Dramione - Side Effect

50 Você estava certa, sangue-ruim


Notas iniciais
Oi, gente! Como vai o feriadão?! Beijo para quem está trabalhando (como eu!). Sem beijo para quem tá de pernas pro ar, nos passando inveja. (Brincadeira! Beijos para vocês também!) CARACOLES! Esse é o capítulo 50 de Side Effect! Vocês sabem o que é isso??! Quando comecei essa história eu já sabia como eu queria que ela terminasse, mas NUNCA imaginei que o desenrolar dos acontecimentos fosse render tanto! A culpa é de vocês... Os reviews e comentários me estimulam a escrever e criar e as coisas vão acontecendo! E quando eu vi, tava escrevendo o capítulo 52... Por isso, obrigada por acompanhar Side Effect até aqui! Pelo carinho com a fic e paciência com a autora maluca! Aproveitem o capítulo 50... E não me matem! Xingamentos, maldições, azarações e torturas só recebo por meio de reviews. FELIZ CAPÍTULO 50!

A porta da frente havia desaparecido, provavelmente destruída pelo feitiço de Neville. Em seu lugar, restavam apenas pedaços de madeira pendurados nas grandes dobradiças de ferro. Mas um dos comensais havia se colocado em frente a abertura e disparava contra todos que tentavam se aproximar. A formação agora investia contra ele, enquanto tentava proteger Gina e Harry dos ataques que vinham de outros lados. Eles haviam acabado de fazer uma curva para a esquerda e se encaminhavam para outra tentativa de sair, quando Rodolfo atirou. Meu grito desesperado foi abafado pelos sons ao redor, como se eu tivesse tentado gritar debaixo d’água. Nem eu mesma pude ouvi-lo. Harry ia ser atingido em cheio.

Então, a vassoura atrás dele embicou para baixo, na diagonal exata para cruzar o caminho da Maldição. No mesmo instante, Neville conjurou um escudo entre Harry, seu defensor e o feitiço do mal. E foi como se os três — escudo, vassoura e maldição — colidissem no ar. Houve uma espécie de explosão, que encheu a sala de som e calor. Uma bola de fogo se formou no ar e se desfez quase que com a mesma rapidez. E a próxima coisa que vi, foi o corpo de George desabando junto da vassoura rumo ao caos deixado pela batalha. Não me lembro de ter pedido para me darem cobertura enquanto eu corria. Mas alguém estava bem atento aos meus passos, porque quando um comensal tentou se colocar na minha frente, saiu voando antes mesmo de firmar os dois pés no chão. Assim que me aproximei o suficiente acenei a varinha.

Aresto Momentum

George desacelerou de repente, e pairou por alguns milésimos de segundo no ar, a centímetros do chão, antes de cair com um baque surdo. Quando o alcancei, ele estava de barriga para baixo sobre a vassoura, que tinha as cerdas queimadas, enegrecidas. A manga da camisa havia sumido e o antebraço esquerdo tinha queimaduras escuras que subiam pelo cotovelo e até perto do ombro. O cheiro de carne queimada ardeu em meu meu nariz e fez meu estômago revirar. E a única coisa em que eu conseguia pensar enquanto esticava a mão para tocá-lo era: Por favor! Por favor! Por favor!.

Senti meus olhos arderem e me forcei a engolir as lágrimas por mais alguns instantes. Reuni toda a coragem que jamais tive e, com cuidado, o rodei de lado. A parte da frente do corpo não parecia tão ruim, apesar de a camisa estar destruída, cheia de rasgos e com pedaços faltando em várias partes. Repassei o que sabia sobre queimaduras e seu tratamento imediato, da maneira bruxa e trouxa, e grunhi de desapontamento. Pela extensão dos machucados, não havia nada que eu pudesse fazer, não sem as poções certas. Ele precisava da ajuda de um curandeiro.

— George? — Chamei com um sussurro. — George?!

Mas minha resposta foi o silêncio. O desespero tomou proporções indescritíveis quando percebi que ele não estava sequer respirando. Tentei inspirar fundo para me acalmar, mas o ar se recusava a entrar nos meus pulmões. Então, desisti de lutar contra a ardência no fundo dos meus olhos e, pelo que pareceu a milésima vez naquela noite, fui tomada pelas lágrimas. Só que não consegui me manter na superfície e afundei no desespero. Deixei-me afogar nele. Afastei com cuidado as mechas de cabelo ruivo que tapavam os olhos de George. Seu rosto estava sujo de fuligem, mas livre de queimaduras. O som da risada do gêmeo Weasley soou de repente nos meus ouvidos, aumentando a dor no meu peito, a agonia — que ameaçava me rasgar de dentro pra fora — deixando-me furiosa. Por mais idiota e sem sentido que o sentimento pudesse ser, eu estava com raiva de George por ter entrado na frente daquela maldição. Agarrei a camisa dele com força tentando desesperadamente descarregar minha frustração.

— Você não pode fazer isso. Não pode! Está me entendendo? Sei que sente falta dele, mas precisamos de você também. Não pode simplesmente nos deixar.

Desci com a lateral do punho sobre o peito dele uma, duas, três vezes. Foi quando ele tossiu. Espalmei as mãos sobre o peito de George e aproximei meu rosto de seu nariz. Ele estava respirando de novo. De forma difícil e chiada, mas respirando.

Uma vassoura passou a toda velocidade, em um rasante sobre nós, levantando a poeira dos escombros ao nosso redor. Seu ocupante desviou um feitiço que vinha na minha direção e George gemeu.

— Fred!

Precisei de muita determinação para engolir o bolo que se formou instantaneamente na minha garganta.

— Você vai ficar bem! Está tudo bem…

— Cadê o Fred? — Ele continuava de olhos fechados.

— Ele está… — Exitei por alguns segundos. — bem. Vai ficar tudo bem.

Outro feitiço atingiu um escudo bem ao meu lado. Por puro reflexo, joguei-me sobre o corpo de George. Ele gemeu de novo e alguém agarrou meu braço. Fui puxada para trás com tanta força que quase caí sentada. Peguei a varinha no chão e ainda de joelhos apontei-a para meu atacante. Mas Ronald apenas rosnou alguma coisa sem sentido enquanto se abaixava ao lado do irmão.

— Ele vai… ficar bem.

O ruivo apenas balançou a cabeça, concordando.

— Acho que, de alguma maneira, consegui… meio que… trazer ele de volta.

Uma lágrima escapou dos olhos azuis de Ron, mas ele a enxugou depressa. Hesitante, levei a mão até o ombro dele. Quando percebeu meu gesto, o rapaz segurou meu pulso com força.

— Consegue tirar ele daqui? — Ele olhou para cima, para a formação que ainda voava de forma evasiva pela sala. — Deixei Gina parcialmente exposta lá em cima.

— A gente dá um jeito.

Meu corpo inteiro se arrepiou quando escutei o timbre rouco. A voz de Draco estava mais dura que o normal e seu olhar caiu sobre a mão fechada de Ronald ao redor do meu pulso. O rapaz ruivo fingiu não perceber e demorou para me soltar. Deixando para fazer isso apenas quando já estava montado de novo na vassoura. Enquanto tentava alcançar os outros, Ron ainda precisou dar uma guinada repentina para a direita, para desviar de um feitiço.

— Acha que consegue proteger o George sozinha por alguns instantes?

Draco perguntou ainda de forma distante. Preocupado em observar a batalha ao redor.

— Claro. — Assenti baixinho.

O sonserino pegou a vassoura com cuidado ao lado do gêmeo Weasley e alçou voo antes que eu pudesse pensar em dizer qualquer outra coisa.

Vendo Draco se afastar em velocidade, lembrei de como fiquei espantada com sua habilidade em nossa primeira aula de voo. E, ainda, de como o admirava em segredo durante os jogos de Quadribol da Sonserina. Ele era quase tão bom quanto Harry, mas sua arrogância à época desestimulava qualquer tipo de comentário positivo. O loiro se aproximou da formação e voou ao lado de Olívio por alguns instantes, parecia que estavam conversando. Depois, tomou a direção contrária aos outros, rumo ao fundo da sala. E eu não conseguia ver como aquilo poderia ajudar em alguma coisa.

Então, com uma frenagem repentina, Draco deu um giro de 180°, ao mesmo tempo em que a formação perdeu altura de forma sincronizada, como numa coreografia muito bem ensaiada. No instante seguinte, ele se misturou aos outros em algum ponto entre Harry e Gui e todos seguiram em direção a porta mais uma vez. O comensal que estava bloqueando o caminho começou a disparar para o alto. E a cada feitiço ficava mais claro que o alvo em questão era Harry. Quando se aproximaram da saída, aceleraram, como imaginei que fariam, mas no último instante, ao invés de descer, eles subiram. Só que Draco e Harry ficaram para trás, saíram da formação. E enquanto o menino que sobreviveu se defendia de mais uma maldição, meu namorado atacou, lançando o comensal pelo buraco na porta. A formação completou a volta depressa e incluiu Harry de novo, seguindo com ele para fora. Três comensais perceberam a movimentação e foram atrás do time, enquanto um quarto voltava a bloquear a porta e impedia Draco fazer o mesmo.

O urro assustador às minhas costas deixou claro que Rodolfo tinha descoberto o que aconteceu. George gemeu aos meus pés mais uma vez e eu baixei os olhos para ele, preocupada. Foi quando uma fumaça preta me envolveu. Escutei meu nome sendo gritado ao longe, no que pareceram as vozes de Draco e Luna. Mas meus olhos, nariz e boca foram invadidos pela fumaça negra e arderam em brasa, destruindo minha determinação em ficar alerta. Minha varinha foi arrancada das minhas mãos e alguma coisa pressionou o meu pescoço, apertando a minha garganta. Respirar ficou difícil, uma tarefa dolorosa. Quando consegui afastar as lágrimas involuntárias, a fumaça havia desaparecido, Draco estava de volta ao chão e os olhos cor de tempestade brilhavam carregados de dor e súplica. Tentei me mover, mas a pressão contra o meu pescoço aumentou. Agora eu também podia sentir algo contra as minhas costas — um corpo. O loiro deu um passo vacilante à frente e a voz de Rodolfo Lestrange soou alta e ameaçadora ao lado do meu ouvido.

— Acho que você me conhece bem o suficiente, Draco. — Senti a ponta da varinha encostar na minha bochecha. — Não preciso te contar o que vai acontecer.

Tentei olhar ao redor, procurar pelos outros, chamar a atenção de alguém. Mas o braço de Rodolfo envolta do meu pescoço restringia meus movimentos e limitava meu campo de visão. Consegui apenas um vislumbre de Narcisa, que continuava firme na missão de não deixar Dolohov avançar; e pelo canto do olho enxerguei Percy, que agora estava ao lado de Fleur, esforçando-se para proteger e poupar a cunhada. E só isso. Não dava pra dizer mais nada de mais ninguém. Se tinham consciência do que estava acontecendo, se estavam bem.

— Não precisa fazer isso Rodolfo. — Apesar do desespero, visível na forma como a escuridão tomou os olhos azul-acinzentados de Draco, sua voz estava firme e calma. O tom era quase condescendente. — Olhe ao seu redor. Estamos em menor número agora, ocupados demais lidando com o seus capangas. Você pode sair andando pela porta da frente que ninguém vai notar, muito menos conseguir impedir.

O homem pareceu considerar a proposta por alguns segundos. Então senti uma pontada de dor quando a varinha afundou na pele da minha bochecha. Levei as mãos ao antebraço de Rodolfo, numa tentativa medíocre de conseguir um pouco de espaço para que o ar pudesse entrar e sair. Draco estava imóvel, mas os músculos de seu corpo pareciam pedra de tão tensionados, ele era a imagem de uma estátua de mármore.

— Você estava certa, sangue-ruim… Eu devia mesmo ter trago você ao invés da garota ruiva… — Rodolfo soou um tantinho decepcionado ao sussurrar aquilo. — Como alguém tão pequeno e insignificante pode criar tantos problemas?

Eu tinha a impressão que a qualquer momento a ponta varinha romperia a pele do meu rosto.

— Rodolfo… — Draco praticamente rosnou.

— O que é?! Não vai me convencer a poupar a vida dessa sangue-ruim nojenta de novo, Draco. Não vou cometer o mesmo erro duas vezes…

— Qualquer coisa! — O sonserino gritou de repente, desistindo de parecer calmo. — Faço qualquer coisa.

Não! Eu queria gritar de volta. Você não precisa... Não pode! Mas por mais força que eu fizesse, não havia maneira de fazer as palavras saírem e serem ouvidas.

Havia milhões de coisas a dizer. Eu te amo! I Isso tudo é muito maior que você e eu. Isso tem de ter um fim e se esse for o preço, estou disposta a pagá-lo... Mas aquele parecia o limite da situação para Rodolfo. Ele estava disposto a colocar um fim na história toda, definitivamente. Por isso, concentrei-me em Draco, nos olhos cor de tempestade que não perdiam um mínimo movimento meu. No abraço que eu não podia dar, no beijo de despedida que eu não poderia ter.

— Algum tempo atrás, essas palavras poderiam ter valido de alguma coisa. Mas não agora. Você é tão responsável por tudo isso, pela morte do seu pai e a destruição das nossa família, das nossas vidas, quanto ela. — O comensal bradou. — Quando você não teve coragem de matar o velhote Dumbledore, pensei que fosse apenas fraqueza e despreparo. Mas agora eu sei que não se tratava de falta de coragem. Você nunca quis fazer aquilo, sua lealdade nunca esteve com a sua família.

— Dumbledore não merecia morrer… Assim como todas as outras pessoas que vocês assassinaram nessa maldita guerra. Nascidos trouxas ou não, eles eram todos bruxos, todos tinham famílias. Acha que essas famílias estão sofrendo menos que você?

— Chega! — O grito retumbou dentro da minha cabeça. — Não sei quando foi que você desenvolveu uma consciência… Mas vai descobrir que isso não traz nenhuma vantagem, só vai aumentar o estrago dentro de você. — Senti uma última lágrima deixar meus olhos. Os nós dos dedos de Draco estavam brancos devido à força com que ele segurava a varinha. — Diga adeus à sua sangue-ruim desprezível. Av

Foi como se alguém tivesse ligado um gancho ao cós da minha calça jeans. Como um peixe retirado da água da maneira errada, com o anzol preso ao centro do corpo, fui puxada na direção de Draco. O impacto dos nossos corpos expulsou o pouco de ar que restava nos meus pulmões. Ele vacilou, mas conseguiu nos manter de pé e fechou os braços com firmeza ao meu redor, antes de descansar a testa no topo da minha cabeça. Torci o tronco em meio ao seu abraço, procurando por Rodolfo. Mas o homem estava no chão, caído sobre os escombros em uma posição torta.

— Nunca mais faça isso de novo. — Draco soltou o ar.

Levantei os olhos do corpo do comensal para protestar e percebi que o sonserino estava falando com Neville.

— Funcionou, não funcionou?! — Neville meio respondeu, meio gritou enquanto caminhava com Luna na nossa direção.

— Se os feitiços não tivessem saído perfeitamente sincronizados...

— Ele quis dizer obrigada. — Minha voz saiu falha, eu sentia como se um gato tivesse afiado as garras no interior da minha garganta.

— De nada. — Neville respondeu de forma simples, enquanto olhava ao redor. — Não quero estragar o momento, nem nada. Mas precisamos dar o fora daqui.

— Alguma sugestão? — Disse num suspiro. — Eles estão em maior número agora.

— Tirando matar todos eles?

Percorri a sala pela milionésima vez, tentando pensar em alguma coisa. Meus olhos chegaram a George, que continuava deitado no lugar onde tinha caído mais cedo, há alguns passos de nós, sem nenhum sinal de melhora.

— George não tem todo esse tempo.

Como que para comprovar minhas palavras, um feitiço defendido por Hagrid ricocheteou e atingiu o teto acima das nossas cabeças, acima de George. Rodolfo havia tomado a minha varinha quando me fez de refém e eu nunca me senti tão impotente na vida, como ao assistir aqueles pedaços de concreto e madeira despencando. Foi como ter um dejavù horrível e desesperador.

Expulso!

A sintonia das vozes de Luna e Draco fez a situação parecer ensaiada. Ao serem atingidos pelos feitiços, os escombros de desintegraram no ar e acabamos sob uma chuva de poeira. Soltei o ar, que não sabia que estava segurando, e corri até George. O gêmeo Weasley tossia e gemia ao mesmo tempo com o esforço. A cor ruiva original dos cabelos se destacando debaixo do pó, conforme ele se balançava.

— Temos que tirar ele daqui. — repeti, alcançando a minha varinha.

— Você já disse isso! — Neville constatou enquanto atacava um dos homens que lutava com Molly.

Quando dei por mim, havíamos formado, inconscientemente, um círculo precário em volta de George enquanto duelávamos. Estávamos ali a tanto tempo que agora lutávamos não só com os comensais, mas também para nos manter de pé. Luna exibia um corte profundo no lábio e o queixo estava começando a ficar roxo; Neville tinha dificuldades para apoiar o pé direito no chão; Draco ainda sangrava na região das costelas e a cada minuto perdia um pouco mais de cor. Só que a batalha não parecia nada próxima do fim.

Afastei outra maldição, sentindo o peso dos meus braços aumentar. Eu estava fazendo um esforço enorme para levantá-los a cada novo feitiço. Meus músculos estavam exaustos. Apesar de minha mente continuar trabalhando furiosamente, meu corpo parecia não querer mais colaborar. Eu precisava fazer força também para respirar, a dor da minha garganta ainda não tinha passado e atrapalhava o processo como um todo.

Petrificus Totallus!

Não fiz o movimento de pulso da maneira como deveria e o feitiço passou a um bom metro de distância do meu oponente. Ainda assim, ele caiu, não petrificado, mas morto. De repente, outros comensais começaram a desabar pela sala. E os aurores irromperam pela porta da frente, comandados pelo próprio Kingsley Shacklebolt. Pegos de surpresa, os comensais foram derrotados antes mesmo de se dar conta do que estava acontecendo, do que ou quem os estava atingindo. A vitória veio em questão de minutos. O último a ser derrubado foi Dolohov e o olhar que ele dirigiu a Draco antes de cair poderia ter congelado meu sangue nas veias.

— Onde é que vocês estavam? — exigiu Percy, assim que Dolohov foi dominado.

— Houve uma confusão no repasse das informações. Só conseguimos a localização exata minutos atrás por meio de um Patrono do seu irmão. — O Ministro da Magia não pareceu ofendido com o tom autoritário e desrespeitoso. Mas foi incisivo na resposta, deixando claro que o assunto estava encerrado. — Estão todos bem?

Num gesto silencioso e, principalmente, triste, desfizemos o círculo para revelar George. O soluço da senhora Weasley encheu a sala e ecoou pelas paredes, sobrepujando o silêncio mórbido, enquanto todos a observavam cruzar o ambiente seguida por Arthur.

— Ele está… vivo. — Luna murmurou quando ela se aproximou. — Mas muito ferido.

A mulher afagou os cabelos cor de fogo do filho, com o rosto coberto de lágrimas. E eu precisei desviar os olhos da cena, dolorosamente similar à que havia se passado no salão principal de Hogwarts, para não desmoronar. Não tinha condições de lidar com mais essa ironia preparada pelo destino. E não conseguia nem imaginar o que Molly estava sentindo.

— Sancler, Armand. Levem o rapaz para o St. Mungus imediatamente. — Kingsley decretou.

Quando os dois homens deram um passo à frente, destacando-se do grupo, Draco imediatamente ficou tenso ao meu lado. Coloquei a mão no braço dele, tentando fazê-lo relaxar. O loiro hesitou por alguns segundos, sem tirar os olhos dos dois. E quando achei que ia me dizer o que estava acontecendo, acenou a varinha.

Avada Kedavra!

Notas finais
Qualquer errinho me avisem! Que tal algumas recomendações para comemorar o capítulo 50... Hã? Hã? Hã? Hã? Hã?