Dragon Ball CDZ: A Batalha do Zodíaco
9 Rumo à Grécia!
A SAGA DO SANTUÁRIO
Perto da entrada da Torre de Karin, Kuririn recebeu das mãos do gato eremita um pequeno saco de tecido velho, mas de valor inestimável.
— Aqui estão, Kuririn — disse Mestre Karin, sério. — É a última safra. Não temos muitas, então usem com sabedoria. Cada uma dessas Sementes dos Deuses vale por uma vida inteira nessa guerra.
Kuririn assentiu, sentindo o peso da responsabilidade. Ele rapidamente abriu o saco e separou uma porção, colocando em outro recipiente. Ele se virou para Yamcha, que ajustava suas faixas nos braços com uma determinação que há muito não se via em seu rosto.
— Yamcha! — chamou Kuririn, jogando o segundo saco para o amigo. — Pegue. Você vai com o grupo da frente. Divida isso entre o Tenshinhan, o Piccolo e você. Se os cavaleiros precisarem, não hesite. Eu fico distribuindo o resto conforme a necessidade.
Yamcha pegou o saco no ar e sorriu, confiante.
— Pode deixar. Eu não vou deixar ninguém morrer na minha vigília.
Enquanto isso, Piccolo e Tenshinhan já levitavam, prontos para a partida. O Namekuseijin olhou para o tricíclope.
— Tenshinhan, você ficará com Áries. Yamcha lhe dará cobertura. Vocês serão a primeira parede que o inimigo encontrará. Não deixem nada passar.
— Eles não passarão do primeiro degrau, Piccolo.
Do outro lado do pátio, os Cavaleiros de Ouro analisavam os novos aliados.
— Eles são guerreiros muito fortes. Deu para sentir o Cosmo deles. — Destacou Milo. — Eu odiaria tê-los do outro lado no campo de batalha. Ou melhor — se corrigiu o Escorpião — seria até interessante.
— Eles tem laços fortes com a Terra. — Shura analisava enquanto eles se dividiam em minigrupos. — Eles parecem lutar por algo maior motivados pelos seus. Apesar de serem completamente estranhos.
Aldebaran deu uma risada satisfeita.
— Um ser verde imenso, uma mulher que é um número com um irmão que também é um número, um homem com três olhos, um baixinho careca... Vai ser uma luta e tanto.
— Tivemos três traidores entre nós, um usurpador, um que a própria armadura o abandonou, fora um que matou o outro... — Mú disse, com seu senso de humor peculiar. — Acho que estamos bem equilibrados em nível de estranheza.
Mais à frente, uma cena mais silenciosa acontecia. A Androide 18 segurava a pequena Marron no colo. A menina, alheia ao perigo cósmico, brincava com um botão na jaqueta jeans da mãe.
18 caminhou até Mr. Popo, que aguardava perto da entrada do templo.
— Ei, — disse ela, entregando a filha com uma delicadeza que contrastava com sua força capaz de quebrar ossos. — Fique de olho na Marron também. Se algum desses deuses malucos aparecer aqui em cima...
— Mr. Popo protegerá as crianças com sua vida — respondeu o assistente divino, com sua voz grave e calma.
18 deu um beijo rápido na testa da filha, ajeitou o cabelo e, num piscar de olhos, sua expressão materna desapareceu, dando lugar ao olhar frio da Androide assassina.
— Agora eu vou buscar o meu irmão. O 17 vai adorar saber que tem uma "Casa de Gêmeos" inteira pra ele brincar de labirinto.
Com uma explosão sônica, 18 rasgou o céu, voando em velocidade máxima antes de rumar para a Grécia.
Finalmente, Saori Kido se aproximou de Shiryu e Hyoga ladeavam sua deusa, ambos agora com seus cosmos queimando em expectativa.
— É hora de voltar para casa — disse Atena, segurando seu báculo da vitória. — O Santuário nos aguarda.
— Vamos, Atena — disse Shiryu, sério. — Vamos defender o legado de Dohko e dos outros.
Eles agradecem a Siegfried, Hilda e Freiya e seguem para casa.
Piccolo fez um sinal.
— VAMOS! — ordenou Piccolo.
O grupo decolou em uníssono. Piccolo, Tenshinhan e Yamcha cruzaram o céu como meteoros, deixando a Plataforma Celeste para trás e voando em direção ao Mediterrâneo, onde as Doze Casas aguardavam seus novos e inusitados guardiões. A Guerra Santa havia mudado de palco.
Enquanto os rastros de energia de Piccolo e os outros desapareciam no horizonte em direção à Grécia, Goku caminhou até a beira da Plataforma Celeste, mas parou ao notar que Vegeta não havia se movido. O Príncipe dos Saiyajins continuava de costas para a saída, encarando fixamente a porta de madeira do quarto onde Shaka velava o sono de Bulma e Trunks.
Goku coçou a nuca, sua expressão mudando de empolgação pela luta para uma preocupação genuína. Ele sabia, do seu jeito ingênuo, o quanto a família era o ponto fraco — e a fonte de força — de seu rival.
— Ei, Vegeta... — chamou Goku, aproximando-se. — Você não vai com a gente agora?
Vegeta não respondeu imediatamente. Seus punhos ainda estavam cerrados, tremendo levemente pela tensão muscular.
— Eu sei que a gente tem que proteger o Santuário e tal, mas se você quiser ficar aqui com eles, eu entendo. Eu posso tentar cobrir a Casa de Capricórnio pra você, ou a gente pede pro 17 ficar com duas casas... O Chácara est..
— É Shaka, imbecil. — Ele o corrigiu rispidamente. — Nessa idade e ainda não aprendeu a guardar nomes...
Goku rapidamente se corrige.
— O Shaka está lá dentro, mas você é o pai e o marido, né? Talvez seja melhor você ficar por perto até eles acordarem.
Goku falava com a inocência de quem não sabia a gravidade do diagnóstico dado por Shaka. Para ele, era apenas um "sono ruim" que passaria com o tempo e cuidado.
Vegeta bufou, um som seco e desprovido de humor. Ele girou os calcanhares lentamente, virando as costas para o quarto e encarando Goku.
— Não diga asneiras, Kakarotto — respondeu Vegeta, ríspido. — Ficar sentado ao lado da cama segurando a mão deles como uma enfermeira não vai adiantar de nada. Minha presença ali dentro é inútil.
— Mas, Vegeta... — tentou argumentar Goku.
— Eu tenho algo muito mais importante a fazer — cortou Vegeta, sua voz carregada de uma promessa sombria.
Goku piscou, confuso.
— Mais importante? Mas a gente combinou de defender as casas até os cavaleiros saírem da Sala do Tempo. O que pode ser mais importante do que isso?
Vegeta passou por Goku, caminhando em direção à beirada da plataforma para levantar voo. Ele não explicou que a única cura para sua esposa e filho era a morte do músico ou do deus que ordenou a melodia.
— Você não vai fazer nenhuma asneira, né? — Goku parecia preocupado. — Você não vai atrás dos deuses sozinho, vai?
— Cuide da sua Casa de Touro e não me amole — rosnou Vegeta. — Apenas saiba que, quando eu chegar na Grécia... o inferno vai parecer um lugar agradável para aqueles deuses.
Sem esperar resposta, Vegeta explodiu seu ki em uma aura branca violenta e disparou em velocidade supersônica, não apenas para proteger a décima casa, mas para caçar os culpados, deixando Goku para trás coçando a cabeça.
— Nossa... ele tá bravo mesmo... — murmurou Goku para si mesmo.
Sr. Popo e Dendê se aproximavam de Goku.
— Acho que esse templo nunca esteve tão forte... E tão movimentado. — Goku diz, sorrindo com leveza, olhando para os cavaleiros aglomerados mais à frente.
— Goku — Dendê diz com uma latente preocupação. — Essa será a nossa batalha mais sombria, não é mesmo? Eu sinto isso.
Goku mudou o semblante ligeiramente. Continuava observando os dourados ao longe. Depois de definirem a estratégia, finalmente encontraram um momento de celebrar seu retorno à vida.
— Eu estava mais preocupado antes deles chegarem. — Revelou Goku. — Lutar contra dois deuses poderosos num exército em número muito maior e com poderes psíquicos seria impossível pra gente. Talvez o Piccolo, agora fundido com Kami Sama, pudesse ser o único capaz de bloquear os poderes mentais deles. Agora que estão aqui, acho uma pena serem aliados... Lutar com eles seria muito empolgante!
Popo e Dendê riem.
— Bom, agora devo ir atrás do Uub. Vai ser a primeira batalha dele. — Goku diz muito animado. — Imagina a sua primeira batalha ser defendendo Atena?
Goku vai até a beirada da plataforma celeste e se despede dos dois.
Olha em direção aos cavaleiros e acena:
— Vejo vocês no Santuário!
E Goku parte rumo ao Leste.
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