Draw a Circle
3 A casa dos Beilschmidt.
Notas iniciais
Katricce caminhou por alguns minutos ao lado de Gilbert sem ninguém dar importância a nenhum dos dois. Poucos metros de uma casa grande com um estilo de prédio moderno ainda no centro de Berlim Gil parou e encarou a morena que fez uma cara de: "mas quê?". O loiro tirou um algo que se parecia com um aparelho auditivo e o colocou na brasileira.
_ É um tradutor. — Ele disse em sua língua nativa. — Tecnologia japonesa é incrível, mas nem tanto. – Em seguida sua típica risada.
_ Claro, nada é tão incrível quanto eu. — Katry rebateu fazendo o prussiano gargalhar.
_ Gostei de você mädchen [moça/donzela]. — O sorriso brincava no rosto do rapaz. — Agora vamos. — Puxou a morena pelo braço até a casa.
Abriu a porta e logo fez-se ouvir uma voz feminina rouca e irritada de algum ponto da casa.
_ GILBERT SEU MERDA!!! SE VOCÊ FOI BEBER E NÃO ME CHAMOU EU TE MATO SEU FILHO DE UMA PORCA!!! ACHEI QUE A GENTE ERA IRMÃO CARA E quem é essa?... — Sentada no corrimão da escada lá estava a mulher que esbravejava minutos atrás. Ela tinha cabelos loiros prateados, olhos vermelhos, uma cicatriz na bochecha e vestia um short com um terninho social preto sobre uma camiseta de banda de rock.
_ Julchen te amo também keseseses. — O prussiano respondeu de bom humor. — Cadê a Monika e o Ludwig? — Jul deu de ombros.
_ Devem estar resolvendo assuntos de estado ou pegando no pé dos Itálias pra completarem o treino. — Ela desceu o corrimão escorregando para encarar Gilbert e a brasileira logo em seguida- mas desembucha porquinho quem é essazinha?
_ Ela é minha hóspede, Justice Snow. — "Katricce" a morena corrigiu.
_ Nem mentir você sabe mais Gil? Keseseses keseses — Julchen parecia estar se divertindo. — O que vamos fazer quando os West chegarem e verem sua gatinha borralheira?
_ Ei! Eu tenho nome senhorita Julchen Beilschmidt. — Katricce protestou.
_ Calada porquinha, só porque o meu irmão arschloch [babaca] gostou de você, não quer dizer que a diva soberana moi [eu — Francês] vá simpatizar por uma praga como você. — Julchen sorria maligna — E você porquinho — ela apontou para Gilbert — vai ter que se virar nos trinta pra ela ficar! Vou ligar pro West agora mesmo! Você ficou louco de vez Preußen?! Trazer uma completa estranha pra dentro de casa... Não acredito que tenho o mesmo DNA que você... Hmpf! Agora entendo porquê do Lutz está tão preocupado... O velho de guerra pirou! — A loira não parava de tagarelar sobre como Gilbert tinha sido irresponsável e Ludwig tinha razão, mas Gil apenas virou pra Katry e disse:
_ TPM, ela fica igualzinho a Monika quando tá de TPM, humpf, uma chata! — O loiro pegou um passarinho amarelo e fez carinho nele. — Nem pense que escapou só porquê é bonitinha, ainda é uma suspeita. Só vai sair da casa dos incríveis germânicos quando responder os questionários do West! E isso se sair keseseses. — Aquela risada megalomaníaca fez Katricce ter um arrepio na espinha. — O prussiano a pegou no colo o que fez a morena protestar e dar um tapa no rosto dele que teve como reação um sorriso malicioso. Gilbert subiu as escadas e a levou até um quarto de paredes brancas, cama com lençóis brancos, móveis brancos, enfim uma explosão de branco, e grades duplas nas janelas. A brasileira temia por sua virgindade, mas o loiro apenas a botou na cama com um beijo no nariz da jovem a fazendo corar. Gil se levantou e com um "Te vejo mais tarde Iced Mädchen [Donzela Congelada]" trancou a porta deixando uma Katricce atônita trancada sozinha no quarto.
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