Notas iniciais
Espero que tenham uma leitura e por favor, deixe um comentário <3


Chris McLean relaxava na sala de monitoramento enquanto o sol pintava a floresta em tons dourados. Os monitores mostravam a maioria dos competidores dormindo em suas cabines. Virando-se para a câmera, Chris exibiu seu sorriso característico.

CHRIS: No episódio de estreia de Drama Total: Floresta dos Mistérios, nossos campistas começaram com, bem... caos total! Molly parecia uma criança numa loja de doces; Nacho e Harper revelaram talentos incríveis para tropeçar e se perder; e Serena? Ela não perdeu tempo em fazer inimigos com sua “personalidade encantadora”! — Ele riu. — Claro, não foi só rivalidade. Alguns estão obcecados em desvendar os segredos da floresta. Coitadinhos, não percebem que é inútil? Mas hey, deixo eles se divertirem. — Deu de ombros. — Depois de um sorteio sobrenatural, dividimos os azarados em duas equipes: os Pinheiros Questionadores e os Arbustos Enigmáticos! Eles mal chegaram aos alojamentos, e as tensões já estão borbulhando. E hoje? Um desafio que vai deixá-los em frenesi e, claro, o momento mais aguardado: a primeira eliminação! Restam doze campistas. Quem será o primeiro a dar adeus?

*Abertura*

O sol da manhã entrava pelas ripas da cabine dos Arbustos Enigmáticos, quebrando o silêncio com um barulho incessante.

Toby, ainda de pijama, estava curvado sobre uma máquina de escrever vintage, os dedos voando pelas teclas como se sua vida dependesse disso. Seus óculos balançavam no nariz enquanto ele murmurava dramaticamente:

TOBY: Segundo dia da investigação. — Sua voz era baixa e conspiratória. — A floresta sussurra segredos, e eu... eu sou o único ouvinte.

A câmera girou para o restante da cabine. Gretchen gemeu, enfiando a cabeça sob o travesseiro. Do outro lado, Serena estava sentada em seu beliche, a máscara de dormir torta e o rosto cheio de fúria.

SERENA: Eu estava sonhando com um spa de luxo e agora... teclas?! Quem trouxe essa velharia do século passado?

Outro som metálico interrompeu sua reclamação. McConnor, curvado sobre um guarda-roupa tombado, martelava com concentração. Serena virou-se para ele, a irritação aumentando.

SERENA: Primeiro, um escritor frustrado. Agora, um mecânico lunático. O que você está fazendo?

MCCONNOR: Consertando. Vi que Toby estava acordado e resolvi usar meu tempo também.

SERENA: Você devia estar dormindo, como qualquer pessoa normal!

MCCONNOR: Cientistas não têm tempo para dormir. — Ele martelou para dar ênfase.

Massageando as têmporas, Serena revirou os olhos.

SERENA: Vocês acham que somos imunes ao barulho? Parem antes que eu pague o Seth para jogar vocês no lago.

Curioso, Seth rapidamente se levantou. Mas, antes que as coisas piorassem, Molly desceu do beliche, sua camisola lilás balançando.

MOLLY: Toby, onde achou essa máquina?

TOBY: No armário. É como se ela estivesse me esperando. Destino!

SERENA: Destino? Prova que o universo quer me irritar.

Gretchen sentou-se, o olhar cansado e a voz rouca cortando a discussão.

GRETCHEN: Toby, só para, por favor.

TOBY: O jornalismo nunca dorme, Gretchen.

Nesse momento, a voz amplificada de Chef Hatchet ecoou pela cabine, chamando-os para o café da manhã.

MOLLY: Hora de comer, pessoal! A fome também nunca dorme!

Relutantes, os campistas começaram a se mover, ainda lançando olhares cansados para Toby e McConnor.

*CONFESSIONÁRIO ON*

TOBY: Eles não entendem. O que estou fazendo aqui é maior do que um desafio ou uma competição. Estou construindo um legado! — Ajeitou os óculos com cuidado. — O que seria do jornalismo sem riscos? Claro, posso ter irritado todo mundo hoje cedo, mas se isso for uma grande história... eles vão me agradecer mais tarde. Certo? Certo?

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A câmera acompanha os Arbustos Enigmáticos entrando na cantina, que parece saída diretamente de um filme de terror dos anos 80. As paredes são cobertas por pôsteres desbotados com avisos como “Não Alimente os Animais” e “Segurança na Floresta é Coisa Séria!”. O chão de linóleo range a cada passo, enquanto uma lâmpada piscante no canto ameaça explodir a qualquer momento. No centro, duas mesas de plástico repleta de bandejas amassadas e copos duvidosos completam o cenário desconfortável.

Nos fundos, Chef Hatchet trava uma batalha com uma criatura peluda e de olhos brilhantes que tenta escapar pela janela com um saco de farinha.

CHEF HATCHET: EU JÁ FALEI, MEU TEMPERO É MEU!

Com um guincho agudo, a criatura foge. Chef, bufando, vira-se para a vitrine giratória de sobremesas, que está parada como se zombasse dele. Ele dá um tapa forte na lateral da máquina, o barulho ecoando pela cantina.

CHEF: Anda, sua lata velha inútil!

Nada acontece. McConnor, com os olhos brilhando de empolgação, levanta a mão.

MCCONNOR: Posso consertar. Deve ser um problema no motor ou na correia.

Chef joga uma chave de fenda para ele sem sequer desviar o olhar.

CHEF: Ótimo. Menos trabalho pra mim.

Enquanto McConnor desmonta a vitrine com precisão cirúrgica, os Arbustos observam, alguns mais irritados do que outros.

GRETCHEN: McConnor, por que você tá sempre desmontando alguma coisa?

MCCONNOR: Porque é assim que problemas se resolvem, Gretchen. Ciência e inovação! — Ele ergue uma engrenagem enferrujada. — Grandes mentes nunca foram compreendidas.

MOLLY: McConnor, talvez seja melhor deixar isso pra depois. Chef já tá irritado.

Ele ignora e continua.

A câmera corta para os Pinheiros Questionadores entrando pela outra porta da cantina. Cyrus é o último, mantendo-se em silêncio enquanto seus olhos seguem Willow, que se move com naturalidade pelo ambiente decadente. Ela escolhe uma mesa e oferece um sorriso pequeno.

WILLOW: Já vi cantinas piores. Vamos comer!

Os outros a seguem, menos Cyrus, que continua olhando para ela até que Willow nota.

WILLOW: Cyrus? Tá tudo bem?

CYRUS: O quê? — Ele tosse, tentando se recompor. — Claro! Tudo tranquilo.

WILLOW: Você tava me encarando.

CYRUS: Eu? Nem percebi. — Ele coça a cabeça, desviando o olhar.

*CONFESSIONÁRIO ON*

CYRUS: Ok, deixa eu explicar. Eu não gosto da Willow… quer dizer, gosto dela! Mas não desse jeito! Tá, talvez um pouquinho. — Ele ri nervoso, ajustando o boné. — Não é como se eu escrevesse sobre ela no meu diário ou algo assim… — Pausa. — Eu só acho que ela seria uma líder melhor pra equipe do que aquela xerife.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A câmera corta para Xerife Harper, que luta com uma caixa de cereal, batendo nela com seu cassetete.

HARPER: Não vou deixar uma embalagem vencer a LEI!

NACHO: Uh… xerife? Dá pra abrir com as mãos.

HARPER: Cadete, fica na sua! Isso é trabalho policial oficial!

A caixa explode em cereal, espalhando flocos pela cantina. Tommy, observando Cyrus lançar olhares furtivos para Willow, franze a testa. Claramente incomodado, ele se aproxima dela com um sorriso confiante.

TOMMY: Ei, Willow. Lá fora tem um lugar tranquilo pra sentar. Quer dar uma escapada desse caos?

Willow hesita, mas sorri.

WILLOW: Claro. Um pouco de ar fresco não faria mal.

Os dois saem juntos. A câmera foca em Cyrus, que suspira profundamente enquanto observa a dupla pela janela, tentando disfarçar.

*CONFESSIONÁRIO ON*

CYRUS: Tommy… ele é tão confiante. Ele só vai lá e fala com ela. Enquanto isso, eu fico aqui, imaginando se ela riria de uma das minhas piadas. — Ele suspira, pensativo. — Eu só queria ter metade da coragem que ele tem.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Do lado de fora, Tommy e Willow estão sentados em um tronco, conversando. Suas vozes estão abafadas, mas o clima entre eles é descontraído. A câmera retorna para Cyrus, que os observa com resignação.

*CONFESSIONÁRIO ON*

TOMMY: Acha que eu sou idiota? Claro que eu vi os olhares do Cyrus. — Ele sorri presunçosamente. — Mas ele é só um garoto. E um bem esquisitinho, aliás. O jeito que ele se veste? É verão, quem usa uma camisa de manga? — Ele ajeita o capuz do seu moletom. — Além disso, Willow é... uma mulher. Ela e eu temos a mesma idade, falamos sobre as mesmas coisas. Sobre o que ela e Cyrus falariam? ‘Ah, viu o novo episódio de Barney?’ — Ele ri. — Não. Ela precisa de alguém no nível dela. Tipo... eu.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A câmera se abre enquanto os Arbustos Enigmáticos e os Pinheiros Questionadores estão terminando o café da manhã. A porta da cantina se abre com força, revelando Chris McLean com um sorriso largo e um brilho sádico nos olhos.

CHRIS: Bom dia, cambada! — Ele faz uma pose exagerada. — Hora do primeiro desafio de invencibilidade! Estão prontos para começar?

NACHO: Ai, cara! — Ele joga a colher na tigela, desanimado. — Eu nem terminei meu cereal...

CHRIS: Que pena, Nacho! Agora, levantem os traseiros e me sigam!

O grupo resmunga, mas segue Chris floresta adentro. A caminhada é longa, pontuada por queixas de Serena.

SERENA: Isso é desumano! Não posso acreditar que estou caminhando como um... — Ela pausa, horrorizada. — Um camponês!

***

Após a caminhada, eles chegam a uma clareira onde dois carrinhos de golfe enferrujados esperam, um pintado de laranja e outro de verde-floresta. Os campistas olham para os veículos com desconfiança.

CHRIS: Bem, bem! O desafio de hoje é simples. Atravessar a floresta até a linha de chegada. Fácil, né?

CYRUS: Isso tá cheirando a cilada. — Ele estreita os olhos, desconfiado.

CHRIS: Cilada? Ah, que isso! Só preciso que vocês enfiem todos os membros da equipe nesses carrinhos...

SERENA: Chris, sei que sua experiência com golfe é... limitada. — Ela interrompe, franzindo o nariz. — Esses carrinhos só cabem duas pessoas.

CHRIS: E...? — Com um sorriso falso.

SERENA: E?! Cada equipe tem seis pessoas!

CHRIS: Oh, Serena... Que graça teria se fosse fácil? — Suspirou dramaticamente.

Os campistas trocam olhares preocupados.

CHRIS: Continuando, o percurso é marcado por sinais nas árvores... Elas não gostaram de serem marcadas, mas hey, não é problema meu! — Ele dá de ombros. — A primeira equipe a atravessar a linha de chegada vence!

Willow arqueia uma sobrancelha, desconfiada.

WILLOW: O Cyrus tá certo. Isso tá simples demais. Qual é a pegadinha?

Cyrus sorriu discretamente com o apoio dela.

CHRIS: Vocês são tão paranoicos! Tudo bem, tem alguns detalhes. — Ele faz uma pausa dramática. — O percurso é... digamos... cheio de obstáculos naturais. Ah, e ele passa pela área onde os gnomos vivem.

MOLLY: Gnomos? — Seus olhos brilham.

MCCONNOR: De novo essa besteira? Gnomos não existem!

CHRIS: Ah, eu discordo. Eles são territorialistas, extremamente agressivos e... — Ele ri. — É época de acasalamento. Cuidado, meninas!

MOLLY: Ah. — Sua empolgação desaparece.

MCCONNOR: Isso já tá ridículo. — Ele revira os olhos. — São só estagiários fantasiados. Com nanismo, provavelmente. É uma condição que afeta mais de 40 mil pessoas na América do Norte e...

CHRIS: Se é o que você acha, McConnor, tudo bem. — Interrompeu. — Só quero lembrar que preciso de todos os membros e do carrinho intactos na linha de chegada. Entendido?

Todos concordam.

CHRIS: É isso. No meu sinal, adentrem nos carrinhos e afundem o pedal! Vejo vocês na chegada!

Ele levanta um dos braços.

CHRIS: Valendo!

As equipes correm para os carrinhos. Nos Arbustos Enigmáticos, Serena fica para trás, observando com desdém enquanto os outros se amontoam.

*CONFESSIONÁRIO ON*

SERENA: O que foi? Vocês acham mesmo que eu ia correr para me misturar com aquele povinho? — Cruzou os braços, enojada. — Correr é coisa de gente desesperada. Além disso, não quero arruinar meu figurino!

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Quando os cinco membros se apertam no carrinho laranja, Serena entra sem cerimônia, pisoteando e esmagando Seth contra Toby.

TOBY: Ai! Meu pescoço! — Sua voz esganiçou mais do que o normal.

SERENA: Silêncio, Toby! Eu tô pegando no volante!

GRETCHEN: Você ao menos sabe dirigir? Não tem um chofer?

SERENA: Claro que sei, sua monstrenga! — Ela rebate, raivosa. — Pelo menos sei pilotar um carrinho de golfe. Golfe é um esporte refinado. Me admiraria se você soubesse!

*CONFESSIONÁRIO ON*

GRETCHEN: Eu não queria dar o braço a torcer, mas é verdade... eu não sei dirigir! E eu não podia dar o braço a torcer, porque o Seth já estava torcendo o meu braço! Estávamos todos amontoados naquele carrinho.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Serena liga a ignição e começa a dirigir, adentrando a floresta. Enquanto isso, Nacho e Xerife Harper pegam os dois assentos do carrinho dos Pinheiros, por serem fisicamente os mais gorduchos.

Tommy e Cyrus se enfiam atrás de Nacho, enquanto Minyoung se espreme entre eles, ficando vermelha de vergonha. Willow se joga no colo de Harper, que protesta.

HARPER: Ei, que isso? Cadê o respeito? Eu tenho uma parceira!

WILLOW: Relaxa, eu só tô tentando entrar no carrinho. Você quer que eu fique onde? No teto?

HARPER: Hm. Muito bem. Mas se controle, cadete!

*CONFESSIONÁRIO ON*

HARPER: Eu sei que sou irresistível, mas eu sou muito bem comprometida! Minha parceira e eu temos um relacionamento perfeito! Não vou deixar que nenhuma lenhadora fajuta nos balance! Hmph! — Ela fechou a cara.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Harper girou a chave e Willow pegou o volante, adentrando a floresta também.

***

A câmera se abre com o sol filtrando pelas copas das árvores, iluminando os carrinhos de golfe sacolejando pelos caminhos irregulares. Na dianteira, os Pinheiros Questionadores avançam com Willow ao volante. Seus cabelos ruivos esvoaçavam ao vento.

CYRUS: Ok, à direita em 50 metros, depois… eu acho… seguimos em frente?

Do banco, Nacho se inclina, gesticulando freneticamente.

NACHO: Não, não, cara! Vira antes do tronco! Confia em mim, eu sou expert em localização. Ajudava minha abuelita a encontrar os descontos no mercado!

No fundo, Minyoung, espremida entre Cyrus e Tommy, observa confusa.

MINYOUNG: Temos um mapa?

Harper, sentada com as pernas abertas e o cassetete em mãos, bate o cassetete na lateral do carrinho com irritação crescente.

HARPER: Mais rápido, cadetes! Isso tá pior que uma perseguição de triciclo lá em Eureka!

CYRUS: Por que você não dirige, então? — Ele diz, visivelmente irritado pela implicância com a pilotagem de Willow.

HARPER: Porque eu sou a LEI, não a motorista de vocês! Respeitem meu cargo!

Willow revira os olhos, mas mantém o foco na trilha.

*CONFESSIONÁRIO ON*

WILLOW: Querem saber? Não vou me irritar. — Ela dá um sorriso de canto de boca. — Isso é divertido. Um carrinho de golfe numa floresta cheia de obstáculos? Não é todo dia que faço isso. A única parte difícil é ignorar os gritos do Nacho e o cassetete irritante da Harper. Fora isso, tá de boa.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Enquanto isso, os Arbustos Enigmáticos enfrentam sua própria batalha pelo volante. Serena, usando um conjunto de golfe rosa impecável, recusa-se a largar o controle.

SERENA: Escutem, já disse! Dirigir um carrinho de golfe é praticamente como um Porsche… só que mais… básico. Sou uma especialista!

GRETCHEN: É mesmo? Porque você acabou de bater numa pedra.

SERENA: Fique quieta!

Seth, sempre oportunista, ergue a mão.

SETH: Podemos fazer uma votação para decidir o motorista? Eu voto em você, Serena. Mas vai ter uma taxa.

MOLLY: Seth, sem piadas. Vamos tentar trabalhar em equipe, por favor? — Ela olha para Toby, que caminha ao lado do carrinho com sua caderneta. — E o que o Toby tá fazendo?

TOBY: Então, Sr. Galho Seco, como se sente sendo o primeiro obstáculo no caminho dos Arbustos Enigmáticos?

*CONFESSIONÁRIO ON*

MOLLY: Trabalhar em equipe é tipo… essencial, sabe? Só que com Serena ao volante e Seth tentando transformar tudo em um leilão, eu sinto que sou a única pessoa aqui realmente tentando. — Ela pausa, sorrindo ironicamente. — Ok, Toby tá tentando também, mas… ele tá entrevistando uma árvore.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Os dois carrinhos chegam simultaneamente a um barranco estreito, mas profundo. Willow pisa no freio, e os Pinheiros Questionadores são lançados para frente. No outro lado, Serena faz o mesmo, arremessando os Arbustos Enigmáticos numa pilha confusa, com Toby no fundo, ainda tentando entrevistar um arbusto.

TOBY: Minha clavícula!

Willow salta do carrinho, avaliando a situação rapidamente.

WILLOW: Vamos empurrar o carrinho até o outro lado. Se fizermos juntos, dá certo.

Harper desce com seu cassetete em punho, revirando os olhos.

HARPER: Trabalho mais estúpido! Vou empurrar com isso aqui! — Ela golpeia o carrinho com o cassetete, como se fosse mágica.

Minyoung tenta ajudar, mas Harper a corta antes que ela consiga.

HARPER: Se afaste, cadete! Isso aqui é equipamento policial!

Do outro lado, Serena cruza os braços e se recusa a sair do volante.

SERENA: Eu sou a motorista. Vocês que empurrem.

Molly, tentando manter a calma, assume o comando.

MOLLY: Certo, pessoal, juntos agora! Podemos fazer isso!

Enquanto Molly, Gretchen e Seth empurram o carrinho com esforço, Toby narra os acontecimentos como se estivesse num documentário.

TOBY: Sob o peso do carrinho, os bravos Arbustos Enigmáticos enfrentam o maior desafio de suas vidas...

De repente, um som de martelação ecoa.

GRETCHEN: O que é isso agora?!

Ela olha para o lado e vê McConnor desmontando o painel traseiro do carrinho com uma ferramenta multiuso.

MOLLY: O que você tá fazendo?! — Ela questiona, exasperada. — Você tá destruindo o carrinho!

MCCONNOR: Estou reaproveitando materiais para criar uma solução mais eficiente. Além disso, esse carrinho já estava caindo aos pedaços. — Ele continua martelando sem pausa.

MOLLY: Você... você... PRECISA ESTAR BRINCANDO COMIGO! — Ela explode, perdendo a paciência pela primeira vez. — O Chris disse que o carrinho tem que cruzar a linha de chegada intacto!

MCCONNOR: E daí?

MOLLY: E daí que você tá desmontando o carrinho, seu... IMBECIL?!

MCCONNOR: Que horror! — Ele para e aponta a chave de fenda para ela. — Para constar, meu QI é de 132, garotinha...

MOLLY: Aaaaaargh!

Enquanto Molly tenta conter seu surto, os Pinheiros Questionadores finalmente conseguem empurrar seu carrinho até o topo do barranco. Eles mal têm tempo de comemorar quando um enorme tronco caído bloqueia o caminho.

TOMMY: O que foi isso?!

WILLOW: Olha lá!

Da vegetação, pequenas figuras começam a surgir. Gnomos. Baixinhos, desleixados, e usando chapéus pontudos descombinados. Cada um carrega armas improvisadas: gravetos afiados, estilingues e, de forma alarmante, uma pequena motosserra que zumbia nas mãos do menor deles.

HARPER: Isso é alguma pegadinha?! Vou dar um jeito neles!

Ela avança, girando seu cassetete com autoridade. Os gnomos se dispersam rapidamente, mas não por muito tempo. Eles se reagruparam e começaram a atirar pedrinhas e paus em Harper.

Enquanto isso, os Arbustos também enfrentam seu ataque. Gnomos surgem de todos os lados, enchendo o barranco como uma horda furiosa.

SETH: Eles estão por toda parte! — Ele corre em círculos, completamente perdido.

SERENA: Saiam daqui! — Ela se esconde atrás do banco do carrinho.

Toby, agachado na borda do carrinho, observa calmamente enquanto um gnomo particularmente agressivo se agarra à sua perna.

TOBY: Fascinante! Ele está mordendo minha canela! É uma tentativa de demonstrar força?

GRETCHEN: Isso é loucura! Por que eles estão tão obcecados com a gente? — Ela afasta um gnomo com um pedaço de pau.

MOLLY: Eles devem ter nos ouvido gritando. — Ela arregala os olhos ao encarar a cena. — Então... espera. Isso é culpa minha?!

McConnor ignorou o caos completamente, absorto em desmontar o painel traseiro do carrinho. Ele martelou com entusiasmo, espalhando porcas e parafusos em todas as direções.

MOLLY: Você ainda está desmontando o carrinho? — Questionou, com as mãos na cintura.

MCCONNOR: Claro. — Ele respondeu, sem olhar para cima. — Isso não é um enxame de criaturas míticas. São estagiários disfarçados! E eu vou provar.

MOLLY: Estagiários? Do que você está falando?

McConnor conectou alguns fios soltos, amarrou-os com fita adesiva e revelou sua criação com um floreio. Era uma engenhoca feita de sucata e uma mola, coberta com o que parecia uma lata de refrigerante enferrujada.

MOLLY: McConnor... tem certeza disso? Parece perigoso. — Diz com apreensão.

MCCONNOR: Perigoso? Não! Inovador. Vocês vão me agradecer quando essa maravilha da ciência salvar a todos. — Ele dá um sorriso cheio de superioridade.

Ele ativa a engenhoca. A mola estica com um gemido metálico, e o "projétil", uma lata de refrigerante enferrujada que ele surrupiou do chão da cantina, voa direto para o para-brisa do carrinho.

SERENA: Ótimo, gênio! Você acabou de quebrar o meu Porsche de golfe! — Ela berrou.

SETH: É só um carrinho velho. Mas, se precisar de alguém para consertar, posso te ajudar... por um orçamento.

Serena revira os olhos, enquanto um gnomo salta no capô com um galho afiado como lança.

SERENA: AAAHHH! Tirem isso daqui!

Toby, ao invés de ajudar, abre sua cardeneta.

TOBY: “No segundo dia da competição, os destemidos Arbustos Enigmáticos enfrentam uma terrível criatura territorial...” — Ele narra para si mesmo.

GRETCHEN: Toby, cala a boca e pegue esse gnomo antes que esfaqueie alguém!

Enquanto Gretchen e Seth tentam afastar o invasor com um galho e um pedaço de metal, Molly se posiciona.

Ela joga uma de suas pulseiras. O gnomo para, hipnotizado pelo brilho, antes de descer do carrinho e começar a brincar com o adereço.

MOLLY: Viu? Brilho resolve tudo! — Bateu palmas animadas.

GRETCHEN: Você é tipo... um gênio! — Elogiou, ofegante.

*CONFESSIONÁRIO ON*

MOLLY: Eu sabia que trazer minhas pulseiras seria útil! Elas podem ser fofos, mas eu disse que são talismãs de proteção. E elas me protegeram! Gnomos adoram brilho, aparentemente. — Sorriu.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Os gnomos começaram a recuar, distraídos pelo punhado de bugigangas brilhantes que Molly jogou nos arbustos. Ambas as equipes respiraram coletivamente, finalmente livres do ataque implacável.

CYRUS: Bem, isso foi... bizarro — Murmurou, tirando galhos do cabelo. — Mas eu vou anotar que brilho distrai os gnomos.

WILLOW: Certo, chega de distrações. Vamos descobrir como passar por esse tronco.

De longe, um único gnomo acenou com o punho desafiadoramente para Harper. Ela brandiu seu cassetete em resposta.

Os companheiros de equipe a puxaram de volta para a tarefa, gemendo. Minyoung estava fazendo umas contas nos dedos.

MINYOUNG: Se aplicarmos força no lado esquerdo, — Ela anunciou. — Podemos reduzir o esforço em aproximadamente 20%.

CYRUS: Parece plausível. — Disse, concordando. — Vamos lá!

NACHO: Uau! — Ele exclamou, dando a Minyoung um olhar de admiração. — Você é um gênio, cara!

MINYOUNG: Eu sou uma mulher. — Ela o encarou com um olhar fixo.

NACHO: 'Cara' é um estado de espírito — Respondeu com um sorriso.

Minyoung deu um passo para trás enquanto os outros começavam a empurrar o tronco. Harper ficou de lado.

HARPER: Vocês estão fazendo tudo errado. — Declarou. — Vocês precisam usar o poder da LEI!

Ela deu um golpe dramático no tronco com seu cassetete. Ele não se moveu.

WILLOW: Harper, — Ela retrucou, exasperada — Você pode parar de bancar de xerife por dois segundos e AJUDAR?

HARPER: Eu não estou bancando. EU SOU a xerife! — Ela replicou, embora ela não tenha feito nenhum movimento para ajudar.

Enquanto isso, no carrinho dos Arbustos, McConnor estava terminando seus reparos improvisados, juntando o motor com peças recuperadas.

MCCONNOR: Pronto, — Ele disse com um sorriso satisfeito consigo mesmo. — Não está perfeito, mas vai funcionar.

Serena subiu no assento do motorista com visível desdém, olhando para o motor de retalhos como se fosse radioativo.

SERENA: Eu odeio tudo sobre essa... gambiarra. Mas eu ainda vou dirigir. Obviamente.

Com uma virada da chave relutante, o motor engasgou, tossiu violentamente e reviveu. Ambas as equipes avançaram, seus veículos rangendo e tremendo enquanto rolavam mais para dentro da floresta.

Infelizmente, os gnomos não desistiram. Sua agressividade aumentou conforme os carrinhos se moviam, com algumas criaturas pulando nos veículos. Um puxou o boné de Nacho, enquanto outro subiu na traseira do carrinho dos Arbustos Enigmáticos.

TOBY: Eles estão tentando roubar segredos da equipe! — Ele exclamou, rabiscando em seu caderno.

GRETCHEN: Eles estão tentando nos MATAR, Toby! — Ela gritou de volta, golpeando o gnomo com um pedaço de metal que ela inexplicavelmente encontrou.

A cena caiu em caos total. Gnomos atiravam gravetos e pedras nos campistas, tentando roubar tudo o que conseguiam agarrar.

WILLOW: Cyrus, segure firme! — Ela gritou, sacudindo o volante para evitar um grupo de gnomos à esquerda.

CYRUS: Estou tentando! — Também gritou, puxando a perna da calça, onde um gnomo se agarrava com determinação. — Tem um grupo de gnomos à esquerda! Willow, você pode-

Antes que ela pudesse responder, Tommy se inclinou do banco do passageiro, segurando a marcha.

TOMMY: Deixa comigo! Não se preocupe, Willow. Não vou deixar nada acontecer com você.

Willow piscou, surpresa.

WILLOW: Uh... obrigada, Tommy.

Cyrus, observando a troca, mordeu o lábio e mudou seu peso contra o carrinho. Seu desconforto era palpável.

*CONFESSIONÁRIO ON*

CYRUS: É claro que o Tommy quer ser o herói. — Ele deu um sorriso forçado. — Mas sabe de uma coisa? Não é sobre quem a ajuda mais, e sim sobre quem entende a Willow de verdade.

---

WILLOW: Eu estou vendo que o Tommy está tentando me impressionar. É meio fofo… mas é mais engraçado que tudo. — Dá uma risada curta. — Eu consigo me defender sozinha.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

No outro carrinho, a confusão aumenta.

SERENA: Gretchen, tire sua mão nojenta do meu cabelo!

GRETCHEN: Não é minha mão! É UM GNOMO, Serena!

Enquanto os dois times trocam farpas, Chris aparece no monitor, comendo um saco de pipoca.

CHRIS: Ah, que bom, os campistas já estão conhecendo a comunidade local! Carinhas divertidos, esses gnomos. — Ele riu. — E essas engenhocas desse McConnor, hein?

Ele direcionou a pergunta para Chef Hatchet, que carregava umas caixas e respondeu com um resmungo.

CHRIS: Ele tem algumas habilidades. Eu acho que… podemos aproveitá-lo de outra maneira. — Coçou o queixo. — Enfim, o desafio ainda não terminou! Vamos para rápidas mensagens dos nossos patrocinadores e já retornamos com mais Drama Total: Floresta dos Mistérios!

*Intervalo*

Voltando do intervalo, o carrinho dos Pinheiros Questionadores sacolejava perigosamente em uma descida íngreme. Cada buraco e pedra fazia parecer que ele ia desmontar.

HARPER: Cadetes, segurem firme! Isso vai ser uma descida cheia de adrenalina!

Nacho tentava inclinar o corpo para equilibrar o peso, enquanto Cyrus segurava a lateral com todas as forças.

CYRUS: Nacho, você tá inclinando demais!

NACHO: Ei, tô tentando salvar todo mundo aqui, cara!

Minyoung, espremida entre Cyrus e Tommy, murmurava números.

MINYOUNG: Se ajustarmos o peso em 30 graus para a esquerda...

O carrinho saltou ao bater em uma pedra, quase jogando Minyoung para fora.

MINYOUNG: AAAAH!

Willow puxou o volante bruscamente, desviando de outro tronco caído, mas o carrinho derrapou e virou. Os seis campistas caíram em uma pilha desajeitada na grama.

HARPER: Quem foi o responsável por isso? Quero um relatório completo!

WILLOW: Harper, agora não! Temos que atravessar a linha de chegada antes deles, lembra? O Chris quer todos os campistas e o carrinho intacto!

Minyoung, meio tonta, observou o carrinho de ponta-cabeça.

MINYOUNG: Uh... será que ele ainda anda?

TOMMY: Esquece. — Ele girou a chave. Nada. — O motor morreu.

HARPER: Bem, então é isso! Vamos ter que empurrar. — Ouviu os outros reclamando. — Fazer o quê? A linha de chegada é bem ali, cadetes! — Ela apontou na distância. — Não temos tempo a perder!

Meio contrariados, todos começaram a virar o carrinho de volta ao normal.

*CONFESSIONÁRIO ON*

CYRUS: Eu sei que não sou o líder da equipe, mas será que alguém pode explicar por que Harper ainda acha que tá no comando? Ela não faz nada metade do tempo! Mas, eu ouvi a Willow concordando em empurrar o carrinho, então… uh, acho que é uma boa ideia! — Sorriu desajeitadamente.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Enquanto isso, o carrinho dos Arbustos Enigmáticos parecia prestes a desmoronar, graças às invenções de McConnor.

Um gnomo pulou no rosto de Serena, que gritou enquanto Gretchen o arrancava com um puxão.

SERENA: Não encosta em mim, sapo-boi! Mas também, tira essa coisa logo!

Toby, andando ao lado do carrinho com sua caderneta, narrava como se estivesse em um documentário.

TOBY: E assim, os bravos Arbustos enfrentam desafios sobre-humanos, demonstrando coragem diante do desconhecido...

SERENA: A única coisa sobre-humana aqui é minha paciência!

*CONFESSIONÁRIO ON*

TOBY: Eu sei que a Serena reclama muito, mas um bom repórter sabe que toda reação emocional é ouro puro. Isso e... bem, os gritos dela ficarão ótimos na trilha sonora do meu documentário! — Sorri enquanto limpa os óculos.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

McConnor, ajoelhado no capô do carrinho, que ainda derrapava pela trilha, segurava uma engenhoca maluca como se fosse a chave para a vitória.

SERENA: O que você tá fazendo?!

MCCONNOR: A outra equipe está na muito na frente. Mas não se preocupem, preparem-se para o turbo final!

Ele apertou um botão, e o carrinho deu um solavanco que fez Seth gritar e agarrar Gretchen.

SETH: Isso é perigoso?! Eu não tenho seguro de vida, é muito caro!

GRETCHEN: Segura firme!

O "turbo" de McConnor funcionou... por cinco gloriosos segundos, antes de uma fumaça preta sair do motor. O carrinho parou no meio da trilha, cercado por gnomos.

SETH: Ótimo. Agora estamos cercados E atrasados!

McConnor desceu calmamente e começou a desmontar o motor.

MCCONNOR: Um pequeno superaquecimento. Nada que engenharia reversa não resolva.

MOLLY: Não, chega de engenharia! Isso é culpa sua, McConnor! Suas invenções só nos atrasaram!

MCCONNOR: Minhas inovações são o futuro da ciência! Você não sabe o que está em jogo!

MOLLY: Eu sei que estamos perdendo!

Enquanto discutiam, um gnomo correu em direção a Molly, que, instintivamente, deu um soco.

MOLLY: Sem tempo, gnomo!

O pequeno ser caiu e rosnou para ela, antes de desaparecer na mata. Molly olhou para suas mãos, horrorizada.

*CONFESSIONÁRIO ON*

MOLLY: Eu não acredito! — Ela chora copiosamente. — Eu… eu soquei um gnomo? O que esse programa me tornou? — Ela segue chorando.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Os Pinheiros Questionadores avançaram penosamente, seu carrinho mal se segurando. Willow agarrou o volante com força, concentrando-se em mantê-los na trilha, enquanto Nacho, Tommy, Cyrus e Minyoung empurravam o veículo danificado com toda a força. Harper sentava-se imperiosamente, acenando seu cassetete.

HARPER: Vamos, cadetes! Mostrem força e determinação! — Berrou.

CYRUS: Harper, — Ele ofegou. — Você está sentada enquanto fazemos todo o trabalho!

HARPER: Exatamente. Líderes inspiram com palavras, não com suor. — Ela retrucou com um sorriso autoconfiante.

Willow revirou os olhos, mas manteve o foco, manobrando habilmente em torno de galhos e pedras. Finalmente, o carrinho guinchou ao cruzar a linha de chegada, parando triunfantemente.

Chris McLean estava esperando, seu sorriso característico e um copo de suco na mão.

CHRIS: E os vencedores são… os Pinheiros Questionadores! — Ele anunciou com entusiasmo fingido. — Parabéns por serem… um pouco menos desastrosos que o outro time.

Willow exalou em alívio, enquanto Nacho e Minyoung desabaram no chão, completamente exaustos. Harper, no entanto, levantou seu cassetete alto como se fosse um troféu olímpico.

Da trilha veio o carrinho dos Arbustos Enigmáticos, engasgando e chiando como uma chaleira prestes a explodir. Ele parou com um barulho pouco antes da linha de chegada, seus passageiros desembarcaram em uma nuvem de fumaça. McConnor ajustou seus óculos despreocupadamente, ignorando os olhares de seus companheiros de equipe.

MCCONNOR: O quê? — Ele disse, limpando a fuligem da manga. — Hoje foi um experimento valioso.

MOLLY: McConnor, você destruiu nosso carrinho! — Ela retrucou, sua voz cortando a tensão.

MCCONNOR: ‘Destruir’ é uma palavra forte, — Ele respondeu suavemente. — Prefiro dizer que 'ultrapassei os limites da engenharia'.

SERENA: Ah, é? — Reclamou, seus braços cruzados firmemente. — Então explique por que meu cabelo agora cheira a borracha queimada!

Antes que a discussão pudesse aumentar, Chris levantou a mão com um exagero, exigindo atenção.

CHRIS: Arbustos, que pena... para vocês, — Ele disse com um sorriso malicioso. — Para o público? Foi hilário. Mas chega de papo furado. Vamos ver quem vai levar o chute hoje à noite!

Serena franziu o cenho, resmungando baixinho.

*CONFESSIONÁRIO ON*

SERENA: Eu deveria estar comemorando em uma mansão agora, não cercada por fumaça e gnomos! Eu espero que o McConnor seja o eliminado. Ou o Toby. Talvez a jaburanga da Gretchen. Tanto faz, só não eu.

---

MCCONNOR: Se os alienados da minha equipe acham que vão me eliminar por um pequeno contratempo técnico, estão subestimando minha genialidade. Vou reverter essa situação... como sempre.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Chris deu um passo à frente dramaticamente, sem pressa enquanto seus campistas o observavam cautelosamente.

CHRIS: Antes de voltarem para as cabines, tenho uns avisos. — Ele começou, sua voz pingando com falsa animação. — A cerimônia de eliminação desta noite acontecerá no Altar dos Sacrifícios Antigos! É onde as tribos locais costumavam realizar seus rituais. Mas não se preocupem. Ninguém será sacrificado. Pelo menos, não literalmente. Apenas o ego de quem perder. Um sacrifício simbólico, se preferir.

Molly engoliu em seco, enquanto Gretchen ergueu uma sobrancelha cética.

CHRIS: Agora, para uma notícia ainda mais emocionante! — Ele continuou. — A Estatueta McLean de Invencibilidade está oficialmente de volta!

Os olhos de Toby brilharam.

TOBY: Intrigante... Onde ela está escondida?

CHRIS: Isso, — Disse com um sorriso malicioso. — Estragaria a surpresa. Em algum lugar na reserva florestal, mas devo avisá-los... algumas áreas são.. — Ele fez uma pausa dramática. — Perigosas.

Os olhos de Serena se estreitaram.

CHRIS: Se você encontrar a estatueta e for o campista mais votado, você pode usá-la para cancelar esses votos. O segundo mais votado será eliminado. — Explicou. — E a estatueta só é válida enquanto as equipes ainda estiverem divididas, — Ele acrescentou. — Quando a fusão acontecer, ela perde seu poder.

Abrindo os braços, Chris terminou com um floreio.

CHRIS: Agora, dispersem! Vocês têm até o pôr do sol para se preparar. E se quiserem caçar a estatueta... boa sorte. Vocês vão precisar.

Os campistas trocaram olhares inquietos. Alguns se dirigiram para as cabines, enquanto outros permaneceram, os olhos disparando em direção às sombras ameaçadoras da floresta.

***

Os Arbustos Enigmáticos voltaram para sua cabine. Molly chegou à porta primeiro, seu sorriso forçado. Ela a abriu e deu um passo para o lado para Gretchen, que entrou com um bufo e se jogou na cama velha que rangeu sob seu peso. Os outros permaneceram em algum lugar na trilha, arrastando os pés.

MOLLY: Aquele McConnor... — Murmurou. — Ele me deixa louca!

Molly puxou uma cadeira, sentou-se e soltou um longo suspiro, apoiando o queixo nas mãos.

GRETCHEN: Eu concordo. Ele foi um desastre total — Disse ela. — Mas Serena? Toda aquela gritaria também não ajudou. E o Toby? Ele passou o desafio inteiro narrando tudo como se fosse algum tipo de podcast! Completamente inútil.

MOLLY: Talvez. — Admitiu hesitante. — Mas McConnor sabotou nosso carrinho. Nem cruzamos a linha de chegada por causa dele!

GRETCHEN: E estamos ignorando Toby, o narrador ambulante? — Ela retrucou. — Ele precisa sair.

Molly ficou em silêncio, estreitando os olhos enquanto estudava o rosto de Gretchen.

MOLLY: Ok. — Ela disse finalmente, sua voz baixa e pensativa. — Mas precisamos tomar uma decisão. Há apenas seis votos, e se houver um empate... quem sabe o que Chris faria.

GRETCHEN: Sim, — Concordou, cruzando os braços. — Não vou arriscar que você seja eliminada em um desempate. Você é, tipo... a única pessoa legal nesta equipe.

MOLLY: E eu também não quero que você seja eliminada! — Disse com uma risada suave. — Então… vamos entrar num consenso?

Elas trocaram um olhar, caindo em risadas nervosas.

***

Serena estava na varanda da cabine, batendo sua unha bem cuidada contra o corrimão frágil enquanto olhava para a floresta escura. Risadas distantes ecoavam de gnomos, enviando um arrepio por sua espinha. Ela as ignorou, erguendo o queixo.

O som de passos anunciou a chegada de Seth. Ele apareceu aparentemente do nada, alisando a gola de sua camisa amassada.

SETH: O que é isso?, — Ele disse, seu tom misturado com falsa surpresa. — Não me diga que você está admirando a vista.

SERENA: Nem nos meus piores pesadelos. — Respondeu, virando-se bruscamente para encará-lo. — Lembra de antes? Quando você disse que votaria em mim para ser nossa motorista... se eu pagasse?

Seth ergueu uma sobrancelha, embora seu sorriso tenha se alargado.

SETH: Claro. Foi uma piada. Mais ou menos.

Serena tirou a carteira com facilidade e retirou $500.

SERENA: Ainda está interessado? — Ela perguntou, sua voz suave como seda.

Seth piscou, momentaneamente pego de surpresa, mas rapidamente agarrou o dinheiro.

SETH: Você está comprando votos agora? — Ele provocou, balançando a cabeça. — Achei que você queria sair deste lugar.

SERENA: Eu quero. — Respondeu friamente. — Mas sair antes de certos... indivíduos? Absolutamente inaceitável.

Ela se inclinou para perto, sussurrando algo em seu ouvido. Fosse o que fosse, Seth riu e guardou o dinheiro com um sorriso satisfeito.

*CONFESSIONÁRIO ON*

SETH: Trabalhar como “assistente pessoal” da Serena é o melhor emprego que já tive. — Gargalhou. — Estou jogando com ela por enquanto. Mas se esse dinheiro continuar vindo, ela pode me garantir por mais uns votos!

---

MCCONNOR: Eu já sei o meu voto. — Cruzou os braços. — Serena já quer desistir de qualquer jeito. Vou dar a ela o que ela quer.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

O sol se punha lentamente, tingindo o céu de Tipikanizaw com tons alaranjados que parecem sangrar pelas copas das árvores. Dentro da cabine, Toby estava curvado sobre sua máquina de escrever, o som das teclas ecoando em um ritmo frenético. Ele pausou, ajustando o chapéu e olhando diretamente para a câmera com um sorriso.

TOBY: O que foi? Estou capturando a história em tempo real, caro espectador.

***

Os Arbustos Enigmáticos caminharam pela floresta até chegarem a uma clareira sinistra. Chris McLean estava esperando em frente a uma pilha de pedras iluminadas por tochas bruxuleantes, uma fogueira crepitando ao lado dele.

Seis tocos de madeira estavam dispostos em um semicírculo, alguns parecendo um pouco mais confortáveis ​​do que outros. Os campistas se sentaram, suas expressões variando de tensas a, no caso de Serena, totalmente desinteressadas.

CHRIS: Bem-vindos, Arbustos, à sua primeira cerimônia de eliminação! — Ele começou, abrindo bem os braços. — O lugar onde vocês nunca querem estar, porque isso significa... que vocês são perdedores.

Serena soltou um suspiro agudo, rapidamente disfarçando com uma tosse forçada.

SERENA: Perdão! Não estou acostumada a ser chamada de perdedora.

CHRIS: Mas você é, Serena, — Disse sorrindo. — A menos que você tenha uma dessas…

Ele levantou uma tigela cheia de pinhas.

CHRIS: Nesta temporada, as pinhas representam suas vidas. Simbólico, eh?

GRETCHEN: Nada de marshmallows? Sério? — Ela murmurou, sua decepção evidente.

CHRIS: Não. — Respondeu com falsa alegria. — Quem não ganhar uma pinha vai seguir a trilha atrás de mim até o ponto de ônibus, onde o Ônibus dos Perdedores vai te levar para muito, muito longe daqui.

SERENA: Ugh, eu me recuso a pisar naquele ônibus nojento de novo.

CHRIS: Ótimo! Então vote com sabedoria. — Disse, gesticulando em direção a uma cabine à direita deles.

Os campistas se levantaram um a um, entrando na cabaninha para depositar seus votos. Logo, Chris retorna com a urna e um sorriso.

CHRIS: Os votos foram contados. Então, vamos a distribuição das pinhas! A primeira vai para… Gretchen!

A garota pegou sua pinha, meio triste que não era um marshmallow.

CHRIS: As próximas pinhas vão para… Molly! E Seth!

Ambos sorriram discretamente ao pegar suas pinhas. Serena apertou os olhos ao ver o número de pinhas diminuir.

CHRIS: Essa próxima pinha pertence a…

A loira morde o lábio vendo a pinha voar na direção do repórter.

CHRIS: Toby, você está salvo.

TOBY: Supimpa!

SERENA: Que bando de imbecis… — Ela murmurou.

McConnor ajeitou os óculos.

CHRIS: Eu tenho apenas uma pinha e dois campistas. McConnor e Serena. Um de vocês terá a desonra de ser o primeiro eliminado da temporada.

A garota cruzou os braços e as pernas.

CHRIS: A última pinha vai para…

Ele estende o suspense.

CHRIS: Serena! Você está salva!

SERENA: Óbvio. — Ela coletou sua pinha.

McConnor saltou do assento.

MCCONNOR: O quê? Que isso significa?

CHRIS: Para um gênio, você deveria saber! Significa que você é o primeiro eliminado. Adeus, sayonara, bye-bye, arrivederci! — Ele debochou.

McConnor ficou paralisado. Ele ajeitou os óculos freneticamente, olhando para os outros campistas.

MCCONNOR: Vocês cometeram um erro colossal! Vocês vão se arrepender disso quando descobrirem que a floresta está cheia de... de... — Ele gesticulava sem palavras. — farsas! E que eu estava certo o tempo todo!

CHRIS: Claro, McConnor. — Riu de canto.

McConnor bufou, cruzando os braços.

MCCONNOR: Eu só precisava de mais tempo para provar a conspiração!

Chris levantou a mão, pedindo silêncio com um gesto dramático.

CHRIS: Bom, bom. Antes que você saia daqui chorando como um filhote de guaxinim perdido... tenho uma surpresa.

Os campistas se entreolharam, desconfiados. Molly olhou para Gretchen, que deu de ombros, enquanto Serena rolava os olhos.

CHRIS: Eu fiquei impressionado com suas habilidades de robótica e... hm... destruição improvisada. Quero dizer, aquele "turbo final"? Tinha mais potencial caótico do que a carreira do Chef em culinária.

MCCONNOR: Espera… isso é um elogio?

Chris ignorou a pergunta, olhando diretamente para McConnor com seu sorriso característico.

CHRIS: Então, vou te dar uma segunda chance!

McConnor abriu um sorriso radiante, ajustando o jaleco.

MCCONNOR: Quer dizer que eu posso ficar? — Estava aliviado.

CHRIS: Sim! Como um estagiário! — Gargalhou.

O sorriso de McConnor desapareceu instantaneamente.

MCCONNOR: O quê? Como assim estagiário?

CHRIS: Bem simples. Agora, você trabalha pra mim!

McConnor abriu a boca para protestar, mas hesitou. Seus olhos brilharam por um momento.

MCCONNOR: Hm… isso pode ser útil. — Murmurou para si mesmo. — Um disfarce perfeito para investigar de perto.

Ele estendeu a mão para Chris, com relutância.

MCCONNOR: Tudo bem, McLean. Eu aceito.

Chris apertou a mão dele com um sorriso vitorioso.

CHRIS: Sabia que você ia entender. Agora, vá para o quartinho dos estagiários. É apertado, mas... digamos que tem um charme.

McConnor deu um último olhar desdenhoso para os campistas, ajustou os óculos e seguiu em direção à floresta, guiado por um dos outros assistentes de produção.

*CONFESSIONÁRIO ON*

MCCONNOR: Parece loucura, mas, na verdade, é a oportunidade perfeita para expor a farsa que é esse programa! Estagiário ou não, eu ainda estou aqui. E isso significa que eles não estão prontos para o que vou descobrir. Estou mais perto da verdade do que nunca. Eles que me aguardem!

---

SERENA: Claro, ele ainda consegue arranjar um jeito de ficar. — Rolou os olhos. — Aposto que vai ser um desastre como estagiário também.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Chris bateu palmas, chamando a atenção dos campistas.

CHRIS: Certo, Arbustos, é hora de voltar para a cabine. Agora sem McConnor. Aproveitem essa vitória mínima… porque as coisas só vão piorar daqui pra frente.

Os campistas se levantaram, cada um com uma expressão diferente. Molly parecia aliviada, Serena ajeitou o cabelo como se a eliminação nem tivesse acontecido, e Toby deu uma piscadela para a câmera antes de sair.

Chris esperou que todos desaparecessem pela trilha antes de virar-se para a câmera, com um sorriso debochado.

CHRIS: E aí está, pessoal! O primeiro eliminado… que não está fora. Isso só mostra que, em Drama Total, espere o inesperado. Até a próxima votação, onde mais egos serão esmagados e mais caos reinará. Retornaremos com mais Drama Total: Floresta dos Mistérios!


Notas finais
Espero que estejam gostando e consigam identificar o início de várias storylines se formando. Planejei esta temporada com 15 episódios, assim como as anteriores. Atualmente, já tenho os sete primeiros capítulos concluídos e pretendo postar os próximos conforme for avançando na escrita. Em outras palavras, enquanto escrevo o 8º capítulo, o 3º será postado, e assim sucessivamente. Sobre a primeira eliminação: parece que este não é o fim da jornada de McConnor. O que será que o futuro reserva para ele como estagiário de Chris? Só há uma maneira de descobrir: continuem acompanhando a história! Ah, e não esqueçam de deixar um comentário! Caso contrário, gnomos raivosos podem invadir seu quarto à noite... Não digam que eu não avisei! --- "Xp krphp gd flêqfld, féwlfr h revwlqdgr, txhuld lqyhvwljdu. Irl r sulphlur holplqdgr, srlv vxd htxlsh qãr txlv pdlv djxhqwdu. Pdv hp yhc gh hpedufdu qr ôqlexv grv shughgruhv h cdusdu, R dsuhvhqwdgru ihc xpd sursrvwd txh hoh qãr sôgh uhfxvdu."