Notas iniciais
Boa leitura... *Capítulo Revisado 24/11/2015

Mione não entendeu Draco, quando viu o loiro estava saindo pela porta da frente e sem nem olhar para trás. Enzo e Sophia dormiram com ela na sua cama de casal. Com uma grande dor no coração ela os deixou no orfanato prometendo busca-los para outra visita o mais rápido possível.

Abriu a porta da sala com um enorme sorriso, estava feliz. Tanto Enzo quanto Sophia estava começando a se acostumar com ela.

—Bom dia Draco. – Falou sorridente.

—Boa noite Granger.

O modo como ele falou lhe deixou em alerta. Tinham combinado se chamarem pelo primeiro nome e estava começando a se acostumar com essa intimidade, nos últimos dias ela andava num conflito interno. Alguma coisa dentro dela se acendia sempre que via Draco Malfoy e depois de tudo que ele tinha feito por ela nesses últimos dias, ela estava começando a acreditar que realmente pudesse se envolver mais seriamente com ele.

Ela não tinha medo de relacionamentos, não agora. Talvez antigamente quando vivia a vida em cantos variados do mundo, mas agora, era diferente. Ela tinha encontrado sua própria família, Enzo e Sophia, e de certa forma Draco apenas acrescentava.

Sentou-se no seu lugar um pouco receosa, talvez tivesse dito algo errado e o magoado. Pegou uma papelada de papel e começou a analisar, o loiro da outra mesa nem ao menos a olhava e ficou a manhã inteira assim, apenas falando com ela quando era estritamente necessário.

Pensou em convida-lo para almoçar, mas temeu receber um não. Sentiu-se estranha. Já fazia muito tempo que não se sentia insegura, ouviu o seu telefone tocar e quem era.

“—Oi Rafael. – Falou sem muita animação e percebeu Draco olha-la pela primeira vez.

—Oi Mione, está tudo bem?

—Está sim e com você?

—Estou bem, bom vou ficar melhor se você aceitar um convite meu para almoçarmos. Estou de folga e queria muito te ver. E ai? Vamos?

—Almoçar? Er...”

Ela parou para pensar. Não estava com vontade de almoçar com ninguém, olhou para a mesa ao lado e um par de olhos o encarava e ela sentiu que não era com Rafael que ela queria almoçar, e sim com Draco.

“—Acho melhor não. Podemos deixar para uma próxima?”

Do outro lado ele riu, ela sabia que ele nunca a pressionaria para almoçarem juntos. Rafael não era o tipo de homem que insisti muito, e nem precisa.

“—Claro, Claro... Posso te ligar depois? – Ele perguntou educadamente.

—Pode me ligar sim.

—Então tá. Vou deixar você trabalhar.

—Até, obrigado pelo convite e me desculpe.

—Sem problemas gata. Nos vemos depois.”

Rafael desligou o telefone e ela olhou para Draco, ele a encarava sem nem ao menos se incomodar. Ela sorriu para ele e tentou tomar coragem para chama-lo para almoçar.

—Draco...

Foi interrompida por batidas na porta, e imediatamente ele se levantou deixando-a sem graça.

—Vamos?

A mulher na porta usava um vestido justo vermelho com um enorme decote vulgar e um batom do mesmo tom do vestido.

—Só um minuto. – Pediu Draco.

Draco pegou o celular, um maço de cigarros que nunca tinha trazido antes para o serviço e a carteira.

—Vamos gata.

Ele passou a mão pela cintura de Paola e a puxou para um beijo fechando a porta atrás de si. Mione ficou ofegante, uma mistura de raiva e ciúmes que não deveria sentir tomou conta dela. Queria gritar com ele e questiona-lo por que estava sendo tão idiota, mas respirou fundo. Talvez ele estivesse apenas a enganando antes, fechou os olhos e massageou as têmporas. Pegou na bolsa as fotos que tinha copiado para ele e jogou dentro da sua gaveta com raiva.

—Eu sou muito idiota mesmo.

Mione não saiu para almoçar e não voltou a falar com ele depois disso. Os dias começaram a se passar e alguma coisa nela sempre apertava quando ela o via com outras mulheres, e nem sempre era Paola. A sala deles virou um verdadeiro desfile.

Todo dia era assim, eles chegavam, se sentavam e analisavam os papéis. Quando tinham que sair em alguma missão não iam mais juntos, tanto um quanto o outro aprenderam a apenas deixar um recado e ir resolver sozinhos. Com o tempo nem isso mais faziam.

Assim que a secretária dos aurores deixava as missões ou eles as buscavam e dividiam ao meio e não se falavam mais.

Aquilo a magoava sem ela saber por quê. Era a vida dele, ele que ficasse com quem quisesse. Mas por dentro ela não se sentia assim, ela não era mulher de chorar por homem, não mesmo. Só que se sentia magoada, ele tinha lhe tratado tão bem, tinha lhe mostrado várias coisas boas e simplesmente a ignorava.

As coisas para ela não estava indo nada bem, apesar de não deixar demonstrar nada perto do Malfoy, ela estava mal. A segunda adaptação das crianças foi negada pela inspetora, e um novo processo foi aberto. O fato dela querer adotar duas crianças ao mesmo tempo sendo solteira só estava dificultando tudo, tanto a inspetora quanto o conselho do orfanato estavam arrumado milhares de desculpas para negar o seu pedido.

O caso do Fabricio Melgaço tinha ajudado o que era ruim ficar pior. Não confiavam nela para cuidar das crianças e estavam querendo exporta-las para outro orfanato para deixa-las seguras até o caso ser resolvido. A noite ela nem dormia mais tentando resolver esse caso, Harry estava a ajudando e quase todas as noites ele e Gina iam para seu apartamento ajuda-la nas investigações mesmo os dois organizando o casamento deles e a vó de Ted estando muito doente.

Um mês se passou mais rápido do que nunca e ela mais do que ninguém sentia esse peso nas costas.

—Vai conseguir ir trabalhar amanhã Mione? – Perguntou Harry no outro sofá abraçado com Gina.

—Acho que sim. Preciso pegar uns documentos no meu escritório e depois eu desço para a seção das execuções das Leis Magicas. Não entendo porque eles precisaram envolver eles, mas tenho esperanças que me deem uma chance. – Falou esperançosa.

—O que a senhora Figg te falou? – Perguntou Gina.

—Ela é meio maluca Gina – falou Mione com um meio sorriso – Ela falou que minhas chances são poucas, mas para eu não perder a esperanças. E me deu um conselho como “amiga”.

—Que conselho? – Perguntou Harry.

—Pediu para eu me casar – riu Mione – Ela quer que eu arrume um marido, um amigo. Ela disse que a única coisa que eu iria precisar é mostrar as certidões e ficarmos juntos durante esse ano e depois da adoção definitiva podemos nos separar e dizer que continuamos amigos e que as crianças vão ficar comigo.

—Você casada? – Brincou Gina.

Os três riram.

—Não tenho planos de casar tão cedo, curto minha vida de solteira mesmo não usando ela muito nesse último mês com tudo acontecendo. Eu levei na esportiva o conselho dela, só quer me ajudar, tenho muito que agradecer a Sra. Figg por tudo que ela fez por mim, minhas chances eram mínimas no começo e com alguns conselhos dela eu pelo menos agora estou na frente na lista.

—Se quiser faltar amanhã eu cuido da sua parte. – Ofereceu-se Harry.

—Eu vou Harry, preciso realmente ocupar um pouco da minha cabeça então não vou aguentar. Ficar aqui em casa vai apenas piorar minha situação.

Harry e Gina não demoraram muito ali. Gina era a mais nova artilheira dos Cannons depois de ter jogado mais de quatro anos pelo Harpias, ela estava radiante e no sábado iam fazer um almoço para todos os amigos mais próximos na Toca.

Mione tomou um banho no andar de baixo mesmo e vestiu uma camisola azul claro. Ligou a televisão para tentar se distrair, estava ansiosa e sabia que suas chances não eram as melhores. Aquela seria uma noite difícil, provavelmente ela não iria conseguir pregar o olho tão cedo.

Toc... Toc...

Levantou-se devagar e abriu a porta. Um rapaz dois anos mais velhos que ela, com olhos e cabelos escuros, corpo musculoso e que media um metro e oitenta e três usando uma camisa cavada sorriu para ela.

—Rafa. – o cumprimentou, abraçando.

—Quem dera que eu fosse sempre recebido assim por você.

—Você sabe que eu gosto de você, mas é que... Eu estou tão ansiosa. – Riu Mione.

—Por isso eu vim passar a noite aqui, trouxe filme de ação com efeitos especiais ruins e cerveja amanteigada.

Os dois riram.

—Melhor coisa que poderia fazer por mim – agradeceu Mione – Acho que tenho pipoca no armário, obrigado por vim ficar comigo.

—Eu sabia que estava ansiosa.

—E essa mochila nas suas costas Rafael? Está pensando em se mudar aqui para casa? – Brincou Mione.

—Não, eu vou ter que viajar amanhã. Vai ser uma espécie de intercambio com um amigo curandeiro, ele vai vir para cá e eu vou ficar no lugar dele na África do Sul, volto apenas daqui uns dias.

Com um aceno de varinha ela colocou o saco e pipoca no micro-ondas. Rafael colocou o filme e ela se sentou cruzando as pernas séria.

—E Draco? Faz tempo que não o vejo.

Ela fez uma careta. Não sabia o que estava acontecendo com aquele idiota.

—Não nos falamos muito, ele vive apenas com umas mulheres de quinta categoria para cima e para baixo.

—Hum, achei que ele gostava de você.

—A pipoca está pronta. – Respondeu mudando de assunto.

Levantou-se e o deixou na sala enquanto ela pegava a pipoca. Sabia que Draco não gostava dela, era apenas química, e que química!? Só de pensar no corpo do loiro, seu corpo se acendia. Os cabelos desleixados e claros que combinava perfeitamente com seus olhos cinzentos...

—Ai.

Isso que você ganha pensando no Malfoy! Queimou a mão e jogou as pipocas quentes no chão.

—Se antes eu te odiava loiro desgraçado, agora estou com vontade de matar. – Resmungou olhando o estrago na mão.

—Está falando comigo Mione? – Perguntou Rafael vindo da sala – Caramba! O que aconteceu?

—Eu me queimei.

Rafael olhou o queimado nas costas na mão dela e nos dedos, ela não sabia o que realmente fez. Estava tão absorta no idiota que nem falava com ela, que provavelmente tinha enfiado a mão no saco quente. Aquela doninha irritante!

Tentou passar a mão na queimadura e ardeu, fez uma careta. Aquilo não era nada perto dos machucados que ela já tinha tido, mas era incomodo o suficiente para deixa-la de mau humor. Sentiu as mãos grandes de Rafael pegar em sua cintura e coloca-la em cima do balcão como se ela fosse apenas uma criança de trinta quilos ao invés de cinquenta e seis.

—Onde está o kit de primeiros socorros?

Ela apontou para a gaveta debaixo da pia e o olhou de costas, o pensamento de Malfoy a acendeu mais que apenas uma mão queimada. Tentou olhar Rafael com outros olhos, os olhos que olhava antes de trabalhar com o loiro.

Rafael era bonito, o corpo musculoso e definido, algumas tatuagens expostas pela camisa branca cavada. Não tinha um olhar cafajeste, tinha carinha de bom moço que se contradizia muito com o corpo dele. Ele se aproximou e começou o curativo, olhou no peito definido do rapaz e passou a mão boa no seu peito.

—Não me provoca assim. – Ele alertou passando um poção para queimadura.

—Assim como? – Perguntou Mione com um sorriso travesso.

Ele riu e pegou dois gases e uma faixa. Enquanto ela passava a mão na pá das costas dele e acariciou a tatuagem da bússola exatamente igual a que ela tinha no mesmo lugar.

—É impressão minha ou você está mais sexy Rafa? – Perguntou Mione.

—É só impressão sua.

—Acho que não – falou Mione se sentando na beira no balcão, prendendo-o entre suas pernas – Eu acho que você está muito mais gostoso – sussurrou mordendo o lóbulo da orelha dele – E muito mais cheiroso.

—Não faz isso comigo Mione – ele gemeu tremulo – Se não...

—Se não o que?

Ele não respondeu, a puxou para um beijo calmo e ao mesmo tempo quente. Rafael a levantou do balcão e ela passou os braços pelo seu pescoço, ele a levou até a sala e a sentou na mesa de jantar. Com delicadeza subiu a camisola dela tirando-a pela cabeça e trilhou um caminho de beijos desde a orelha dela até os seios já descobertos, ela gemeu.

Tirou a camisa apertada dele e mordeu seu peitoral, ele era tão forte, seus músculos todos se contraíram com o contato dela arfando de desejo. Rafael era bom, ela não podia negar, ele era extremamente carinhoso e ao mesmo tempo firme com suas mãos. Era tão forte que não precisava de muito para deixa-la marcada com seus dedos firmes. Ele a deitou em cima da mesa e desceu até o seu clitóris encostando a língua bem de leve fazendo-a gemer e puxar mais força ainda o cabelo escuro do rapaz. Os movimentos dele foram aumentando e assim que ela sentiu que estava quase gozando o puxou para cima.

—Você não pode me deixar assim tão maluca Sr. Monteiro. – Falou o beijando.

—Ninguém mandou você ser tão gostosa.

Rafael a puxou colando-a no peitoral dele e a penetrando bem devagar. Arfaram e as mãos dele apertaram ainda mais seus braços enquanto a penetrava com movimentos mais rápidos e fortes sempre muito bem aplicados de forma que não a machucasse... Ele era bom. Ele era quente.

Trocaram de posição e ele a pegou no colo ajudando-a a mexer por cima dele sem estarem encostados em nada. Essa era a vantagem dos músculos e da força do rapaz, podiam fazer em qualquer lugar que ele sempre a segurava e saciavam o desejo um do outro quando não tinham ninguém para fazer isso.

O corpo do homem de vinte e oito anos suava assim como o dela. Gemiam e arfavam aproveitando a luxúria do momento enquanto diziam palavras obscenas, ela beijava e mordia o pescoço e o ombro dele enquanto suas unhas deslizavam pelas costas e braços musculosos tentando se conter e expor todo o tesão que sentia naquele momento. Ele gostava daquilo, sempre gostou, sempre a achou intensa, e ela era isso mesmo.

Mais algumas estocadas... Rafael afastou o cabelo dela do pescoço e beijou com vontade enquanto gozavam deixando ali uma marca, não por vontade própria, mas por não conseguir se segurar.

Mione encostou sua testa na dele, e como sempre faziam, começaram a rir. Sempre era assim, desde quando começaram a ficar juntos. Quando terminavam riam, de todas as besteiras que falavam, de todos os palavrões...

—Você é maluca.

—Você gosta disso.

—Eu gosto disso – ele falou – Assim como gosto de você, princesa.

Ele a puxou para um beijo que a pegou de surpresa, mas retribuiu. Rafael era doce, e de certa forma ela gostava dele, não era apaixonada como um dia foi por Rony e não sentia toda aquela atração maluca que sentia por Draco, mas gostava dele de uma forma diferente, o sexo deles era bom, o carinho dele era bom... Se não envolvesse sexo, poderia dizer que gostava dele como um irmão, mas irmãos não transam como eles.

Ele abriu a porta do banheiro ainda carregando Mione e ligou o chuveiro, somente aí a colocando no chão. Tomaram banho juntos apenas se tocando, conheciam-se bem desde suas tatuagens até suas marcas e cicatrizes, já tinham transado dezenas de vezes durante esses quatro anos que se conheciam.

O filme já estava quase acabando quando saíram do banho e ela apenas desligou os aparelhos e subiram para o seu quarto. Dormiram juntos, também já haviam feito isso, até tinham dividido alguns quartos de hotéis e barracas antes.

Ao contrário do que pensava antes da chegada dele, Mione dormiu bem, estava cansada.

Levantou-se assim que o despertador tocou e Rafael se levantou junto com ela dando-lhe um beijo sutil na manhã fria. Tomou um banho exageradamente demorado, toda a ansiedade de antes voltando com tudo.

Procurou no closet uma roupa casual sexy e achou um vestido pouco acima dos joelhos, olhou no espelho e viu a marca que Rafael tinha deixado no seu pescoço e as marcas dos dedos dele em seus braços. Ela podia muito bem apagar aquilo ou cobrir, mas alguma coisa nela pedia para deixar ali, apenas pegou um casaco e vestiu para ocultar as marcas das demais pessoas no tribunal do Ministério. Desceu as escadas e Rafael já estava pronto com a mochila nas costas.

—Já vai? – Perguntou a ele.

—Nossa você está linda.

Ela revirou os olhos, não estava tão bonita assim, apenas estava vestida com um vestido vermelho sem mangas e um salto creme.

—Está exagerando e sabe disso. – Disse Mione.

—Não estou, você está tão sexy – brincou Rafael – Posso te acompanhar até o Ministério?

—Claro.

—De lá eu já aparato na África.

Rafael arrumou a camisa e ela pode ver que seus arranhões ainda estavam ali no pescoço e músculos do braço do pobre homem.

—Acabei com você. – Falou Mione com um sorriso torto.

—Eu percebi mesmo, mas gosto dessas marcas que você me deixa. – Falou a beijando.

Entraram na lareira e apareceram perto da mesa da secretária que quase devorou Rafael com os olhos. Viu que a mulher ainda não tinha entregado as pastas dos aurores, se aproximou do carrinho com as pilhas de papéis, cujo a dela com Malfoy era a maior.

—Eu já vou levar a minha e a do meu parceiro. Você me ajuda Rafa?

—Claro.

Rafael foi até o carrinho e a Sra. Martins fez questão de chegar perto dele para ajuda-lo, mesmo ele não precisando de ajuda com todos aqueles músculos.

—Essa mulher é abusada. – Reclamou Mione enquanto iam para a sua sala.

—Se não te conhecesse pensaria que está com ciúmes, Mione. – Riu Rafael enquanto ela abria a porta para ela.

—Vai sonhando Rafa. – Falou ignorando seu parceiro que estava na outra mesa falando no celular sobre algum caso.

—Bom dia Draco. – Cumprimentou Rafael colocando suas coisas na mesa.

Draco ergueu os olhos e os viu. Não era comum Mione trazer alguém para a sala deles, parou de falar no telefone e o cumprimentou com um aceno de cabeça, suas tentativas de ignorar ela estava dando certo depois de mais de um mês. A observava apenas de longe é claro. Não iria parar de se preocupar com ela do dia para a noite.

Guardou o telefone que já fazia tempo que tinha terminado de fazer a chamada. Ela estava linda! Pensou com uma pontada de luxuria e uma pitada de ciúmes.

—Vai viajar? – Perguntou Draco a Rafael ao ver que ele tinha uma mochila nas costas.

—Um tempo na África no lugar de um amigo curandeiro – respondeu o troglodita – Alguns dias fora.

—Boa viagem. – Falou sincero, quanto mais longe melhor.

—Obrigado.

Draco observou o rapaz, o braço dele estava marcado de unhas e que se revelou quando Mione o puxou para se sentarem no sofá. Arfou. Tudo que não queria era imaginar ela transando com um troglodita daquele, mas era impossível. Ficou os observando em silêncio enquanto eles conversavam.

—Posso te ligar mais tarde, para saber o que aconteceu? Não vou conseguir esperar por corujas. – Falou Rafael.

—Claro, vou querer ouvir sua voz para comemorar ou chorar. – Riu Mione.

—Eu vou vomitar. – Sussurrou Draco.

—Falou alguma coisa Malfoy? – Perguntou Mione inclinando-se para ele.

—Não – respondeu rude – Eu só quero minha parte.

Ele viu Mione revirar os olhos para Rafael e se levantar, ela caminhou extremamente lenta até a mesa e ele teve que se ajeitar para disfarçar o que estava sentindo ao vê-la, decidiu olhar para outro lado e se arrependeu. Rafael a olhava com olhos cobiçosos com os braços abertos nas costas do sofá. O troglodita era um pervertido.

Mione levou a parte dele até sua mesa e ele agradeceu com um aceno sutil e indiferente.

—Por nada. – Ela falou irônica tirando o sobretudo.

Ela só podia estar tentando me provocar? Pensou Malfoy. Se ela já estava linda com o sobretudo sem ele estava ainda mais sensual com um vestido vermelho que deveria ser crime pela humanidade de tão quente que era. Olhou para as pernas sensuais dela e foi subindo, ela pegou os cabelos castanhos e enrolou prendendo no coque improvisado até que ele viu o que estava escondido ali, no pescoço dela.

O ciúme triplicou de tamanho a olhando se despedir do troglodita, que a abraçou apertando mais ainda a cintura dela. Não satisfeito em marca-la o homem ainda beijou a marca deixando Draco ainda mais irritado. Aquele seria um longo dia! Seus olhos percorreram o corpo dela enquanto ela fechava a porta. O pescoço marcado, as marcas das grandes mãos do troglodita nos braços claros e delicados dela. Se antes ele tinha dúvidas, agora elas tinham ido embora de vez, eles haviam transado e mesmo não sendo da sua conta aquilo o incomodava mais que tudo.

—Nunca me viu não? – Perguntou Mione parada no meio da sala.

Fingiu não ouvi-la, apenas voltou a olhar para os papéis que nem pareciam existir na sua frente. A raiva que sentia era quase inexplicável, como se todo esforço dele fosse em vão. Teve vontade de agarra-la ali e mostrar para ela que era muito melhor que o aventureiro.

Custou se concentrar, nem sabia o que estava fazendo mais, apenas olhava qualquer coisa ao invés dela. Uma coisa era ele pensar que ela estava com outro, outra coisa era ele ter as provas dessa transa tão vividas em marcas.

Na hora do almoço ela levou a bolsa para o banheiro e saiu de lá maquiada e com o cabelo perfeitamente liso. Ela se sentou na ponta da mesa nervosa batendo o pé, teve vontade de perguntar o porquê dela está assim, mas não conseguia, era orgulhoso demais.

Duas batidas e o chefe deles apareceu na porta.

—Bom dia Draco, Gina falou para não se esquecer da comemoração na Toca. – Falou Harry abraçando Mione.

—Ela já me avisou. Vou fazer o possível para ir.

—Tá bom então – falou Harry com um sorriso sincero – E você mocinha, vamos?

—Eu pensei que você não iria. Não precisa fazer isso por mim Harry. – Respondeu Mione.

—Não só posso como vou. E tem uma loira perdida te esperando lá na porta da seção dos aurores, ela é um tanto excêntrica – riu Harry – Gina e Rony estão nos treinos dos Cannons, não puderam vir.

—Nem sei como agradecê-los. Pelo menos você e Luna vão estar comigo. Já estou pronta – ela falou pegando o casaco – Seja o que Merlin quiser.

—Amém. – completou Harry – Até Draco.

—Tchau Harry...

Os dois saíram deixando um Draco Malfoy muito confuso para trás.

...

... Final da audiência, 20 de outubro de 2005, 16 hrs...

–... Por esses e demais motivos que declaramos que a Srta. Hermione Jean Granger não receberá a tutela de Enzo e Sophia. – falou o Conselheiro Chefe – Você tem um mês para recorrer e pedir a guarda apenas de um dos dois irmãos, caso contrário você não adotará nenhum deles pelo fato de ser solteira. Por hora, é tudo que temos que fazer.

O mundo de Mione desabou, e ela apenas sentiu os braços de Harry ao seu redor sussurrando palavras de conforto em seu ouvido.

...

Notas finais
Espero que tenham gostando, já vou adiantando o nome do proximo capitulo: É apenas um papel. Beijinhos de luz para vcs. bjão.