Dramione - A Sugestão
5 Capítulo 5 - A Biblioteca Parte 2
Notas iniciais
POV HERMIONE GRANGER
Os meninos estavam animados com a ida para casa de Rony no Natal, além das típicas conversas sobre Quadribol, Torneio Tribruxo e Modos de Acabar com a Raça de Draco Malfoy, o Natal tinha tornado-se uma pauta constante também.
Eu sabia que eles se sentiam mal por falarem tão abertamente sobre o assunto e sobre todo tipo de diversão que teriam, sabendo que eu ficaria sozinha em Hogwarts. Mas eu dizia que não me importava. Um dia a conversa ficou um pouco estranha e o que aconteceu foi mais estranho ainda.
Flash back on
Estávamos em um dos intervalos das aulas, atravessando o castelo até a Sala para aula de Poções.
—Mione, sério, nós ainda podemos avisar a minha mãe e meu pai que você vai e você manda uma coruja para seus pais – insistia Rony.
—Não, Rony, está tudo bem. Eles falaram para eu ficar aqui e com a vovó doente eu não quero incomodá-los – eu suspirava cansada, já devia ter repetido isso umas sete vezes.
—Mione, você tem certeza? — Harry parecia incerto sobre quem apoiar.
—Sim, Harry. Olha, não se preocupem, são apenas algumas dias.
—Mas você vai ficar aqui sozinha... — continuava Rony.
—Rony – olhei-o nos olhos — está tudo bem, mesmo. Vocês vão e divertem-se. Eu vou ficar aqui lendo e tentando descobrir um modo de ajudar Harry a decifrar o ovo.
Nesse momento, Viktor passou por nós e ficou encarando-me.
—Ah, claro, – Rony parecia furioso — você não vai ficar sozinha, vai ficar aqui com ele.
Eu corei e olhei para Rony um tanto braba.
—Não, Ronald, eu vou ficar sozinha, como você mesmo disse.
E fechamos a cara. Acabava que Harry sempre pagava o preço quando brigávamos, ele não sabia com quem conversar e não sabia como fazer para ajudar a fazermos as pazes. E
Entramos na sala de aula e ficamos quietos, afinal, a aula com Snape não deixava brechas para conversas com todos aqueles pontos descontados injustamente da Grifinória.
A aula era com a Sonserina, quando Malfoy entrou na sala de aula e olhou para mim eu gelei. Não tínhamos conversado desde o dia do baile. Suspirei e tratei de concentrar-me na aula.
Flash back off
Depois de algumas aulas, Rony e eu voltamos a conversar normalmente para o alívio de Harry. Mas Rony foi chamado por Fred e Jorge para conversarem sobre como funcionaria o Natal. Aparentemente, a Sra. Weasley havia mandado instruções para os meninos sobre o que levar para casa e onde seria o ponto de encontro.
Harry e eu ficamos sentados na frente da lareira da Sala Comunal, a sala estava vazia, quase todos estavam arrumando os malões ou despedindo-se de alguém.
—Vou sentir sua falta – disse Harry.
—Eu também vou – eu disse.
—Promete se cuidar?
Eu ri.
—Vocês é que deviam prometer isso, nunca vi pessoas mais propícias a entrarem em confusões como vocês.
—Não fomos nós que acertamos o olho de Malfoy, dessa vez.
—Sobre isso você nem precisa preocupar-se, Malfoy vai para casa no Natal, não há perigo de socos – disse sorrindo, mas Harry estava sério.
—Mione, Malfoy não está indo para casa – Harry falou sério e temeroso.
Meu sorriso desfez-se e, novamente, gelei.
—O que foi que você disse? — perguntei cética.
—Ele não vai para casa, vai passar o Natal em Hogwarts.
Assumi minha melhor postura de "e eu com isso?".
—Desde que ele não cruze a biblioteca, estaremos bem. E a doninha mantém distância da biblioteca – eu disse sorrindo.
Harry sorriu levianamente eu ouvir "doninha", mas estava afundado em seus próprios pensamentos.
—Como você está se sentindo, Harry? — encarei-o preocupada.
—Confuso e com medo – ele suspirou e olhou para mim – o que vai acontecer comigo quando eu descobrir a próxima pista do Torneio? O que vai ser a próxima prova? Hermione, eu juro, eu não sei como meu nome foi parar naquele Cálice.
—Eu sei, Harry, eu sei. Nós vamos descobrir e vamos ajudar-lhe. Eu prometo, Harry – suspirei – Agora cabeça em pé e não pense sobre isso durante as festas. Aproveite o máximo que puder na Toca.
—E você não se divirta demais com o Krum – ele falou sorrindo.
Eu empurrei ele levemente rindo.
—Não é como se fossemos fazer alguma coisa – disse.
Harry olhou para mim divertido.
—Você sabe. Eu fico lendo enquanto ele fica me olhando. É meio chato na verdade.
Mas então Rony apareceu e nós descemos para jantar.
O jantar estava delicioso, como sempre, a decoração do Salão estava linda como sempre. Imaginei se Draco desenharia isso. Rapidamente, espantei o pensamento.
Despedi-me dos meninos, eles pegariam o Expresso de Hogwarts muito cedo amanhã, cedo o suficiente para eu decidir que não acordaria àquele horário só para dizer "tchau" e implorar para não arranjarem confusão.
Eles se despediram de mim também e fomos para nossos respectivos quartos. Gina também despediu-se de mim antes de eu entrar no quarto. Dormi muito bem.
Quando acordei era tarde, as pessoas tinham sumido, as camas estavam arrumadas e eu estava sozinha no quarto. Sorri.
Depois de um demorado banho, desci para o almoço. Haviam poucos alunos nas mesas. Malfoy estava na mesa da Sonserina junto com alguns admiradores. Crabbe e Goyle haviam ido para casa, aparentemente e a insuportável da Pansy Parkinson também.
Dumbledore e os outros professores na mesa principal estavam conversando animadamente.
Na minha mesa não haviam muitas pessoas, Lilá Brown estava em um canto quase dormindo em cima do cereal. E alguns sextanistas estavam espalhados pela mesa, eles estavam planejando uma partida de Quadribol.
Tinha levado um livro do mundo trouxa comigo só para passar o tempo enquanto comia. Depois de terminar de comer, fui para biblioteca.
Fui para sessão Trato das Criaturas Mágicas. Não sabia por onde começar, mas acredito que um capítulos sobre ovos não seriam encontrados em qualquer lugar. Havia pego pergaminho e pena para anotar o que eu achasse necessário. Tinha levado comigo algumas barras de chocolate.
Depois de procurar — sem sucesso — algo que ajudasse decidi ler sobre outros Torneios. Eles não aconteciam a séculos devido ao risco para vida dos campeões. Encontrar registros foi praticamente impossível, mas quando encontrei fiquei horrorizada, mas do que devia. As provas levavam os participantes ao extremo. O grau de dificuldade aumentava a cada prova e testavam os limites da sanidade de cada um.
Eu levei a mão a boca depois de algumas linhas.
—O que aflige a dama? — perguntou alguém.
Eu levei um susto e quase caí da cadeira, para minha sorte Malfoy correu até mim e segurou as costas do assento.
—Mas que coisa, Malfoy. Você quer me matar de susto? — perguntei com a respiração acelerada ainda.
—Na verdade, não. Mas você estava com uma expressão bem intrigante –e ele imitou uma versão de Hermione com a mão na boca e olhos arregalados.
—Há Há, muito engraçado, o que você quer? — perguntei fingindo desinteresse.
—Eu quero que você olhe nos meus olhos quando fala comigo, mocinha. Eu sei que para os mortais é difícil olhar diretamente para um deus, mas eu insisto – ele falou sorrindo.
Encarei-o. Realmente, era difícil olhar para ele. Tinha muita beleza ali e os olhos dele cintilavam brincalhões, mas eu via que havia muita mágoa e medo.
—O que você quer? — eu falei mais suavemente.
—Nada, só estou sem ninguém para infernizar e extremamente entediado – ele falou dramaticamente enquanto levava o braço a testa e virava a cabeça fazendo biquinho.
Eu não queria, mas sorri.
—Fico feliz em saber que eu causo tédio em você.
—Nananinanão, querida. Eu vim até você porque você tem o efeito contrário. Além disso, você é uma das poucas que realmente não me deixa ter a última palavra e usa argumentos descentes – ele piscou — então, além de estar treinando para ser modelo de "O Grito"*, o que você está fazendo?
—Estou tentando ajudar Harry na próxima prova.
Malfoy colocou a língua para fora.
—Blé, Potter paga você por fazer hora extra para ele? Ou é trabalho escravo?
—Ele é meu amigo, Malfoy, conhece o conceito, não é mesmo?
—Já ouvi falar – ele pareceu ofendido – escute, Granger, vamos fazer alguma coisa realmente divertida, amanhã vamos a Hogsmeade. Dumbledore providenciou o viagem para aqueles que ficassem no castelo, para termos uma chance de compramos presentes para nossas famílias.
Eu nem havia lembrado disso.
—Não sei se posso ir – levantei e comecei a guardar as coisas.
Malfoy então cobriu a distância entre nós com um passo e puxou-me pela cintura. Eu estava grudada nele.
—Você vai, Granger. E vai comigo.
Ele baixou o olhar e eu também. Não pude deixar de sentir os músculos dele e o hálito morno. Inspirei profundamente, primeiro porque o puxão de Malfoy havia tirado o ar dos meus pulmões e segundamente porque o perfume dele era divino.
—Vou pensar no seu caso – e ergui o olhar desafiando ele.
—Assim que eu gosto, Granger – e ele baixou os olhos para minha boca.
Eu coloquei uma mão no rosto dele e a outra nos cabelos, ele estava com as mãos nas minhas costas firmemente. Foi minha vez de olhar para boca dele.
Aproximamos lentamente, de vez em quando levantávamos o olhar e o castanho encarava o cinza e vice versa. O beijo que se sucedeu foi sua e sem pressa. Não havia amor ali, era uma mistura de um tímido gostar com desejo. Quando nos afastamos, respiramos fundo.
Olhamos um para o outro e sorri malevolamente.
—Isso não é um sim para você, Malfoy, vai ter que fazer bem melhor – e soltei-me dele desafiando ele a contestar minhas palavras.
—Veremos, Granger – ele disse e saiu sorrindo diabolicamente.
Mais um encontro desses e eu teria que começar a andar de muletas, minhas pernas tremiam tanto que tive que sentar novamente. Nesse instante li algo que me chamou atenção em um dos relatos dos Torneios que já haviam ocorrido.
Recolhi o livro e coloquei-o embaixo do braço, guardei todo o resto e fui jantar.
* "O Grito" é uma pintura de Edvard Munch que trata do desespero existencial.
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