O dia começou, o sol nasceu e por entre as venezianas uma réstia de luz invadiu o quarto. Ela avançou e avançou até tocar o rosto de Draco, sonolentamente, ele abriu os olhos. Draco sorriu ao ver que Harry dormia. Ultimamente ele não havia dormido muito, e quando dormia nunca era pacificamente como agora. Draco deitou-se novamente, ele não queria correr o risco de despertar Harry. Meia hora depois o grifinório abriu os olhos. Draco levantou a cabeça, bem acordado, e lhe deu um beijinho nos lábios.

—Bom dia – ele murmurou sorrindo, feliz porque os pesadelos não vieram. Ele usou o polegar para acariciar os círculos negros em volta dos olhos de Harry – Que horas você dormiu?

—Não sei – ele sorriu puxando Draco para cima – Logo depois de você.

Mentiroso, Draco pensou negando com a cabeça, se fazendo de forte desse jeito! Logo depois significava, provavelmente, muito depois. – Eu vou falar com Snape. – ele disse encostando a testa na de Harry – Vou pedir a poção pra ele. É a melhor opção, não tem porque você ficar desse jeito.

—Eu estou bem, Draco – Harry sorriu, beijando o sonserino, tentando tirar aquela maldita ideia da cabeça dele.

—Não pense que me engana, Harry Potter! – ele deu um beijinho em sua testa antes de levantar – Não importa, Rony e Hermione chegarão hoje, e eles vão me apoiar. – Draco andou até o guarda-roupa, emburrado, pegou algo pra vestir e jogou algumas roupas em cima de Harry. Ele não queria admitir, mas o fato de precisar de Rony e Hermione para convencer Harry o chateava, ele não podia entender por que, diabos, não era o suficiente!

—Você não precisa se queixar para Rony e Hermione – Harry bufou, sentando-se na cama ele tirou a camiseta para trocar pela que Draco lhe jogou. Mesmo zangado o sonserino parou seu caminho para espiar Harry sem camisa. – Eu estou bem.

—Não, não está nada bem – Draco seguiu seu caminho irritadamente – E de fato eu não vou precisar me queixar, Harry Potter. Há quanto tempo você não se olha no espelho? – Draco bateu a porta do banheiro irritado.

—Obrigado pela parte que me toca, amor! – Harry berrou terminado de se vestir.

—Não há de quê! – Draco sibilou de volta, saindo do banheiro já totalmente vestido. – Agora fique aí! E deite-se, vou trazer o seu café da manhã.

—Nem pense em sair desse quarto! – Harry berrou.

Draco virou-se pra ele, estreitando os olhos – O que você quer? – ele sibilou. Quando Harry se levantou, para andar até ele, Draco correu empurrando-o de volta pra cama. – Nem pense em levantar! – os olhos de Draco se estreitaram ainda mais – Eu vou buscar seu café, você fica quietinho aí.

—Você não vai sair desse quarto brigado comigo! – Harry segurou o sonserino pela mão, impedindo-o de se afastar.

Draco aproximou o rosto do de Harry – Então tome a poção!

—Já conversamos sobre isso!

O sonserino se virou, puxando, tentando soltar sua mão do aperto de Harry – Por que você não me deixa cuidar de você?! – o soluço fez seu corpo inteiro tremer, e foi tão inesperado que o próprio Draco arregalou os olhos surpreso. – Droga! – exclamou zangado consigo mesmo, não era pra começar a chorar!

—Draco... – sentindo-se um lixo, Harry o puxou até que o sonserino caísse em seu colo – Você cuida de mim... todos os dias – ele sorriu enxugando as lágrimas com o polegar – e eu amo que faça isso, mesmo – ele beijou seus lábios – Se faz tanta questão de falar com Snape...

—Sério? – Draco sorriu, e Harry assentiu contrariado – Se eu soubesse que seria assim tão fácil, tinha começado a chorar antes.

—Não seja manipulador! – Harry derrubou o sonserino risonho na cama, ficando por cima dele e enchendo-o de beijinhos.

—Pode parar, Potter – ele empurrou o garoto, rindo quando Harry o olhou sem entender nada – Os gêmeos estão aí. Vai que eles decidem entrar.

— Podemos colocar um feitiço de proteção na porta. – Harry deu de ombros.

—Pra eles saberem o que estaríamos fazendo? – Draco corou – Não, nem pensar! – dando um beijinho casto na testa de Harry, Draco se afastou ajeitando suas roupas – Vou buscar seu café da manhã, por que não descansa mais um pouco?

—Você podia ser meu café da manhã... – Harry resmungou levantando-se – De qualquer forma quero ver se Rony e Hermione já chegaram. — ele andou até Draco e beijou-lhe o pescoço – Isto é, se você me deixar descer, claro. – Harry sorriu, Draco revirou os olhos teatralmente empurrando-o em direção à porta.


Hermione e Rony ainda não tinham chegado, mas Fred e Jorge estavam na cozinha, sentados à mesa um do lado do outro. Eles explicaram que havia uma reunião no andar de cima, a qual os dois foram proibidos de participar, desnecessário dizer que ambos estavam frustrados porque suas tentativas de espionar não haviam dado certo.

Enquanto os gêmeos reclamavam indignados, Draco tomou assento na cadeira ao lado de Harry, assim que pousou sua mão sobre a mesa o moreno a segurou em um gesto automático. Draco se perguntava se ele fazia esse tipo de coisa automaticamente também.

—Ei, Malfoy! – Jorge chamou trocando um olhar malicioso com Fred, depois das tentativas frustradas era bom ter algo para se distrair, e Malfoy seria seu novo alvo – Ficamos sabendo que você e Harry não andam deixando ninguém dormir de madrugada...

—Ficamos sabendo que andam escutando uns barulhos estranhos... – Fred completou rindo – Uns gemidos... Quem diria que você é do tipo barulhento, não é?

Draco rolou os olhos pra eles – Ter inveja é feio – ele disse com um sorriso malicioso – Vocês deviam arranjar uma vida sexual ao invés de cuidar da minha.

Harry apertou sua mão com carinho. Draco nem corou com o comentário dos gêmeos, mas Harry sabia o quanto ele ficava envergonhado com a ideia de que os outros podiam escutá-los enquanto faziam amor.

—Que chato! – Fred bufou – Você podia ao menos ficar vermelho?

—Talvez a gente tenha que fazer algo mais drástico... – Jorge falou virando-se pra Fred.

—Isso! – o outro respondeu, e os dois entraram em uma conversa sobre o que fazer para envergonhar Draco, ignorando totalmente a vítima que estava bem a sua frente, e que por sua vez, decidiu ignorá-los também. Quem não ignorou foi o namorado da vítima, que não estava gostando nem um pouquinho daquelas ideias dos dois.

—Vocês não fazer nada para o Draco – Harry disse crispando os lábios – E com certeza não vão espiar dentro do meu quarto! Tirem essa ideia da cabeça, essa e todas as outras! – ele bufou.

—Por quê? – Fred olhou para Jorge sorrindo, antes que ambos encarassem Harry levantando a sobrancelha – O que vai fazer para nos impedir?

—Simples! – Harry sorriu de canto, vencedor – Vou falar com a Sra. Weasley.

—Estraga prazeres! – os ruivos disseram juntos, cruzando os braços e fazendo bico exatamente ao mesmo tempo.

O café da manhã foi divertido, Draco e os gêmeos se davam bem, por mais incrível que seja. Harry ficava até um pouquinho enciumado, afinal, Draco parecia entrar numa sintonia perfeita com os gêmeos. Assim que o café acabou, Rony e Hermione chegaram, eles sentaram para conversar e os olhares trocados entre Draco e os gêmeos eram tantos que Harry começou a se perguntar se eles tinham algum tipo de conexão mental. Com conexão mental ou não, era claro que os três estavam aprontando algo. A ideia de Draco se dando tão bem com alguém da família Weasley teria surpreendido Harry apenas alguns meses atrás, e se lembrar disso, lembrar a imagem que tinha de Draco o fazia grato por tê-lo conhecido melhor.

A reunião continuava, nenhum dos participantes entrou ou saiu da maldita sala. Logo, os seis impedidos de participar se dispersaram. Fred e Jorge saíram para planejar algo, e Hermione pediu a Harry uma conversa particular, deixando Draco e Rony sozinhos na sala.

Os dois se entreolhavam sem dizer uma palavra. Draco não sabia ao certo o porquê, mas se sentia mais a vontade com Hermione. Talvez por Rony ter presenciado um momento em que ele estava muito frágil, e Draco não gostava de bancar o fraco, o chorão. Mas ele não ligava quando Harry o via frágil, na verdade, com Harry ele só sentia protegido. Claro, sua relação com Harry era muito diferente da que tinha com Rony, Draco soltou uma risadinha pela comparação, mas mesmo antes, o moreno já lhe trazia calma. Merlin! Ele amava Harry, tanto!

—Do que você está rindo, hein?! – Rony não conteve a curiosidade e perguntou.

—Ah! – Draco parou, percebendo que estava com um sorriso bobo estampando no rosto – Eu... eu só estava pensando no Harry...

Rony sorriu pra ele – Você gosta mesmo do Harry, não é? – ele observou o sonserino corar e então abrir um sorriso discreto – Você faz uma carinha fofa quando pensa nele.

Draco ergueu uma sobrancelha – Você está me chamando de fofo, Weasley? – ele estava bem surpreso, para falar a verdade.

—Acho que sim – Rony ficou com as bochechas vermelhas – Eu disse pro Harry que você era bonitinho – ele riu bagunçando o cabelo ruivo desajeitadamente.

—Sério?! – Perguntou surpreso, isso sim que era novidade – Se sua namorada me dissesse que Harry é bonitinho, ela era uma mulher morta.

—Hein! Ciumento – Rony disse rindo – Não fale assim da Mione! – Rony fez uma careta enquanto via o sorriso se formar no rosto de Draco. Que droga ele tinha feito?! Hermione pedira pra não contar!

—Eu sabia. – Draco murmurou sorrindo convencido – Sabia que tinha alguma coisa diferente, percebi assim que chegaram.

—Olha... eu... não é isso... – atrapalhadamente Rony tentou explicar que ele e Hermione não estavam juntos, inventando todas a desculpas possíveis, inventando histórias que não convenceriam uma criança de 5 anos e, frequentemente, se perdendo nelas.

—Não pense que me engana, Weasley! – Draco se aproximou dele, aproveitando que conseguia encará-lo já que o ruivo enorme estava sentado. – Eu SEI que estão juntos, não adianta fingir! Ainda mais com essas mentiras...

—Não conte a ninguém! – Rony pediu, ele sorriu um pouco ao ver os olhos de Draco brilharem de felicidade – Hermione pediu pra não contar. – Lembrar disso o deixava chateado, ele não era idiota, sabia porque Hermione tinha feito isso. Ela não queria que todos soubessem pra que terminassem logo depois, ou seja, ela estava esperando que eles brigassem e o namoro acabasse a qualquer momento. Saber que sua namorada não acredita ou confia em você é algo... depressivo. Mas Rony sabia que era o lado racional de Hermione. E se o lado racional estava intervindo, era porque o irracional a estava assustando.

—Hermione pode ser bem cruel às vezes – Draco sentou-se ao lado de Rony – Mas ela deve estar morrendo de felicidade, a Granger é louca por você.

Rony iria agradecer, mas Hermione e Harry chegaram bem na hora, então ele simplesmente murmurou um “não conte”, que foi respondido com uma piscada. Todo o tom de brincadeira foi desfeito quando Harry chamou Draco, o tom grave em sua voz fez a coluna do sonserino enrijecer, havia algo muito errado. Harry pegou sua mão, levando-o para cima, para o quarto deles. Merlin! Dava pra cortar a tensão com uma faca! Harry fechou a porta, tremendo ele agarrou Draco, empurrando-o contra cama, atacando seus lábios, derrubando-o no colchão.

—O que houve? – Draco trocou de posição, ficando por cima. Ele acariciou e beijou o rosto de Harry, o grifinório murmurou coisas inteligíveis. Ele encarou Harry, o olhar aflito, desesperado de seu amante, e ele pode sentir o desespero também. Ele beijou Harry, querendo acalmá-lo e se deixou trocar de posição.

Sôfrego, sem desgrudar os lábios, Harry começou a puxar a camiseta de Malfoy, retirando-a. Draco começou a despir Harry também, tocando-o em todos os lugares possíveis.

—Eu te amo... – ele murmurou trêmulo, entregue.

—Eu também te amo – Harry respondeu – Não quero te deixar.

—Você não vai... – Draco murmurou puxando o rosto de Harry para encará-lo, mas o olhar sofrido do grifinório lhe disse tudo que precisava saber. Harry tinha uma missão da Ordem. – Está tudo bem – Draco falou sorrindo, mas era um sorriso triste. Ele olhou dentro dos olhos de Harry por um momento, antes de atacar sua boca, ansioso para senti-lo.

Harry beijou o pescoço de Draco com pressa, lambendo, mordendo. Draco esticou o pescoço, abrindo espaço para as carícias dele, trêmulo, tentando acompanhar o ritmo frenético. Eles não tinham se amado assim ainda, se amado com desespero. Mas agora o desespero os consumia, Merlin! Precisavam um do outro, queriam deixar marcas, queriam ser marcados um pelo outro. Qualquer coisa, qualquer coisa que pudessem usar pra matar a saudade enquanto Harry não estivesse ali. Harry sabia, Draco ainda tinha medo de dormir sem ele, e deixá-lo sozinho... só a ideia o deixava desesperado.

Harry escorregou a boca para o peito pálido, circundando os mamilos de Draco com a língua. Draco gemeu prazeroso, esfregando a prova de seu desejo contra Harry freneticamente. Ele não tinha mais medo de ser tocado por Harry, ele se esfregou contra a coxa do moreno novamente, chamando por ele.

—Calma, apressadinho – Harry sorriu, desacelerando o ritmo. Ele virou Draco de bruços, o loirinho o espiava com o rosto corado – Você é tão lindo... – ele traçou a linha de sua coluna, parando antes de chegar às nádegas, rindo com a voz rouca de desejo quando Draco empinou-as, ele o abraçou, dando mordidinhas carinhosas na nuca de Draco. Merlin! Seu autocontrole estava no limite. Se debruçando por cima do sonserino, ele alcançou o lubrificante no criado mudo.

Draco mordeu o lábio e estremeceu quando o líquido gelado foi derramado entre suas nádegas, ele gostava da sensação. “Harry”, ele murmurou o nome ao sentir os dedos do grifinório invadindo-o devagar. Imediatamente, Harry parou seus movimentos.

—Tudo bem aí? – ele perguntou beijando a curva das costas de Draco. Estremecendo, o sonserino assentiu. Harry continuou alargando-o, curvando os dedos para alcançar o ponto de prazer de Draco.

Ao sentir o terceiro dedo de Harry se movendo dentro dele, Draco se afastou, ajoelhando-se na cama ele puxou Harry e lhe deu vários pequenos beijinhos, terminando por esconder o rosto no pescoço do amante.

—Eu... – Draco estremeceu, tentando formular um modo de fazer aquele pedido. – Eu...

Enquanto Draco tentava falar, Harry acariciava suas costas pacientemente. – O que foi, amor? Pode dizer. – Harry beijou os lábios dele com carinho, Draco testava seu autocontrole a cada segundo, sem nem ter ideia.

—É... é que... eu queria... – ele lambeu os lábios timidamente e se aproximou de Harry, subindo em seu colo – Eu queria assim...

—No meu colo? – Harry sorriu, puxando Draco pra ainda mais perto, e ajeitando-os em uma posição confortável. Adorava quando Draco fazia pedidos. – Ainda não fizemos desse jeito... – ele disse, mordendo seu próprio lábio ao imaginar como seria.

Draco corou, ele queria ficar por cima, mas não sabia o que fazer. Murmurando um pedido de ajuda envergonhado, ele esperou Harry se encaixar nele. Apoiando-se sob os calcanhares ele desceu até estar tremendo totalmente sentado no colo de Harry, ele passou os braços ao redor do grifinório e apoiou a cabeça em seu ombro com a respiração falha. Merlin! Ele precisava de um tempo para acostumar-se. Tomando uma respiração profunda, e sentindo os carinhos de Harry, ele ergueu-se novamente, mexendo-se. Inexperiente na posição, Draco não conseguia estabelecer um ritmo, ele acelerava, gemendo, ansioso por mais prazer, logo parava, respirando com dificuldade apoiando-se no pescoço de Harry. Draco estava excitado ao ponto da dor, e duvidava que Harry estivesse muito diferente. Ele recomeçou os movimentos, querendo liberar-se, choramingando, implorando por prazer. Sem conseguir estabelecer um ritmo, ele parou, ofegando, agarrando-se a Harry com força e escondendo seu rosto no pescoço do amante.

—Eu não consigo... – murmurou envergonhado, choramingando o nome de Harry.

Tão excitado quanto Draco, Harry o beijou. Ele ergueu o sonserino pelas nádegas, ajudando-o a se movimentar, estabeleceu um ritmo, aumentando cada vez mais. Quando Draco cansou de se mover sobre ele, continuou movimentando o corpo do sonserino, que gemia pedindo mais. Harry impulsionava os próprios quadris contra Draco. O sonserino gozou, finalmente; e Harry, movido pelo prazer de seu amante, gozou também. Cansado, Draco se deixou desabar sobre Harry.

—Merlin... – Draco suspirou satisfeito. Ele tinha os olhos fechados, as bochechas coradas e o rosto descansando sobre o peito de Harry.

O grifinório soltou uma risadinha rouca – Temos que fazer assim mais vezes – ele murmurou, então escorregou a mão para o bumbum do sonserino, aperando num gesto nada sexual, mas carinhoso. O que, claro, fez Draco corar.

Com ajuda de Harry, Draco saiu de cima dele, deitando-se ao seu lado. Harry ajeitou-se na cama, puxando Draco para seu peito. Onde, docemente, Draco depositou diversos beijinhos.

—Quando você vai? – ele sussurrou, ele não queria lembrar agora, mas quanto antes conversassem sobre isso melhor.

Harry suspirou, acariciando os fios loiros macios. Era claro que ele estava tão insatisfeito quanto Draco – Amanhã à tarde. – respondeu finalmente.

Merlin! Draco apertou o abraço que dava em Harry, como se isso pudesse retardar sua partida. Aquilo era muito antes d que Draco pensara. – E quando volta? – perguntou temeroso.

Foi a vez de Harry apertar Draco com força – Eu não sei – ele suspirou, parecendo exausto – Você lembra o que falei das horcruxes? – ele esperou Draco confirmar antes de prosseguir – Então, Dumbledore achou o rastro de uma, ele quer que vá com ele ao orfanato onde Voldemort foi criado. Tem uma senhora que trabalhava lá na época em que Tom era menino – Harry disse, parecendo um pouco estressado com a menção da mulher – Bem, vamos falar com ele. Vou voltar assim que acharmos a Horcrux.

Draco suspirou, esse não parecia o tipo de coisa que seria rápida de resolver – Você não vai se meter em nada perigoso, não é? – ele se virou, para poder olhar Harry nos olhos.

— Não – ele sorriu, mais para acalmar as preocupações de Draco do que para qualquer outra coisa – Dumbledore vai estar comigo, lembra?

Draco fez um barulho estranho, algo como “hum” entre o consentimento e o deboche – Eu poderia ir junto – ele murmurou – Se estamos procurando algo, seis olhos é melhor do que quatro.

—Você não vai, Draco – ele murmurou. Não tinha jeito dele se convencer a deixar Draco sair de casa com um assassino psicótico atrás dele. – Você vai ficar bem aqui, entendeu? – ele não queria soar como se estivesse ordenando, mas estava tão desesperado para manter Draco seguro. Ele o amarraria na cama se fosse preciso, quando sua mente levada o fez imaginar um Draco amarrado em outro tipo de situação, Harry corou, devia pensar em outro lugar para amarrar Draco.

—Que cara é essa que está fazendo? – perguntou ele, totalmente inocente – Você realmente acha que devo ficar parado aqui enquanto você se arrisca lá fora?! Isso é ridículo, Potter – Draco bufou, ele não era uma garotinha – Eu posso me defender! Caso você não saiba...

—Não é essa a questão – caindo na realidade novamente, Harry inverteu sua posição na cama com rapidez, prendendo um Draco surpreso em baixo de si. – Eu não acho que seja fraco... Por Merlin! Acho que é mais forte que eu! – Harry sorriu, passando os dedos suavemente pelas bochechas vermelhas de Draco – Eu não sei o que vou encontrar, a única coisa em que eu posso acreditar é que Dumbledore vai me proteger, eu sei que ele vai. – Harry continuou acariciando o rosto de Draco, embora ele o tenha virado de lado – Mas se você estiver lá, e ele tiver que escolher um de nós, eu sei quem será. Pode entender isso, Draco? – Harry puxou-o pelo queixo, forçando o sonserino a encará-lo. Lentamente Draco assentiu – Ótimo. Mas você não tem nada pra se preocupar... – Harry sorriu de lado – Eu tenho uma coisa muito importante pra fazer antes de morrer, sabe o que é?

—O quê? – Draco perguntou amuado.

Harry riu, dando-lhe um pequeno selinho antes de responder – Eu tenho que passar o resto da minha vida com você, é claro. – ele tocou seus narizes, mantendo seu rosto bem perto do sonserino, olhando em seus olhos arregalados – Até virarmos velhinhos rabugentos. – Harry soltou uma risadinha, era muito fácil imaginar a cena.

—Sabe... – Draco murmurou com um sorrisinho – Isso soa como um pedido de casamento...

—Bem... já que eu sei que quer muito casar comigo... é claro que aceito casar com você – Harry riu.

—Ora seu...! – Draco bufou virando o rosto novamente, ele teria cruzado os braços se Harry não o estivesse prendendo com seu corpo – Só por isso não vou casar com você!

Harry sorriu, pousando os lábios no pescoço de Draco, próximo a orelha – Diga: Eu aceito me casar com você, Harry. Diga isso e me faça o homem mais feliz do mundo – ele murmurou com a boca ainda colada ao pescoço. O movimento sútil de lábios e seu pescoço e a respiração de Harry o fez soltar um gemido fraco.

—Eu aceito me casar com você, Harry – ele murmurou, então puxou o rosto de Harry de seu pescoço, segurando-o a sua frente, encarando-o, Draco sorriu – Mas você não vai ser o homem mais feliz do mundo... eu vou.

Harry sorriu, satisfeito. Ele estava quase ronronando de felicidade! – Podemos discutir isso depois... vamos ter muito tempo. – Harry desabou em cima do corpo de Draco, afundando o rosto em seu pescoço – Eu queria não estar tão malditamente cansado para poder te amar de novo – ele disse rindo – Por Merlin, Draco! Você acabou comigo!

Lisonjeado, Draco riu, empurrado Harry de cima de si – Venha, pobre homem! Vamos tomar um banho, eu lavo as suas costas.

Harry levantou, dando um beijo estralado no pescoço de seu... noivo e empurrando-o para o banheiro. Oh! Como adorava esse clima de intimidade entre eles. Como adorava saber que Draco o amava! Como adorava amá-lo. Ele sorria bobamente, e tinha completa consciência disso. Seu loirinho até apertou-lhe as bochechas debochadamente. Mas Harry podia ver a felicidade brilhante através dos olhos de Draco.


Depois do banho, ambos tinham que concordar que haviam passado tempo demais no quarto. Draco queria ser egoísta e manter Harry só pra ele no quarto, mas ele estava tão feliz que quando Harry sugeriu que descessem ele simplesmente aceitou. Nossa! Ele estava agindo como um bobo! Sorrindo desse jeito...

—Parece que o que vocês estavam fazendo lá em cima te deixou de bom humor, Malfoy! – Fred comentou, sem deixar passar a intimidade entre Harry e Draco.

—Fred Weasley! – a reunião já havia acabado, mas mesmo assim Fred se arriscou a incomodar Draco na frente da Sra. Weasley – Não incomode o Draco.

—Eu sou Jorge, mãe! – ele disse, fazendo-se de ofendido – Como pode não reconhecer seu próprio filho?

—Jorge, então! – ela bateu o pé, cruzando os braços.

—Eu sou Jorge! – disse agora o verdadeiro Jorge – Como pode me confundir com Fred?!

—Ora, os dois! – ela disse ainda mais furiosa – Ainda sou sua mãe, e se não quiserem ficar de castigo é melhor se comportarem, entenderam, mocinhos?!

—Sim, mamãe – eles murmuram em uníssono, olhando para baixo. Os dois foram para cozinha, fazendo questão de passar um de cada lado de Malfoy – Mas não quando nossa mãe não estiver presente – os dois sussurraram para apenas Draco ouvir.

Draco estava tão bem humorado que nem ligou para provocação. Ele riu, olhando para o caminho que os gêmeos tomaram, em seguida olhou para Harry, sorrindo. Ele queria aproveitar seu noivo, e não ficar triste lembrando que Harry iria embora no dia seguinte. Assim que jantassem, Harry iria levá-lo pra cima e amá-lo outra vez! Ele não iria deixar nada atrapalhar o dia em que Harry o pediu em casamento. Por Merlin! Draco tentou controlar o sorriso, ele estava agindo como uma garota!

Ele beijou a bochecha de Harry e, piscando alegremente, disse que falaria com Snape. Ainda teve tempo de ouvir Harry perguntar a Molly pelo Sr. Weasley antes de estar mais longe do que gostaria de Harry. Não podia evitar, ele queria pedir uma poção para dormir sem sonhar, em quantidade suficiente para Harry levar na viagem. Draco não queria seu namo... noivo acordando longe dele com medo. Usar a palavra noivo, apesar da situação, fez Draco sorrir de orelha a orelha. Ele chegou ao canto em que Snape se encontrava, seus pais estavam ali também. Ele sabia que Narcisa e Lucio não haviam participado da reunião, a maioria dos membros da ordem ainda tinha suas duvidas quanto aos Malfoy, o que era compreensível, na verdade.

—O que é esse sorriso brilhante? – sua mãe perguntou apertando suas bochechas.

—Mãe! –Draco exclamou corando – Não é nada – ele desviou os olhos suspirando – Ok, é algo grande! – ele admitiu rindo-se – Mas eu vou contar depois, agora preciso falar com Snape.

—Oh! – trocando um olhar com Lucio, Narcisa se levantou alisando o vestido elegante. Se houvesse algo errado com Draco, Snape lhe contaria, não é mesmo? – Vamos deixá-lo sozinhos.

Lucio passou a mão pelos cabelos loiros do filho, ele abriu a boca pra dizer algo, e então hesitou, depois sorriu. – Cuide-se – ele falou por fim, antes de seguir a esposa para longe.

—Será que posso pedir um favor? – Draco sentou-se ao lado de Snape. Erguendo a sobrancelha, seu professor assentiu. – Eu preciso de poção do sono, sem sonhos. Para amanhã.

—Sem sonhos? – Severo o encarou – Draco, se você estiver com problemas...

—Não, não! – Draco sorriu – Eu não estou tendo pesadelos... você sabe – Draco suspirou e deu de ombros – Eu estou bem, muito bem na verdade. Harry precisa da poção, é algo sobre o que ele realmente não quer me falar. – Draco olhou para Harry tristemente, então suas costas enrijeceram e seus lábios crisparam enquanto uma ruiva magricela saia correndo em direção ao SEU noivo. E não é que ela teve mesmo coragem de agarrar Harry? Draco bufou.

—Ciúmes? – Snape ergueu a sobrancelha para perguntar.

Draco riu – Oh! Merlin! – Ele disse sacudindo a cabeça em desaprovação ao comportamento e Harry, que abraçava a ruiva de volta – Você sabe que sim! Quero ir até lá e arrancar os olhos dela!

—Não se preocupe, ali não tem nada além de amizade.

—Dá parte do Harry, você quer dizer? – Draco perguntou olhando sarcasticamente para o professor. Gina já havia parado de abraçar Harry, e o Sr. Weasley, que havia ido buscá-la, deu um abraço carinhoso no moreno, que mesmo assim durou menos que a “agarração” da ruiva – Não se preocupe, eu não vou matar ninguém hoje! – ele falou, então esfregou uma mão na outra, chegando ainda mais perto de Snape – Não conte, mas Harry me pediu em casamento! – Draco sussurrou, mas a felicidade em sua voz era muito evidente, mesmo que o tom fosse baixo.

—Hey! – Snape realmente sorriu, abraçando Draco – Isso é incrível! Sério, fico feliz por você! – ele apertou a mão do menino, ele podia facilmente ver Draco andando pela casa de fraldas, era impressionante que ele iria se casar.

Depois que Snape garantiu que teria a poção em quantidade suficiente, Draco falou com todo mundo antes da hora do jantar, exceto com Harry. A ruiva maldita ainda estava muito perto, e ele realmente não queria estragar a felicidade do dia lançando uma maldição na bruxa sem sal!

Draco aproveitou o tempo para falar com seus pais. Se apenas Lucio estivesse ali, Draco teria contado que estava noivo, mas sua mãe provavelmente iria fazer um escândalo e abraçá-lo, enchê-lo de beijos, encher Harry de beijos; e então não teriam nenhuma alternativa a não ser contar o que estava acontecendo a todos os presentes. Draco também foi até a cozinha, ajudar os gêmeos a colocar a mesa. Jorge e Fred não estavam tão preocupados em incomodar Draco no momento, na verdade, eles estavam mais interessados em um parceiro de crime. Fred e Jorge cochichavam com Draco sobre trancar Rony e Hermione em algum lugar da casa depois do jantar. É claro, Draco sabia que os dois estavam namorando, e que plano dos gêmeos pra juntar Rony e Hermione era desnecessário. Mesmo assim, quando Fred e Jorge pediram sua ajuda, ele acenou afirmativamente com a cabeça, afinal, aquilo podia servir pra outra coisa.

Ele terminou de por a mesa com os gêmeos, depois a Sra. Weasley lhe obrigou a provar o que ela estava fazendo para o jantar, reclamando de sua magreza excessiva. O Sr. Wesley afirmou que adoraria que sua esposa reclamasse de sua magreza excessiva e lhe enchesse de petiscos, o que fez quem estava na cozinha rir.

Quando finalmente foram sentar a mesa, Harry apenas seguiu Hermione e Rony, sentando-se ao lado deles, o lugar ao seu lado ficando estrategicamente vazio, para Draco sentar ao seu lado. Distraidamente, Gina puxou a cadeira ao lado de Harry e sentou. Talvez ninguém tivesse contado a ela que os dois estavam juntos.

Assim que Draco deixou a cozinha e viu Harry entre Rony e Gina, suas costas enrijeceram. Como assim? Não havia um lugar pra ele ao lado de seu noivo? Draco estava irritado, e como! Sem querer causar um escândalo, ele se manteve de pé, pensando no que fazer. Foi então que Harry se virou e o viu, ele sorriu para Draco, e se mexeu pronto para levantar, ao mesmo tempo em que Fred e Jorge pegaram cada um uma mão de Draco e o puxaram. Draco sorriu para Harry e deu de ombros, o grifinório fez uma careta. É claro que Draco sabia que Harry o amava, que ele não queria nada com Gina, mas o fato de Harry mostrar desgosto abertamente fez Draco ronronar. Os gêmeos sentaram perto o suficiente de Harry para que Draco ficasse de olho nele, mas longe demais para que pudesse ouvi-lo, quando os dois pestes o empurraram para sentar no meio deles, Draco riu.

—Draco...? – Fred chamou no meio da bagunça que era o jantar – Será que podemos fazer uma brincadeira? – ele perguntou, empurrando um mexa do cabelo loiro platinado para trás da orelha.

—O que vocês querem? – o sonserino perguntou desconfiado, qualquer coisa vinda daqueles dois era problemática, e Draco realmente não queria problemas, suspirou.

—Bem, não é nada demais, sabe? – agora quem falou foi Jorge, ele se aproximou do ouvido de Draco, para contar um segredo – A brincadeira se chama – sussurrou – Fazer ciúmes no Harry.

Draco negou com a cabeça – Harry não é ciumento – ele soltou uma risadinha e deu de ombros.

—Oh, mas nós somos bonitos – disse Fred.

—E sexy. – Jorge completou com um sorrisinho – Somos dois.

—Somos gêmeos.

—Enfim, o que estamos tentando dizer – Fred lhe deu um meio sorriso, o que fez Draco revirar os olhos – É que somos uma verdadeira fantasia sexual.

—Sério? – Draco fez uma careta pra eles – Não tem jeito disso funcionar, eu já falei, Harry não... – as palavras morreram na boca de Draco quando ele levantou a cabeça para olhar, Harry o encarava possesso, e era tão óbvio que ele estava com ciúmes. – Merlin! Eu não sei como conseguiram, mas continuem – Draco lançou seu melhor sorriso pra cada um dos gêmeos. – Ele passou tempo de mais com a irmã de vocês para que eu possa perdoá-lo.

—Uau! – Fred picou um olhou para ele, contornando seu queixo a ponta dos dedos de forma que Harry pudesse ver – Você tem uma mente maligna, não tem?

Eles continuaram a provocar Harry durante todo jantar, e quando finalmente acabou, Draco e os gêmeos simplesmente sumiram. Milhares de coisas passaram pela cabeça de Harry, nenhuma era agradável, mas a verdade era que os três tinham começado a executar o plano para trancar Rony e Hermione. Depois de conseguir atrair os dois e trancá-los, os três finalmente foram para os quartos.

—Posso saber onde você estava? – a voz furiosa de Harry lhe recebeu.

Draco nem fez caso, ele ainda estava zangado por Gina ter tomado o tempo de Harry em um dia que era tão especial para Draco. – Com os gêmeos – ele respondeu simplesmente, e soltou uma risadinha ao lembrar do que aprontaram.

—Certo! – Harry bufou – E eu posso saber o que você estava fazendo com eles?

Oh! Céus! Harry estava morto de ciúmes! – O que você estava fazendo com a Weasley? – Draco atirou de volta fazendo bico e cruzando os braços, Harry se aproximou dele – Por que ela pensou que tinha o direito de sentar ao seu lado?

—Ela não sabia que estamos juntos. Deixe de ser ciumento! – Harry bufou – Agora pode falar o que você e os gêmeos estavam fazendo.

—Nem pensar! – Draco levantou as sobrancelhas, quer dizer que ele não podia ter ciúmes? – Por que você não deixa de ser ciumento? – Draco enfatizou o “você”, estreitando os olhos pra Harry, ele teve que se segurar para não torcer o pescoço da ruiva, Harry devia reconhecê-lo por isso!

—Eu não te dei motivos. – Harry se aproximou mais, ele puxou e empurrou o corpo de Draco até que sonserino estava de frente para parede, preso entre ela e Harry. Com uma de suas mãos, Harry prendeu as duas de Draco sobre sua cabeça. A outra mão abriu o botão da calça, fazendo o sonserino soltar um gemido surpreso. Escorregando a mão para dentro da roupa íntima, ele acariciou o membro de Draco, fazendo seu corpo tremer, o sonserino arfou, ele mordia o lábio tentando controlar os gemidos. Harry acelerou os movimentos, e Draco não conseguiu mais se conter. – Eu não silenciei o quarto, Draco. – Harry sussurrou em seu ouvido – É melhor não gemer tão alto.

—Nã...não... Draco arquejou, tentando fugir dos toques prazerosos – Por favor... – ele gemeu, odiando a ideia de expor sua relação com Harry – Eu conto... por favor... – choramingou.

A mão de Harry se afastou imediatamente, ele virou Draco de frente e selou seus lábios rapidamente, então esperou Draco contar o que tinha acontecido.

O sonserino corou, ele tomou algumas respirações profundas para se acalmar. Não acreditava que Harry tinha feito aquilo! Embora ele tenha se sentido muito, muito quente. – Estávamos trancando Rony e Hermione em um dos quartos do andar de cima. – Draco soltou uma risadinha ao lembrar-se da cara de Hermione quando viu Rony amarrado dentro do quarto!

—Não! – Harry riu, achando a simples ideia de Draco aprontando algo do tipo hilária – Que pestinha! – ele puxou Draco de encontro a seu corpo, ele sabia que Draco não o trairia, mas agora ele estava bem mais calmo. Pra falar a verdade, Harry tinha um pouco de medo do que aqueles dois malucos poderiam fazer com seu novinho doce – Vamos falar de outra coisa agora? – Harry perguntou beijando Draco – Que tal continuarmos de onde paramos?

Draco assentiu, gemendo quando Harry beijou seu pescoço – Silencie o quarto antes! – ele ainda lembrou-se de dizer.

—Já silenciei. – Harry riu mordiscando a orelha de Draco – Antes de você entrar no quarto! – Draco se afastou um pouco dele para olhá-lo com o rosto surpreso – Harry sorriu, e então esfregou a boca contra a dele. – seus gemidos são só pra mim, Draco. – ele sussurrou no ouvido do sonserino – É claro que eu não deixaria ninguém mais ouvir.

Draco recompensou Harry com um gemido de prazer, e agarrou-se ao seu pescoço. Harry o conduziu vagarosamente pra cama. Merlin! Iria amar Draco até o amanhecer! Ele deitou o sonserino na cama, abrindo os botões da camisa e então... alguém bateu na porta.

—Não! – Draco bufou, jogando a cabeça pra trás, ele deixou o pescoço exposto, e Harry tinha que dizer, a visão era tentadora.

—Deixa que eu vou lá – Harry piscou pra Draco levantando-se.

Draco suspirou, e levantou-se atrás de Harry. Ele empurrou o grifinório de volta pra cama – Deixa, eu vou... assim eu posso descontar minha raiva em seja lá quem for.

Harry voltou pra cama e deitou confortavelmente, ele adorava ver Draco andando, ele era tão sexy! Ainda mais quando estava irritado. Draco abriu a porta em puxão só, gemendo quando viu quem estava ali. Ele realmente não podia acreditar!

—O que você quer? – ele ergueu uma sobrancelha, medindo Gina Weasley de cima abaixo – Veio pedir para Harry dormir no seu quarto?!

—Não! – a ruiva corou diante do estado de Malfoy, a camisa toda aberto, o cabelo bagunçado, a calça ora do lugar, era tão obvio que ela os interrompera. – Eu vim me desculpar, eu realmente não sabia que você e Harry estavam juntos... e eu prendi a atenção dele a noite inteira... me sinto um pouco culpada.

—Está tudo bem, Gina! – Harry disse, chagando por trás de Draco e o abraçando.

—É, você está desculpada! – Draco confirmou rapidamente, a garota iria falar mais alguma coisa, mas Draco bateu a porta em sua cara. Harry riu pra ele. – Tem certeza que ela não pode nos ouvir daqui? – Draco perguntou, ele esperou Harry afirmar, e deu um sorriso mau – Ótimo! Deite-se novamente, eu vou despir você, bem devagar!

Eles se amaram, violentamente e afoitamente. Com um rolando por cima do outro, com dentes encontrando a carne macia. Eles gemeram, sabendo que Harry não estaria ali no outro dia, sabendo que a missão não era tão fácil como Harry pintara. Merlin! Eles encontraram prazer em dar prazer ao outro, competindo pra ver quem fazia o outro gemer mais.

Depois eles se amaram mais uma vez, suave. Harry tocou e explorou o corpo de Draco suavemente, e o amou calma e lentamente. Ele sabia que Draco estava exausto, mas realmente queria amá-lo até o amanhecer. Harry exigiu pouco e deu muito, fazendo Draco tremer de prazer. Ele segurou Draco suavemente, e o carregou até o chuveiro, ele banhou Draco, e ainda extraiu um último orgasmo, antes que o sonserino caísse sobre ele adormecido. Quando Harry se enfiou com Draco debaixo das coberta e envolveu seu corpo, adormecendo, os raios de sol já batiam na janela.

Quando acordaram, já era perto da hora do almoço, mas, apesar de esfomeados, nenhum dos dois quis descer. Ambos queriam aproveitar ao máximo a companhia um do outro, e eles ficaram, sonolentos, sobre o lençol, com os corpos se tocando enquanto conversavam sobre qualquer assunto que não fosse a missão de Harry.

Notas finais
Não está revisado!
Se acharem algum erro, me avisem, por favor!
Beijos!