Draco Malfoy Tem Medo Do Escuro
8 Trinta Dias
Draco acordou se espreguiçando, sentindo o corpo de Harry ao seu lado. Respirou fundo sentido o perfume de Harry invadido seus pulmões. Era sempre bom acordar com ele abraçando, Harry soltou uma risadinha quando Draco se ajeitou chegando ainda mais perto.
—Bom dia, preguiçoso! – ele murmurou acariciando os cabelos de Draco.
—Não sou preguiçoso! – Draco levantou a sobrancelha em desafio.
—Ah, não?! – Harry sorriu enlaçando a cintura do sonserino com força, Draco estava testando seus nervos, o sonserino era tão sexy que ainda enlouqueceria Harry. – Você pode provar isso?
—É claro – Draco deu um meio sorriso, sentando-se sobre os joelhos, Harry teve que conter um gemido. – Eu vou fazer seu café da manhã, desta vez. Mas é só hoje!
Harry admirou cada passo do sonserino, desde que ele levantou até chegar à porta. Sexy, sexy! Tão sexy... Draco devia ser proibido de andar por aí, Harry conteve mais um gemido e chamou pelo sonserino, Draco se virou lento, olhando pra ele interrogativamente, e até isso Harry achou sensual, Draco Malfoy iria leva-lo a uma estadia permanente na ala psiquiátrica do St. Mungos!
—Não vale pedir ajuda! – ele riu, uma risada rouca, cheia de desejo. Por sorte Draco pareceu não perceber.
—Sem graça! – ele falou dando a língua, aquilo foi a gota d’agua, Harry gemeu mordendo o lábio, por sorte quando fez isso Draco já tinha fechado a porta.
Draco chegou à cozinha, ele não fazia a mínima ideia do porquê de ter se oferecido pra fazer o café da manhã de Harry, ele não tinha a mínima ideia de como fazer um café-da-manhã. Seu pai estava sentado na mesa, lendo o jornal.
—Bom dia! – Draco sorriu de bom humor, ele foi até o pai e lhe deu um beijo na bochecha, o que deixou Lucio imediatamente mais feliz.
—Bem dia, Draco – ele fechou o jornal, deixando-o em cima da mesa. – Você parece bem feliz hoje.
—Eu estou – ele disse divertido – Bem... se você não me ajudar eu vou acabar intoxicando Harry com o café-da-manhã que vou fazer.
—Ah... – o pai de Draco riu – Boa sorte com isso!
—Pai! – Draco riu de volta – Você podia me ajudar, não é?! – Draco foi até a geladeira, Harry gostava de suco de laranja no café-da-manhã. Ele usou a varinha para abrir o armário onde estavam os copos e tirar um de lá.
—Não sei... Talvez se eu receber mais um beijo... – ele deu de ombros.
Draco riu, o sonserino se inclinou para beijar a bochecha do pai, mas seus olhos se desviaram para o jornal por um minuto. Ele andou pra trás, assustado, o copo que ainda não chegara à mesa se espatifou no chão. Merlin! Ele nem tinha reparado! Hoje era o dia... hoje fazia um mês que Madame Pomfrey tinha flagrado ele e Harry na enfermaria... Oh, Merlin! Harry ia querer fazer com ele. E se Harry não gostasse? Ele viva tentando engordar o sonserino... talvez achasse que ele era magro demais! E se Harry não gostasse de fazer amor com ele... então não continuariam mais juntos...
—Draco! – a voz do Sr. Malfoy interrompeu os devaneios sem sentindo de Draco – O que foi?
—Esse jornal é de hoje? – Draco perguntou estremecendo.
—Sim, filho – Lucio olhou para o jornal, procurando alguma manchete que pudesse ter deixado o sonserino tão nervoso. – O que foi, Draco?
Harry chegou à cozinha nesse exato momento, ele ouvira o barulho do copo quebrando e desceu as escadas correndo, Draco podia ter se cortado, afinal de contas.
—Você se machucou? – ele tentou chegar perto do sonserino, vendo que ele estava tremendo, mas Draco deu alguns passos para trás, Harry ficou magoado com isso. Ele olhou para Lucio, vendo se ele sabia de algo.
—Ele viu algo no jornal e se assustou – disse olhando para Harry, tinha tantas duvidas quanto o grifinório. – Mas ele não se cortou, nem nada.
—Draco... – Harry não tentou se aproximar dessa vez – Por que não me espera no quarto e eu levo seu café-da-manhã?
Draco assentiu, saindo rapidamente da cozinha. Harry queria levar seu café-da-manhã... na cama! Eles iriam tomar o café e provavelmente depois disso ele iria tentar... O que iria fazer? Não estava pronto! Harry já tinha o visto sem roupa, mas...
O sonserinos se encolheu sentado na cama, esperando por Harry. O grifinório trouxe o café-da-manhã para ambos. Quando sentou ao lado de Draco, ele se retesou levemente, mas o grifinório reparou. Nenhuma das matérias do jornal explicava o comportamento de Draco, ele não fazia a menor ideia do porquê de Draco estar tão arredio. Até agora tinham seguido a mesma rotina de sempre.
Draco, que normalmente comia devagar, comeu ainda mais devagar. Ele realmente achava que quando acabassem de comer Harry pularia em cima de si e... não que a ideia não fosse tentadora, pensou estremecendo, mas ele não sabia se podia corresponder as expectativas.
—Por que você não vai pro banho primeiro? –Harry perguntou acariciando os cabelos loiros, Draco recuou. Harry simplesmente não entendia o que tinha feito de errado, não entendia por que o sonserino estava agindo assim, não era possível que alguma notícia daquele jornal fosse responsável por isso.
Harry resolveu não comentar sobre isso, Draco levantou e foi até o banheiro depressa, o moreno ouviu quando ele trancou a porta. Ele resolveu descer, embora estivesse com um pouco de medo de deixar Draco sozinho, talvez se desse mais uma olhada no jornal achasse o que deixou o sonserino tão nervoso... também podia falar com Lucio, talvez ele lembrasse de algum detalhe. Harry bufou, a última vez que Draco agira estranhamente as coisas acabaram mal. Ele não sabia o que esperar, e se seu loirinho resolvesse ir atrás de Voldemort novamente? Ou fizesse alguma outra coisa perigosa?
Enquanto Harry se desesperava por respostas, Draco tomava banho, e sua cabeça na verdade não podia estar mais longe de Voldemort, ele trancara a porta para que o grifinório não pudesse tentar alguma coisa. Draco não sabia por que estava agindo assim, ele nunca fora tímido ou recatado, e embora Voldemort tivesse feito aquelas coisas com ele, sabia que Harry não o machucaria. Ele queria fazer amor com Harry, Draco estremeceu, mas por algum motivo a ideia lhe deixava nervoso. Merlin! Eles já tinham chegado bem longe! Harry tinha... Draco estremeceu mais um pouco, lembrando se das carícias, dos lábios do moreno. Ele se apoiou na parede, deixando a água escorrer por suas costas e relaxar os músculos tensos, por que, Merlin, sentia que agora seria diferente?
Ele saiu do banho, pronto para enfrentar Harry. Foi por isso que suspirou de alívio ao ver que o moreno não estava no quarto. Draco se vestiu o mais rápido possível, com medo que o moreno abrisse a porta a qualquer instante. Não aconteceu, Harry não voltou ao quarto e Draco acabou descendo, encontrando-o com seu pai na cozinha. Draco corou, evitando o olhar dele, Potter parecia bem nervoso... talvez ele tivesse ficado assim por que Draco trancou a porta... talvez ele quisesse que tomassem banho juntos e... Draco corou ainda mais, tropeçando em uma cadeira, chamando atenção.
—Oi, lindo – Harry sorriu, Draco arregalou os olhos surpreso. Estava decidido, enquanto não descobrisse o que havia de errado com Malfoy, ficaria grudado nele. Mas antes, iria tomar um banho. – Por que não fica aqui com seu pai enquanto eu vou para o banho, hã? – ele piscou discretamente para Lucio, tudo já estava combinado, enquanto Harry não estivesse por perto, Lucio estaria.
Harry saiu, não sem beijar o sonserino, um pequeno selinho que o deixou tremendo de nervoso. Draco sentou-se ao lado de Lucio com um suspiro. Ele tinha que parar de agir feito um idiota! Uma hora ou outra teria que acontecer, Harry o amava, ele amava Harry, não havia motivo nenhum para ficar nervoso! Se Harry não sentisse prazer podiam tentar outras vezes... Claro que Harry já havia lhe dado prazer uma vez... Por Merlin! Não adianta ficar pensando nessas coisas, Draco bufou irritado.
—Você parece nervoso hoje... – Lucio sondou.
—Estou bem – Draco esfregou os olhos com a palma da mão – Talvez um pouco nervoso – ele suspirou – Mas não precisa se preocupar, eu estou bem.
O pai de Draco tratou de puxar assunto, impedindo que o filho saísse da cozinha. Harry voltou rapidamente do banho então Lucio não teve muito trabalho. Era incrível observar a reação de Draco na presença de Harry, Lucio conhecia seu filho muito bem e se lhe contassem que Draco tremia de nervoso por qualquer um, não acreditaria, Draco era um menino doce, mas não na frente dos outros.
—O que houve com você? – Harry se aproximou dele, Draco se encolheu esperando um beijo de tirar o fôlego, beijo que não veio.
—Nada! – Draco bufou amuando-se. Ele tentava entender por que Harry não o beijou, por que Harry não tinha tentado nada. Talvez estivesse sendo tolo, Harry talvez não quisesse... bem, até outro dia ele queria, não podia ter mudado de opinião tão rápido, podia? É claro que não, não seja bobo, Draco! Ordenou a si mesmo. Talvez Harry tivesse notado que estava nervoso e decidido ir devagar. Oh não, não iria se recriminar por isso! – Não consigo entender por que acham que estou agindo estranho! – ele se levantou, pronto para sair da cozinha, mas Harry o puxou de volta.
—Aonde você vai? – ele perguntou tentando conter o nervosismo.
—Por quê? – Draco crispou os lábios.
—Porque eu vou com você!
—Eu vou o banheiro – Draco mentiu entediado.
—Vou com você. – a voz de Harry soou como se essa fosse a atitude mais normal do mundo, Draco arregalou os olhos e deixou o queixo cair olhando para Harry.
—Ao banheiro? – perguntou, cruzou os braços e ergueu uma das sobrancelhas; Harry assentiu – Quer ir comigo ao banheiro?
—Posso esperar do lado de fora.
—Você não pode estar falando sério! – Draco se mexeu desconfortável. O que Potter queria afinal? Tentou passar pelo grifinório, mas ele o puxou com força, fazendo os corpos se chocarem, Draco franziu o cenho nervoso, mas não assustado. Lucio que assistia passivamente se mexeu, pronto para interferir se fosse necessário.
—Draco... – Harry chamou, ele parecia tão triste. Draco o encarou surpreso com o tom de voz – Eu não quero que se machuque...
—O quê? – Draco sussurrou, estava tremendo. Mas que droga de sensação era essa? Ele estava feliz por Harry se preocupar com ele, mas... também estava desapontado. Desapontado com o quê?! Ele encarou o grifinório, confuso. – Eu... – Harry parecia tão triste – Com licença... – Draco murmurou, finalmente passando por Harry.
O moreno chegou a dar dois passos em direção a Draco, mas Lucio chamou sua atenção.
—O quê foi? – Harry perguntou aflito, ele queria sair logo dali, queria resolver os problemas com Draco logo.
—Draco não vai se machucar – Lucio apoiou a cabeça sobre as mãos, suspirando – ele está nervoso por sua causa.
—Por minha causa? – Harry franziu o cenho, a palavra minha reverberando em sua mente – Minha? Mas o que eu fiz de errado?
—Eu não sei – Lucio deu de ombros calmamente – Mas ele está assim por você.
Harry saiu da cozinha, mas é claro que Draco já tinha sumido. Ele acreditava em Lucio, acreditava que Draco não iria se machucar, acreditava que, seja lá o que fosse, a culpa era sua. Esfregou os olhos estressado, preocupado. Sentia que por mais que tentasse não conseguia proteger Draco. É claro que procurou pelo sonserino em todos os banheiros, mas não era idiota, sabia que Draco tinha mentido. Procurou na biblioteca, nos quartos... e nada! Draco não estava em lugar nenhum. Harry se jogou sobre o sofá.
—Não se preocupe, Potter. – Lucio tinha ajudado a procurar Draco pela casa, mas ele estava inacreditavelmente calmo.
—Como? – Harry perguntou nervoso – E se Draco saiu? Não é seguro lá fora! Droga... – o grifinório parecia tão... desesperado. Era um contraste assustador se você considerar que Lucio era o pai de Draco.
—Potter... – Lucio suspirou, ele sentou ao lado de Harry dando tapinhas em seu ombro – Draco sempre se escondeu muito bem quando queria, ele provavelmente achou algum lugar que nós não sabemos que existe. E também – Lucio sorriu – Você está esquecendo que Draco não é uma criança indefesa, ele é um homem que sabe se virar, capaz de fazer sacrifícios por quem ama, incluindo você – Malfoy riu, vendo Harry arregalar os olhos – Não me diga que não sabe? Draco faria qualquer coisa pra proteger você, ele obviamente te ama muito.
—Eu também o amo – Harry murmurou, ele queria saber onde Draco estava, como ele estava.
— Isso também é bem obvio – Lucio disse recostando-se calmamente – Eu estou feliz com isso, no fim. – Depois de tudo, não era como se Lucio fosse se intrometer em alguma decisão do filho, ele percebia que Draco tinha crescido e que tinha tomado as rédeas da própria vida, mas ficava feliz de poder dizer que aprovava Potter – É bom que Draco tenha encontrado alguém que seja capaz de fazer os mesmos sacrifícios que ele.
—Draco não vai fazer sacrifício nenhum – Harry sibilou – Não vou deixar.
—Não é você que decide – Lucio murmurou, não queria que Draco fizesse sacrifício algum – Mas se ele achar que você precisa de ajuda...
—Mas que droga! – Harry apertou os punhos contra o rosto – Porque esse cara não me deixa protegê-lo, afinal?!
—Ele também quer proteger você... – Lucio suspirou – Não se preocupe, ele vai aparecer. Draco deve achar que você está esperando que ele faça algo, algo que ele não sabe como fazer. Algo que ele quer fazer pra te agradar.
—Draco não é assim... – Harry murmurou. Talvez Draco achasse que estava em divida ou algo assim – E não estou esperando nada, pra mim o mais importante é a vontade dele.
—Então você deve ter dado a entender que estava esperando algo – Lucio deu de ombros. Como Harry podia dizer “Draco não é assim” e um minuto depois dizer que as vontades dele eram mais importantes? Ele não via que era a mesma coisa? Para Draco, as vontades de Harry eram a prioridade, porque a vontade de quem se ama é a prioridade.
Draco realmente havia se escondido, quer dizer, ele não achava que tinha se escondido, em sua visão “estava recolhido para pensar em um local de difícil acesso”. Ele nem imaginava que Harry estava preocupado, afinal o próprio Draco estava preocupado de mais pensando em sua primeira vez com Harry.
Como ele podia fazer Draco se sentir tão nervoso? Draco queria que Harry tivesse tomado a iniciativa logo, agora ele não sabia o que esperar. Talvez... talvez Harry estivesse esperando a noite... quando fossem se deitar para fazer esse tipo de coisa, Draco ponderou, isso faria todo o sentido. Ou Harry podia estar esperando que Draco tomasse a iniciativa. Aí, Merlin! Draco abraçou as pernas, nervoso. Será que Harry queria que tomasse a iniciativa? Ele mordeu o lábio sentindo o rosto corar, não sabia como tomar a iniciativa!
Draco se levantou, garantindo a si mesmo que esse tipo de insegurança não combinava com ele, caminhou até a entrada, mas voltou a sentar no chão poeirento, talvez esse tipo de insegurança combinasse com ele, afinal. Harry o amava, Draco tinha certeza, e amava Harry também. Harry seria cuidadoso, colocaria o prazer de Draco acima do seu, o sonserino arfou se lembrando da vez em que Harry lhe deu prazer, olhou pra entre as pernas, envergonhado, como podia se excitar apenas com a lembrança? Por Merlin! Por que não descia dali e se atirava em cima de Harry?! Corou, não conseguiria fazer isso, pensou com um suspiro.
Ele passou a tarde inteira ali, contando todas as vantagens, tentando tomar coragem para o que aconteceria. Harry já tinha lhe visto nu, Harry conhecia seu corpo, ele sabia sobre as cicatrizes, sabia sobre... o passado. Draco realmente não queria pensar em Voldemort, mas ele não pode deixar de lembrar-se da sua primeira vez, ele abraçou as pernas com força, queria que sua primeira vez tivesse sido com Harry, tinha certeza de que seria... bem, de que seria boa, que sentiria prazer ao invés de dor. Ele mordeu o lábio, tinha que retribuir aquele gesto de Harry também. Imaginou-se usando a boca para dar prazer a ele. Queria retribuir aquele gesto, pensou, em sua mente via Harry gemer, arfar de prazer. Ele queria extrair esse tipo de reação.
Era isso. Confiava em Harry, Harry confiava nele. Não havia nenhum motivo para ter vergonha. Ele olhou para a pequena janela vendo que já era noite, tinha passado mais tempo do que esperava ali. Ele desceu, o plano era comer um pouco e depois encontrar Harry no quarto. Mas quando desceu as escadas, Harry o esperava sentado no sofá.
Todos já tinham se recolhido, mas Harry continuou na sala esperando por Draco. Ele tinha ficado gradualmente mais nervoso enquanto as horas passavam e o sonserino não chegava. Foi uma surpresa ver que Draco tinha vindo das escadas e não da porta principal, Lucio estava certo. Foi um alivio ver que Draco não tinha nem um arranhão.
—Draco... – Harry murmurou indo até ele, conferindo mais de perto – Que bom que está bem! – Harry o envolveu em um abraço protetor e possessivo – Onde se meteu? Você... Merlin! – Harry puxou Draco pela mão, preocupado – Você não comeu nada o dia inteiro!
Draco estava surpreso que Harry tivesse se preocupado tanto. Mas não deveria estar, a última vez que tinha dito a Harry que iria sozinho a algum lugar, voltara quase morto. Harry deve ter passado a tarde inteira pensando que ele tinha ido ver o Lorde das Trevas. Ele mordeu o lábio enternecido enquanto Harry arrastava para a cozinha.
—Me desculpe... – ele abraçou Harry por trás, beijando sua nuca repetidas vezes – Me desculpe – murmurou.
—Tudo bem – Harry se virou entre os braços de Draco, segurando o rosto do sonserino ele o beijou docilmente. – Mas, por favor, não desapareça assim de novo. – ele sorriu, feliz por ter Draco seguro.
—Nunca mais – Draco sorriu – Eu te amo.
—Também te amo – Harry lhe beijou com carinho e voltou a puxá-lo para a cozinha – Agora eu vou fazer algo pra nós comermos.
Depois de Harry empurrar tudo o que havia na geladeira para Draco comer, alegando que ele não havia comido por muito tempo e acabaria desnutrido, eles voltaram para o quarto de mãos dadas. Draco esperava Harry sair do banho, ele estava sentado na cama, com os cabelos ainda úmidos e um pijama ridículo de ursinhos que Harry pediu pra colocar. Harry saiu do banho secando os cabelos, ele sorriu ao ver que Draco permanecia com o pijama que tinha escolhido, ele estava tão fofo que Harry tinha vontade de mordê-lo. Harry deitou na cama e puxou Draco para seu peito, acomodando-o como o de costume.
—Boa noite – Harry disse, fechando os olhos para dormir.
Draco se afastou, fazendo o grifinório abrir os olhos e franzir o cenho. Draco pensou que quando Harry voltasse do banho eles finalmente fariam amor, mas Harry deitou ao seu lado para dormir, sem nenhuma outra intenção.
—Você está bravo – Draco afirmou tristonho.
—Não – Harry sorriu para ele, ainda confuso com a reação – É claro que não, por que eu estaria?
—É que eu sumi o dia inteiro... – Draco se encolheu, afastando-se ainda mais de Harry, se ele não estava bravo, era porque não estava interessado.
—Não estou bravo – Harry se aproximou de Draco, acariciando seu rosto – O que houve com você hoje, meu bem? Você está estranho desde hoje pela manhã.
—Não é nada – Draco respondeu vermelho de vergonha, Harry nem ao menos sabia que dia era, enquanto ele tinha passado o dia inteiro com preocupações idiotas sobre como seria a primeira vez deles. Sentia-se idiota, um idiota rejeitado. Virou de costas, sem conseguir olhar para Harry.
O moreno suspirou, chegando mais perto cautelosamente. Ele ponderou sobre o motivo que podia ter deixado Draco chateado. Lembrou-se de algo, mas não podia ser isso realmente, Harry franziu o cenho, na verdade faria todo o sentido, suspirou.
—Draco... – ele chamou puxando-o em sua direção, assim que viu as bochechas vermelhas dele teve certeza que realmente era isso – Será que o que te deixou assustado no jornal foi a data? – Draco arfou, tentando se virar, mas Harry o impediu, colocando seu corpo sobre o dele – Draco... o motivo pra eu não ter tentado nada foi porque pensei que você não estaria pronto. É claro que eu quero fazer amor com você, mas quero que você esteja pronto – Harry sorriu, acariciando o rosto dele – Você quer fazer amor comigo?
—Eu... – Draco corou até as orelhas, ele não devia perguntar essas coisas, mas estava malditamente feliz por Harry desejá-lo – Eu quero – murmurou por fim – mas tenho medo. – mas que droga ele estava falando? Pensou desviando o rosto.
—Tudo bem – Harry sorriu, ele acariciou o rosto de Draco até que o sonserino o encarasse, Harry o olhava com tanto... amor – Eu não vou te machucar, você sabe disso, não sabe? – perguntou aproximando o rosto do de Draco.
—Eu sei – Draco murmurou sorrindo, ele passou os braços ao redor de Harry, apertando-o.
—Você sabe, certo? – Harry lhe acariciou a face – Se quiser que eu faça algo, ou quiser parar, é só me dizer.
Draco estremeceu, ele apertou Harry ainda mais colando seus corpos e tocou seus lábios nos dele devagar. Coube a Harry aprofundar o beijo, o que fez de forma deliberadamente lenta, quando soltou os lábios de Draco, ele estava corado e ofegante.
Harry desceu os lábios para o pescoço do loirinho, beijando-o e mordiscando, podia sentir a pulsação descompassada pelo desejo, mas também podia notar o corpo tenso dele, sabia que estava bastante nervoso. Harry subiu os beijos do pescoço ao queixo, trilhou um caminho até a mandíbula e depois explorou a sua orelha, feliz em descobrir que aquele era um ponto sensível.
—Você está muito tenso... – Harry murmurou, ele mordeu o lóbulo e recebeu um gemido como recompensa – Você gosta disso? – perguntou sussurrando, repetindo o movimento, sua voz rouca no ouvido de Draco já era o bastante pra fazer o sonserino arfar, mas a língua de Harry passando da base de seu pescoço até sua orelha o fez se contorcer.
Harry sorriu, aquilo era a resposta de que precisava. Ele trilhou o caminho inverso, da orelha ao pescoço, querendo mais, começou a abrir, um a um, os botões do pijama de Draco. Ele cobriu cada centímetro de pele descoberta por carícias, por beijos e lambidas. Passando a língua pelos mamilos rosados de Draco sentiu que ele se contraía novamente, Harry sabia que eram marcas da violação que Draco havia sofrido, decidido a afastar as más lembranças, ele apenas beijou um e outro e desceu por sua barriga. Ele lembrava que Draco fora machucado severamente em torno ao umbigo, por isso evitou aquela parte. Percebendo o cuidado que Harry tinha com ele, sorriu procurando pela mão do moreno na cama. Atento a todos os movimentos do amante, Harry envolveu sua mão.
Com a mão livre, puxou os elásticos da calça e cueca de Draco, brincando com eles antes de soltar suas mãos para escorregá-las pelas pernas de Draco, deixando-o sem nada. O loirinho estremeceu, corado e um pouco assustado. Harry não se intimidou, beijando sua panturrilha, distribuindo beijos e pequenas mordidas até a parte de trás do joelho, subindo por sua coxa e...
—Não... – Draco murmurou remexendo-se sob as mãos de Harry. Ele viu Harry sorrir meio desapontado antes de lhe acariciar o rosto ternamente. Draco colocou sua mão sobre a dele, segurando-a no lugar – Eu... – ele tragou saliva, sentando-se sobre os próprios pés e encarou Harry, nervoso. – Eu quero fazer algo antes – murmurou, remexendo-se nervosamente.
—O que, amor? – Harry perguntou, sua voz rouca pelo desejo. Ele se perguntava se Draco sabia o quão sexy era.
Desviando o olhar do de Harry ele percebeu que não poderia responder. Engoliu em seco, mordendo o lábio antes de se aproximar. Ele puxou a barra da camiseta de Harry para cima, entendendo o que Draco queria Harry ergueu os braços, mas não o ajudou, deixando que o loirinho o despisse, aproveitando suas mãos sobre seu corpo. Assim que Draco terminou, Harry ameaçou deitá-lo novamente, mas Draco o parou com um movimento suave de cabeça.
—Pode... hum... – Draco pigarreou nervosamente – Será que pode sentar?
Harry franziu o cenho, curioso. Ele se recostou contra a cabeceira, com as pernas esticadas. Quando Draco afastou suas pernas com as mãos ele soube o que o sonserino planejava, e oh Merlin, só a ideia o levava à loucura. Draco se abaixou entre suas pernas, e a visão dele de quatro lambendo os lábios em um movimento nervoso fez Harry gemer. Mas quando Draco acariciou seu pênis descendo sobre ele até coloca-lo na boca e empinando os quadris, Harry achou que a visão seria o suficiente para fazê-lo gozar. Draco tocou com a língua, testando, antes de por na boca devagar. Harry jogou a cabeça pra trás, gemendo, e agarrou os lençóis, se não o fizesse acabaria entrelaçando as mãos nos cabelos de Draco e impondo seu próprio ritmo, e queria muito que Draco impusesse o ritmo, seu ritmo lento e torturante. Draco foi se acostumando a sensação de ter Harry em sua boca, olhando para ele podia-se ver que estava se deliciando, ele aumentou o ritmo, mais e mais; podia escutar os gemidos de seu amado cada vez mais altos e lhe dar prazer era tudo o que queria.
—Draco, amor... – Harry se esforçou para falar entre um gemido e outro – Pare agora, lindo...
Draco não parou, e Harry não tinha força de vontade o suficiente para afastá-lo. Sugando-o cada vez mais rápido, e cada vez mais ele fez Harry se derramar em sua boca, sugou-o até a última gota enquanto o moreno arfava atirado contra a cabeceira e respirando com dificuldade.
—Não era pra... – Harry deu de ombros sorrindo prazeroso, mas longe de satisfeito; ele puxou seu loirinho para cima beijando-o, provando seu próprio gosto. – Acho que agora é minha vez. – ele deitou Draco, pretendendo dar atenção a cada centímetro daquele lindo corpo. Começando pela boca, Harry se debruçou tocando seus lábios devagar até transformar uma o beijo em uma carícia violenta.
Quando se afastou, Draco inclinou o corpo pra ele com um gemido de decepção, os lábios do sonserino estavam entreabertos e inchados, Harry se aproximou novamente, agora dando atenção ao pescoço do sonserino. O loirinho gemeu, esfregando a prova de seu desejo contra a coxa de Harry. Rindo com a voz rouca pelo desejo, ele traçou uma trilha de beijos até a intimidade de Draco.
Quando Harry o colocou na boca, Draco empurrou os quadris para cima, arfando, buscando por mais prazer. Harry tomou-o em sua boca devagar. Draco arfava, balançando os quadris. Merlin! Ele queria mais! Mas Harry manteve o ritmo lento, sem permitir que Draco gozasse. Quando sentiu que ele estava no limite, Harry parou, olhando para o sonserino trêmulo na cama com rosto corado escondido pelos braços.
Harry dobrou as pernas dele, deixando a entrada de Draco exposta para si. Ele se abaixou e afastou suas nádegas. Draco teve que morder o lábio para impedir-se de pedir que Harry parasse, ele queria ver o que o grifinório faria. Quando Harry passou a língua por sua entrada, ele soltou um gemido alto e levantou os quadris. Merlin, aquilo era bom! Harry continuou com aquilo por um tempo, até penetrá-lo com a língua. Draco arfou, balançado o corpo com mais velocidade. Levando a mão até seu pênis, Harry começou a masturbá-lo, cada vez mais rápido enquanto explorava sua entrada com a boca, até que Draco se liberasse com um grito.
Draco deixou-se ficar caído na cama, tremendo. Aquilo tinha sido muito bom. Ele sentiu Harry acariciando seu rosto com carinho para depois beijar seu rosto repetidas vezes.
—Não fique nervoso – o moreno murmurou, e sorriu para Draco ternamente – Eu vou te preparar pra mim. – ele viu Draco abrir os olhos e corar.
Teria mais, Draco não esperava por mais. Mas Harry tinha uma ereção bem evidente, Draco sentiu-se como se tivesse esquecendo-se de seu amante. Ele assentiu para Harry, afastando suas pernas um pouco mais. Harry gemeu.
Harry melecou os dedos na essência de Draco, usando-a como lubrificante. Ele sondou a entrada, esfregando seu dedo contra ela. Sentindo que os músculos de Draco estavam tensos, ele beijou o ventre do sonserino e começou uma massagem lenta em seu pênis com a mão livre. Ele começou a excitar-se, relaxando os músculos, Harry penetrou o dedo no interior quente de Draco, o sonserino se contorceu.
—Dói? – perguntou preocupado, tentando distrair o sonserino com a masturbação.
—Não... – arfou levantando os quadris, entorpecido pelo prazer ele implorou por mais.
Harry lhe deu mais. Ele introduziu um segundo dedo, mexendo-os no interior de Draco, estirando-o. Draco mordia o lábio pra conter os gemidos, mas não havia nada que pudesse fazer para conter os espasmos de seu corpo. Harry introduziu um terceiro dedo, Draco gemeu alto, fechando os olhos com força. Ele nunca tinha sentido tanto prazer, nenhum dos dois tinha. Quando sentiu que Draco estava pronto para recebê-lo, Harry tirou os dedos do interior do sonserino, ele imediatamente começou a empinar mais os quadris, sentindo-se vazio
—Eu vou entrar em você agora – Harry murmurou com a voz rouca, ele mordeu o lábio de Draco, e o beijou com carinho. Assim que o beijo cessou, Draco o empurrou, o moreno pensou que ele se afastaria com medo, mas Draco se pôs de quatro sobre o colchão. Merlin! A atitude de Draco foi absurdamente automática, era obvio que ele tinha sido tomado dessa forma inúmeras vezes – Não, meu amor... – Harry murmurou deitando o sonserino com as costas apoiadas no colchão – Eu quero ver seu rosto enquanto faço amor com você – o olhar confuso que Draco lhe deu quase o pôs em prantos. Ele ensinaria a Draco como podia ser bom, faria que se sentisse amado e desejado.
Ele tomou os lábios de Draco com paixão, querendo relaxar o trêmulo garoto e a si mesmo. Ele beijou a boca de Draco inúmeras vezes, antes que o olhar desejoso de seu loirinho lhe desse permissão para continuar. Ele colocou os joelhos de Draco sobre seus ombros, sorrindo quando ele soltou um ofego de surpresa. Começou a empurrar, devagar, mas firmemente. Estava atento a cada movimento de Draco, consciente, plenamente consciente dele. Ele venceu o anel de músculos. Draco ofegou, tragando ar. Harry parou de se mexer, esperando que se acostumasse. Ele foi repetindo o processo, empurrar, parar, empurrar, parar; até estar profundamente enterrado em Draco. Draco tremia, cheio de prazer, ele se movia para Harry, querendo senti-lo se mover dentro de si. Mas Harry sabia que se não esperasse o corpo de Draco se acostumar, iria machucá-lo. Ele começou com um movimento lento, torturante. Ele gemia ao se mover dentro de Draco, sentindo seu interior apertá-lo, e Draco gemia ao sentir Harry. Como podia ser tão bom? Draco não sabia, mas queria mais, e tremendo ele implorou por mais. Harry assentiu se movendo mais rápido. Sim! Draco apertou Harry em seus braços, ele jamais havia se sentido desse jeito, frágil, vulnerável, mas completo, seguro.
—Harry... – ele arfou, sentindo que iria explodir de prazer. Oh, mais! Por favor, ele queria mais! Gemendo, arfando, Harry deu o que ele necessitava, indo mais rápido dentro do sonserino, acertando o ponto de prazer de Draco repetidas vezes, levando-o a loucura, levando-os a loucura... – Harry...! – seu nome saiu novamente da boca do sonserino, desta vez na forma de um grito, Harry reivindicou sua boca, tomando-a num beijo sôfrego, sentindo Draco se liberar em seus abdomens. Harry gemeu quando os músculos do sonserino se contraíram, fazendo-o gozar.
Oh, Merlin! Draco tinha levado tudo dele. Inclusive o ar, ofegante e trêmulo deixou seu corpo cair sobre o de Draco. Nunca havia se sentindo tão completo em sua vida. Ele sorriu, beijando o peito do sonserino.
—Eu te amo – lhe disse carinhosamente.
—Eu também... – Draco suspirou, ele colou o rosto no peito de Harry, corando – Eu não sabia que podia ser bom... – ele murmurou mais para si mesmo do que para Harry.
Harry o olhou tristemente, era doloroso lembrar se do quanto Draco sofreu, mas ele faria todo o possível para que o loirinho superasse o que aconteceu, ele sabia que terem feito amor era um grande passo. Quando Harry saiu de dentro do sonserino, ele gemeu; sorrindo Harry deu um beijinho carinhoso na testa do sonserino e se levantou.
—Espera só um segundo – pediu tirando uma mexa do cabelo de Draco de seu rosto.
Harry foi até o banheiro, enchendo a banheira com água quente e muita espuma, do jeito que sabia que Draco gostava. Voltando ao quarto ele pegou o sonserino no colo, feliz por sentir alguma dificuldade ao fazer isso, Draco estava voltando ao seu peso normal e em breve Harry não conseguiria mais pegá-lo no colo. O sonserino corou quando Harry o levantou, mordendo o lábio ele escondeu o rosto no peito de Harry, a essência do moreno estava escorrendo entre suas pernas, e a sensação era tão estranha, ele gemeu.
—Harry... – murmurou remexendo-se e tentando apertar as pernas – Está escorrendo... – Draco gemeu novamente envergonhado, remexendo-se mais.
—Shhh – Harry murmurou, tinha que admitir que Draco estava muito sexy, mas não queria deixá-lo cair. Apertou-o em seus braços tentando acalmá-lo.
Quando Harry entrou na banheira com ele, Draco suspirou, seu corpo agradecia o contato com a água quente. Harry o puxou para o meio de suas pernas, e corando Draco se recostou em seu peito, ganhando alguns beijinhos no pescoço.
—Você pode dormir se quiser... – Harry disse, ele podia ver que o sonserino estava cansado.
Exausto, Draco agradeceu, relaxando o corpo contra Harry. Ele queria não estar tão cansado, para poder aproveitar o banho, mas haveria outras oportunidades. Harry o banhou, lavou, secou e vestiu, depois o colocou na cama e deitou-se agarrado a ele. Harry não o soltaria nunca mais.
Notas finais
Continuando, espero que tenham gostado do capítulo, porque(já vou avisando agora) cap que vem terá partes nojentas(e quando eu digo nojentas quero dizer que eu passei mal escrevendo), será um capítulo um pouco confuso também, mas ele tem seus motivos.
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