Dramione - Side Effect

63 Você é patética, Parkinson


Notas iniciais
Amores da minha vida... Perdoem a titia! Essa história de casar está me deixando louca. Nem tempo pra responder os reviews deixados desde o último capítulo postado eu tive! Antes de mais nada... OBRIGADA Yma pela linda recomendação! Vocês não desistem mesmo de me fazer chorar! O capítulo é seu... E, como eu tardo mas não falho... Vamos parar de perder ainda mais tempo e vamos logo ler. #Hermioneboxeadora #RemodelandoorostodaAstoria

Draco colocou as mãos em volta da cintura da garota e a empurrou para longe de si sem a menor delicadeza. Ela cambaleou para trás, desequilibrada, e só não caiu porque Krum a segurou. Assim que se viu fora de perigo, Astória ameaçou sorrir de novo. Mas, dessa vez, os lábios finos, manchados de batom vermelho sangue, foram interrompidos pelo meu punho direito, quando ele atingiu em cheio o nariz adunco dela. As juntas dos meus dedos doeram como se mil abelhas as tivessem ferroado ao mesmo tempo. Agarrei a piranha pelo minúsculo pedaço de pano que ela chamava de blusa para impedi-la de escapar e, recolhendo o braço o mais rápido de pude, soquei de novo.

A dor nos meus dedos triplicou de intensidade e não podia mais ser ignorada, mas eu ainda não estava satisfeita. Então, soltei-a para poder usar o punho esquerdo. Ele já estava a meio caminho da cara deslavada e exageradamente maquiada da Greengrass, quando alguém passou os braços pela minha cintura e me afastou da sonserina, fazendo-me socar apenas o ar. Preparei-me para gritar todas as ofensas que conhecia ao idiota que me impediu de remodelar o rosto de Astória. Mas um feitiço explodiu de encontro a um escudo no exato lugar em que eu estive apenas milésimos de segundo após eu ser puxada para trás.

Aquilo pareceu me acordar. De repente, fiquei ciente de tudo o que acontecia ao nosso redor. Da música, do calor, dos outros alunos na festa — que agora nos encaravam espantados. Por alguns instantes, tudo o que eu vi foi a cara de pau de Astória Greengrass esperando para ser amaciada como um bife de carne de segunda. Mas, então, havia Gina e Luna com as varinhas em punho, encarando uma Pansy Parkinson, ainda mais pálida que o normal, indecisa entre tentar me atacar de novo e correr. Viktor Krum amparando uma Astória que escondia o rosto ensanguentado do olhar preocupado de Harry. E Draco com os músculos tensos como as cordas de uma harpa e os braços fechados com firmeza ao meu redor.

— Me solta. — gritei.

A música soava alta, enchendo o ambiente, como se emanasse das paredes. E, ainda assim, Pansy me escutou. Ela levantou a mão da varinha, apontando-a na minha direção mais uma vez. Antes que ela pudesse pensar em alguma azaração ou feitiço, Gina a desarmou. A varinha foi atirada do outro lado da sala e perdeu-se em meio ao aglomerado de alunos.

— Sua vadia, traidora do sangue. Isso não vai ficar assim.

— ‘Tô pagando pra ver, Parkinson.

A ruiva usou seu tom mais calmo e ameaçador e deu um passo na direção da sonserina. Mas Harry colocou-se no meio delas. Lutei mais uma vez contra o aperto de Draco, estava mais que na hora de Pansy receber a parcela de sopapos que cabia a ela. Quem aquela garota achava que era para ameaçar Gina? Mas meu namorado estava impassível.

Pansy sorriu para Gina por cima do ombro de Harry fazendo a ruiva bufar de ódio. E o garoto que sobreviveu teve de agir rápido e tirar a varinha da noiva também. Gina o encarou de olhos arregalados, incrédula. Ela abriu a boca para protestar, mas estava ultrajada demais com a atitude dele até mesmo para isso.

— Tudo bem… — Luna entregou a própria varinha para Neville e uma ruga vincou a testa entre as sobrancelhas do rapaz, quando ele encarou o pedaço de madeira. — Infelizmente, sinto que vou gostar muito disso.

Ninguém, nem mesmo a própria Pansy, esperava por aquilo. Estávamos bem próximos uns aos outros no pequeno espaço aberto pela confusão. Então, Luna teve que dar apenas três passos para alcançar o colarinho da camisa transparente que a outra usava. A sonserina devia ser, pelo menos, um palmo mais alta que a loirinha, mas estava paralisada. Todos ficaram tão surpresos com o gesto que demoraram a reagir. Luna levantou a mão, armando um tapa que, certamente, deixaria o rosto de Parkinson marcado.

— Você é patética, Parkinson. — disse com simplicidade. Quando a garota se encolheu, esperando o golpe, ela simplesmente a soltou, e Pansy caiu de joelhos aos seus pés.- Quer saber? Não vale a pena.

Juro que vi Harry esboçar um sorriso enquanto a loirinha limpava as mãos no jeans de forma bem teatral. Gina, por outro lado, ria tanto que já estava ficando sem ar. Eu mesma não pude deixar de sorrir. Neville não cabia em si de orgulho.

O problema é que ela deu as costas à Pansy. Estava um pouco envergonhada, mas orgulhosa de si mesma e sorria de volta para nós, no melhor jeito — tímido e distraído — Luna de ser. Os cabelos dourados estavam soltos, caindo em cascata pelos ombros. E foi, justamente, neles que a sonserina mirou. Senti Draco soltar um dos braços que restringiam meus movimentos para tentar alcançar a varinha. Um grito de aviso ficou preso na minha garganta, quando Simas apareceu no caminho.

— Já chega, Parkinson. Está na hora de vocês irem. — ele segurou a garota pelo braço, ainda esticado na direção de Luna. E virou-se para Krum, que segurava Astória. — Se importa de me ajudar?

— Não, claro que não. Só me mostre o caminho. — o búlgaro foi ainda mais incisivo que de costume. — Vamos lá, srta. Greengrass.

Astória relutava em se mover, apesar de eu achar que Viktor é quem estava sustentando todo peso dela, mantendo-a de pé. Ela gemeu e choramingou quando ele tentou começar a caminhar. Então, o jogador passou o braço pela curva dos joelhos da sonserina, pegando-a no colo. Gina revirou os olhos para a cena, impaciente e enojada, assim como eu. Pansy Parkinson ainda nos encarava, seus olhos de gato faiscando com uma fúria assassina.

— Pegue o que restou da sua dignidade e da sua amiguinha sem vergonha e dá o fora daqui logo, Parkinson. — exigi, tentando fazer Draco me soltar.

— Vamos ver se quando a sua corja não estiver por perto você vai ser tão corajosa, sangue ruim.

— Eu vou matar essa vadia! — Gina explodiu. E Harry teve que segurá-la para que não partisse para cima de Pansy de novo.

— Chega você também, Gina. — Simas soou autoritário.

— Mas ela…

— Sinto muito, Harry… — ele cortou a ruiva. — Mas acho que é melhor vocês irem também.

— Claro.

— Sinto muito, Simas. — eu disse com sinceridade. Aquela festa significava tanto para ele. Não tínhamos o direito de estragá-la daquela maneira.

Mas ele já havia dado as costas para nós e abria caminho em meio aos alunos rumo à porta de saída. Bufei exasperada e forcei os braços de Draco de novo. Dessa vez, ele não ofereceu resistência. Aquilo fez ruir os meus últimos resquícios de paciência e controle.

— Agora você me solta!? — virei-me para ele. — Qual é o seu problema? Ela vem dando em cima de você, descaradamente, há duas semanas. — acusei. — DUAS SEMANAS. Eu tentei ignorar, fingir que não via. Mas tudo tem um limite.

— Tudo o que eu tenho feito é tentar me livrar dessas duas malucas. — ele devolveu.

— Então, porque não me deixou quebrar a cara dela?

— Não sei se percebeu, mas você fez isso. Queria mais o que??? Mandar a garota desacordada pra enfermaria?

— Era exatamente o que ela merecia. — Gina afirmou.

— Isso só traria mais problemas pra Hermione. Da maneira como está, já vai ser bem complicado. Os Greengrass não são pessoas compreensivas. E a Astória não vai esquecer isso tão cedo.

— Ah, mas não vai mesmo! — Gina caçoou.

— Está sugerindo que devemos deixar elas fazerem o que quiserem porque tem pais influentes? — eu não podia acreditar no que tinha acabado de ouvir.

— Não é o que eu quero dizer… — ele passou as mãos pelo cabelo loiro de forma nervosa.

— Sério? Porque soa muito como você mesmo até pouco antes da guerra.

Ronald havia surgido de algum lugar no meio das pessoas e agora encarava Draco de forma ameaçadora, com os braços cruzados na frente do corpo. O loiro se limitou a revirar os olhos para o comentário. Antes de se voltar para mim.

— Hermione, eu não me importo com o que vai ser da Parkinson ou da Greengrass. Eu… Eu só não posso deixar que se machuque…

Admito que aquilo amoleceu um pouco meu coração. Eu sabia que aquelas garotas podiam ser bem inconvenientes quando queriam e que nada era capaz de demovê-las. Não era preciso que Draco mostrasse qualquer interesse, ou abertura, para que elas o perseguissem. Mas eu já estava além do limite.

— A gente conversa amanhã. — falei num suspiro.

— Hermione… — ele me segurou pela curva do cotovelo.

— Draco, eu ‘tô exausta. — disse com sinceridade, enquanto lutava contra o impulso de me jogar nos braços dele. Mas o loiro deslizou a mão pelo meu antebraço e foi impossível refrear o grito de dor.

O sonserino empalideceu quando desviou os olhos para minha mão. E tenho certeza que fiquei quase tão sem cor quanto ele.

— Mas que droga, Hermione.

Meus dedos, indicador e médio, tinham grandes hematomas roxos, quase pretos. E a pedra da aliança de noivado, de alguma forma, tinha feito um corte profundo nas costas da minha mão, próximo ao nó do dedo anelar. Havia sangue da Astória também, mas uma boa quantidade era, na verdade, minha. Tentei flexionar a mão e só consegui choramingar.

— ‘Tá doendo.

— É claro que está. Seus dedos estão quebrados.

— Eu juro que vou fazer aquelas piranhas se arrependerem de terem nascido. — Gina rosnou ao se aproximar e parar ao lado de Draco para examinar melhor.

— Não, não vai. — Draco bufou. — Temos que levar ela pra Madame Pomfrey.

— Nem pensar. — afastei-me dele, segurando a mão machucada contra o peito. Agora que eu sabia que ela estava quebrada a dor parecia muito maior.

— Hermione… — ele implorou.

— Astória vai estar lá, Draco. Se não quer provocar uma morte essa noite…- a ruiva ameaçou.

Ele apenas acenou com a cabeça, assentindo e passou a mão pelos meus ombros para me guiar pelo aglomerado de gente. Mal passamos pela porta do vestíbulo, Draco puxou-me para uma das poltronas e, depois de me fazer sentar, ajoelhou-se na minha frente. Sob o olhar atento dos meus amigos, o sonserino examinou minha mão mais uma vez.

— Precisamos consertar isso.

— Você acha que os ossos estão fora do lugar? — perguntou Luna. — Se estiverem…

Ela e Draco trocaram um olhar cheio de significado. Então, ele levou uma das mãos ao meu rosto e eu mergulhei na tempestade azul-acinzentada.

— Precisa confiar em mim.

— Você sabe que eu confio. — eu disse num fio de voz, ainda presa no meu céu noturno particular.

Draco retirou a varinha do bolso e segurou meu pulso com firmeza.

Episkey.

Um grito agudo encheu a sala. Draco imediatamente levantou os olhos para mim e eles estavam límpidos, cheios de dor e culpa. Só então, dei-me conta que eu é quem tinha gritado e senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.

— Desculpe. — a voz dele quase não saiu. — Desculpe, Hermione. Eu sinto muito. — sussurrou, segurando meu rosto entre as mãos, antes de me puxar para si.

Notas finais
Por favor, não desistam de me mandar reviews e recomendações! Essa foi uma semana atípica. Prometo que vou responder TUDINHO... Bjos