Down on love parte 1
1 Higway to hell
Sam e Dean Winchester são aqueles raros casos de irmãos gatos que moram numa cidade calma e tem vidas normais... Mas essa não é a verdadeira história... Só pra começar eles são caçadores, não aqueles caçadores de animais, esses são muito convencionais, eles estão mais para demônios, espíritos e monstros e não, eles não têm aquele estereótipo de família feliz... Não sabem do paradeiro do pai, Sam largou a faculdade e Dean nunca teve um lugar fixo, sempre viajando por todo Estados Unidos em busca de pistas sobre onde está o seu pai. Após descobrir dos selos para o apocalipse, Dean e Sam entraram em uma missão para salvar o mundo e impedir Lilith de romper o penúltimo selo, já que o último é Sam. Fugindo da polícia, falsificando cartões e identidade, enfrentando dos mais diversos e malignos monstros e demônios, essa é a vida dos irmãos. Entre amores e brigas, idas e vindas eles vão se aproximando mais de seu foco principal “salvar o mundo”. Mas com Lúcifer mandando demônios atrás deles, e Deus mandando os anjos, essa missão torna-se mais complicada, mas agora tem mais uma coisa para atrapalhar os Winchester: duas agentes do FBI. Com esse caso em mãos os irmãos estão mais uma vez na mira dos federais e elas vão fazer de tudo para acha-los, o que elas não sabem é que eles são caçadores e são caçados. Juntos nessa jornada de volta a Washington DC para leva-los ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, eles irão enfrentar de tudo, inclusive um romance teoricamente impossível.
Sam: Dean dá pra come logo esse bolo?
Dean: Sammy, pra que a pressa?
Sam: vai ver porque o penúltimo selo está pra se aberto!
Dean: Ah, relaxa aí, irmãozinho, a vadia da Ruby não te disse que avisaria caso a Lilith estivesse perto?
Sam: E desde quando você confia em demônios?
Dean: Não confio – ele coloca o ultimo pedaço de bolo na boca e levanta arrumando sua calça jeans e pegando as chaves do impala que estavam sobre a mesa- só estava a fim de terminar o eu lanchinho.
Sam revira os olhos reprovando Dean.
Dean: O que? Sammy, não dá pra salvar o mundo de barriga vazia. Vai, vamos logo.
Eles entram no clássico Impala preto ’67 e seguem em direção à Massachussets.
Policial: Agentes, esse aqui é o caso de vocês e talvez seja o caso mais importante de suas carreiras.
Elas pegam toda a papelada, se entreolham, voltam a analisar o caso e suspiram.
Valentina: Qual o problema com esse cara? Ele não pode ficar sem se meter em confusão?
Cassie: E esse outro aqui?
Policial: É o irmão mais novo, juntou-se ao irmão e agora também é suspeito.
Valentina: Roubos, identidades falsas, assassinato...
Cassie: Esse aqui forjou mesmo a própria morte?
Policial: Tudo indica que sim. Então, ficarão com o caso?
Elas mais uma vez se entreolham, sorriem com orgulho de si, pegam toda a papelada e saem em direção ao carro da Valentina.
Cassie: por onde começamos Tina?
Valentina: Ahn... O último lugar que eles passaram foi pelo... Arizona... Usavam os sobrenomes Plant e Page.
Cassie ri sarcástica ao escutar os sobrenomes usados.
Cassie: Quanta imaginação!
Valentina: Pois é. E ainda acreditam neles.
Cassie: Então... Vamos para o Arizona?
Valentina: Eles já saíram de lá, mas deve ter alguma pista – ela liga o carro e batuca leve a unha pintada de preto no volante.
Cassie: No que está pensando?
Valentina: shiu...
Cassie: Mas...
Valentina aumenta o volume e balança a cabeça com o ritmo da música, totalmente envolvida.
Cassie revira os olhos.
Cassie: Pode abaixar?
Valentina: Claro que não! É Led Zeppelin!
Valentina arranca com o carro, um mustang azul marinho ’76, deixando só uma nuvem de poeira e as marcas de pneu na estrada.
Dean: E então, o que achou? – ele se joga na cama do quarto do motel que acabaram de se instalar, e começa a zapear canais na TV.
Sam: Você poderia me ajudar!
Dean: Mas eu ajudo!
Sam: Como? Assistindo filme pornô e bebendo?
Dean: Te mantendo vivo, princesa.
Sam: Eu não preciso de babá.
Dean: Papai disse que...
Sam o interrompe colocando a mão no ar e fechando os olhos.
Sam: O que papai disse não importa mais.
Dean: Papai me deu uma ordem e eu desobedeci e você quase morreu.
Sam: Dean, isso foi há muito tempo.
Dean: E eu não vou cometer o mesmo erro duas vezes. Não com você, Sammy.
Dean levanta jogando o controle de lado e praguejando ao vento, entra no banheiro batendo a porta com força. Sam vai até a cama e pega o controle da TV, trocando de canal ele vê uma notícia do jornal local que chama sua atenção:
“A polícia federal acha que esses assassinatos têm alguma ligação, mesma data e horário, crianças de mesma classe social e faixa etária, todos nascidos na cidade de Cambridge. A polícia está investigando o último assassinato ocorrido na Escola Secundária de Cambridge.”
Dean: Temos um caso? – ele aparece na porta do banheiro com uma mão bagunçando o cabelo e a outra segurando a tolha que estava enrolada na cintura, algumas gotas d’água escorriam em seu tórax.
Sam: Pelo visto sim. Alguma suspeita?
Dean: Essa pergunta é minha, Sammy – ele sorri de canto mostrando um pouco de seus dentes brancos – alguma suspeita?
Sam dá de ombros desligando a TV e voltando à mesa onde estava seu notebook.
Sam: Sei lá... Bruxa? Pode ser pra algum ritual de magia negra...
Dean: Odeio bruxas... Eu tenho outra suspeita – ele fala vestindo a sua típica calça jeans e colocando a camiseta branca – shtriga.
Sam: Você sabia que shtriga é o albanês de “bruxa”?
Dean: Você sabia que é um dicionário ambulante de bizarrices? Shtriga é diferente de uma bruxa “normal”.
Sam: Eu sei.
Dean: Eles sugam as forças de crianças enquanto dormem.
Sam: Eu sei.
Dean: Bruxas são nojentas. Shtrigas me dão ódio.
Sam: Dean, eu sei disso tudo.
Dean: Eu sei, só queria mostrar intelecto, me deixa mais sexy.
Sam: Dean, temos coisas mais importantes a nos preocupar.
Dean: Não fica com inveja não, a demônia vadia da Ruby te acha um máximo.
Sam revira os olhos com a piadinha do irmão e suspira pesado.
Dean: E ai, vamos dar uma olhada na escola?
Sam: Acho que você está com saudade do colegial.
Dean: É, era legal espancar os caras quando eles te zoavam.
Sam: Eu sempre me defendia sozinho Dean, não precisava de você, você só me usava pra conquistar as garotas.
Dean: É que elas eram loucas por calouros com cara de tapado.
Sam: Você dizia isso a elas?
Dean: Sim.
Sam: E elas acreditavam?
Dean: Acreditavam. Você tinha mesmo cara de calouro tapado.
Sam encara Dean por cima dos cílios, balançando a cabeça se perguntando o que fez para merecer aquilo. Levanta da mesa, fecha o notebook colocando-o de volta à bolsa, pega a sua arma que estava sobre a mesa e a coloca no cós da calça na parte de trás, olha para Dean e volta o olhar para a porta apontando-a com o queixo.
Dean: Ação! É disso que eu gosto.
Dean pega sua arma que estava em cima da TV, veste sua jaqueta de couro e pega as chaves do Impala.
Valentina: Eu quero saber para onde eles foram!
Cassie: Acho que ele não vai falar.
Valentina: Ele TEM que falar – ela olha para o gerente do motel que, agora, está amarrado na cadeira.
Cassie: Você não está exagerando?
Valentina: Não. FALE! Ou você será preso por omissão e cumplicidade de suspeitos de um caso federal.
Gerente: O.K. – ele engole seco olhando para os lados e percebendo que não há outra escapatória a não ser falar tudo o que sabe – eu falo – ele suspira longo fechando os olhos – eles se hospedaram como John Plant e Mark Page...
Valentina: Você não escuta música?
Gerente: Country – ele diz dando de ombros sem saber o porquê da pergunta.
Valentina: Eu disse “música” – ela revira os olhos com a resposta do gerente do motel – Robert Plant e Jimmy Page... Led Zeppelin.
Gerente: Oh... Eu não imaginava...
Cassie: Por favor... Apenas continue... – ela fala já cansada de todo o interrogatório.
Gerente: Enfim, eles se hospedaram aqui e os escutei falar que – ele troca o olhar entre Valentina e Cassie — iam para algum lugar de Massachussets.
Cassie: O.K. é suficiente – ela volta seu olhar para Valentina — então vamos para Massachussets, aproveitamos e damos uma olhada num caso de assassinato de um garotinho.
Valentina: Lá vem você nos colocando em casos que não nos foi dado – Valentina revira os olhos colocando uma das mãos no bolso da frente de sua calça social preta — vamos apenas seguir os planos, pode ser?
Cassie revira de leve os olhos e consente com a cabeça
Cassie: Dean e Sam Winchester, dessa vez vocês perderam.
“Living easy, livin’ free, reason ticket on a one way ride, asking nothing, leave me be, taking everything in my hand.”
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