Dramione - A Sugestão

8 Capítulo 8 - O Lago


Notas iniciais
Queria agradecer Kathy Torrente pelo comentário super fofo e pelos acessos. Bom, talvez vocês queiram arrancar minha cabeça por postar esse capítulo, então, espero vocês nos comentários.

POV Hermione Granger

Eu poderia ir saltitando de onde eu estava até a Torre da Grifinória.

Eu poderia ir pulando em um pé só.

Eu poderia virar estrelinhas e fazer acrobacias.

Nada seria o suficiente para demonstrar o grau de felicidade que eu estava.

Quando eu caminhava a corrente que Draco presenteara-me balançava.

Mas, durante o caminho, Hermes apareceu. Ele tinha uma resposta.

"Hermione,

VOCÊ É BRILHANTE!

Quando voltarmos contaria tudo para você.

E O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A CORUJA DE DRACO MALFOY?

HARRY".

Eu sorri para a carta. As letras gritantes de Harry faziam eu imaginar um Harry muito feliz, mas muito confuso ao mesmo tempo.

Hermes já havia ido, visto que seu dono não estava lá para mandá-lo fazer outra entrega. E com o frio e a neve o coitado deve ter feito viagens exaustivas.

Já a viagem que eu tinha feito só tinha cansado minha boca. De resto, estava 100%, como diria minha mãe. Pensar em mamãe lembrou-me que teria que pedir para Harry se Edwiges poderia entregar os presentes a eles.

Mais uma noite sozinha no meu quarto. Aquilo já estava começando a ser solitário e triste. Sentia falta da agitação, das meninas suspirando ou contendo gritinhos. Isso era normal, esse silêncio era desconcertante.

Adormeci sobre um livro de Transfiguração Avançada.

Acordei com a cara amassada, mas o livro passava bem.

Como estava sem fome passei a manhã no quarto treinando alguns feitiços que ainda não estavam perfeitos do meu ponto de vista.

Ao meio dia, desci para a Sala Comunal da Grifinória, pronta para ir almoçar. Ao colocar o pé para fora do Quadro da Mulher Gorda, bati meu nariz com o peitoral de alguém.

—Desculpe. Ai – falei.

—Você está bem? — A voz macia de Draco questionava com um quê de preocupação.

—Estou, não foi nada. O que você está fazendo aqui?

—Visitando amigos? — ele arriscou

—Quais amigos?

—Bom, tem o... Como é o nome daquele desajeitado? Aquele que perde tudo sempre.

—Você é um péssimo amigo. Não sabe nem o nome deles – eu disse com tom de desaprovação.

—O que posso fazer? São tantos...

—Com certeza. Então, vamos logo almoçar ou não? — perguntei pulando a parte que ele tentava convencer-me de sua pluralidade de amigos.

—Direto ao ponto, gosto assim, Granger. Mas primeiro, meu beijo de bom dia.

Dei um selinho.

—Eu disse beijo.

Revirei os olhos e beijei-o.

—Bom dia para você também, leoazinha.

O meu erro foi achar que iriamos para o Salão Comunal almoçar. Ao dobrarmos para o lado contrário fiquei perguntando-me se Draco era cego. Não, eu era cega, definitivamente cega. Ele carregava uma cesta de piquenique. Depois de notar o óbvio, não foi difícil descobrir para onde estávamos indo.

O dia estava bem mais agradável, havia sol e a temperatura estava agradável, não era o suficiente para suspender os casacos grossos devido ao vento, mas já era uma melhora evidente.

Sentamos sobre uma toalha que Draco tirou de dentro da cesta e aproveitamos a vista do lago.

Ele começou a tirar torradas, pastelões, suco de abóbora, bombas de chocolate...

—Quem é o seu traficante? — Olhei admirada.

—Eu.

Ele colocou uma mão sobre um cacho de bananas e rapidamente colocou dentro do casaco, com a outra mão puxou a gola do casaco até o nariz e mexeu a cabeça para os dois lados como se estivesse sendo vigiado.

Eu caí no riso.

—Ridículo — disse limpando uma lágrima.

—Diga isso para suas lágrimas.

—Não enche, Malfoy.

Começamos a comer e descobri que ter pulado o café da manhã foi um erro.

—Uau, se soubesse que você comeria por nós dois teria trazido mais comida – ele disse rindo.

Eu dei um tapa no banho dele enquanto mastigava a segunda bomba de chocolate.

—Eei, eu não tenho culpa, são só fatos.

Dei outro tapa no braço dele.

—Vem cá — ele disse e eu fiquei escorada no peito dele de costas.

Ficamos quietos comendo por um longo tempo. Mas alguns pensamentos começaram a rodear minha cabeça e saí dos braços dele.

—O que foi? — ele perguntou com uma ponta de desespero na voz.

—O que nós estamos fazendo, Draco?

—Aproveitando a vida antes do fim iminente?

—Draco, preste atenção, nós nos odiávamos até alguns dias atrás — ele abriu a boca para protestar — nós agíamos como se nos odiássemos. Então eu caio de uma escada num dia e alguma coisa desperta, no outro dia eu danço e...

—Aonde você quer chegar, Hermione?

—Nós gostávamos um do outro, mas as atitudes não revelavam mais do que desprezo e agora eu estou montando residência nos seus braços.

—O que tem de errado em superar uma briga infantil e assumir que a gente se gosta?

—Não é errado, só é muito rápido — as palavras escapavam de mim antes de eu conseguir analisar elas – e quando essas férias acabarem, o que eu vou dizer para os meninos? O que a escola vai dizer?

—Você está preocupada com o que os outros vão dizer, Hermione?

—Você não?

—Na verdade, não. Eu não acredito que você disse isso, Hermione.

—Mas é verdade, Draco. Você passou 2 anos humilhando-me por ser filha de trouxas. Nós passamos quase 4 anos discutindo e brigando. Como você espera explicar para as pessoas que de repente você percebeu que o ódio era na verdade outro sentimento?

—Desse jeito, Hermione. Não dizem que quem briga demais no fundo se gosta? Qual o problema de isso acontecer conosco?

—Você não entende- eu estava quase chorando.

—Não, você não entende. Você tem vergonha de ser vista comigo, Hermione? Porque isso é bem mais explicável do que o que você está dando a entender – Draco estava frustrado e magoado, não parava de passar a mão nos cabelos e bufar.

—Não, Draco, eu não sei se eu gosto de você...

E foi isso, a primeira vez que usei a soqueira foi naquele momento. Usei ela tão bem que nem precisei pegá-la foi só dizer aquelas palavras. Draco estava magoado e furioso, ele levantou e olhou-me nos olhos.

—Eu sabia que você conseguia machucar quando queria, Hermione, só não sabia que machucava tanto.

E ele saiu.

Eu comecei a chorar. Doía tudo, levei os braços ao redor da barriga e trouxe as penas mais para perto. Eu soluçava desesperada.

"O que foi que eu fiz?".

POV DRACO MALFOY

Uma lágrima desceu pela minha bochecha. Sequei bruscamente. Eu estava furioso, mas no fundo queria chorar.

Eu não havia sido apenas rejeitado, eu havia dado tudo de mim para ela e ela havia me rejeitado. Eu havia sido sincero e honesto como nunca. Eu me deixei exposto sem sentir medo.

E ela foi lá e rejeitou-me.

E não devia ser bom o suficiente como aquele Krum ou o Weasley. Mas não importava, se Hermione não me queria, havia outras que o faziam.

Entrei na Torre da Sonserina e a primeira garota que piscou para mim foi a que eu levei para o quarto.

Durante a noite, sozinho na cama, eu não conseguia dormir. Hermione não saia da minha cabeça e, mais uma vez, quis chorar, quis ir atrás dela e pedir desculpas por ter sido tão grosso, diria até que eu não me importava se ela não gostava de mim, com calma e paciência nós chegaríamos lá.

Decidi que faria isso no próximo dia.

Quando cheguei na porta do Salão Comunal para o café da manhã vi Hermione abraçada com o Krum.

Notas finais
Então, muito brabos comigo? :x P.S. Se forem xingar poupem a minha mãe!