Dramione - A Sugestão

7 Capítulo 7 - Hogsmeade


Notas iniciais
Eu realmente sugiro que quem está esperando por um momento Dramione leia o capítulo. Como sempre, muito obrigada pelos recados e pela ansiedade por novos capítulos. Vocês são demais ♥

POV DRACO MALFOY

Eu voltei para Torre da Sonserina e Hudson não parava de se pegar com o garoto.

—Vão para um quarto – resmunguei.

Voltei para o quarto e pensei que não iria mais dormir, Granger tinha deixado-me com borboletas no estômago de um jeito ruim e com muito o que refletir. Mas acabou que no minuto que fechei os olhos, adormeci. Acordei perfeitamente descansado, afinal, hoje o dia seria meu e deu Granger.

NADA iria estragar isso e o amaldiçoado que tentasse iria sofrer por isso.

Depois de fazer o meu melhor como o descolado sexy, olhei para minha imagem no espelho.

"Não estrague tudo, Malfoy".

Apesar de ter uma leve neve lá fora, estava bem frio. Desci para tomar o café da manhã e, em seguida, fui para o Expresso de Hogwarts que nos levaria para Hogsmeade.

Quando cheguei lá, fiquei esperando por Hermione do lado de fora, algumas poucas almas corriam para dentro do calor oferecido pelo trem. Eu estava congelando lá fora, mas quando vi Hermione não puder evitar um sorriso, ela parecia pronta para uma nevasca na Antártida.

—Bom dia, Granger – eu falei divertido.

—Bom dia, Malfoy – ela respondeu um tanto mau humorada.

Entramos em um vagão que estava vazio e fechamos a porta da cabine. Havia poucas pessoas na escola, havia menos ainda no trem, o que fez a viagem ser bem melhor, não precisávamos preocupar-nos em dar explicações para perguntas do tipo "Eu estou sonhando ou Malfoy e Granger estão sentados lado a lado sem estar se matando?".

Dentro da cabine estava uma temperatura agradável, mas Hermione não parava de tremer. Abracei-a. Puxei a varinha e criei uma chama controlável, ela esticou as mão com luvas para aquecê-las.

—Então, você pode começar explicando-me por que o mau humor? – falei despreocupadamente.

—Frio... Muito frio – ela falou.

Mas o frio não iria ser um grande problema se eu pudesse continuar abraçando ela desse jeito.

—A carta que você mandou por Hermes era para ajudar o santo Potter? — Perguntei.

Ela assentiu.

—Hermes ainda não trouxe uma resposta, quando as corujas entraram para entregar as correspondências. Talvez ele demore até amanhã.

—Sem... problemas... – ela falou batendo os dentes — Só precisava enviar... A resposta pode esperar.

E então ela se encolheu e chegou ainda mais perto de mim. Eu poderia ir sorrindo de Hogwarts até em casa nesse momento.

O trajeto foi rápido, o que por um lado foi triste.

Quando desembarcamos, ajudei ela a descer. Não confiava em Hermione descendo escadas com tantas roupas daquele jeito. Ela já tinha sua cor normal e estava aquecida.

—Então, senhor Malfoy, o que faremos hoje? — Ela estava mais bem humorada agora e sorria.

—Bom, começaremos comprando presentes de Natal para as nossas famílias, depois algumas porcarias para podermos estragar nossos dentes com cáries e seu pai consertá-los. Terminaremos bebendo e comendo o que tiver de melhor – Hermione olhava para mim incerta – e eu pago – ela abriu a boca para questionar – fui eu que convidei você. Isso não tem discussão, Granger. Guarde seu dinheiro para comprar presentes para sua família Trouxa.

—Não banque o superior, Malfoy, se você começar com essa história de trouxas e sangue puro eu volto para o trem – rosnei, ele não falaria mal da minha família.

—Não foi uma ofensa, esquentadinha. Agora, vamos.

Entramos em uma loja de roupas e Hermione comprou um casaco para sua mãe. Ela olhou, pelo menos, trinta casacos antes de escolher, todos ela olhava para mim e perguntava o que eu achava. Como um bom entendedor de moda, olhava para os casacos e dizia "verde é legal" ou "prata é bom". Ela decidiu por um vermelho.

"De todas as cores... Por que não podia ser verde?".

Continuamos andando e fomos até uma loja de joias. Comprei um colar para minha mãe e um presente para a castanha que estava entretida olhando brincos que mudavam de cor. Para meu pai, escolhi uma nova capa de varinha, era toda prateada com uma cobra ao redor.

—Você não vai comprar nada para o seu pai? — perguntei enquanto caminhávamos.

—Não, vou mandar dinheiro Trouxa para ele, mamãe me contou que ele quer comprar um novo barbeador.

—Um novo o quê? — Perguntei sem ter certeza do que eu tinha ouvido.

—Você sabe, um aparelho que faz a barba, você passa ao redor do rosto e ele tira a barba.

Não entendi exatamente como funcionava, apesar das explicações de Hermione. Eu gostava de ver quando ela assumia a postura "eu sei o que estou falando", ela jogava os cabelos para trás, começava falando olhando para frente e no final da explicação encarava a pessoa nos olhos para ver se ela havia entendido.

—...Entendeu? — Ela me olhava.

—Não completamente, mas vamos, a Dedos de Mel está com promoção nos Feijõezinhos Mágicos.

Entramos na loja eu senti o perfume dos cabelos de Hermione. Adoráveis poções do amor, eram utilizadas como aromatizantes na loja e tão fracas que você sentia apenas os cheiros que mais gostava.

Divertimo-nos com balinhas que explodem e outros. Saímos com os bolsos cheios de guloseimas, parecíamos duas crianças de tanto que ríamos.

Ao entrar no 3 Vassouras, pedi bebidas quentes e pastelões de chocolate. Nós ríamos de histórias bobas que um contava para o outro.

—... E então nunca mais montei a vassoura ao contrário — terminava de contar uma história sobre quando resolvi montar a vassoura ao contrário e ao dizer "suba", a vassoura atingiu meus países baixos e eu fiquei gemendo no gramado de casa.

Hermione estava tão feliz que era como se meu estado de espírito estive refletido nela.

Voltamos para o nosso vagão vazio.

Quando o trem deu partida, Hermione estava de pé, ela caiu em cima de mim.

—Você precisa parar de ficar caindo – falei.

A verdade é que eu não me importava com quantas vezes ela caísse no meu colo, eu seguraria ela todas as vezes.

Nossos lábios estavam a centímetros, fiquei com medo de fazer um movimento e espantá-la, algumas vezes ela era como um gatinho. Mas não precisei preocupar-me, ela fez o que eu queria ter feito, cobriu meus lábios com os seus. Puxei ela para o meu colo, ficamos beijando-nos até chegar em Hogwarts. Quando finalmente largamo-nos, estávamos ambos respirando com dificuldade e com um sorriso no rosto. Ela me deu um selinho e saiu de cima de mim, pegou as sacolas dela e saiu porta a fora.

Se continuássemos assim eu precisaria aprender a controlar meus países baixos, graças ao bom Merlin eu estava com muitas roupas.

Desci do vagão e andei até o quarto dos quartanistas. Deitei na minha cama e fiquei sonhando acordado, peguei meu caderno de desenhos e saí para terminar o mesmo desenho que tinha interrompido.

Não demorou muito e eu não tinha mais nada para fazer, uma tímida Hermione veio até mim. Fiquei olhando para ela, que mordia o lábio inferior.

Ela tirou um pacotinho do bolso e deu para mim. Tinha um laço em cima e tudo.

—Feliz Natal, Draco.

Ela tinha dito o meu nome. Eu tinha ouvido. Draco.

"Será que ela pode repetir?".

—Não se acostume com isso.

Ops, parece que pensei alto demais.

Desembrulhei o pacote e dentro havia um colar Vira Tempo.

—É para quando você quiser reviver algum momento marcante – ela disse timidamente – como a tarde hoje, por exemplo.

Eu olhei para ela sem palavras. Puxei-a para meu abraço e dei um pequeno beijo na boca dela.

—Accio presente – falei.

Em alguns segundos um embrulho veio até mim. Entreguei-o para Hermione.

Ela abriu e prendeu a respiração.

—Isso é...

—É.

Dentro do pacote havia um pequeno colar com uma pequena soqueira.

—Você sabe mesmo como ser romântico, Draco – ela riu.

—Achei que não haveria nada mais apropriado, você pode sair por aí treinando sem machucar o punho – e apressei-me — só não pode usar em mim.

—Coloca para mim? — Ela perguntou.

Hermione virou de costas e ergueu o cabelo, prendi o colar e ela se virou.

—Feliz Natal, Hermione.

Beijei ela delicadamente, com medo de que aquilo fosse mentira. Ela correspondia. Estava tudo indo maravilhosamente bem.

—Preciso voltar para a Torre da Grifinória.

Não falei nada.

Ela se soltou de mim e passou a mão pelo meu braço enquanto virava de costas. Puxei a mão dela e ela girou dando de frente comigo.

—Vai aonde, leoazinha?

—Para cama.

—Isso é um convite?

—E eu preciso convidar?

Gargalhei abertamente.Aquela garota era maravilhosa, sabia quando entrar no jogo e sabia o que dizer.

—Não, não precisa.

Beijei o pescoço dela.

—Então, como chegamos até lá? Porque eu não vou te soltar.

—Eu iria sugerir voando, mas essa é a sua especialidade.

Voltamos a nos beijar.

—Agora, você pode ir, leoazinha.

—Obrigada pela permissão.

E deixei ela ir.

Aquele era definitivamente o melhor dia da minha vida.

Notas finais
Saciados de cenas Dramione? O que acharam? Continuem comentando, vocês são importantíssimos para dar aquela animada. ;)