Down
1 UM
Notas iniciais
Boa leitura.
Cidade de Londres – Green Wich.
- Lily? — Chamei enquanto fechava a porta do apartamento. Nenhuma resposta. Ela devia ter ido comprar comida. Joguei minha bolsa em cima do sofá e liguei a secretária eletrônica. Deixei que ela executasse no automático enquanto eu ia para a geladeira.
- Você tem três novas mensagens;
Primeira Mensagem, 12h: 02min: Meredith... Você esqueceu-se de da noite de meninas. Eu sei que você acha isso infantil, mas significaria muito para mim se a minha melhor amiga fosse uma noite apenas. Vou te matar! Xoxo, Munic.
- Puta merda! – Murmurei enquanto abria o lacre da cerveja.
- Segunda Mensagem, 12h: 15min: Só pra avisar que a Munic quer te matar. Se cuide! Beijos, Jen.
Quando escutei a voz de Jen, arqueei uma das sobrancelhas e dei uma golada na minha cerveja.
- Terceira Mensagem, 18h: 01min: Espero que você goste de uma boa brincadeira no estilo pique — esconde.
— MEREDITH... SOCORRO!
Quando escutei a voz dele, cuspi a cerveja por causa do susto. Logo me aproximei do telefone e escutei bem a voz do infeliz.
— Você escutou... E você sabe o que queremos... Três dias é o meu limite máximo, se não sua irmãzinha linda de apenas dezesseis aninhos morre... É com você!
- Você não tem novas mensagens.
A secretária eletrônica desligou. Levei minha mão para trás e peguei minha bolsa. Revirei a mesma em cima da mesa de centro, então achei o maldito celular. Disquei dois números e esperei que chamasse.
- Número de identificação!
- 241509!
- Agente Sullivan, em que podemos ajudá-la?
- Entre em contato com a equipe Meridius. Numero de Identificação da equipe é: 24150800. Quero toda a equipe reunida. As coordenadas do local de encontro são: 24 km ao Sul de ST.
- Estou em contato com a central da equipe. Quinze minutos para todos estarem reunidos em seu destino. Mais alguma coisa?
- Não! – Desliguei o celular imediatamente. Joguei-o dentro do bolso do meu jeans. Fui até os armários da cozinha, e na ultima gaveta peguei minha 9mm e verifiquei se estava descarregada. Em outra gaveta peguei a munição e carreguei a arma. Peguei as chaves, tranquei o apartamento e fui descendo as escadas em disparada enquanto escondia a arma no meu jeans por trás. Quando coloquei os pés na calçada, Munic estava estacionada com a sua Ducat muito humilde. Provavelmente estava indo para a minha casa quando ouviu o chamado.
- Sobe aí. – Ela jogou o capacete. Eu o coloquei imediatamente enquanto sentava na moto junto dela. Segurei bem firme e ela acelerou aquela maldita, indo para a avenida e costurando todos os carros possíveis. Cada segundo ela acelerava mais.
- MUNIC... O SINAL!!!!!!!!!!!! – Berrei quando vi o sinal ficando vermelho. Ela deu um solavanco no pedal e firmou as mãos no acelerador. Não sei muito bem, mas em questão de segundos tínhamos passado o sinal e nenhum dos outros carros tinha avançado ainda.
- ISSO É POR VOCÊ FUDER COM A MINHA NOITE! – Berrou ela. Logo ela diminuiu a velocidade. Entramos por de baixo de um viaduto, onde não tinha uma alma viva. Ela estacionou a moto ali. Firmei meus pés no chão, tirei o capacete e dei para ela. Ela abriu o banco da moto e guardou os capacetes ali. Quando começamos a andar, ela apertou alguma coisa e o alarme da moto ligou.
- Você só pode estar brincando? – Perguntei indignada.
- Qual é Meredith? – Ela soltou uma risada. Balancei a cabeça negativamente. Ela ama mais aquela moto do que ela mesma. Não demorou muito para que eu visse Jen, Thompson e Müller. Aproximei-me e cumprimentei todos com um breve aceno. Müller olhou para o relógio e disse:
- Seis minutos e sete segundos.
- Ótimo! – Murmurei.
- O que aconteceu para você solicitar a todos nós? Era festa de noventa e cinco anos da vovó. – Thompson.
- De nada Thompson! – Respondi. Ele riu.
- Vamos direto ao assunto, por que eu estou curiosa. – Jen.
- Lily foi seqüestrada. – Mandei na lata. Todos arregalaram os olhos sem acreditar no que eu acabei de dizer.
- A Lily foi... Por quem? – Munic tentava se concentrar nas palavras que dizia.
- Phillip Brooks. – Disse.
- Ele não morreu? – Perguntou Thompson desnorteado.
- Eu também achei isso, até que escutei aquela maldita voz na secretária eletrônica.
- Você excluiu a mensagem? – Jen.
- Claro que não. Mas não adianta nada tentarmos rastreá-lo. Ele não é burro. – Chutei uma lata de cerveja vazia que estava ali.
- Ele é mais esperto do que nós pensávamos. – Müller.
- Claro que é. Além de forjar a própria morte ele se escondeu esse tempo todo sem ninguém notar qualquer coisa. – Munic.
- E ele pediu alguma coisa? Sei lá... Alguma coisa ele deve ter pedido... Ele não iria seqüestrar Lily por mero capricho. – Thompson.
- Ele sabe que nós temos o Candelabro*.
- Fato! O jeito é ir atrás dele. Mas sem alguma pista não dá. – Müller.
- Ele vai retornar. Eu sei que vai. – Murmurei.
- Ou não. Ele gosta de brincar de cabra cega. – Munic.
- Vai ser como caçar no escuro, Meredith... – Thompson.
- Que horas ele mandou a mensagem? – Jen.
Olhei no relógio. Era 20h: 40min.
- Há duas horas e quarenta minutos. – Respondi.
- Ótimo! Então... Ele já saiu de Londres. – Dizia Jen enquanto pegava seu celular.
- Vai ligar pra quem? – Perguntei.
- Vou descobrir para onde Phillip levou sua irmã... – Ela piscou para mim. Olhei para os outros que esperavam Jen executar seu “plano”.
- O que essa doida vai fazer? – Perguntou Thompson num tom implicante.
- Eu não faço à mínima. – Respondeu Müller. Munic se aproximou de mim e me abraçou de lado. Ela sabia melhor do que ninguém o que eu estava passando.
- Tudo vai dar certo. – Murmurou ela para mim. Eu segurava as malditas lágrimas. Não queria chorar. Tudo o que eu queria era minha irmã do meu lado.
- Alô? Oi Mike. Sim... É ela... Ah, podemos ver outro dia, quem sabe? Ótimo! Mas eu te liguei para pedir um favor... Claro... É pequeno... Você poderia me informar os destinos de vôos dos jatinhos que saíram lá para as dezoito horas? Ah... Por favor... Eu prometo recompensar... – Ela estava usando uma voz melosa e sedutora ao mesmo tempo. Thompson enfiava o dedo entre a língua, fingindo que ia vomitar. – Ah... Obrigado Mike. Você é um amor. Um beijo! – Ela desligou o celular.
- Namorado novo? – Thompson.
- Isso não é da sua conta. – Jen o respondeu com um tom debochado, então olhou para mim e disse: — Um jatinho de uso particular decolou às dezoito horas e vinte minutos com destino para America do Sul. Mais exatamente no Brasil... Rio de Janeiro.
- Brasil? Mas confiscamos todas as propriedades dele... Inclusive as no Brasil. – Müller.
- Não me diga Müller. – Munic ¬¬
- Confiscamos as propriedades dele, mas não confiscamos as amizades dele. – Disse. Eles levantaram o olhar para mim.
- Mas esse jatinho pode não ser o dele. Era de uso particular. Hellowwwwwww. – Jen.
- Existem 80% de chances de ser dele. Pelos simples motivos: Ele não tem forças o suficiente na Europa agora... E o negócio dele era a América do Sul e Central... Ele domina a porra toda lá. Maconha e cocaína são com ele mesmo! – Thompson.
- Thompson tem razão. Mas ele não seria idiota e embarcar no aeroporto Internacional. Ele é procurado mundialmente. – Munic.
- Disfarce? – Müller.
- Não... Informem a Central... Quero todos os horários e destinos das 18h até agora de todos os aeroportos do Reino Unido. Ele não é nada burro. – Levei minhas mãos até o bolso do moletom que eu vestia. Apertei as mesmas, que estavam congelando. Fechei meus olhos e tentava não imaginar no que Lily estava passando. Isso já foi longe demais, e eu não admito que toquem nela.
Candelabro: É um nome substituto para uma receita de uma nova droga. Phillip roubou a mesma dos Norte Coreanos. É uma droga tão poderosa quanto qualquer outra. Ela vicia mais rápida, e o efeito passa mais rápido, fazendo os usuários comprarem mais e mais. A receita foi capturada pela equipe Meridius 24150800 a dois meses em uma missão cuja execução fora perfeita... Até então.
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