Dramione - A Sugestão

6 Capítulo 6 - O Corujal


Notas iniciais
Eu queria agradecer imensamente a maravilhosa Ana P que fez essa capa linda para a história e comentou os capítulos. Mas também, agradeço a todos que estão lendo, comentando, favoritando e acompanhando, vocês são uns amores ♥ Espero que gostem!!!

POV DRACO MALFOY

Ao sair da biblioteca, fui direto para o Salão Comunal. De repente, eu estava cheio de fome.

Coloquei as mãos nos bolsos da calça e fui andando, o dia estava frio e com uma cara horrível, amanhã certamente nevaria, tirei uma mão do bolso e ajeitei melhor o cachecol. Ao sentar na mesa da Sonserina, algumas meninas deslocaram-se para o meu lado, mas eu as olhava indiferente. Não me importava nem um pouco com aqueles olhares famintos por carne humana – a minha carne, no caso. A comida apareceu, nesse momento alguns meninos do time de Quadribol da Sonserina apareceram e sentaram o próximo que conseguiram de mim.

Começamos a conversar sobre novas táticas e técnicas, depois de amanhã iríamos treinar. O time inteiro tinha resolvido passar as férias de Natal na escola para poder vencer a Taça de Quadribol daquele ano.

Uma nuvem de cabelos castanhos chamou minha atenção. Granger estava sentada de costas para mim, mas pela tensão na suas costas e o movimento para lá e para cá da cabeça e dos braços podiam dizer que ela estava lendo.

—Ei, Draco, estou falando com você — disse um dos garotos.

—O que foi? — perguntei.

—O que você acha da troca de Gaspinsk por Hudson? Ela tem esforçado-se muito...

—Acho que se ela vai manter em mente a responsabilidade que é necessária para estar no time, não há grandes problemas. -Olhei para a menina que tinha grandes olhos maus — E é claro, saiba jogar – falei esperando uma manifestação.

—Garanto a você que sei, Draco – Hudson falou ácida.

—Espero que saiba mesmo – respondi ácido.

E então rimos. A maravilha sobre a Sonserina era que não importava a quantia de veneno nas palavras que você usasse, alguém usaria mais. E isso era maravilhoso. A maldade nos olhinhos dos meus amigos, a busca por desafios e a ambição reluziam tanto quanto ouro nos nossos olhares e gestos. Ali todos sabiam o que queriam e não iriam desistir.

E eu queria a menina com um volume de cabelo surpreendente, por mais que nos últimos dois anos a juba da leoa tenha cedido e diminuído.

Com mais alguns bons minutos de conversa, já estava escuro. Fomos para nossa Torre, quando olhei para trás, Hermione já tinha ido.

POV HERMIONE GRANGER

Eu era tão estúpida. Como não tinha pensado naquilo antes?

Uma das provas do Torneio anterior era altamente lógica, assim como quando Snape deixou as garrafas com um bilhete quando procurávamos a Pedra Filosofal. A resposta era simples: use a lógica.

Como eu sempre pensei, o fraco dos bruxos e bruxos é a capacidade de interpretação, ficamos cheios de nós mesmos com todas as coisas que conseguimos fazer com nossas varinhas, decorando feitiços, que acabamos por não exercitar o cérebro como deveríamos.

O ovo era de dragão, ovos de dragão são mantidos aquecidos pelas mães. Mas na temperatura certa, Hagrid colocou Norberto num caldeirão com água sobre o fogo!

Harry precisava apenas colocar o ovo em água quente!

Mas como ele ouviria a mensagem eu ainda não sabia. Dormi tentando solucionar o quebra-cabeça. Acordei no meio da noite assustada e respirando pesadamente, olhei pela janela e nevava lá fora. Tentei acalmar-me, era raro quando eu tinha pesadelos. Forcei a mente até lembrar o que me acordara.

Então, lembrei, sonhei que mergulhava em uma piscina e não conseguia sair de lá.

Coloquei a cabeça no travesseiro e tentei me ajeitar para dormir.

Mas uma peça encaixou-se no meu cérebro e tudo fez sentido. Levantei depressa, precisava avisar Harry, mas não tinha uma coruja.

Mas eu sabia quem tinha.

Escrevi um bilhete com instruções para Harry, agasalhei-me com um casaco comprido, toca e cachecol. Nem lembrei de trocar as pantufas por sapatos.

Saí discretamente, podiam ser férias, mas ainda temia que algo acontecesse comigo caso Filch me pegasse fora da cama.

Fui até a Torre da Sonserina, não sabia como iria contatar Draco, mas daria um jeito.

Não precisei esforçar-me muito. Havia um casal Sonserino aos amassos no portal.

—Ei, vocês dois, preciso de um favor.

Eles olharam assustados e desgostosos.

—Ah, é você — disse a menina.

—E o que faz você pensar que faríamos algo por você.

—Eu não tenho tempo para as reclamações dos pombinhos. OO diretor Dumbledore mandou-me aqui para chamar Draco Malfoy. Andem, vão lá buscá-lo.

Eles se entreolharam e o menino entrou, a menina encarava-me dos pés até a cabeça.

Alguns minutos depois um Draco cheio de sono e meio vestido apareceu. Meu coração perdeu uma batida. Respirei fundo e recuperei o controle.

—Ande logo, Malfoy, ainda quero voltar a dormir.

Ele olhou para mim como se fosse a primeira vez que via alguém.

—O que você quer tão urgentemente, Granger? — ele disse meio sonolento, abrindo a boca de sono.

—O diretor Dumbledore pediu para acompanhar você. Ele quer vê-lo.

—E o que é que o velho Dumbledore quer comigo, posso saber? E por que ele mandou você aqui? Por acaso não sei andar? — ele parecia irritado.

—Eu não sei, Malfoy, apenas vamos.

Ele olhou para os outros Sonserinos que deram de ombros e saímos. Após andarmos um pouco, ele me prensou contra a parede.

—Então, Granger, o que realmente estamos indo fazer? — Divertimento no olhar dele me dizia que ele sabia que era tudo mentira – Se Dumbledore quisesse a mim, ele não chamaria você.

—Preciso de você — ergui o bilhete com a mão — preciso mandar isso para a casa de Rony o mais rápido possível e eu sei que você tem uma coruja rápida — eu não consigo enxergar-me, mas sabia que se olhasse para mim, veria um brilho maroto nos meus olhos.

—Tem certeza que você não é da Sonserina? — Ele perguntou sorrindo de lado.

—Há quem duvide – respondi sorrindo.

Ao chegarmos no Corujal, ele fui até uma coruja com as penas pretas, ela parecia jovem.

—Conheça, Granger – falou Draco e olhou para mim.

Olhei confusa para ele.

—O nome da sua coruja é "Granger"?

—Ora, ora, não seja tão narcisista, Granger. Estou apresentando minha coruja à você.

Ele não tinha todos os pinos na cabeça, só podia ser essa a explicação.

—Hã, olá, senhora...

—Senhor – corrigiu Malfoy – Senhor Hermes.

—Olá, senhor Hermes – sorri para ele – boa escolha de nome.

—Então você precisa do meu Hermes para mandar uma carta para aquele buraco que o Weasley chama de casa.

—Não se atreva a falar do Rony – rosnei para ele.

—Tudo bem, mas e o que você vai dar-me em troca?

—Que tal um tapinha nas costas e um muito obrigada? — Pisquei.

—Que tal... Não — falou ele girando a cabeça para mim e dando ênfase no "não".

—O que você quer em troca, Malfoy?

—Hum, deixa eu ver... Grana... Nã, já tenho... Hum, fama.... Nã, já tenho... ter dons especiais que me diferenciem do resto dos Trouxas... Opa! Já tenho – ele falava tudo isso animadamente, em um tom de brincadeira, fazia uma careta quando dizia "nã".

—Decida, Malfoy, eu realmente preciso que essa carta chegue logo.

—Precisa, é? — Ele sorriu – E o seu amado Krum não te ajudar nisso?

—Ele não é... Espera aí, está com ciúmes, Malfoy? — Brinquei com ele.

Ele perdeu o sorriso.

—Me dá aqui a porcaria da carta, Granger. O trato é esse: durante o passeio a Hogsmeade, você não vai sair um milímetro do meu lado – colocou a carta no bico de Hermes e saiu – boa noite.

Eu fiquei parada sem entender nada.

Voltei para o quarto esgueirando-me. Já estava planejando uma desculpa para quando eu recebesse a resposta dos meninos e houvesse um enorme "O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A CORUJA DO MALFOY???", uma vez que Harry conhecia praticamente todas as corujas e seus donos.

Notas finais
Então, o que acharam? O que eu devo melhorar? O que vocês imaginam que vai acontecer? Yours hopefully, Zoey