Draco Malfoy Tem Medo Do Escuro
15 Quero um Tempo Sozinho com você!
Apesar da mudança no plano, Draco continuava achando tudo aquilo muito perigoso e não estava muito disposto a deixar Harry ir enfrentar Voldemort, pelo menos não sem passar um bom tempo com ele.
—Eu quero que passe o tempo até o dia da... do plano comigo – Draco disse na noite do mesmo dia em que Harry lhe contara sobre o passado de Voldemort.
Logo depois ele foi falar com Severo sobre isso, e agora os dois estavam ali, naquela cabana no meio do nada. E eles nem sabiam que a Ordem estava usando essas cabanas retiradas para os refugiados da guerra.
—Esse é o fim de mundo mais lindo que eu já vi – Draco murmurou olhando a paisagem da pequena varanda da cabana de madeira, ele tinha os braços envolta da cintura de Harry e o rosto descansando em seu ombro.
Harry riu e virou o rosto para beijar a bochecha de Draco – Queria ver você falar isso se Dumbledore tivesse mantido as restrições à magia.
—Não teria problema algum – Draco disse virando Harry para si – Eu te faria meu elfo doméstico – Harry iria reclamar, mas Draco mordeu seu pescoço, fazendo Harry amolecer – Já pensou que sexy? Eu faria você vestir um daqueles trapos minúsculos e faria você andar por aí dizendo “sim, mestre Draco”, “como desejar, mestre Draco”...
—Muito engraçado – Harry murmurou empurrando Draco até a parede – Queria ver você tentar – riu no pescoço de Draco.
—Pensando melhor – Draco puxou Harry para seu pescoço, aproveitando os beijos e as mordidas que ele dava no local – prefiro quando você fica sem roupa, e por livre e espontânea vontade.
—É bom saber. – Harry o beijou devagar.
Draco se agarrou a ele e suspirou. – Eu te amo – murmurou sentindo o corpo tremer.
Harry sentiu a sensação familiar de borboletas agitando-se em seu estômago, elas teimavam em voar sempre que Draco dizia que o amava. – Eu também – ele murmurou acariciando Draco, sentindo o tremor dele aumentar.
Draco puxou Harry para si, beijando-o afoito. Prensando Harry entre seu corpo e a parede
—Calma, Draco – Harry disse assim que recuperou o fôlego – temos bastante tempo.
—Aham – Draco murmurou, olhos fechados a boca semiaberta. Ele aproximou o rosto do de Harry e mais uma vez lhe beijou, tão afoito quanto antes.
Harry riu, porque obviamente Draco não tinha sequer escutado o que disse, e então cedeu, deixando que Draco conduzisse o beijo. O ritmo rápido fez a mente de Harry nublar, ele estava apenas levemente consciente de que eles estavam se movendo.
Draco conduziu Harry até o quarto. Ele estava feliz que ele Harry tinham decidido explorar a casa assim que chegaram, ou não saberia onde era o quarto, e dificilmente teria paciência para procurar. Assim que chegou ao pé da cama ele empurrou Harry, que se desequilibrou e caiu.
Deitado na cama, Harry esticou os braços: um pedido mudo para que Draco e aproximasse. Querendo tanto quanto Harry que suas peles se tocassem, Draco deitou por cima dele. Harry o puxou para mais perto ainda, e enquanto se beijavam a mão de Harry se infiltrou entre os corpos, procurando os botões da camisa de Draco.
Draco se afastou um pouco e lhe deu um meio sorriso safado – Quem está com pressa agora? – perguntou tirando a própria camisa.
Harry corou, não é que Draco estava ouvindo? Ele se ajoelhou na cama e tocou o peito de Draco, acariciou, mordeu, lambeu. Draco gemia, tentando abrir a camisa de Harry, mas cada vez que ele lhe mordia o corpo de Draco tremia – Assim fica difícil – ele reclamou.
—Rasga – Harry murmurou, afastando o rosto do peito de Draco o menos possível.
—Você acha que eu não sei que foi meu pai que te deu essa camisa? – Draco afastou Harry, olhando-o com uma das sobrancelhas erguida.
—Não tem... – Harry tentou se defender, mas se calou quando Draco abriu a camisa em apenas um puxão e voltou-o a empurrá-lo para que deitasse – Isso foi bem malvado, achei que você tinha ficado bravo mesmo – Harry inverteu as posições, deixando Draco por baixo para poder explorar melhor o peito a mostra.
—Bobo – Draco riu. Como se fosse possível ficar bravo com Harry por causa daquilo – Depois eu explico para ele o que aconteceu.
Harry riu – Eu espero que você não faça isso.
—Não se preocupe – Draco puxou Harry para cima, deixando o pescoço dele onde seus lábios podiam alcançar, o toque mais suave já fez Harry gemer – Eu sou muito egoísta para dividir isso, não importa o motivo, não importa quem, eu jamais falaria sobre os nossos momentos. – Draco passou um dedo por toda a extensão do pescoço de Harry, ele gemeu, tentando a todo custo não por todo seu peso sobre Draco – Você é tão sensível... – Draco murmurou sem tirar os lábios de seu pescoço.
Harry gemeu, seus braços tremeram e ele soltou o peso em cima de Draco. Draco gemeu, surpreso com o peso repentino sobre ele.
—Desculpa – ele murmurou passando os lábios pelo rosto de Draco.
Draco segurou o rosto de Harry próximo ao seu, por um momento Harry deixou seus olhos fechados esperando um beijo que não veio, quando ele abriu os olhos, Draco sorria e o olhava tão carinhosamente que Harry sentiu seu corpo se aquecer ainda mais.
Draco trocou de posição com Harry e selou os lábios com os dele rapidamente antes de descer os beijos para seu peito, enquanto o beijava Draco esfregava-se em Harry, as calças de ambos já estavam dolorosamente apertadas há algum tempo.
—Draco... – Harry murmurou se contorcendo, impulsionando o quadril para cima.
Draco sorriu e vagarosamente abriu e desceu a calça de Harry, roçando os dedos na pele descoberta. Ele repetiu o processo com cada uma das meias de Harry, enrolando-as bem devagar...
—Isso é tortura, Draco... – Harry resmungou.
—Eu sei – o sorriso de Draco se ampliou – Mas você está gostando – ele passou a mão sobre a cueca de Harry, fazendo-o estremecer.
Harry sentou na cama, tentando abrir a calça e Draco, mas ele se afastou e tirou a própria roupa enquanto Harry olhava com desejo cada centímetro de pele descoberta. Quando Draco se aproximou, Harry acariciou suavemente cada pedaço do corpo de Draco, fazendo que ele soltasse suspiros e o abraçasse apertado, escondendo o rosto na curva de seu pescoço.
Depois de um tempo sentindo e suspirando com as carícias de Harry, Draco subiu em seu colo. De olhos fechado ele roçava os lábios nos lábios e bochechas de Harry. Draco mordeu os lábios, querendo sentir Harry dentro de si.
—Não... – Harry segurou o quadril de Draco. Ele não o havia preparado e definitivamente não queria machucar Draco – Espera... – ele murmurou, reunindo toda a sua força de vontade para manter Draco parado.
—Está tudo bem – Draco beijou o pescoço de Harry, sentindo as mãos dele afrouxarem.
—Tem certeza? – Perguntou preocupado. Draco assentiu, encarando-o sorridente. Harry soltou o quadril de Draco e envolveu os braços ao redor de sua cintura apertando o corpo de Draco contra si e escondendo o rosto na curva de seu pescoço enquanto sentia-se penetrá-lo.
Harry gemia, e também podia ouvir os gemidos de Draco. Quando Harry estava totalmente dentro de Draco ele ficou parado um tempo antes de ajudar Draco a se mexer. Draco queria impor um ritmo veloz, mas Harry o manteve parado.
—Devagar... – ele murmurou beijando a testa de Draco.
Draco colou a testa na dele – Você está me torturando, não está? – ele torceu o nariz.
—É pelo que você fez comigo antes – Harry deu um sorriso doce e tirou uma das mãos da cintura de Draco para poder acariciar seu rosto, Draco também sorriu, enquanto Harry o deitava na cama, colando seus lábios ao mesmo tempo em que as costas de Draco colaram no colchão. – Eu te amo – ele murmurou, os lábios tão próximos que Draco podia sentir a vibração.
Draco quis responder, mas Harry o estocou com força e levou sua sanidade embora, ele apenas conseguiu gemer. Ele passou os braços ao redor do pescoço de Harry e arremeteu contra ele enquanto o estocava cada vez mais rápido. Quando Harry escorregou uma das mãos estre seus corpos e começou a masturbá-lo, Draco soltou seu pescoço e agarrou os lençóis enquanto se contorcia, a boca aberta em um grito mudo de prazer. Ele impulsionou os quadris mais alto, mais forte, mais...
—Mais! – ele gritou.
Harry aumentou o ritmo até fazer Draco se desmanchar em sua mão, os músculos de Draco o apertaram, extraindo seu gozo, e ele tremeu e deixou o corpo tombar. Depois de um tempo em que respiraram descompassadamente, Harry deixou o interior de Draco e deitou-se ao seu lado.
—Estou morto! – Draco suspirou.
Harry riu e puxou Draco para seu peito, apertando-o. – Quer um banho quentinho?
Draco gemeu e estralou u beijo no peito de Harry, o que o fez rir mais um pouco e levantar para encher a banheira. Quando ele voltou ao quarto Draco estava enrolado embaixo das cobertas. Draco bocejou e se espreguiçou antes de levantar, de mãos dadas com Harry ele caminhava bem devagar.
—Você está com dor, não está? – Harry o olhou preocupado e puxou o corpo de Draco para mais perto do seu.
Draco corou. – Estou bem...
— Eu não devia ter te escutado – Harry suspirou – Você não estava pronto...
—Para, Harry! – Draco soltou-se dele, ainda mais corado do que antes.
—Você está com vergonha... – Harry sorriu bobo e puxou Draco de volta – Eu vou ficar quieto.
Harry entrou na banheira e Draco sentou-se entre suas pernas. Ainda em silêncio ele começou a acariciar Draco.
—Isso está gostoso – Draco murmurou, quase dormindo, se ajeitando no peito de Harry e bocejando – Harry... – ele chamou virando o rosto para tentar olhar para ele.
—Pode dormir – Harry murmurou de volta – Daqui a pouco eu te acordo e nós vamos para cama.
Draco dormiu quase imediatamente, ele estava tão bonito dormindo que Harry desejou ter força para pegá-lo no colo, mas agora eles estavam quase com o mesmo peso. Draco foi até o quarto agarrado em Harry e reclamando de frio, se jogou em cima do edredom e puxou Harry para cima de si ainda reclamando.
—É claro que você está com frio – Harry lhe beijou a bochecha – Seria melhor se você colocasse uma roupa antes de ter se atirado em cima do edredom, agora ele está molhado...
—Harry! – Draco chamou de olhos fechados – Me seque e me vista! – como Harry continuava em cima dele, Draco abriu os olhos e virou o rosto para encará-lo – O que está esperando?
Harry riu – Está não é a ideia do elfo domestico, é?
Draco também riu – Eu disse que era uma boa ideia, não disse?
—Tudo bem – Harry suspirou e deu um beijo no pescoço de Draco – Se você me soltar eu vou.
Draco soltou sua mão e se enrolou no edredom, molhando-o mais ainda. Harry se secou e vestiu e secou e vestiu Draco, que parecia estar se divertindo com isso. Depois ele ainda tirou o edredom molhado da cama e cobriu Draco com um seco.
—Vem – Draco murmurou esticando a mão para Harry. Só a mão, que buscava a de Harry, e seus olhos podiam ser vistos, o resto estava embaixo das cobertas.
Harry entrou debaixo das cobertas e aceitou a mão de Draco, ele a puxou com força e fez com que o corpo de Harry colasse ao seu. Harry se aconchegou, a mão apertando a de Draco com tanta força quanto com que ele apertava a sua, ele queria fazer isso muitas vezes mais, dormir desse jeito até que fossem bem velhinhos. Ele suspirou e colou seus lábios no cabelo de Draco. Draco sorriu. Eles não soltaram as mãos mesmo depois de adormecer.
Mesmo no dia seguinte suas mãos continuavam entrelaçadas. Draco acordou ao sentir Harry, que acordava também, se mexer ao seu lado. Draco grunhiu qualquer coisa, na tentativa de dar bom dia. Harry apenas sorriu e esticou a mão até o cabelo dele, esgrouvinhando-o.
—Tô com fome... – Draco murmurou e olhou para Harry fazendo bico.
—Eu também – Harry respondeu, rindo da cara indignada de Draco. Harry revirou os olhos – Accio biscoitos – ele disse, e esticou a mão para o pacote que veio pelo ar. – Aqui... – ele disse entregando o pacote para Draco – Café da manhã...
—Você está brincando, não está? – Draco fez careta. Harry não estava brincando, e embora Draco continuasse a reclamar comeu mais da metade do pacote. – Isso não é um café da manhã descente! Eu vou morrer de fome.
—Não vai, não – Harry levantou o pijama de Draco e apertou o que ele fingiu ser gordura – Olha só, você está até gordinho – Harry sorriu travesso.
Draco o encarou apertando os olhos – Você vai pagar por dizer isso! – ele anunciou antes de pular sobre Harry e o encher de cocegas.
Harry tentava segurar as mãos de Draco, mas ficava difícil segurá-lo enquanto ria e se debatia. Quando Draco parou com as cócegas e lhe abraçou Harry se surpreendeu.
—Não quero te perder – Draco murmurou com a cabeça colada ao peito de Harry – Eu tenho tanto medo disso.
—Eu também tenho medo te perder – Harry abraçou Draco — mas você está esquecendo porque viemos aqui. Esquecer dos problemas, aproveitarmos a companhia do outro, lembra?
—É claro que eu lembro – ele sorriu embora o rosto ainda estivesse colado ao peito de Harry – Mas não é tão fácil!
—Eu sei – Harry suspirou, seu maior medo era que algo acontecesse com Draco, e ele sabia que o maior medo de Draco era que algo acontecesse consigo.
E cada fim de dia era uma tortura. Eles queriam passar mais tempo juntos, mas teriam que voltar e, embora Harry soubesse que era para o bem de todos, ele estava com medo de enfrentar Voldemort e acabar deixando Draco sozinho. Pelo menos, Harry sabia, Draco tinha uma família que ia muito além de seus pais.
—Eu queria que o tempo parasse – Draco murmurou.
Só tinham dois dias agora, o tempo havia voado, eles tentaram aproveitar ao máximo, mas nem todo o tempo do mundo seria suficiente. Draco estava deitado no sofá, a cabeça apoiada nas coxas de Harry enquanto ele acariciava seus cabelos. Draco estava com medo, medo de morrer. A verdade é que ele nunca pensou na possibilidade de deixar Harry lutar contra Voldemort, ele não deixaria Harry sair daquela cabana, a seu ver aquela luta era sua. Mesmo que Voldemort tivesse prejudicado a vida de Harry, para Draco ele era um demônio, o seu demônio, que ele tinha que enfrentar. Se não fosse, Draco era egoísta o suficiente para desconsiderar a opinião de Harry quando achava necessário, e ele não estava disposto a deixar Harry se arriscar.
Querendo afastar os pensamentos desagradáveis, ele levantou e escalou o corpo de Harry, pendurando-se em seu pescoço e beijando-o. Harry o puxou mais pra perto, ajeitando-o em seu colo.
—Você anda tão dengoso, Draco – Harry murmurou no ouvido de Draco antes de morder seu pescoço.
Provando o que Harry disse, Draco esfregou o rosto em seu pescoço antes de beijá-lo mais uma vez. Corado, Draco saiu do coo de Harry e se ajoelhou no sofá ao lado dele puxando seu rosto para que ele o olha-se.
—Você lembra aquela nossa conversa? – Draco perguntou, suas bochecha estavam vermelhas, ele sabia, e saber o deixava ainda mais envergonhado.
—Qual? – Harry realmente não sabia qual era a conversa, embora pudesse adivinhar o assunto pela cor nas bochechas de Draco.
—Aquela... – Draco corou ainda mais – Quando Fred disse que eu era a mulher da relação...
—Você ainda está preocupado com isso, Draco? – Harry suspirou – Você não é a mulher, ok?
—Não é isso – Draco disse muito suavemente, sem olhar para Harry. Ele não gostava de pedir esse tipo de coisa, Draco achava que a relação tinha que fluir naturalmente, mas no momento eles não tinham tempo para naturalmente, afinal, mesmo se Draco enfrentasse Voldemort e sobrevivesse ele não tinha certeza de que Harry iria perdoá-lo – É sobre a outra parte.... trocarmos de posição – Draco segurou a mão de Harry, fixando o olhar em suas mãos jutas – Eu quero isso, quero sentir o que você sente, e fazer você sentir o que me faz sentir.
Harry sorriu e puxou o rosto de Draco com a mão livre. O sorriso que Draco viu no rosto de Harry fez um peso sumir de seu estômago, e ele também sorriu.
—Nesse caso – Harry murmurou ainda sorrindo – Eu adoraria sentir o que você sente, e te fazer sentir o que me faz sentir.
Draco abraço Harry bem apertado – Eu quero deixar claro que eu estou te abraçando porque estou nervoso.
—E eu pensando que você estava me abraçando porque estava excitado... – Harry balançou a cabeça teatralmente para fingir desapontamento.
Draco soltou um riso nervoso – Estou nervoso demais para ficar... animado.
—Eu também estou nervoso – Harry sussurrou apetando Draco – Bastante, mas eu quero muito experimentar isso com você. – Harry acariciou o rosto de Draco com a ponta dos dedos antes de encostar sua testa na testa dele, ambos de olhos fechados – Eu que me faça sentir novas sensações e quero te fazer sentir novas sensações... Sempre – ele terminou colando lábios nos lábios, iniciando um beijo lento e carinhoso, um beijo suave.
Draco afastou seus lábios, um dos cantos de sua boca levantou, formando um meio sorriso – Agora eu estou ficando animado – ele disse, e então riu.
—Sério? – Harry riu também – Só com um beijo?
—Não – Draco murmurou levantando-se e pegando a mão de Harry – Não foi só com o beijo – ele puxou Harry para si e deu um beijo breve em seu pescoço – Vamos para o quarto, Harry – Draco murmurou puxando-o pela mão.
O caminho até o quarto foi percorrido devagar e em silêncio. Draco estava muito nervoso. Harry também. Os dois estavam lado a lado, próximos, de mãos dadas, mas nãos olharam um para o outro. Ao chegarem no quarto se olharam, ainda mudos.
—Eu não sei o que fazer – Draco confessou.
Harry lhe sorriu – Vamos descobrir juntos.
Eles estavam tão nervosos que suas mãos tremiam. Eles se beijaram, e riram ao descobrir o próprio nervosismo espelhado no outro. Estavam na mesma situação, e saber disso os acalmou, mas apenas um pouco. Ainda havia uma certa pressa, os toques eram carinhosos, eram gentis, mas a pressa estava lá. Uma certa pressa de chegar logo no que ainda não haviam experimentado, uma pressa para descobrir como seria, e também para acabar com aquilo de uma vez. Não era que não estivessem gostando, ou que não quisessem fazer aquilo, o que acontece é que tinham medo. Medo, medo de que o outro não gostasse, de não saber como continuar, de não saber dar prazer ao outro, ou de não sentir prazer. Nunca tinham experimentado o que agora faziam, e tinham pressa.
A pressa levou-lhes as roupas rapidamente. Logo estavam nus, se tocando, mas isso eles sempre faziam. E agora a pressa continuava, eles continuavam acariciando-se afoitos, só que a pressa não levava a lugar algum. Eles se acariciavam, mas nenhum deles tomava a iniciativa para ir mais longe.
Foi Harry quem decidiu, ele deitou-se na cama puxando Draco para perto e lhe entregou o lubrificante, dobrando os joelhos. Draco pegou-o com as mãos trêmulas. Ele sabia como aquilo podia ser doloroso e seu maior medo era machucar Harry. Sabendo que não era o único a estar nervoso, Draco beijou e afagou a coxa de Harry rapidamente antes de passar o lubrificante em seus dedos.
Harry mordeu o lábio e agarrou o lençol ao sentir Draco acariciando sua entrada. Ele estava sentindo prazer com aquilo, mas mesmo que impulsionasse o quadril para frente mostrando como se sentia, Draco não penetrou os dedos. As vezes ele aplicava um pouco mais de pressão, mas a penetração não veio.
—Draco... – Harry gemeu de olhos fechados. A voz implorava para que Draco continuasse o que tinham começado.
—Estou com medo de te machucar – Draco confessou afastando a mão que acariciava Harry e lhe fazendo soltar um gemido de desapontamento. Mas Draco não pretendia parar, ele apenas sabia que Harry tinha mais prática naquilo do que ele. Devagar, Draco puxou uma das mãos de Harry e, também devagar, passou lubrificante em seus dedos; depois levou a mão de Harry ao local que anteriormente sua própria mão ocupava – Quero que faça isso... quero que se prepare para mim.
Harry corou, ele olhou nos olhos de Draco por um momento. Draco sustentou seu olhar, ele também estava corado, mas não por vergonha, seus olhos diziam a Harry que ele não estava com vergonha, os olhos de Draco mostravam que tinha certeza do que queria e isso fez Harry prosseguir. Ele penetrou a si mesmo devagar, movendo os dedos em seus próprio ritmo. Ele tinha os olhos fechados e gemia, Draco desceu sobre ele e beijou seus lábios, a mão livre de Harry procurou a dele e a apertou. Draco voltou a erguer-se, queria observar enquanto Harry se preparava. Ele olhou, e viu Harry gemendo de prazer, os olhos estavam fechados e a boca semiaberta, os lábios tremiam e ele se contorcia na cama, apertando sua mão, enquanto aumentava o ritmo da penetração. Draco sentiu sua respiração acelerar com a imagem. Harry estava lindo, entregue as sensações novas, Draco também queria se entregar a elas. Ele fez Harry parar os movimentos e substituiu a mão dele pela sua própria, começando a penetrá-lo, a senti-lo dessa forma pela primeira vez. Então ele entendeu o que Harry tinha entendido momentos antes: que aquilo era muito natural, que era muito prazeroso, e que na verdade ele sabia exatamente o que fazer.
Eles fizeram amor devagar, aproveitando cada momento, cada nova sensação. Draco se esforçou para não machucar Harry e dar-lhe apenas prazer, Harry também estava mais preocupado em dar prazer do que em receber. Harry tinha os braços envolta dos ombros de Draco enquanto movia-se contra ele. Draco aumentava o ritmo devagar, Harry sabia que ele fazia isso para não machucá-lo, e saber que Draco se preocupava com ele fazia as sensações ainda melhores.
—Eu te amo – Draco murmurou no ouvido de Harry enquanto intensificava os movimentos.
Harry teria respondido que o amava também, mas só conseguia gemer, chegando perto do ápice. Ele apertou Draco com força e aumentou a velocidade com que se mexia contra ele, quando Draco se esvaziou dentro de Harry este também chegou ao orgasmo.
Cansado e com a respiração irregular, Draco saiu de Harry e deitou-se ao seu lado. Quase imediatamente Harry puxou Draco para seu peito e ficou acariciando seu cabelo.
—Eu também te amo – Harry murmurou.
Draco sorriu e se virou para alcançar os lábios de Harry. Depois de beijá-lo, Draco bocejou, estava morrendo de sono.
—Pode dormir – Harry murmurou
—Te certeza?
—Claro – Harry sorriu – Você sempre fica com sono depois que a gente faz amor – Harry soltou uma risadinha – eu acho tão bonitinho.
—Idiota! – Draco riu e lhe apertou o braço, depois puxou sua mão e beijou-a – Tem certeza que não quer que eu prepare um banho?
—Dorme logo, Draco – Harry apertou sua coxa – Eu sei que você está louco para dormir.
E realmente Harry não precisou dizer mais nada, no segundo seguinte Draco tinha caído no sono.
Quando Draco acordou, sentia-se imensamente culpado, ainda mais quando viu que estava limpo e vestido. Ele olhou para o lado, vendo que Harry ainda dormia, Draco decidiu usar um dos pedidos de desculpa mais comuns do mundo: O café da manhã na cama.
Ele desceu as escadas e começou a preparar o melhor café da manhã que podia, muito embora o melhor que podia fazer não fosse nem bom. Mesmo assim, ele estava se esforçando para fazer panquecas e, acredite, Draco Malfoy era aquele tipo raro de pessoa que se estivesse com fome, nem mesmo um Miojo poderia salvar. Ele juntou as panquecas meio queimadas com um suco de abóbora aguado e começou a fuçar na geladeira por algo que pudesse incrementar o maravilhoso café da manhã. Imagine que depois de todo o seu esforço (muito esforço, afinal as panquecas estava apenas meio queimadas) Harry aparece na porta da cozinha.
—O que está fazendo aqui? – Draco choramingou com a carinha mais decepcionada do mundo.
Harry levantou a sobrancelha, intrigado – Você estava fazendo o café da manhã?’’
Draco bufou – Era para ser uma surpresa – ele murmurou.
Harry sorriu – Sua testa está suja de farinha.
—Ah! – Draco levantou o braço para esfregá-lo sobre a testa, mas Harry colocou a mão sobre a sua.
—Você está tão bonitinho assim... – Harry murmurou.
Agora foi a vez de Draco arquear uma sobrancelha – Deve ser porque você tem baixa autoestima — Draco disse enquanto fingia pensar – Assim você não se sente tão inferior a mim. Mas não se preocupe, eu gosto de você do jeito que você é.
Harry franziu os lábios e apertou os olhos – Pelo menos eu sei fazer panqueca.
—Que comentário maldoso – Draco fingiu-se de ofendido.
Harry não aguentou e riu – Na verdade, eu só estava muito feliz porque o Sr. Dorminhoco resolveu levantar cedo para fazer algo para mim.
Suspirando, Draco abraçou Harry e o beijou – Eu acho que se você comer aquelas panquecas não vai sobreviver, mas juro que fiz o melhor que consegui.
—Você não sobreviveria sozinho, não é? – Harry riu começando a preparar um novo café da manhã – Aproposito... eu não me importo que tenha ido dormir ontem a noite – ele riu um pouco mais da cara surpresa de Draco, então largou o que estava fazendo e o abraçou – Eu sei muito bem o que você está pensando. Você sempre dorme, Draco, eu saia que você dormiria, e não me importo com isso.
—Tem certeza?
—É claro – Harry soltou uma risada outra vez – Ontem foi... foi perfeito – ele suspirou, acariciando o rosto da Draco – Que tal eu te ensinar a não queimar as panquecas, hã?
—Aham – Draco murmurou abraçado a Harry – Mas agora eu só quero ficar aqui.
Draco gostaria de ficar abraçado a Harry tanto quanto Harry gostaria de mantê-lo ali, mas a vida real chamava. Eles precisavam voltar, e em alguns minutos uma chave de portal os levaria. Harry estava sentado, pensativo, pensando na batalha contra Voldemort, enquanto Draco andava de um lado para o outro, nervoso.
Subitamente Draco parou, a varinha em riste e apontada para Harry.
—Não posso deixar você ir – Draco disse meio trêmulo.
Pobre bobinho, não devia ter anunciado. O anuncio deu a Harry tempo o suficiente de levantar e enfrentar Draco. Agora ambos estavam frente a frente, a mesa de centro entre eles. Ambos estavam tão parados como se tivessem sido atingidos por um petrificus totalus no meio de uma batalha. Encaravam-se sem atirar, mas também sem abaixar as varinhas.
—Essa luta é minha, Harry – Draco disse apertando os dentes – Eu não vou deixar você ir!
—Não é você que escolhe.
—Nem você!
—Eu também perdi muito, Draco.
—Eu preciso enfrentá-lo! – Draco disse, sua oz soava como uma súplica.
—Eu sei, meu amor – Harry enterneceu a voz. Voldemort havia tirado seus pais e lhe presenteado com a incrível infância ao lado dos Dursley, mas Harry havia encontrado Hogwarts, feito amigos e pretendia construir uma família com Draco. É claro que Harry queria que seus pais estivessem vivos, mas ao contrário de Draco, Harry não tinha mais medo de Voldemort. – Você sabe que sou eu quem deve enfrenta-lo, não sabe? Eu te falei da profecia...
—A profecia! – Draco interrompeu com riso que não tinha nada de graça – Aquela que diz que só um de vocês sobrevive? Nós não amos matar Voldemort, não é? — Draco ergueu a sobrancelha – Você está louco se pensa que eu vou te deixar ir em uma missão suicida!
—Como eu já falei – Harry apertou a mandíbula, ele não queria estar nessa situação: não queria se lembrar do que exatamente dizia a profecia, e muito menos brigar com Draco antes de sair sem saber se iria voltar. – Não é você que decide.
—E é você? – Draco perguntou agressivamente.
Os dois se encararam, mudos. Eles levantaram as varinhas, um hesitou, o outro não.
A porta da cabana foi aberta de vagar, um bruxo saiu levando duas varinhas, ele pegou a de pinheiro e refez os feitiços de proteção, mantendo a outra no bolso interno. Procurando pela chave de portal o bruxo segurou-a, e logo depois foi puxado para outro lugar.
—Onde está Draco? – Severo perguntava a Harry Potter.
Harry suspirou – Tive que estuporá-lo, ele queria enfrentar Voldemort em meu lugar.
Severo sorriu – Daqui a pouco vou achar que Draco está na casa errada... se arriscando assim por você
Agora foi a vez de Harry sorrir – O amor muda as pessoas.
—Eu sei – ele suspirou – agora vamos, tenho que te levar até Voldemort.
Notas finais
Me desculpem pela demora! Esse capítulo não é dos mais longos, também não está revisado. Eu acabei de terminar, qualquer erro podem avisar que eu arrumo.
Agora, sobre o próximo capítulo...Ele vai se chamar "A Batalha final" , e será o penúltimo cap., vai demorar bastante, eu quero dar uma olhada nas batalhas do Harry e do Voldemort. Vou tentar deixar essa batalha o mais real possível!
Eu vou pedir um pouco de paciência, e agora estou indo dormir antes que desmaie de sono!
Beijos.
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