Dramione - Fotografias

27 Aquela não podia ser a nossa última vez


Notas iniciais
Não é o Draco kkk, tudo que eu tenho a dizer kkk

Pov. Hermione Granger

—O que você está fazendo aqui? – Perguntei exasperada tentando recuperar o fôlego.

Augustus estava suado, sua camisa branca toda amarrotada. Seu rosto vermelho assim como seus olhos enquanto suas mãos tremiam freneticamente sem parar enquanto ele apontava a varinha para mim. Tudo no homem na minha frente tinha um grande letreiro nele escrito PERIGO, mesmo eu conhecendo o informante.

—Augustus aconteceu alguma coisa? – Perguntei.

—Desculpe-me Granger. Eu sinto muito mesmo. – falou desconexo.

—Eles descobriram que você é o informante? – perguntei o analisando – Você contou para eles? Você não pode contar para eles seu idiota, você vai morrer.

O homem na minha frente começou a chorar e caminhar na minha direção, minhas costas quase se fundia na parede do quarto. O que estava acontecendo ali?

—Ante eu do que o meu filho. Você sabe muito bem que não tenho escolhas, você já fez a sua...

Minhas pernas estremeceram. Filho? Escolha? Ele caminhou para o meu lado, tentei um feitiço estuporante, mas ele se defendeu. Eu estava encurralada, minha mão foi direto para o meu colar na tentativa de que alguém me escutasse.

—Não faça nada comigo.

—Eu sinto muito...

Foi tudo que eu ouvi, antes do feitiço me acertar trazendo a escuridão.

Pov. Draco Malfoy

—Vocês já podem ir – falou Dino Thomas entrando na nossa sala de guarita com Miguel e outro auror – Já tá na nossa hora.

Minhas costas já estavam doendo de ficar sentado naquela cadeira, Mione tinha acabado de entrar no quarto dela desligando o áudio, nervosa e irritada.

—Ela já terminou o jantar, está no quarto, Melgaço também está no seu. Acho que não vamos ter muitos problemas – Harry os informou – Vamos dar esse tempo para ela.

—Certo então. Assumimos daqui.

Espreguicei-me e peguei meu casaco no cabide, tudo que eu queria naquele momento era ir para aquele quarto ficar com a Hermione, o que eu acharia bem improvável de fazer, seria arriscado demais.

Eu sabia como tinha sido difícil para ela ficar perto do homem que queria os gêmeos, só de olha-lo me deu uma grande raiva e nojo que eu não conseguia explicar. Para ela deveria ser muito pior, estar a poucos metros do homem que odeia... Ali da guarita eu já sentia vontade de mata-lo.

—Nathanael, você não vem? – Perguntei.

—Espera só um minuto... Tem um áudio estranho da Natalia e do Jeovane, podem vir aqui? – Ele pediu se levantando.

—O que aconteceu? – Perguntou Harry.

—Não sei, escutem.

Ele apertou o botão das gravações e o barulho de uma explosão foi escutada seguida por algo caindo uma... duas vezes no chão.

—Eles podem ter brigado, são um casal — sugeriu Miguel.

—Acho bem difícil, eles são muito profissionais para isso – falou Harry se afastando e pegando um walk talk – Carlos vá ao quarto do Jeovane e da Natalia e verifique se está tudo bem com eles, não estamos conseguindo fazer contato.

—Já estou indo, chefe.

Pelos monitores vimos Carlos sair do seu quarto e se encaminhar para o quarto do casal.

—Ei Draco, os capangas do Melgaço tem o costume de entrar no quarto dele? – Perguntou Dino.

—Acho que não – respondi me virando para ele – Por quê?

—Os capangas dele acabaram de entrar no quarto e trancar a porta.

—Volta á fita mais um pouquinho. – Pediu Harry.

Dino o obedeceu e parou onde não só os dois que estavam na porta, mas sim cinco capangas, subiram pelas escadas e entraram no quarto do Melgaço.

—Acha que está acontecendo alguma reunião? – Perguntei.

—Não sei...

A voz de Harry foi interrompida assim que um pontinho vermelho do áudio de Hermione se acendeu no painel trouxa.

“—Não faça nada comigo.

—Eu sinto muito...”

A voz era de Mione, reconheceria em qualquer lugar e ela estava desesperada, a outra de um homem, uma voz conhecida, mas que eu não consegui ligar a ninguém. A gravação foi interrompida por uma pequena explosão de algo sendo acertado e caindo no chão, minha respiração ofegou e todos na sala se olharam por um mero segundo.

—Eu quero um grupo de aurores espalhados no último andar – gritou Harry enquanto saíamos da salinha no walk talk para todos os aurores em seus áudios – Se preparem para o confronto.

Minha adrenalina subiu a mil e assim que sai daquele lugar apertado, corri sendo seguido pelos outros. Subi todas as escadas e mesmo em toda a velocidade ainda parecia que eu nunca ia chegar naquele quarto, meu coração martelava até finalmente chegar na porta dela.

—Invadam o quarto do Melgaço. – Harry gritou – Não deixem nenhum trouxa subir.

—HERMIONE – bati em sua porta, ninguém respondeu – ABRA A PORTA DESSE QUARTO.

O silêncio do outro lado apenas aumentou ainda mais minha adrenalina. Não só a minha varinha, mas a de Harry, Dino, Nathanael e Miguel também apontaram para a porta que explodiu num baque estrondoso e isso era necessário, porque nós mesmos tínhamos protegido a porta do quarto dela.

—Augustus! – Falou Harry.

Apenas um corpo estava no chão, e eu não sabia se ficava feliz ou triste com isso. Não era o corpo da Mione, mas onde estava ela? Abri a porta do banheiro que estava vazio, segui para a varanda que estava aberta e também não tinha ninguém. Vasculhei tudo e nenhuma peça de roupa estava no guarda roupa, nada dela estava ali a não ser as perolas do colar espalhadas no chão enquanto eu me desesperava.

—Harry cadê a Hermione? – Perguntei ofegante.

Harry se abaixou no corpo de Augustus, sem me responder e o revistou enquanto eu andava de um lado para o outro tentando pensar em alguma coisa, deixando apenas o desespero tomar conta de mim.

—Foi ela que fez isso? – Perguntei olhando para Augustus, morto.

—Não, o voto perpétuo o matou. Ele descumpriu o nosso acordo, contou o que não podia para Melgaço.

Minha cabeça parecia que ia explodir. Harry enfiou a mão no bolso de Augustus e pegou um envelope muito bonito com uma mistura de vermelho e verde e no outro bolso um pedaço de pergaminho grande e amaçado quase destruído por alguma tinta preta.

—E para você. – Harry avisou, analisando os dois.

Peguei o pergaminho com brutalidade, eu já sabia o que tudo aquilo significava, só não estava pronto o suficiente para admitir isso. Virei o envelope e meu coração ficou ainda mais disparado.

Desamassei o pergaminho que estava e tentei restaurar o máximo possível, minha respiração tomando um ritmo ainda mais descompassado onde eu tentava com todas as minhas forças manter a minha sanidade no lugar.

“ Caro Sr. Malfoy...

Espero que esta carta chegue em suas mãos, pois, ela foi feita para ser lida por você, acho que só você me entenderia neste momento. Se esta chegou em suas mãos, meu objetivo foi concluído, e é uma pena que isso não seja uma coisa boa para o senhor.

Para mim é boa, pois, de todas as escolhas erradas que já fiz em vida, essa é a única que eu não tenho o direito de me arrepender. Não sou um homem bom, disso o senhor já sabe, fiz coisas terríveis, eu enganei, roubei, menti, matei, mas, ainda assim, eu fui presenteado com algo que não esperava, algo que os céus me enviou mesmo que eu não merecesse.

Eu não podia deixar que todos os meus erros do passado atrapalhassem o único ser vivo que eu posso dizer com convicção que amei de verdade. Pelo que sei, agora você conhece tal sentimento.

Melgaço descobriu, eu não sei como, nem quem contou ou como a informação de que eu fui pego pelos aurores chegou até ele, mas chegou.

Eu lhes avisei sobre Fabrício Melgaço, ele não é um homem qualquer, ele gosta de se vingar pessoalmente de todos aqueles que lhe traem e ele arrumou uma vingança para mim: Escolher entre eu ou o meu filho.

Nesse momento meu filho está com ele, mas Melgaço me prometeu que irá solta-lo assim que liberasse a primeira pista, o primeiro pedido de negociação entre a troca de Hermione Granger. Seus capangas me pegaram hoje cedo, não precisei falar muito, ele já sabia.

Já sabia que você e a senhorita Granger tinham adotado os gêmeos, já sabia que você e Harry Potter estavam atrás dele. Ele apenas queria os últimos detalhes que eu não podia dar por causa do voto perpetuo... Como eu disse, ele é vingativo.

Eu lhe contei sobre vocês estarem no hotel, ele já sabia. Lhe contei da aliança de Harry com os trouxas, que ele também sabia. E lhe contei sobre Hermione, Jeovane e Natalia serem os infiltrados, isso ele não sabia. Na verdade ficou surpreso por ser ela, o segredo sobre ela ser auror ainda não tinha sido revelado a ele, me desculpem por ter feito isso, mas achei que se ele sabia sobre a sua profissão, a dela não era segredo, me enganei.

Naquele momento eu sabia que tinha apenas algumas horas de vida por causa do voto perpetuo e ele deu-me minha última missão e castigo: invadir o quarto da Hermione e usar algo que ele mesmo criou para que seus capangas pudessem pega-la ligando os quartos.

Ele pensou em tudo, enquanto vocês achavam que estavam armando para ele, era ele quem armava para vocês. Ele queria você, mas optou por ela por ser mais fácil. Eu sei que pode não me perdoar, tem todo o direito, mas acredite em mim, eu realmente não queria que Hermione fosse pega, ela é uma mulher boa e numa tentativa de me redimir eu não contei para ele sobre seus aurores estarem infiltrados como capangas, acho que eles vão conseguir protegê-la durante um tempo talvez, e espero realmente que consigam salvar todos, principalmente ela.

Ele quer os gêmeos, e vai usa-la para tê-los como objeto de troca assim como irá usar os outros para conseguir mais benefícios. Eu realmente sinto muito, mas não me arrependo. Quando Melgaço soltar o meu filho, espero que os outros o ajudem, ele é um menino bom, ao contrário de mim, ele puxou a bondade da mãe. Porém, no mundo, ele não tem mais ninguém para protegê-lo. Como último pedido, rogo para que o ajudem a encontrar um lar e entreguem a carta que escrevi a ele, pois se em algum momento em minha vida eu quis fazer o bem, minha motivação foi ele. Diga-lhe que eu sempre o amei, é só o que peço.

Minhas sinceras desculpas, Augustus Lee, pai de Isaac Lee.”

Minhas mãos amassaram aquele pergaminho com raiva. Eu não sabia o que fazer ou o que pensar.

—Levaram Jeovane e Natalia – Harry falou com os dentes trincados, ele havia lido sob meu ombro – Levaram os dois para usa-los como correio para chegarem a nós.

—Enquanto Simas e Walisson? – perguntou Nathanael nervoso – Será que Melgaço realmente não sabe sobre os dois?

—Acho...

—INFERNO – gritei com ódio os interrompendo – O QUE VAMOS FAZER POTTER?

—Eu não sei, infelizmente eu não sei.

Eu pessoalmente nunca vi Potter tão derrotado como proferindo essas palavras.

—EU FALEI PARA DEIXAR ELA LONGE DISSO.

—Calma Draco... – Dino pediu – Não é assim que vamos resolver essa situação.

—Não é assim? – perguntei com ódio – Vamos resolver como então? Me respondam? FOI COM A MINHA MULHER QUE ELE SUMIU.

—SUA MULHER, MINHA IRMÃ SEU IDIOTA...

O grito do Harry me pegou desprevenido, desde o dia que começamos a conversar de verdade eu não o vi tão nervoso. Os olhos cheios de culpa, me fez sentir culpado também. A culpa não era só dele, era minha também por não ser forte o suficiente para impedi-la de continuar, eu aceitei, me acomodei a decisão dela.

Melgaço queria a mim, apenas viu um alvo mais fácil nela. A culpa era minha. Éramos apenas marionetes na mão dele e seguimos apenas o que ele queria que seguíssemos.

Um medibruxo e legista trouxa, que participavam da missão, entraram no quarto para pegar o corpo de Augustus, mas nem isso me deu alguma claridade ou atraiu minha atenção.

—Precisamos tentar entrar em contato com Simas e Walisson, saber o que está acontecendo se estão usando o rastreador e se estão com as maletas de polissuco – Harry falou nervoso – Vasculhem o quarto dos seguranças e o quarto de Melgaço, achem essa passagem que Augustus abriu entre os dois quartos para eles entrarem, recolham tudo que ficou para trás, cada detalhe. Eu quero saber como esses homens saíram daqui sem que as câmaras de seguranças o vissem. Vasculhe o quarto de Mione também, o terreno ao redor, quero saber como Augustus entrou aqui. Cada fita de segurança tem que ser revista mil vezes se for necessário, peçam a Kingsley para mandar reforços para o Hotel. Avisem a direção do hotel o que está acontecendo e peça para evacuarem os dois últimos andares em menos de cinco minutos por tempo indeterminado. AGORA.

Todos começaram a correr de um lado para o outro enquanto eu apenas os observava perdido. Eu não sabia o que fazer, ele tinha levado ela, ele queria Enzo e Sophia. Eu não podia escolher. Nunca. Eu nunca escolheria entre meus filhos e Mione. Eu já não aguentava mais, era como se um grande buraco tivesse se estabelecido no meu peito enquanto eu não sabia o que fazer.

Augustus a entregou, mas conseguiu deixar Simas e Walisson para protegê-la. Eu podia realmente julgar Augustus? Ele tinha um filho, eu tinha dois. Ele se sacrificou pelo seu filho, Mione se sacrificaria por Enzo e Sophia. Ele queria a mim... Levou ela, eu me sacrificaria por ela, Enzo, Sophia...

Não sei quanto tempo fiquei assim, não sei quanto tempo passei sentado ali tentando absorver tudo. As pessoas andavam de um lado para o outro do quarto procurando respostas enquanto eu não conseguia fazer nada. Harry tinha ido para o quarto do Melgaço junto com Carlos pela passagem do banheiro que Augustus tinha aberto para eles e tudo que eu fazia era ficar ali, parado. Como tinha feito a tarde inteira, inclusive quando ela estava junto do perigo.

Parecia tudo surreal eu não conseguia acreditar, naquela manhã eu havia tido ela nos meus braços, naquela manhã tínhamos transado e nos entregado, e agora, ela já não estava mais comigo, ela já não estava mais nos meus braços como mais cedo.

Flashback On

Eu havia acordado no sofá, não tínhamos percebido, mas após o pedido de namoro e de transarmos tínhamos assistindo uma série policial no aparelho trouxa, todas as cinco temporadas de uma só vez, e mesmo assim eu ainda não acreditava que alguns bruxos achavam que aquelas armas podiam ser melhor que varinhas. Não vi quando dormi e nem ela, acordei o sol estava quase nascendo de novo e ela descia as escadas.

—Vou a padaria comprar pão, quer alguma coisa?

Olhei para ela tentando acordar direito e a apenas neguei com a cabeça enquanto ela saia usando um vestido floral muito curto para o meu gosto aproveitando que eu não estava com muita disposição para brigas. Subi as escadas e tomei um banho relaxante, ainda estava com sono e minhas costas doíam muito por causa do jeito desengonçado que dormi. Assim que sai escutei o barulho da porta lá embaixo e ela subindo as escadas.

—Já voltei. – falou abrindo a porta do quarto e se sentando na cama.

—Nem vi a hora que eu dormi. – Falei mal humorado, parecia que um trator havia passado por mim.

—Está tudo bem, comprei algumas coisas para o café da manhã. Vai demorar algum tempo ainda para irmos ao Ministério, Harry vai nos reunir primeiro, acho melhor você comer.

—Estou sem fome, não tenho mais quinze anos para dormir no sofá Sra. Malfoy.

—Ó claro, senhor idoso de vinte e cinco anos.

Virei-me para ela e lhe dei um selinho a levantando.

—Não acredito que saiu com esse pedaço de pano.

—Cenas de ciúmes as sete e meia da manhã? – ela falou numa risada gostosa – Vem cá, deixe-me fazer uma massagem em você.

Eu nem seria louco de recusar. Mione tirou meu sobretudo que eu havia acabado de colocar e minha camisa me sentando na beirada da cama e se ajoelhando no meio dela. Suas mãos começaram bem devagar pelos meus ombros e eu sentia aquela sensação tão boa me deixar mais relaxado, relaxado demais se é que me entendem.

Com a varinha, ela convocou um vidrinho que saiu de dentro do closet e passou nas minhas costas, o cheiro era bom meio afrodisíaco e muito oleoso. Eu sentia as mãos delas deslizando pelas minhas costas e ela me deitou de barriga para baixo se sentado no meu quadril me massageando e aliviando ainda mais minha tensão.

Mas eu não sentia mais sono, nem sentia mais dor nas costas, eu me sentia excitado, extremamente excitado com a magia daquelas mãos me tocando daquele jeito tão delicado e ao mesmo tempo, preciso.

—Acha que eu mereço uma massagem também? – Ela sussurrou no meu ouvido mordendo o lóbulo da minha orelha – Eu também dormi naquele sofá horroroso.

Não respondi, apenas me virei e inverti as posições colocando-a de bruços. Peguei o pequeno frasco e comecei a passar pelas suas pernas, e que pernas! Fui subindo, subindo até chegar ao seu bumbum, ergui seu vestido até sua cintura e demorei mais do que o necessário ali, Merlin! Aquela mulher me deixava louco, nem parecia que tínhamos transado no dia anterior.

Passei seu vestido pela cabeça e a admirei assim de costas, não sabia se preferia ela de frente ou assim, as duas visões eram boas o suficiente para mim. Passei minhas mãos em suas costas nuas e pelas laterais dos seus seios comprimidos na cama.

—Você estava sem sutiã? – Brinquei e ela se virou de barriga para cima – Merlin Mione, coitado do padeiro.

—Devo dizer que sua massagem está um pouco fraca Malfoy, você ficou apenas alisando minha bunda e apertando minhas cochas, tsc tsc tsc.

Sorri de lado, encharquei minha mão de óleo e passei em seus seios os apertando, ela gemeu e eu também. Desci pela sua barriga até sua virilha até finalmente ter passado em todo o corpo dela.

—Vamos ver se esse gosto é bom?

Nem dei tempo dela responder, tomei seus lábios apenas por poucos segundos e desci os beijos para seu pescoço e colo. Minhas mãos apertavam cada canto do corpo dela e escorregavam com o óleo que parecia deixar a pele mais aquecida conforme o contato corporal. Abocanhei um dos seus seios sentindo o gosto bom do óleo aliado ao seu natural, eram tão empinados e macios que chegavam a ser um crime serem tão perfeitos, parti para o outro enquanto a mão dela desceu até a minhas calças a desabotoando e descendo o zíper enquanto por apenas alguns segundos eu me separei dela para dar um fim naquela calça que tanto me incomodava e que se eu soubesse que iriamos parar aqui, não teria nem colocado.

Desci uma trilha de beijos e mordidas por sua barriga até chegar a sua calcinha, era tão pequena que nem parecia uma peça de roupa. Tirei-a rapidamente já tocando sua intimidade com o polegar e escutando ela gemer, aquele era o seu ponto fraco. Massageei seu clitóris aumentando a velocidade e a penetrei com dois dedos, eu gostava de fazer isso e ela gostava também pelo modo como arqueou as costas e me olhou maliciosa.

Toquei seu clitóris por alguns instantes com a língua penetrando sua entrada hora ou outra com ela também. O gosto inconfundível me deixou maluco e logo ela prendeu os lençóis da cama com as mãos gemendo e tendo o primeiro orgasmo daquela manhã.

Mione puxou meus cabelos e me jogou na cama sem nenhum carinho me excitando pelo ato bruto. Subiu em cima de mim e antes que eu esperasse ou pensasse desceu sobre meu membro me fazendo gemer.

—Quer me matar garota? – Perguntei apertando sua cintura.

—Só se for de prazer.

Hermione Granger era a malícia em pessoa.

Dentro dela eu sempre me sentia muito apertado, sua intimidade parecia latejar e seu corpo estava tão quente por causa do óleo que ela molhava meu membro inteiro enquanto galopava em cima de mim. Ergui um pouco seus quadris e a estoquei por baixo. Eu não me cansava daquela sensação, nunca.

Já não queria mais ir devagar, eu queria ir com força, e ela gemia pedindo isso. Ela tinha o dom de me deixar maluco e num movimento ainda mais rápido a virei. Suas mãos apoiadas na cama assim como seus joelhos, na famosa posição que me dava uma visão e profundidade privilegiada enquanto eu ficava de joelhos atrás dela.

Passei meu membro pela sua entrada e ri quando ela me xingou mandando andar logo. A penetrei rápido e com força, as mãos dela apertaram os lençóis enquanto eu entrava e saia dela ora rápido ora devagar fazendo ambos gemer. Os quadris dela iam e vinham contra o meu, no ritmo que ambos criamos juntos. O óleo deixando nossas peles em chamas fazendo seu quadril deslizar.

Eu já não aguentava mais, nem ela. O atrito, o seu rebolado, as nossas intimidades se chocando apenas me levaram a loucura. Levantei o tronco dela a encostando sobre meu peito e ela ainda se remexia, a estoquei mais duas vezes e não aguentei mais, nem ela. Num gemido alto e numa investida mais profunda, gozamos. Meu membro foi lubrificado enquanto eu lubrificava sua intimidade que se contraia sobre ele em espasmos momentâneos. Tomei seus lábios nos meus e ela se virou enlaçando as pernas na minha cintura.

—Eu te amo. – Falei, era incrível como essas palavras saiam tão facilmente agora.

—Eu também te amo.

A levantei e caminhei com ela até o banheiro para juntos tomarmos mais um banho relaxante depois do nosso amor selvagem.

Flashback Off

Lembranças... Malditas lembranças...

Aquela não podia ter sido a nossa última vez, eu não podia simplesmente perdê-la quando finalmente descobri que a amava. Droga Draco Malfoy! Por que fui tão idiota? Por que ela simplesmente tinha que estar longe de mim, justo agora? Aquela não podia ser nossa última vez. Era como se de alguma forma, nossos corpos soubessem que algo ruim iria acontecer e se entregaram tão bruscamente.

Desamassei o maldito pergaminho do informante e reli, Melgaço queria que eu escolhesse, eu não podia escolher. Reler aquilo me deixou com mais raiva, se é que isso fosse possível.

“—Prometa para mim que se algo acontecer comigo, você vai cuidar deles?

—Que assunto é esse, Hermione?

—Só prometa Draco. Eu confiaria Enzo e Sophia somente a você, eu sei que não vai deixar nada acontecer com ele.

—Eu prometo.”

Mais uma lembrança... Pela primeira vez pensei com clareza, meu coração voltando no ritmo normal e deixei o sangue esfriar, eu não entregaria os gêmeos... Nunca.

—Sr. Malfoy, eu acho que esse colar pertence a sua esposa. – Falou um auror.

Peguei o colar de perolas já restaurado e o olhei com raiva. Eu protegeria os gêmeos com a minha própria vida, mas eu também não ia deixa-lo ficar com Mione, não ia deixa-lo fazer nada com ela porque eu iria encontra-la.

Não, aquela não era a nossa última vez.

Notas finais
Bom gente eu estou postando uma nova fic tanto aqui quanto no spirit, ela é uma Dramione de universo alternativo, o link tá no final do capitulo, leiam por favor ;) Próximo capítulo é dois em um: Encarcerados