Dramione - Fotografias
33 Hospital
Notas iniciais
Pov. Mione
Sabe quando você tem a sensação de estar num sonho? Um sonho ruim, onde você não apenas quer acordar, mas que acaba sentindo toda aquela dor? É exatamente como eu me sentia...
Era como se meus olhos tivessem pesando toneladas, meu corpo com aquela sensação de anestesia que eu conhecia bem quando meus pais me obrigavam a consultar no consultório deles. Tentei mexer e um desconforto tomou-me conta. A morte não pode ser tão desconfortável assim... Não, não era para mim está sentindo nada naquele momento, apenas uma das milhares de crenças que eu já havia escutado falar do que vinha após a morte... Nenhuma delas, pelo que me lembro, falava de ainda sentir dor, desconforto, pelo menos não desse jeito... Então eu não estava morta. Conclui com felicidade.
Lutando contra as toneladas escutei um barulho irritante Pi Pi Pi... Aquilo era tão trouxa, como nos filmes onde a donzela ou o herói acordava com esse barulho irritante na cama de um hospital após salvar o mundo ou o amado(a). Mas eu não conseguia me lembrar de estar num hospital... Não... Eu estava morrendo. Eu tinha desistido de resistir a dor. Mas aí eu me lembrei da voz...
Aquela voz rouca que soava tão desesperada chamando meu nome. Eu havia pedido todos os meus dias naquela cela que escutasse aquela voz. A voz de Draco.
Pi Pi Pi Pi...
Alguém, por favor, poderia desliga essa merda?
Fiz mais forças do que pensei ser possível para tentar abrir os olhos, lutando contra aquela tonelada que os mantinham fechados.
Então eu acordei.
Então eu abri os olhos.
Então me arrependi!
A luz branca daquele lugar queimou minha vista, eu não estava acostumada com aquele tipo de luz. Havia ficado 36 dias numa cela onde saia apenas vez ou outra e me sentia incomodada com o pouco sol do inverno...
Tentei levar um braço no rosto, mas ele estava sendo segurado por alguma coisa. Virei um pouco a cabeça para ver quem era e o barulho do monitor cardíaco aumentou num ritmo ainda maior. Eu reconheceria aqueles cabelos loiros bagunçados em qualquer lugar e ele estava debruçado na cama do que parecia ser um quarto de hospital, segurando minha mão dormindo.
–Draco! Minha voz saiu extremamente baixa e rouca.
Ele se mexeu virando para a cabeça para o outro lado, virando seu rosto para mim, mas sem acordar. Parecia tão abatido, tão cansado como se aquela fosse a primeira vez que ele dormisse em dias. Tive vontade de arrancar todas aquelas coisas que estavam em mim apenas para puxa-lo para deitar aqui também.
Um sorriso se formou em meus lábios que pareciam estar tão secos... Ele ainda sim estava lindo. Lindo para Draco Malfoy é pouco. Ele estava perfeito! A testa meia franzida, a boca entreaberta, o cabelo bagunçado... Extremamente sexy. Até numa cama de hospital eu nunca deixaria de me sentir atraída por ele.
Eu não sei quanto tempo eu fiquei assim, mas eu sentia que podia ficar olhando para ele para sempre. Minha garganta era a única coisa que me incomodava bastante, eu estava com vontade de tomar agua, muita agua... Tentei não fazer barulho perto dele, mas a secura me fez tossir e foi como se cada pedaço do meu corpo doesse com isso, principalmente meu abdome. Gemi ao tocar nele com outra mão.
Tapei minha boca quando percebi que ele se mexeu, fiquei bem parada, o que não era muito difícil já que eu estava deitada. Mas aos poucos ficar daquele jeito doía minhas costas, a sensação de anestesia ia passando e alguns lugares do meu corpo me incomodavam um pouco, mas eu não iria acorda-lo, mesmo sabendo que aquela posição ia acabar com as costas dele também.
Devia ter passado mais de uma hora e meia quando ele se mexeu de novo acordando, passou a mão nos olhos e levantou a cabeça olhando para mim.
–Hermione? Perguntou.
–Quem mais seria? Perguntei com a voz baixa.
Os olhos ele se arregalaram me fazendo rir.
–Mione!
–Draco! Ri.
–Vo... Você... Você está acordada! Merlin, eu fiquei tão preocupado com você!
Ele se levantou devagar e passou a mão no meu rosto, um ato tão carinhoso que fechei os olhos para sentir o seu toque apenas com as pontas dos dedos. Seus lábios desceram sobre os meus secos, mas não me senti desconfortável, pelo contrario, era como se uma descarga elétrica percorresse meu corpo.
–Eu te amo tanto. Ele falou encostando nossas testas.
–Eu também te amo tanto. Tive tanto medo de não te ver...
–Não fica falando muito, eu vou chamar a medibruxa. Ela precisa te avaliar.
–Por favor, fica.
–Eu volto em um minuto, eu juro.
Ele depositou um beijo na minha testa e saiu, não demorou a voltar muito e quando voltou estava acompanhado. A mulher devia ter uns 40 anos e tinha o cabelo preso num coque muito bem arrumado, verificou o monitor cardíaco, que eu ainda não sabia o que estava fazendo ali, e verificou outros lugares do meu corpo apertando e pedindo para eu avisar onde estava dolorido.
–Acho que está tudo bem, eu vou mandar trazer uma sopa para você comer e tirar os aparelhos, você não precisa mais deles. – ela falou anotando num pergaminho com uma pena branca – Precisa de alguma coisa?
–Agua. Respondi.
Ela apenas maneou a cabeça e saiu. Eu não pude falar muito por algum tempo, comi, bebi e tive que voltar a dormir quando na verdade eu queria apenas que Draco conversasse comigo, que ele me contasse tudo que estava acontecendo. Me falasse sobre Enzo e Sophia...
Acordei várias horas mais tarde procurando por ele no quarto e me senti uma pouco exasperada ao demorar acha-lo, eu não queria ficar longe dele, não depois de tanto tempo sem vê-lo.
–Ei Ei, eu estou aqui.
Virei-me para o outro lado e ele saia de uma porta menor, provavelmente o banheiro.
–Pensei que você ia dormir mais tempo. Falou se sentando na beirada da cama.
–Me ajuda a me sentar apenas mais um pouco – pedi e resistente ele me ajudou a ficar um pouco mais reta, o toque da sua mão nos meus braços foram muito bons me causando arrepios – O que estou fazendo aqui? Melhor. Como eu cheguei aqui?
–Você não deve se preocupar com isso agora. Ele falou resistente.
–Mas eu preciso falar disso agora. Falei preocupada, as lembranças vagas começando a voltarem mais forte, de uma só vez e eu arregalei os olhos...
–O que foi? Ele perguntou preocupado.
–O Simas... Theo e o Simas iam fugir com a Aline... Eu escutei o barulho do jato, e tem o Walisson... Ele tentou me ajudar, mas... Num minuto ele estava na minha frente, no outro ele estava sangrando... E a faca... – coloquei a mão onde estava completamente fechado, apenas dolorido – O Melgaço, ele quer as crianças... Ele quer as crianças... E seu pai, o seu pai estava com ódio de mim...
–Ei Ei, para Hermione, Hermione fica calma.
Eu sentia minha respiração extremamente ofegante, era como se tudo passasse num filme tão rápido, antes eu me lembrava apenas da dor, mas agora eu me lembrava de tudo... Dos gritos, de Walisson sangrando, de Theo e Simas fugindo, de Melgaço sendo arremessado... Exatamente tudo.
–Por favor Mione, fica calma. Eu vou ter que chamar a medibruxa.
–Não sai daqui, por favor, me deixa de novo.
–Eu não vou te deixar, nunca mais. Apenas tenta ficar calma.
Os braços dele me envolveram num abraço bom, e eu fiquei calma, porque ali nos braços dele eu me senti protegida, completamente protegida.
–Você está bem? Perguntei assim que nos soltamos.
–Eu que deveria te perguntar isso, não acha? – Ele devolveu, mas eu não cedi – Agora com você aqui eu estou bem.
–E Enzo e Sophia? Draco... Melgaço havia me dito que... Me dito que você havia aceitado a troca, aquilo era verdade? Perguntei sem jeito.
–Claro que não é verdade, foi apenas uma estratégia para ganharmos tempo, você sabe que eu nunca faria isso – ele respondeu e eu sorri – Eles estão loucos para te ver acordada, todos os dias minha mãe traz eles aqui para te ver, custam ir embora. Precisa ver a Sophia contando histórias de dormir para você, Enzo é o Enzo – ele falou rindo –Precisa ver o tanto que eles estão felizes que você está de volta.
Sorri com ele, eu sentia tantas saudades dos dois, mas ele falou todos os dias?
–Todos os dias? Quanto tempo eu fiquei apagada?
–Seis dias, mas foi necessário. Você estava muito fraca... A faca estava com algum tipo de veneno ou algum feitiço, perfurou de leve seu pulmão e eles estavam com dificuldades para usar métodos bruxos, tiveram que fazer uma cirurgia trouxa e demoraram muito para descobrir o que tinha na faca.
–Seu pai deve ter enfeitiçado, quando eu furei a mão dele estava normal. Falei e observei a careta que ele fez.
–Não fala mais que ele é meu pai, está bem? Ele perguntou carinhoso e eu apenas acenei.
–Pra que aquele monitor cardíaco? Perguntei.
–Para medir seus batimentos, seu coração estava bem fraco devido ao esforço... Lucio exigiu muito de você, você estava apenas fraca demais, e... Eu tive tanto medo que você não resistisse, por alguns minutos quando o troglodita disse que você não tinha resistido... Eu senti tanta raiva, tanto medo.
–Ei, eu estou aqui tudo bem? – falei séria, ele estava com tanta dificuldade para falar aquilo, não queria vê-lo assim – Walisson está bem?
–Está sim, já deve ter recebido alta.
–E Theo e Simas?
–Theo? Já estão íntimos assim? – eu revirei os olhos e ele sorriu – Estão sim, provavelmente o barulho que você ouviu era um dos nossos jatos chegando lá. Conseguimos prender muita gente, Azkaban nunca esteve tão cheia, os reféns foram quase todos entregues aos seus lugares receptivos, alguns tiveram que ir para o hospital outros não resistiram... Aquilo era a ilha dos terrores, os bruxos estão assustados com isso foi impossível não deixar vazar. Alguns conseguiram fugir...
–Melgaço conseguiu, não é? Eu não o vi mais, e se ele estivesse realmente lá... Mesmo que ele seja um monstro ele não deixaria Lucio fazer nada disso comigo, era obcecado demais para isso.
–Fugiu sim, parece que ele descobriu poucos minutos antes de chegarmos sobre nós, alguns capangas fugiram com ele, inclusive Avery e a desgraçada da Alice. Com ele foi os grandes cabeças da Máfia dele, pegamos apenas os peixes pequenos.
–Pegaram Alexandre? Perguntei com uma sobrancelha erguida.
–Pegamos sim, parece que Walisson o estuporou. Mas por quê?
–Não quero que toquem um dedo nele, o interrogatório dele sou eu que vou fazer. Falei com raiva.
–Não acho...
–Eu não estou pedindo Draco, ele vai me pagar pelo que me fez... Ele começou com isso – falei passando as mãos nos cortes curados, mas ainda sim meio doloridos – Fora que eu preciso me divertir um pouco quando voltar para o Departamento, fiquei muito tempo presa, sinto falta da aventura.
–Enquanto a isso, melhor a gente conversar – ele falou sério – Não vamos falar disso agora, mas eu não quero que você volte a trabalhar como auror.
–Oi? Perguntei incrédula.
–Isso mesmo, eu não quero que você volte a trabalhar como auror.
–Fora de cogitação. Falei cruzando os braços.
–Vamos falar sobre isso depois.
–Minha resposta vai continuar a mesma.
Não tocamos nesse assunto, apenas ficamos juntos, nos tocando. Draco passava as pontas dos dedos pelo meu braço sempre me olhando preocupado, como se em qualquer momento eu fosse sentir alguma coisa e morresse. Quanto exagero! Mas... Mas eu gostava disso.
Gostava de senti-lo perto de mim, gostava da forma como ele me tratava. Naquela noite Enzo e Sophia não puderam me visitar o que me deixou um pouco mais para baixo. Recebi as visitas de Harry, que estava tão fofo preocupado, e sempre me lançando olhares culpados como se fosse culpa dele eu estar ali, o que não era verdade. Gina, Rony, Dino, Neville, Luna, Jeovane, Natalia, a Sra. Weasley junto da Fléur, Jorge e Angelina. Eu não sabia como podia entrar tanta gente de uma vez num quarto, mas foi tão bom aquela sensação de casa cheia, quer dizer, quarto cheio.
Eu vi que a recepcionista do hospital fechou a cara, mas ela podia falar o que? Era o Chefe dos Aurores, O Herói da Segunda Guerra Bruxa, que trazia aquele batalhão. Eles falavam todos ao mesmo tempo conversando entre si contando tudo que estava acontecendo, enquanto Harry segurava a minha mão esquerda a acariciando com o polegar enquanto a outra mão dele estava na cintura de Luna. Draco estava do meu outro lado, e eu sentia que ele podia dormir a qualquer momento e quase nunca sorria pensativo demais, ou talvez apenas cansado.
Eu fiquei chateada ao saber sobre o cancelamento do casamento de Gina e Harry, de novo. Eu queria ir é claro, mas eu queria tanto que as coisas finalmente dessem certo para eles e que eles se casassem logo. Rony parecia o tipo de pai babão ao falar da Rose, apesar de fazer as caretas constantes ao falar de Lilá. Kingsley iria vir me ver assim que ele melhorasse e eu fiquei preocupada com ele, apesar de ser Ministro, ele era meu amigo.
Natalia e Jeovane estavam um pouco perdidos naquele circulo, mas logo foram se soltando e conversando. Eles estavam com a guarda provisória de Isaac, para eles era bem mais fácil já que somente agora o menino estava órfão, e não tinha entrado na burocracia do orfanato como tinha que fazer na maioria das vezes.
Outra noticia que me deixou completamente feliz: A adoção dos gêmeos. Tanto Harry quanto Draco acreditavam que o prazo de adoção seria concedido bem antes do prazo em no máximo um mês, o que era bem vantajoso já que faltavam uns seis meses ainda para dar o primeiro ano.
–Eu acho que por hoje já deu – falou a Sra. Weasley batendo palmas e chamando a atenção para ela – Ela precisa descansar gente, ainda está se recuperando. Quero todo mundo fora dessa sala.
Depois de alguns minutos o quarto estava completamente vazio e o silêncio era até estranho apenas eu e Draco naquele quarto espaçoso de hospital. Pois é, vantagens de ser auror! Pensei com um sorriso.
Draco se sentou na poltrona com a cabeça encostada para trás, como foi que eu consegui ficar tanto tempo longe dele? Eu realmente não sabia. Mas com certeza eu nunca mais queria ficar sem ele como fiquei todos esses dias.
Era como se meu tempo lá apenas aumentasse o que eu sentia, a falta que eu senti dele, da nossa pequena família... Era algo inexplicável.
–O que foi? Ele perguntou enquanto eu o olhava.
–Eu te amo. Falei feito uma boba apaixonada.
–Eu também te amo. Ele respondeu e inclinando para mim.
–Desculpa se eu te magoei, eu não tinha a intenção de que nada assim acontecesse – falei para ele – Eu nunca quis ficar longe de você, nunca quis que você tivesse que se virar sozinho com as crianças... Pelo contrário, eu queria passar cada minuto com vocês, e se eu me fechei para não pensar aqui fora foi apenas um modo de defesa para eu não pirar lá.
–Tudo bem meu amor – ele falou passando o dedo nos meus lábios – Espero que você seja teimosa demais para ficar longe de mim de novo
Eu sorri, e acenei. Sim, eu era teimosa demais para ficar longe dele de novo.
Pov. Draco.
Hermione dormiu muito rápido, enquanto eu me reclinei na poltrona e dormi também. Talvez aquela foi a noite que mais dormi desde o dia que ela foi levada, mesmo estando num lugar nada confortável. A sensação de tê-la por perto apenas me deixava mais tranquilo, não que eu ainda não temesse por ela, ainda temia, mas pelo menos agora ela estava comigo e dessa vez eu não ia deixar que nada acontecesse com ela.
Acordei com o barulho da medibruxa no quarto lá pelas sete horas da manhã dando as poções para ela, em vista do dia anterior ela estava bem melhor já que agora podia tomar as poções normalmente.
–Acordou Bela Adormecida! Ela falou rindo quando a mulher saiu do quarto.
–Bela o que?
–Nada, você devia ter deitado aqui comigo, suas costas devem estar te matando.
Tentei me sentar, aí sim entendi o que ela queria falar e fiz uma careta. Realmente minhas costas estavam doendo.
Não havia muita coisa para se fazer no hospital, mas por algum motivo dos deuses Mione não ficava quieta nenhum minuto sequer naquela cama, eu não sei como, mas ela tinha conseguido uma televisão trouxa num hospital bruxo e ficou olhando canal por canal maravilhada, e não era para menos, ela tinha ficado um bom tempo sem contato com o mundo real fora daquelas celas.
Depois do almoço ela ficou menos agitada, alguma coisa parecia incomoda-la, provavelmente alguma dor, mas ela não quis falar nada para mim. Talvez tivesse sido irresponsabilidade minha deixa-la ficar se virando na cama toda hora.
Enzo e Sophia não puderam vir no dia anterior por ela ter visitas demais e como eles estavam muito agitados por causa da mãe deles achamos melhor deixa-los em casa até ela estar melhor, e a prova disso era o modo como ela estava quieta agora.
–Você está sentindo alguma coisa? Perguntei quando ela fez uma careta.
Ela negou.
–Hermione, você está bem? Você está pálida.
–É só que eu não devia ter comido demais, só isso... Meu estomago estava acostumado com pouca comida – ela falou – Vai passar Draco, não se preocupe.
Apenas acenei e me sentei a observando, ela ainda não havia me contado como tinha sido ficar trancada naquele lugar durante tanto tempo, mas um pouco eu já sabia. Ela pareceu pegar no sono enquanto eu olhava para a televisão que não passava nada de interessante.
Ela dormiu a tarde quase toda e eu aproveitei para deixa-la com a Sra. Weasley e dar uma passada em casa para ver como os gêmeos estavam e pegar mais algumas mudas de roupas tanto para mim, quanto para ela que tinha reclamado muita da roupa do hospital.
Minha mãe estava tentando contê-los e não estava obtendo muito sucesso, já que eles estavam hiperativos demais de um lado para o outro querendo ver a mãe deles. Então tive que arruma-los para ir vê-la.
Foi a melhor coisa que eu podia fazer pelos três.
O momento deles foi magico, e qualquer um de fora que visse ficaria impressionado, ou até mesmo emocionado. Eu sabia que de todas as provações que ela teve que passar, ficar longe deles era de longe a que mais doía nela. Hermione Granger havia nascido para ser mãe de Enzo e Sophia, não existia pessoa melhor para eles do que ela e ficava claro a cada palavra, a cada toque deles.
Os dois eram crianças mais que especiais, não porque era meus filhos, tá um pouquinho por isso, mas porque eles simplesmente era as crianças mais maravilhosas que eu já havia conhecido. Cada um era tão diferente e ao mesmo tempo tão igual ao outro, como se completassem, e naqueles momentos que eu não conseguia me arrepender de fazer as coisas que acabamos tendo que fazer para ficar com eles.
Eu apenas os observei, eles eram a minha família, independente do tempo, independente de qualquer coisa... E eu queria fazer as coisas da maneira certa tanto com ela quanto com eles, da forma que eu e ela tínhamos combinado no dia que a pedi em namoro. Íamos com calma, se é que isso fosse possível numa relação intensa como a nossa... Iriamos fazer tudo certo, sair para passear de mãos dadas, ir ao cinema trouxa que ela tanto gostava, sair com as crianças... Iriamos namorar.
E depois... Depois eu queria fazer tudo certo com ela, nada de casamento de fachada e aquela frieza na hora de assinar os papéis, aquele casamento de fachada seria anulado... Porque aí sim podíamos casar de verdade, pode parecer estranho... Mas não era, eu queria começar do jeito certo com ela, do jeito que ela merece, do jeito que Enzo e Sophia mereciam para poderem ter um exemplo em casa. Vamos fazer do jeito certo, para que eles um dia pudessem se esquecer da maneira errada que começamos.
Minha mãe levou as crianças para casa já muito tarde e Hermione insistiu em me fazer deitar com ela na estreita cama para dormirmos juntos.
Os dias no hospital começaram a passar mais rápido conforme o estado dela ia melhorando, depois do quarto dia acordada estava quase impossível fazê-la ficar ali, mesmo a medibruxa dizendo que ela precisava de observação, mas quem disse que ela ficava parada um minuto?
Eu tinha tomado dois celulares dela, num prazo de três dias, mas nem isso a impedia de conseguir outro ou de mandar uma coruja para o Ministério para tentar acompanhar como estava andando as investigações. Eu tinha certeza que tinha dedo de Jorge Weasley nos contrabando de celulares...
Apesar de quase não ir ao ministério eu ainda sim recebia noticias sobre alguma pista de Melgaço, muitos não levavam a nada, mas alguns capangas até cederam algumas informações em troca de diminuir o tempinho deles em Azkaban.
–Bom, eu acho que vai poder ter alta amanhã Sra. Malfoy – falou a medibruxa – Eu acredito que esteja muito bem, não temos sinais de mais nada, apenas algumas marcas que mesmo com magia não se curam completamente, como essa sua da faca, anulamos o efeito, mas ainda sim não conseguimos fazer com que suma completamente. Eu sinto muito.
–Muito obrigada mesmo por tudo.
–Não há o que agradecer, querida – Mione fez uma careta com a menção dessa palavra, mas não falou nada e nem a medibruxa pareceu perceber – Sobre o outro problema...
–Eu estou bem, acredite em mim – Mione a interrompeu – Eu tenho uma amiga terapeuta, ela vai me ajudar caso eu tenha algum problema.
–Problema? – perguntei me levantando – Aconteceu alguma coisa?
As duas trocaram um olhar um tanto competitivo, mas a medibruxa apenas negou a cabeça.
–Amanhã as nove horas eu passo pra te dar alta. Falou antes de sair.
Hermione nem esperou a medibruxa sair direito e entrou no banheiro do quarto pra tomar um banho. Eu não ia desistir tão fácil assim como ela pensava, menos de dez minutos depois ela saiu do banheiro... A perdição em pessoa e sorriu ao ver como eu a olhava... Como não olha-la?
–Não devia estar usando a roupa do hospital? Perguntei desviando o olhar, tentando, com todas as minhas forças parecer serio.
–Eu vou ser liberada amanhã, e eu avisei que estava pronta para ir embora a cinco dias atrás. Ela falou prendendo o cabelo num rabo de cavalo frouxo.
Essa mulher era completamente maluca! Não era de hoje que ela me provocava, fazia uns três dias que ela estava desse jeito me dando beijos cada vez mais quentes quando eu tentava ao máximo, máximo mesmo, resistir para não seguir em frente e não machuca-la. Já fazia quinze dias que ela estava internada, dez que ela tinha acordada, e cinco que ela estava querendo por tudo ir embora e tinha usado todas as artimanhas dela para me convencer a tentar convencer a medibruxa a libera-la. Mas eu não podia fazer isso, eu tinha medo de que algo acontecesse com ela.
Apesar dela parecer bem melhor fisicamente, muito bem e gostosa para constar, eu sentia que mentalmente ela não estava bem. Não que ela tivesse ficado louca, longe disso. Mas porque ela simplesmente não conseguia dormir por muito tempo a noite, no meio da madrugada acordava completamente suada e ofegante. Sempre falava que estava bem, mas eu sentia que não estava.
Eu tinha minhas suspeitas, mas preferia que ela me contasse... E depois dessa conversa estranha com a doutora, apenas confirmaram minhas teorias.
Para ela havia sido extremamente difícil superar o que minha tia maluca tinha feito com ela na mansão Malfoy... E agora tinha sido bem pior, Lucio havia quase a matado e pelo que os outros dois capangas que estavam com eles quando chegamos disse, ela havia sido torturada pelos três.
As reações com a Maldição podem ser diferentes, no caso dela o coração quase não aguentou a pressão... Ela tinha quase morrido... Eu tinha quase a perdido.
Olhei para ela que estava em pé perto de um espelho se olhando. Ela era tão linda. Suas curvas definidas, mesmo ela tendo perdido quase cinco quilos durante o sequestro, vestia um baby-doll vermelho pequeno, o short era um perigo para a natureza e a blusa marcava bem seu busto e sua cintura lhe dando um ar ainda mais sensual, como sempre ela havia sido.
–Você não vai me falar o que estava falando com a medibruxa? Perguntei tentando manter o foco.
–Não é nada demais. Ela deu de ombros.
–Hermione, não ignore minha inteligência. Você precisa confiar em mim.
–Eu confio em você Draco! Será que você ainda não percebeu isso.
Ela se sentou na cama e embrulhou as pernas com a testa franzida, não parecia brava, apenas receosa para tocar no assunto.
–Quando você tiver pronta eu vou ouvir. Falei olhando nos seus olhos.
Ela acenou a cabeça e eu toquei seu rosto sentindo toda aquela textura macia, podia ter passado todos esses dias que eu havia lhe resgatado, mas ainda sim, eu tinha medo de perdê-la de novo. Passei minha mão pela sua nuca e senti os pêlos dela se eriçarem, aquilo era tão erótico que a puxei para um beijo. Nada calmo. Pelo contrário, completamente quente onde eu podia sentir cada pedacinho da sua boca e dos seus lábios que se encaixavam perfeitamente nos meus.
As mãos dela desceram para o cós da calça de moletons que eu estava usando, já que dormia aqui praticamente todos os dias para não deixa-la sozinha a pedido dela, o que apenas aumentava minhas suspeitas sobre os traumas. Segurei sua mão, mas não separei nossos lábios.
–Você está numa cama de hospital, Mione. Falei entre seus lábios.
–Mas não estou num caixão!
Me separei dela fechando a cara e ela revirou os olhos.
–Foi só modo de falar. Você sabe que eu estou aqui apenas por teimosia daquela medibruxa insuportável.
–Desde quando você não gosta da medibruxa?
Minha pergunta não teve resposta, porque naquele exato momento alguém bateu na porta do quarto.
–Podemos entrar? Perguntou uma voz masculina.
–Simas! Ela falou animada.
Como ela sabia quem era apenas pela voz?
–Só um minuto. Falei me levantando e jogando os cobertores em cima dela ainda mais.
–É sério isso? Ela perguntou.
–É sério sim, principalmente quando você está de calcinha. Respondi e ela soltou uma risada gostosa, me fazendo rir também.
Abri a porta e não era só o Simas que estava lá, junto dele estava Theo, Walisson e Blás. Os três primeiros a cumprimentaram animados com abraços e beijos na testa, que me deixaram um pouco desconfortável, enquanto Blás apenas deu um abraço nela.
–Eu juro que pensei que não iam me ver – ela falou sorridente – Ainda não agradeci pelo que fez Walisson, se não fosse você... Acho que Alexandre teria se divertido muito as minhas custas.
–De boa. Ele respondeu.
–Temos um presente para você. – falou Simas uma caixa de presente com um laço vermelho em cima – Acho que vai gostar.
Mione olhou desconfiada para ele mais pegou a caixa, abrindo-a em seguida e depois dando uma gargalhada alta ao tirar de dentro da caixa um prato de arroz, feijão um pedaço enorme de bife. Boiei geral.
–Melhor presente. Não acredito que se lembra. Ela falou ainda rindo.
–Eu não entendi nada quando ele embrulhou esse negocio – falou Blás ao meu lado – presente mais maluco pra se dar.
–Uma brincadeira particular na cela – ela respondeu calmamente – Não tínhamos muita comida por lá, e durante um tempo essa comida se tornou escassa quando Jeovane foi embora. Então sempre dizíamos que sonhávamos com um prato desse pelo menos uma vez. Era uma marmita para nós dois, e mesmo depois do meu acordo com Melgaço ainda sim comíamos muito pouco. O Theo não recebia refeições, então ele comia o que era para mim numa das refeições e eu apenas comia com Melgaço a noite, o que não era nada agradável se querem saber.
Blás e eu nos entreolhamos, eles tinham passado maus bocados naquele lugar, ela quase nunca tocava muito nesse assunto. Os quatro começaram a conversar e eu preferi deixar isso entre eles, Blás parecia pensar o mesmo que eu.
–Theo vai morar lá em casa por um tempo. Ele foi absorvido das acusações por tudo que ele fez, acho que ele merece conseguir a segunda chance dele. Falou Blás sério.
–Vai ser bom para ele, qualquer coisa que precisar.
–Harry já está conversando com ele e com o Ministro da Magia, acham que ele tem muito talento para ser auror.
–E tem mesmo – concordei – o cara trabalhou sete anos para Fabricio Melgaço, Theo sempre foi muito inteligente e rápido com as coisas. Ele conseguiria um cargo de investigador de olhos fechados, acho que ele é melhor que muita gente lá dentro do Departamento hoje.
Não prolongamos muito a conversa, apenas ficamos observando os quatro conversando. Pela primeira vez ela parecia a vontade em conversar tudo que passou lá naqueles dias, e eles achavam graça da maioria das coisas que passaram. Talvez era disso que ela precisava, ver as coisas por outro lado, e como eles haviam passado pelas mesmas coisas que ela, seria mais fácil.
–... A qual é Theo? Foi um péssimo soco. Ela disse rindo.
–Ficou sacudindo a mão feito um idiota xingando. Mas as palavras do Walisson foram as melhores... Disse Simas.
–Levem ele para a enfermaria... De novo. Falaram os quatro juntos.
–O nariz dele nunca mais vai ser o mesmo. Riu Walisson.
–Talvez essa foi a cena mais engraçada, não acham? – perguntou Mione ficando um pouco mais séria – Acho que estávamos tão para baixo naqueles dias, foi quando eu não tinha esperança nenhuma. Ficava oscilando entre ter fé ou não.
–Foi porque descobrimos o que ele realmente queria com os gêmeos naquela época, por isso você estava tão “sem fé”. Observou Simas e eles ficaram num silencio cumplice durante alguns segundos, mas logo voltaram a conversar.
O que ele queria com os gêmeos... Me lembro bem da noite que ela me contou. Parecia algo tão animal, como ele tinha coragem de sacrificar seus próprios netos apenas para viver para sempre enquanto eu daria minha vida apenas parar eles viverem o suficiente para serem felizes?
–Pra mim o pior momento foi dar banho no Simas, foi simplesmente nojento.
–Como é que é? Perguntei e eles começaram a rir, não estava gostando nada desse assunto.
–Não é nada disso que você está pensando. Simas falou se levantando.
–Geralmente quando alguém diz essa frase, é o que a pessoa está pensando.
–Theo! Repreendeu os outros.
–Mas é uai!
–Simas havia deslocado o joelho Draco, eu tive que cuidar dele um tempo quando Jeovane veio embora. Mas acredite, eu não o vi nu.
Eles começaram a rir, mas Simas não. Na verdade eu não me sentia preocupado em relação a isso, não agora que ela explicou e antes de eu falar para ele ficar de boa, ele se pronunciou fazendo os outros três pararem, deixando apenas Zabini rindo e parando ao perceber que o assunto era sério.
–Mas sabe que a dor que eu senti não chegou perto do que eu passei na praia. Talvez aquela vai ser sempre a pior lembrança que eu vou carregar na vida – ele falou sério e Mione estendeu a mão para ele que pegou – Por mais que eu tentasse ao máximo não me lembrar disso, por mais que eu tento ainda, não consigo não me sentir culpado...
–Você não teve culpa cara, mas eu te entendo. Falou Theo.
–Mas ainda sim me sinto culpado. Sabe como é difícil fechar os olhos e ver que de certa forma... De certa forma eu matei aquelas duas pessoas. Eu tenho certeza que nunca vou me esquecer disso, vai poder passar anos e eu ainda vou me sentir um assassino, vai passar anos e eu ainda sim vou me lembrar dos dias que passamos preso naquele lugar – falou Simas – Eu sinto tanta raiva, por tudo aquilo, por toda a situação, mas de todas as coisas a mais difícil foi a praia. A perna não foi nada, a fome não foi nada, o medo de morrer, de ficar ali para sempre... Porque uma hora ou outra íamos morrer ali, se não acontecesse a troca iriamos passar pelo que Theo passou, mas não pense que eu faria diferente, eu te falei que ficaria lá pelos gêmeos – ele falou para ela que apenas sorriu de canto – Mas era como se a cada segundo que passamos ali estávamos perto de morremos, a pior hora foi essa, a hora que eu matei aquelas duas mulheres.
Eles não falaram muito, apenas ficaram absorvendo aquilo. E eu também. Eu não cheguei a matar pessoas durante a guerra, mas eu havia feito muita coisa ruim durante ela.
–A gente precisa ir, fica bem queridaa. Theo falou com um certo sotaque.
–Idiota. Mione retrucou se levantando para abraça-los, com aquele pijama extremamente curto.
–Eu não podia perder a piada. – Ele zombou – E juízo, isso é um hospital, não um motel.
–Cuida da sua vida, ok, Dore. Riu Mione.
Ela se despediu de todos eles prometendo que ela ainda ia fazer a melhor lasanha que eles já comeram na vida. Assim que eu fechei a porta ela se sentou rindo na poltrona.
–Querida? Perguntei.
–É impressão minha ou você está com ciúmes? Ela perguntou cruzando as pernas.
–Não é só impressão – falei – Olha essa roupa, Hermione. E que negocio é esse de querida?
–É apenas um trocadilho Draco, Melgaço começou com essa atitude estranha de me tratar como se eu fosse realmente a mulher dele e me chamar de querida. Eu tomei certa raiva dessa palavra, Theo apenas estava me implicando com isso, eles sabem a raiva que eu tenho quando me chamam assim.
–Hum.
–Hum o que, Draco? – ela falou rindo – Já te falaram o quanto você fica sexy quando está com ciúme?
–Não tem graça, eu fiquei sem você durante muito tempo, tenho medo de te perder. Só estou cuidando do que é meu.
Ela se levantou e ficou nas pontas me deu um selinho.
–Eu sou só sua. Falou sensualmente nos meus lábios.
–Hermione, você está me deixando maluco, sabia? A gente está num hospital. Falei passando as mãos pela sua cintura.
–Eu sinto saudades de fazer isso, me julgue! – ela falou com um sorriso malicioso – Draco eu estou bem, sabe que estou aqui apenas por teimosia de todos vocês.
–Eu também tenho saudades, por isso temos que tomar cuidado... Eu estou a perigo Hermione, vou acabar te machucando, não vou conseguir ser cuidadoso.
–E quem disse que eu quero que você seja cuidadoso? Falou mordendo meu lábio inferior.
Pronto. Lá se foi meu autocontrole.
Tomei seus lábios nos meus com ferocidade enquanto a imprensava na parede do quarto, minha mão apertava sua cintura do lado oposto do machucado, enquanto suas pernas rodearam na minha cintura.
Ela mesmo se encarregou de pegar minha varinha no bolso do moletom e conjurar os feitiços necessários. Minhas mãos percorreram sua cintura a puxando ainda mais para mim e ela retribuía mordendo meu pescoço bem de leve me levando a loucura.
–Hermione Granger, se você não me mandar parar agora... Eu não vou parar. Falei com os dentes trincados.
–Não pare.
Essa mulher queria me deixar completamente louco. A carreguei até a cama do hospital, que era um pouco mais alta que as normais, e a sentei descendo uma trilha de beijos, mordidas e chupões até chegar na minha zona de felicidade.
Erguei sua blusa a passando pela cabeça e vê-la assim... Sem sutiã com seus seios subindo e descendo foi o estopim, agora era eu que não conseguia parar mais, mordisquei um seio e ela gemeu pendendo a cabeça para trás. Tomei um completamente entre meus lábios enquanto com minha boca massageava o outro, ela gemia de uma forma excitante me deixando completamente excitado.
Merlin sabia o quanto eu senti falta desses gemidos ao meu pé do ouvido. Tomei o outro seio, mas eu já não estava mais aguentando isso, eu queria estar dentro dela, completamente dentro dela da forma que mais sentia saudade e desejo.
Eu sentia as unhas dela por cima da minha camisa arranhando minhas costas, e sua intimidade na minha cocha enquanto eu tomava seus seios com minha boca, arredei seu short para o lado junto com a calcinha e massageei seu clitóris, desci os dedos e vi o tanto que ela estava excitada e isso me fez gemer. Sem me conter simplesmente escorreguei dois dedos para dentro dela e ela arfou proferindo algum palavrão pelo ato enquanto eu movimentava.
Estava tão molhada... Tão pronta...
–Que Merda Draco. Anda logo com isso. Ela falou enquanto baixava minha calça e cueca juntas.
Sorri de lado e a obedeci, tirei meus dedos e sem nem ao menos terminas ter tirar suas roupas me posicionei na sua entrada. Levei meus dedos até ela que os colocou na boca e eu a penetrei.
Arfamos juntos.
–Como você consegue ser tão apertada. Falei ao senti-la me esmagando, de uma força extremamente boa.
Minha mão afundou nos seus cabelos presos enquanto a outra apertava a cintura dela com força, ficamos parados... Apenas apreciando aquele momento de saudade. Aquele momento de reaproximação carnal.
Sutilmente ela começou a se mexer sentada ali. Apesar de tudo aquilo, eu não queria machuca-la. Mas era tão difícil, que eu usava todo o autocontrole que não existia para penetra-la devagar, tirando e colocando num ritmo lento e torturante para mim.
As mãos dela descia pelas minhas costas e minha camisa já se fora embora há muito tempo, sua boca percorria pelo meu pescoço enquanto eu me concentrava em não machuca-la... Mas se para mim aquela lentidão e cuidado estava sendo torturante, para ela também.
–Mais forte. Ela pediu.
–Mas...
–MAIS FORTE. Ela falou juntando nossos quadris com força.
E mais uma vez lá se foi meu autocontrole. Eu queria senti-la da forma mais carnal possível, e ela havia me dado sinal para isso. Segui estocando nela cada vez mais forte e fundo, num vai e vem vicioso e completamente insano me levado a alturas quando eu estava dentro, e a loucura quando estava fora apenas naqueles pequenos segundos que ele se mantinha fora da sua cavidade quente, molhada e acolhedora.
Os gemidos dela me movimentavam, cada vez que ela gemia eu estocava nela com mais força até recriarmos nosso ritmo, redescobrirmos ele novamente. Juntei seus cabelos com uma das mãos e a virei de costas para mim juntando nossos troncos e deixando ela nas pontas dos pés ao penetra-la de novo.
Eu não segurava do lado machucado, apenas apertava seu seio daquele lado, enquanto minha outra mão apertava a cintura dela com força a puxando para mim. Eu sabia que estava marcando os ombros dela, mas cada vez que eu entrava nela com força tinha que me conter para não fazer ainda mais forte, se é que isso fosse possível.
Ela rebolou graciosamente gemendo meu nome e senti seu corpo se convulsionar num orgasmo forte, meu membro foi apertados pelos espasmos e não aguentei mais, mesmo querendo continuar fazendo aquilo sem parar. Gozamos. Juntos.
A respiração de ambos ofegantes, a cabeça dela escorada no meu peito de costas para mim, seu quadril encostado no meu... Eu queria mais... Eu queria muito mais.
–Aguenta mais? Perguntei no seu ouvido.
–Essa é apenas a primeira das muitas que vamos fazer hoje nesse hospital. Respondeu maliciosamente.
São Lucas, santo dos médicos trouxas, que me perdoe, mas eu não ia respeitar o silêncio. Não naquele quarto do Hospital.
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