Notas iniciais
Olá meus lindos... Estou com alguns capitulos e por isso vou postar aqui e depois no último coloco uma nota mais extensa.

O céu estrelado naquela noite testemunhava o completar da décima terceira primavera de Harry Potter. A pouco mais de 10 anos, seus pais foram brutalmente assassinados por “você sabe quem”. Claro que essa história não foi a que foi contada para o garoto que sobreviveu, título pelo qual ele era conhecido. Tudo que Harry sabia sobre seus pais era o que seus “adoráveis” tios haviam contado para ele e mesmo não tendo nenhuma referência se tais histórias eram verdade ou não, custava acreditar que seus pais eram pessoas ruins.

Harry estava em seu quarto que ficava abaixo das escadas quando batidas delicadas que tremeu toda a estrutura do cômodo o despertaram de seus devaneios. Harry abre a porta e mesmo irritado por estar sendo incomodado, não deixa transparecer seus sentimentos pois, do outro lado da porta, estava Valter Dursley vestido de maneira formal com seu largo terno e um chapéu sobre a cabeça.

— Estamos de saída moleque, – diz o tio de Harry com as bochechas rubras o que mostra irritação que é o sentimento que tinha sempre que vinha falar com Harry. – Vê se não destrua nada nesta casa, na verdade, eu prefiro que fique dentro do seu quarto e não saia dele.

— Sim senhor. – Harry se limita a responder o tio e depois de Válter parecer satisfeito com a resposta, ele parte junto com Petúnia que o olha de soslaio e Duda Dursley. Eles partem pela falando animadamente sobre a suposta festa para onde estavam indo e assim que a porta se fecha atrás de Valter Dursley, Harry animadamente sai do quarto indo direto para a cozinha procurar se tinha algo para comer. Esses momentos onde ficava completamente sozinho eram raros e somente nesses dias era que podia se dar um pouco de felicidade que não conseguia alcançar na presença dos tios. Sempre se perguntou a necessidade de viver assim e o porque de eles serem dessa forma com ele.

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Petunia chorava fervorosamente no banco de trás do automóvel sendo consolada por Valter enquanto o pequeno Duda dirigia o veículo rapidamente pelas ruas londrinas. Todos os dias era a mesma coisa, sempre que Petúnia estava fora da vista de Harry ela se desmanchava em lágrimas. Ela não suportava tratar o garoto daquela maneira, mas infelizmente toda a situação na qual estavam vivendo necessitava que tais atitudes fossem necessárias.

Logo a colorida Londres noturna mudou para um cenário rústico cheio de árvores e mais um tempo se passou quando essas mesmas árvores revelam uma construção no meio da floresta. Um grande portão de cobre recepciona o trio e em vez de Duda diminuir a velocidade do carro, ao invés disso ele acelera em direção ao portão e quando era para o carro se chocar contra o portão, ele simplesmente vira uma névoa e o carro passa sem correr risco algum.

Logo Duda estaciona o carro em frente a entrada de uma grande mansão. Ele, Válter e Petúnia saem do carro e caminham em direção a porta que se encontrava aberta onde um elfo os aguardava.

— Boa noite Dobby. – diz Petúnia se aproximando da porta. – Os demais convidados já chegaram.

— Sim senhora. – a voz do elfo era temerosa, mesmo que Doby nunca tenha sido torturado pela senhora Potter, ela ainda seguia “aquele que não deve ser nomeado” e Doby temia que algo poderia acontecer a ele.

— Excelente. – Petunia se vira e vê seu reflexo em um dos espelhos na entrada e ao ver sua face ela sente o asco subindo pela garganta. Novamente se vira para Doby sorridente. — Doby, poderia resolver esse probleminha com nossa aparência por favor?

O elfo acena e logo com um estalar de dedos a aparência tanto de Petúnia quanto de Valter e Duda Dursley começa a mudar. Os cabelos negros de Petunia começam a se alongar tomando um tom acobreado, os olhos verdes vivos se tornam evidentes e suas feições se tornam mais delicadas. Duda e Valter também mudam se tornando belos homens. Sirius que antes estava no corpo de Duda fica apertado em suas roupas enquanto Tiago fica sobrando no grande casaco de Valter. Os dois homens começam a rir um do outro da situação cômica apontando para as roupas. Lilian apenas reflete se realmente tinha deixado a criança em casa quando com um aceno de mãos as roupas que usavam se tornam vestes negras e assim que se sentem prontos, eles adentram na mansão.

Aquela era a mansão Malfoy, era um local bastante frio e sem vida e desde da “queda” de Voldemort se tornou ainda mais mórbido. O clima não incomodava nenhum dos três bruxos, uma vez que só visitavam o local quando era extremamente necessário. Logo os três, guiados pelo elfo Dobby, chegam a uma grande sala de jantar onde tinha poucas pessoas. Sentado na ponta da mesa estava um homem de feições ofídicas que acariciava uma grande cobra que estava ao seu lado.

Tiago toma a frente do trio se sentando do lado direito de Voldemort com Sirius ao seu lado. Lilian faz uma reverência para o lorde e logo se senta em uma poltrona próxima a lareira que era seu lugar habitual. Todos os comensais da morte diziam que não tinha servos mais leais que os Potter’s, mas o que nenhum deles sabiam era que Voldemort não considerava os Potter’s como servos e sim como seus amigos. Tanto que, assim como Sirius Black, Voldemort era um dos padrinhos de Potter e a sua iniciação à arte das trevas foi o que realmente ocorreu na noite onde todos julgam ser a queda do maior bruxo das trevas.

Voldemort olhou para Tiago Potter que estava sentado ao seu lado de maneira relaxada enquanto conversava com Sirius sobre quadribol quando o chama.

— Como anda os preparativos meu filho? – a forma como Voldemort se referia ao trio irritava profundamente todos os comensais, mas nenhum deles ousava questionar tal forma de tratamento.

— Funcionando como um relógio My Lord. – diz Tiago sorrindo que, ao olhar para Lilian que estava atenta as chamas da lareira, tira uma carta das vestes, Doby que havia acabado de servir vinho para a mulher, pega a carta e leva até a mesa entregando para Voldemort. – Como pode ver My Lord, a carta chegou a algum tempo e não somente essa, várias outras foram chegando como se houvesse urgência para que Harry fosse para Hogwarts.

Voldemort analisa o envelope e sente a magia de Dumbledore presente nela, sabia que só de encostar naquela carta, Dumbledore seria possível de acessar seus pensamentos, sentimentos entre outras coisas e Voldemort riu.

— E na mente daquele velho, existe urgência, filho. – Voldemort se levanta e caminha ao redor da mesa. Além do casal Potter e Sirius, o anfitrião da casa Malfoy, Lucius estava presente, sentado a esquerda de Voldemort atento a qualquer ação que o Lorde tomasse, ao seu lado, Avery Klein que com o mesmo temor que o loiro, ficava de cabeça baixa fitando seus pés e para finalizar, Walden Macnair que mesmo temeroso, adorava aquela sensação de morte palpável. – Venho deixando sinais de que meu retorno pode ocorrer e como Harry foi o bruxo que mais se aproximou de me derrotar segundo as más línguas, Dumbledore o quer e suas fileiras para que seja usado de bode expiatório para que possa se vangloriar novamente mesmo que com o sacrifício do garoto. – as chamas próximas de Lilian ardem mais intensamente depois da menção do que Dumbledore deseja para Harry, mesmo o fogo exalando um calor que fazia alguns daquele recinto suar, Lilian parecia não se afetar bebendo seu vinho calmamente?

— E o senhor acha sensato enviar Harry para Hogwarts diante dessa circunstâncias? – Tiago questiona, em sua voz não havia temor ou medo, somente uma preocupação característica de um pai.

— Essa decisão cabe a vocês, eu, mesmo sendo padrinho do garoto não tenho voz diante de tal decisão, por isso que…

— Harry vai. – Lilian diz interrompendo o Lorde o que fez com que quase todos os presentes prendessem a respiração. Esta era Lilian, uma das poucas, se não a única das nascidas trouxas que tinha o respeito e admiração do Lorde, além de ser dona de um poder que rivalizava com o mesmo. Era para Lilian ser originalmente o braço direito de Voldemort, mas ela recusou por achar o serviço bastante entediante e tomar mais do seu tempo do que gostaria, por isso deixou para que os homens fizessem o trabalho pesado enquanto ela de fora sorria como uma bela e poderosa mulher que ela era.

— Tem certeza? – Voldemort questiona se aproximando de Lilian que se levanta sustentando o olhar diante do homem. Lucius e Avery ficaram em choque com a audácia da mulher, Walden imaginava que a qualquer momento ela seria morta por sua pertinência enquanto Tiago e Sirius com um olhar apostaram silenciosamente em quem ia desviar o olhar primeiro.

— Se eu for obrigada a tratar mal meu filho mais uma vez por causa daquele velho, eu mesmo entro em Hogwarts executo ele junto com qualquer um que entre em meu caminho. – as chamas da lareira se tornam ainda mais intensas enquanto um brilho perigoso surge em seu olhar. Era isso que Voldemort gostava em Lilian e foi por isso que ele não permitiu que a garota se unisse a Severo Snape, não que o pocionista tivesse chances diante da beleza do Potter, mas pela imaturidade do garoto Voldemort teve que pessoalmente convencer a Lilian que Tiago não era uma escolha ruim e ela sempre demonstrou o quanto foi grata pelo encontro que o Lorde organizou aos dois.

— Então Harry irá para Hogwarts e também permito que hoje vocês contem ao garoto a verdade por trás de tudo. — Tiago olha para o lorde que sorria, Lilian ao ouvir tais palavras faz uma reverência e logo volta a se sentar na poltrona voltando a olhar para a lareira.

— Sirius, como anda a missão de Remus Lupin de vigiar os Weasley?

— Na mesma, suporta ficar na presença daqueles traidores, mas em contrapartida, sabe que Dumbledore está pensando em mandar Hagrid para buscar Harry se a resposta da carta não for dada em breve, Remus tentou intervir dizendo que mandar um meio gigante seria bastante exagerado e até sugeriu que Arthur ou ele seriam escolha melhores, mas Alvo foi bastante resistente sobre o meio gigante.

— NÃO PERMITIREI QUE NINGUÉM LEVE HARRY AO BECO DIAGONAL ALÉM DE MIM. – desta vez perdendo o controle de seus sentimentos, o poder de Lilian explode fazendo com que a mesa e as cadeiras vazias voassem em direção das paredes se quebrando. As chamas se tornando vermelhas vivas, atingiu tal temperatura que Lucius achou que ela iria incendiar a mansão. As janelas e as decoração mais delicadas foram reduzidas a cacos, Voldemort foi o único que permaneceu no local sem se mover enquanto os demais presentes foram arrastados para distante da mulher. Mesmo com as lágrimas que vertiam de seus olhos, eles exibiam uma fúria que até Voldemort ficou preocupado por um momento. – Não podem tirar isso de mim… – Voldemort toma Lilian nos braços enquanto a bruxa chorava, essa fragilidade do Lorde era algo que não podia ser subestimada pois era algo que somente era destinada a moça. Tiago de longe observava a esposa e sabia melhor que ninguém dos sentimentos dela, ela era sem dúvida a bruxa mais poderosa daquela sala, isso ele incluindo o próprio lorde, mas ela acima de tudo era uma mãe e Tiago sabia que se para ele era ruim essa missão, para Lilian era infinitamente pior. Sirius estava com eles em missão para evitar que a mulher explodisse e fizesse alguma merda, coisa que diversas vezes quase ocorreu. Mas agora podia-se dizer que ela chegou ao limite, pois em todos os anos de casamento, as únicas vezes que Tiago a viu chorar foi quando Harry nasceu, quando ela era obrigada a ser dura com ele pois havia olheiros próximos para averiguar o garoto e agora.

— Hoje você vai se mostrar como você é para seu filho e ele vai entender, eu tenho certeza e logo não será mais necessário viver com essa máscara pois logo todos aqueles que buscam nossa queda estarão mortos, então peço que suporte somente um pouco mais. – Voldemort diz de maneira doce como quem pede a uma criança que somente pode comer doces depois do jantar, Lilian acena limpando as lágrimas enquanto retornar para seu acento. Voldemort se vira olhando para os três mais afastados com a fúria de um pai que vê que sua menina ficou magoada por valentões

— A partir de hoje eu quero que a rua dos Alfeneiros seja vigiada o tempo todo. — a doçura na voz do lorde havia sumido e agora só restava raiva. – Quero pelo menos quatro pessoas infiltradas lá. Duas vão ficar nas primeiras casas da rua e duas vão ficar nas casas finais. Também quero rondas constantes e se eu souber que um único rato passou por lá e não me foi relatado, vão desejar ter sido pegos e mortos pelos Aurores do ministério.

Os três acenaram positivamente, não conseguiam pronunciar uma palavra diante da pressão exercida pelo homem.

— Sumam da minha frente. – Avery e Walden se levantaram rapidamente e foram até a porta onde logo aparataram quando se encontraram fora da propriedade. Lucios apenas fez uma reverência e se afastou deixando o trio junto com Voldemort.

— Estamos de saída My Lord. – diz Sirius enquanto Tiago ampara a esposa.

— Diga para Remus que a vigilância tem que ser ainda mais constante e que deve infiltrar se possível um professor em Hogwarts para que possa ficar de olho no Harry. – Voldemort agora fala calmamente com o homem, Lucius de longe ouvia tudo atentamente, esse sentimento de se sentir um nada em sua própria casa turvava suas ações e decidiu que era hora de fazer com que a suposta morte do casal Potter se torne real.