Draw a Circle
2 O Castelo Real de Wawel.
Jadzia estava planejando seu funeral, tinha perdido Katry na multidão. Dona Rosa iria degola-la (ou não), Jad a muito custo tinha convencido a mãe de Katricce de que elas apenas iriam na exposição de arte contemporânea e voltariam no horário. E naquele momento a única coisa que a cacheada conseguia pensar era "estou ferrada." e suas mãos suavam frio. Sinceramente ela estava à beira de um colapso nervoso, corria por pelos corredores procurando a amiga, mas sem sucesso. Jadzia tinha se perdido dentro do museu pois não fazia a mínima ideia de onde estava e corria a cegas até esbarrar em alguém que caiu no chão com um baque surdo e um interjeição de dor. O rapaz que caiu desatou a falar tão rápido que a única coisa que Jad intendeu foi um "Totalnie", mas podia estar enganada.
_ Przepraszam (?) [Desculpe (?)] — Ela falou em um polonês enrolado.
_ Czy znasz polski? [Fala polonês?] — O garoto perguntou levantando e encarando a cacheada com os olhos verdes brilhantes por um tempo.
_ Bardzo nie. [Não muito.] — Respondeu depois de entender a frase. — Co słychać? [Tudo bem?]
_ Totalnie tak. Skąd Pani pochodzi? [Totalmente sim. De onde você é?] — O loiro olhou Jad de cima a baixo com um pouco de esforço já que ela era mais alta.
_Brazylia. [Brasil.] — ela respondeu meio confusa.
_ Mesmo? Tipo ele é um país totalmente legal. — o foi a vez do rapaz responder com o português enrolado. — Eu queria ir lá algum dia, ele tem pôneis que eu nunca vi...
_ Tipo nós estamos no Brasil. — a cacheada estava mais confusa ainda.
_ Não! Para tudo, tipo, isso é, assim, totalmente sério? — Ele parecia surpreso e irônico — achei que estivéssemos em Kraków...
_ C-cracóvia? — Ele confirmou com a cabeça. Jadzia olhou em volta reconhecendo alguns traços arquitetônicos familiares, mas não poderia ser... Ela devia estar sonhando. — Esse é o castelo de Wawel? — A voz da garota saiu baixinha.
_ Tipo pelo que eu me lembre é e totalmente não estamos no Brasil, mas... — O loiro foi interrompido por uma baixinha igualmente loira com casaco em um tom rosa vibrante gritando "Feliks!" — Cześć Felka. [Olá Felka] — a partir daí a cacheada não entendia mais porcaria nem uma da conversa dos gêmeos polacos raramente um "pônei" ali e um "totalmente" acolá, mas quando entendeu foi um "Quem é ela?" vindo de Felka que não parecia muito feliz em ver a brasileira.
_ Nazywam się Jadzia Smith. [Meu nome é Jadzia Smith] — Jad tentou ser cortês. — Jestem z Brazylia. [Eu sou do Brasil]
_ Felka Lukasiewicz — a loira respondeu — e esse é tipo meu irmão Feliks. — Feliks acenou e pegou um prendedor de cabelo para tirar o cabelo do rosto.
_ Acho tipo totalmente legal uma brasileira visitando minha casa. — Feliks sorriu. — Gosta da Polônia? Em que hotel você está? Veio de excursão?
_ Polônia é meu país favorito e bem eu não sei como cheguei aqui. — Jadzia se sentiu observada, não sabia se acreditariam nela, ela mesmo não acreditava. — Eu tipo estava passeando com uma amiga na minha cidade no Brasil e me perdi dela parando aqui. — Felka explodiu em risada.
_ Tipo, querida, se você acha que somos totalmente tapados pra acreditar nessa história você só pode ser uma espiã da vaca da América. — A loira respondeu com asco. Feliks botou a mão no ombro dela e a olhou nos olhos como se tivessem se comunicando mentalmente.
_ Eu não acho que esteja mentindo, tipo não totalmente... — Feliks se pronunciou depois de aparentemente ter ganho uma batalha mental. — O que fazemos com ela Felka? — A polonesa fez um biquinho como as piriga que posta foto cheio de efeito no facebook mas naquele momento Jad sentiu uma aura maligna.
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