Dramione - Side Effect

69 Visão de Draco Malfoy: Aquilo não foi só um aviso


Notas iniciais
Oie pessoas... Em homenagem ao sonserino mais amado e admirado de todos os tempos, aqui estou eu com mais um capítulo. Parabéns, Draco Lucius Malfoy! Que você possa fazer parte da nossa vida e do nosso imaginário por milhares e milhares de anos ainda! Dizer que te amamos é pouco, mas na falta de palavras melhores... ... Vamos esclarecer uma coisa?! Ameaças, azarações e Maldições Imperdoáveis não são a forma mais eficaz de fazer Titia postar mais rápido! Ok? Muito menos a melhor maneira de agradecer por um novo capítulo! Não! Eu não sou uma pessoa má e sádica que se diverte com o sofrimento e curiosidade de vocês. Eu também tenho sentimentos!!!!!!!! Não ganhei nenhuma recomendação nesse capítulo?! Acreditam???? Depois de toda essa espera... E ainda assim voltei! Aproveitem. Bjos

O desvio repentino de Gina tirou Katie Bell totalmente da jogada. Ela passou a bola para Chang, que acelerou em direção aos aros. Foi um bom lance, mas Olívio Wood era mais esperto. Enquanto eu assistia a performance das atacantes, um dos balaços se aproximou de mim e aproveitei para atirá-lo na direção do goleiro. Ele se esquivou com habilidade e depois entregou a goles para Angelina. Tinha que admitir, o cara era mesmo bom.

A verdade era que todos pareciam especialmente inspirados naquela manhã. Eu mesmo, que nunca tinha jogado como batedor, estava me saindo melhor que esperava. Ri ao me dar conta que multidão nas arquibancadas parecia concordar comigo. Eles vibravam e gritavam, até com as jogadas mais simples. E quando Gina escapou de um balaço e ainda impediu um passe entre Johnson e Bell, o estádio praticamente veio abaixo. Para completar, a ruiva tabelou com a Chang de novo e marcou no aro da esquerda. Não consegui não sorrir com a reação dos olheiros e jornalistas esportivos. Se Gina continuasse jogando daquele jeito, ia sair do estádio com um contrato profissional assinado.

A disputa entre os atacantes continuava, então, aproveitei para procurar por Hermione em meio aos torcedores. E respirei aliviado quando identifiquei os cabelos extremamente loiros de Luna ao lado do emaranhado de fios castanhos. As duas estavam juntas na beira do campo, acompanhando com atenção cada movimento da amiga ruiva no céu. Tinha certeza de que não deveriam estar cabendo em si de orgulho.

— Malfoy, será que dá pra prestar mais atenção no jogo? — Meagan McCormack pairou ao meu lado. — A gente tá precisando de ajuda aqui.

Respirei fundo e decidi não responder. Apenas me coloquei em movimento. Eu ia acabar arruinando a coisa toda se não fizesse o meu papel e prestasse mais atenção no jogo. Mas a ideia de ter que confiar no Weasley para lidar com o que quer que acontecesse no chão simplesmente me enlouquecia.

Já era para ela ter desconfiado. Eu tinha sorte de ela estar excepcionalmente distraída nos últimos tempos. Quer dizer, houve vários momentos em que achei que ela ia descobrir tudo. Como durante aquela encenação patética no corredor da Torre da Grifinória, ou pouco antes da briga na festa da Sala Precisa. Ficou claro durante o café da manhã que ela sabia. Sabia que algo estava errado. Dava para sentir o incômodo dela a quilômetros de distância. E a incompetência crônica de Ronald Weasley não ajudava em nada. Eu não conseguia entender como um departamento inteiro de Aurores podia ser enganado por um único cara. Merlim! Em duas semanas fingindo me importar com aquelas duas eu havia chegado mais perto de capturá-lo que todos eles juntos em dois meses de investigação.

— Malfoy… Qual é?! Temos um jogo pra vencer. — a voz estridente e autoritária da Weasley fêmea retumbou nos meus ouvidos.

— Você sabe que eu não ligo a mínima pra esse jogo estúpido. — sibilei ao me aproximar dela.

— O plano é seu. Só estou cumprindo meu papel.

— Bem demais, eu diria. — Gina ficou escarlate. — Desculpe! Eu não quis dizer isso. — completei rápido. E era verdade.

— Espero, mesmo, que não. — ela resmungou.

— Essa é a sua chance, e ela mataria nós dois se você não a aproveitasse por qualquer razão que seja. — quis soar firme e incentivador, mas sabia que na minha voz só havia cansaço. — É só... eu estaria muito mais tranquilo com qualquer outra pessoa vigiando-a que não o seu irmão.

— Ainda acho que seria tudo muito mais fácil se ela soubesse a verdade.

— Eu estava considerando seriamente essa possibilidade, até você me contar sobre o pingente. Aquilo não foi só um aviso, foi um desafio.

— Você sabe, melhor que ninguém, que ela pode cuidar de si mesma. Na verdade, ao longo dos anos, em mais da metade das vezes, foi graças a ela que conseguimos escapar, ganhar a batalha, ou, simplesmente, sobreviver por mais um dia. — Gina soou distante.

— É diferente agora. — suspirei.

Procurei mais uma vez pela massa de cabelos castanhos. Mas eles haviam desaparecido. Esquadrinhei as laterais do campo e as arquibancadas, duas vezes. Ela não estava mais lá. Acelerei em direção ao solo, com Gina em meu encalço.

— Draco, o que você quer dizer com “é diferente agora”? Cadê ela?

— Continue jogando! Ou as outras pessoas vão perceber. — gritei por cima do vento.

O olhar preocupado e sério da ruiva me perfurou, contudo ela fez a volta e retornou para o centro da ação. Pousei na beira do campo e Córmaco veio correndo ao meu encontro.

— Já se cansou? Cara, se estivéssemos em times diferentes você não daria nem pro começo.

Respirando fundo para engolir os milhares de palavrões que queria gritar pra ele, empurrei o bastão em suas mãos e abri espaço para que levantasse voo. Não tentei disfarçar minha preocupação ao correr para onde Weasley e Lovegood discutiam, perto do espaço reservado para as crianças do Instituto.

— O que é que você está fazendo aqui embaixo? Quer estragar tudo? — Ronald Weasley arregalou os olhos para mim enquanto indicava Luna Lovegood com a cabeça.

— Onde ela está?

Ele ignorou a pergunta.

— Onde ela está, Weasley?

— Nós não sabemos. — o idiota finalmente admitiu.

— Calma, Draco. — Lovegood colocou a mão no meu ombro tentando ao mesmo tempo me acalmar e me afastar do paspalho. — Ela ainda deve estar procurando o Mase.

— A única coisa que você precisava fazer era ficar de olho nela. E pra variar, estragou tudo.

— Você ouviu o que a Luna disse? O Mase desapareceu. — o ruivo soou verdadeiramente decepcionado consigo mesmo. — Estamos falando de uma criança pequena, perdida em meio a milhares de pessoas, no jogo de quadribol mais esperado do ano. Você a conhece. Sabe que ela não ia simplesmente ficar parada assistindo e esperando.

— Se acontecer alguma coisa com ela, Weasley. Eu juro por Merlim…

— Draco! Qual é o seu problema? — Lovegood já havia percebido que havia alguma coisa por trás daquela discussão. Algo ainda não dito.

— Tem dezenas de aurores aqui! — o ruivo argumentou sem convicção.

— Também havia dezenas deles no Baile de Halloween e ainda assim Rodolfo conseguiu levar a Gina. — rebati.

— Com a sua ajuda.

Foi como levar um soco no estômago. Senti a bile na garganta enquanto minhas entranhas se contorciam. Ajudar Rodolfo Lestrange a levar Gina Weasley prisioneira e fingir trair a confiança de Hermione foi a coisa mais difícil que já tive que fazer. O olhar decepcionado que ela me lançou enquanto fugíamos pelo túnel ainda habitava meus pesadelos e atormentava minha alma.

— Ele ia matar a Hermione. — expliquei pela zilhonésima vez. Por mais que eu argumentasse, Ronald parecia não acreditar na minha versão, ou fingia não acreditar. — Não vi você fazendo muita coisa pra impedir tudo aquilo também. — joguei a acusação de volta, para descontar minha raiva.

— Por favor, parem. — Lovegood se colocou entre nós. — Pode não ter acontecido nada... — ela olhava de mim para o Weasley e de volta para mim, com o semblante sério e decidido. — Mas a demora é realmente estranha. Sem contar esse seu desespero, Draco. E essa troca de acusações sem sentido. Somando a tudo isso o fato de que Mase não é o tipo de criança que se perde com facilidade… O que vocês não estão me contando?

— Mase não se perdeu. — fui categórico.

— Ele era uma distração. — Ronald completou. E a loirinha engoliu em seco.

— Em que direção ela foi? — forcei-me a encarar Ronald Weasley. — Se eles deixarem o castelo estamos perdidos.

— Eles não vão.

— Você não pode me garantir isso.

— Já chega! — a imponência das palavras me assustou. Luna nem parecia ela mesma. — Parem de brigar e comecem a agir. Devemos parar o jogo?

— Não. — Weasley e eu afirmamos ao mesmo tempo.

— Mas e se-

— Não. — repetimos.

— Draco... — ela segurou meu braço e fixou seus grandes olhos azuis em mim. Havia súplica neles. E uma preocupação desmedida, apesar de sua postura calma e decidida. Mas havia, principalmente, medo.

— Nós vamos encontrá-la. Eu prometo. — disse, tentando ao máximo acreditar em minhas próprias palavras.

— Ela disse que iria para o lado oeste do estádio.

Nem bem Weasley terminou de falar, já estávamos, os três, correndo na direção indicada. As poucas pessoas que perceberam nossa movimentação, para nossa sorte, ignoraram o fato.

— Podem até não parar o jogo, mas se queremos evitar que ele fuja de novo precisamos avisar os Aurores. — Luna começou a ofegar devido ao esforço que fazia para correr e falar ao mesmo tempo, só que ainda assim continuou acompanhando nosso ritmo intenso. — É melhor… Vou colocar todos em alerta. — de repente, a loirinha virou a esquerda e começou a se distanciar de nós.

Ronald parou de súbito e, como estava prestando atenção em Luna, tive que fazer um esforço enorme para não colidir com ele. Já havia preparado uma série de ofensas para despejar no ruivo, quando reparei que ele observava uma forma se aproximar de nós voando a poucos metros do chão. No primeiro vislumbre achei que um elfo estivesse montando a vassoura, tão pequeno era o ser equilibrado ali em cima. Até que finalmente reconheci Mase.

Notas finais
Draco aceita felicitações e presentes... Mas nada de poções do amor nos chocolates, hein???