surpresas.

- Pra tomarmos café da manhã. – sorri e ela logo caiu na gargalhada, nós descemos do carro.

- Não acredito que vamos fazer um piquenique, as aulas já começaram! – ela disse em meio a um riso.

- Eu me atrasei um pouco, mas se formos rápidos pegamos o segundo horário. – sugeri arrancando mais risos da garota, isso me deixava inexplicavelmente feliz.

- Tudo bem Austin, não queria mesmo ir para a escola hoje. Só ia pra te encontrar. – ela por um impulso admitiu.

As bochechas da garota coraram e ela logo tentou mudar de assunto, mas eu não deixei, queria beija-la ali naquela mesma hora e assim eu fiz. A puxei com rapidez para perto, ela me olhou intensamente e logo nossos lábios se uniram, meu corpo estremecia ao senti-la tão perto e colada a mim. Nossa línguas travavam uma disputa intensa, pude sentir as mãos da garota passarem por meus cabelos me causando arrepios. Sua camiseta fina me fazia desejar sentir sua pele, a adentrei para massagear a parte inferior de suas costas, mas Ally me parou cessando o beijo.

- Você está muito esperto loirinho! – ela me advertiu com um riso, eu a puxei de volta pra mim.

- Sério, estamos num local público. – ela me lembrou e eu fiz uma careta.

- Tá bom, tá bom. – disse a fazendo rir.

- Vamos ou não comer? – ela exigiu brincalhona e eu sorri.

Peguei a cesta que eu havia comprado numa lojinha que fica próxima à minha casa e nós demos as mãos. Eu forrei a grama com uma toalha que vinha dentro da cesta, ela se sentou e eu fiz o mesmo. Começamos a tirar algumas frutas e pãezinhos.

Ally logo atacou os morangos e eu as uvas, mas o que não saia da minha cabeça era a tristeza na qual eu havia encontrado a garota pela manhã, logo perguntas foram se formando e eu não pude deixar de perguntar.

- O que você quis dizer com “não tenho pra onde ir” ? – fiquei sério e seu olhar escureceu.

- Não queria falar sobre isso agora. – ela me pediu, mas esse era um assunto que não dava pra fugir.

- Ally, se você me falar o que está acontecendo eu posso te ajudar. – respondi tentando convence-la, mas ela pareceu irritada.

- Austin você nunca me conta nada, eu não sei nada sobre sua vida e agora você quer me exigir que eu conte algo meu? – ela despejou e eu sabia que estava certa, mas minha vida era complicada demais e eu só queria poupa-la.

- Me desculpe, sei que não tenho sido aberto com você. – disse mesmo sabendo que isso não era suficiente.

- Só queria que você me desse mais um tempo, são tantas coisas pra contar. Coisas que não sei como te dizer. – revelei a deixando curiosa, mas ao mesmo tempo sua expressão suavizou.

- Tudo bem Austin, vou te dar esse tempo. – ela me concedeu ainda séria.

Não queria que ela ficasse brava, não era a hora ainda de contar sobre os sonhos, então apenas a puxei para meu colo para que ficássemos juntos e ela esquecesse a raiva. Eu alisei seus cabelos e seus olhos contemplavam o céu extremamente azul.

- Minha família está falida. – ela enfim revelou ainda sem olhar pra mim.

Eu ia falar algo, mas ela não me deixou.

- Perdemos a casa, é provável que eu vá morar com meus avós em Orlando. – ela informou e eu fiquei aflito.

- Em Orlando? – repeti ainda incrédulo, ela iria embora?

- Não se preocupe, eu irei visita-lo. – ela tentou me consolar.

- Visitar Ally? Eu não quero que você venha me visitar, eu quero você aqui. – despejei enquanto ela se levantava e olhava pra mim.

- Eu também não quero ficar longe, mas preciso. – ela disse me dando um selinho demorado.

- Tem que haver um jeito Ally, você não pode ir assim. – disse tentando pensar em qualquer coisa que a fizesse ficar.

- Quando vocês terão de ir?

- Eu ainda não sei, acho que no fim do mês. – sua resposta doeu como um estilhaço de vidro me perfurando.

A garota apenas se aconchegou novamente em meus braços e nós ficamos ali, juntos no tempo que nos restava.

....

Ally e eu terminamos o nosso piquenique e logo depois a deixei em casa, ela estava triste por ter que se despedir, mas eu precisava encontrar uma solução, precisava me concentrar para ter alguma ideia. Decidi passar no Dez antes de ir para casa, já era tarde e ele havia chegado do colégio.

- O que aconteceu cara? – ele me perguntou enquanto batia a porta de casa, eu estava dentro do carro.

- Precisamos ajudar a Ally. – disse convicto e ele franziu o cenho.

Eu sei que as coisas que ela me disse pertenciam somente a ela, mas esse era um caso especial e eu precisava contar para Dez o que realmente havia acontecido para que pudéssemos achar uma solução, passamos toda a noite pensando em algo, eu inclusive jantei com a família do ruivo, a princípio fiquei um pouco apreensivo, mas tudo correu bem o que me fez lembrar a época em que eu tinha amigos na Califórnia, lugar onde morei toda a minha vida.

Eu fui embora ainda sem uma boa ideia, aquilo estava martelando minha cabeça, eu não poderia ficar sem ela, não agora que estávamos juntos, sem falar que com a distância eu jamais saberia se ela está a salvo. Logo que cheguei em casa avistei minha tia lendo um livro na sala de estar, eu a olhei e ela percebeu minha presença.

- Querido! Que bom que chegou. — ela me recebeu com um abraço.

- Que carinha é essa?

- Uma amiga está com problemas. – revelei e ela me olhou com um sorriso.

- Isso é algo que você nunca perdeu meu anjo, depois de tudo que sofreu ainda se importa com o próximo. – ela me disse e eu a abracei forte.

Nós conversamos durante muito tempo, fizemos chocolate quente e ficamos na companhia um do outro. Apesar de não ter filhos minha tia sempre foi muito paciente e eu não podia imaginar que me abrir com ela em relação ao problema de Ally me faria tão bem.

- Não há nada que ela saiba fazer? Pra montar algum negócio ou ganhar algum dinheiro? Pode ser temporário para que pelo menos não precise se mudar. – Charlie lançou a ideia e meus olhos se arregalaram, como não havia pensado nisso antes?

Ally

Depois de Austin me deixar em casa o dia passou lento, mas teve fim e logo eu acordei para aguentar mais um dia de colégio. As coisas não andavam nem um pouco fáceis aqui em casa, quando minha mãe revelou que precisaríamos nos mudar para Orlando entrei em choque. Sabia que estava tudo muito ruim, o que não sabia é que meu pai havia apostado a nossa casa. Austin queria me ajudar e eu não podia deixar de me sentir agradecida por isso, mas não há nada que possa ser feito.

- Porque não esperou que eu te pegasse em casa? – ouvi o loiro dizer enquanto eu pegava meus livros no armário.

- Austin quando eu for embora você vai me esquecer. – não o olhei, tinha vergonha de admitir isso.

- Não fale assim. – ele me pediu, eu ia abraça-lo, mas algo me deteve.

- Então quer dizer que agora você namora o esquisitão? – ouvi aquela voz insuportável se pronunciar, Dallas segurava meu braço com força.

- Solte ela agora. – Austin exigiu, mas o moreno gargalhou alto.

- Venha pegar. – Dallas desafiou apertando meus punhos, eu tentava me soltar o que era inútil.

Austin se aproximou, seus punhos estavam fechados e eu sabia o que estava por vir. O corredor antes vazio se enchia aos poucos, mas antes que os dois iniciassem uma briga eu senti novamente aquela dor esquisita. Ela me consumiu aos poucos, tentei resistir, mas desmaiei nos braços do moreno.

Notas finais
Comentem , por favor! e se acharem que devem recomendem :) Obrigada mais uma vez por todo o apoio, vocês são DEMAIS!