Notas iniciais
Geeeeeeeeeeeeeeente me desculpem a demora, como sabem, estou sem internet. Mas obrigado pelos reviews *-* Ai vai o terceiro capitulo. Espero que gostem.

COII-UE – Centro de Operações Inteligentes da Interpol – União Européia.

Eu estava sentada, com os pés em cima da mesa. Todos ao meu redor falavam ao telefone, enquanto eu esperava alguma resposta.

- Meredith... – Uma garota adentra a sala com alguns papéis em mãos. Levantei o olhar para ela. Todos pararam de falar ao telefone e viam-na entregar os papéis para mim enquanto falava. – Aqui estão os últimos horários dos aeroportos do País de Gales... Liverpool... Manchester... Escócia...

Eu peguei os papéis e distribuí para os demais. Olhava atentamente os horários de Liverpool. A garota saiu.

- Eureca! – Falou Munic. Olhamos para ela. Ela me mostrou o papel com os horários de Manchester, e apontou: — Está vendo? Jatinho fretado... Destino: Rio de Janeiro. Dezoito horas e cinqüenta minutos.

- Alguém mais tem o destino parecido? – Perguntei.

- Não... – Müller.

- Também não. – Thompson.

- Nada! – Jen.

- Então é pro Rio de Janeiro que vamos. – Me levantei da cadeira e olhei a hora. 21h: 54min

- Bem... Se formos agora, chegamos lá... – Munic fez uma breve pausa. – Chegamos lá no meio dia.

- Ótimo! Informem à diretoria que a missão é nossa. – Falei.

- Não precisa... – Müller se levantou. – Eu já fiz isso.

Todos olharam surpresos para ele. Thompson deu alguns tapinhas no ombro do amigo e disse:

- Maravilha Müller. Estou vendo grande progresso.

- Cala essa boca Thompson! – Falou Müller num tom retórico.

- Ok. Chegamos ao Rio de Janeiro e depois vamos para onde? – Perguntou Jen. As atenções foram voltadas para ela. – Por que sabe... Lá é lindo e tudo mais... Porém é uma cidade tão grande quanto Londres... E vai ser como achar uma agulha no palheiro.

- Jen tem razão. O pior é que... Ele adora brincar de pega – pega. Vocês se lembram... Na missão anterior que ele era o alvo foi foda. Quando chegávamos perto dele, ele se afastava duas vezes mais. Talvez devemos esperar ele entrar em contato. – Sugeriu Thompson.

- E esperar ele matar Lily? Não! Ele disse que tenho três dias. Tudo o que ele quer é nos confundir, e ponto. Fácil, não? – Respondi num tom bem irônico.

-Já pararam para pensar que Lily pode ser uma isca? – Müller.

- Quê? – Perguntei.

- Pensem... Ele não vai querer apenas o Candelabro. Ele quer vingança, e com certeza vai matar todos nós. – Müller.

- Müller... Seja mais claro. – Thompson.

- Ele podia estar seguindo nossos passos antes de colocar o plano dele em ação, seja ele qual for. Talvez ele queira nos atrair para o Brasil e acabar conosco. Com certeza ele deve saber que estamos bolando alguma coisa.

- Você está falando de um agente duplo? – Perguntou Munic olhando nos olhos dele.

- Sim! – O confirmou.

- E como podemos confirmar essa sua teoria? – Perguntei desconfiada. Mas segundos depois, antes de Müller responder, meu celular vibrou. Era uma mensagem de texto. Eu olhei o visor e não tinha remetente. Mensagem privada. Olhei para cada um ali. E eles olhavam para mim. Apertei um botão e apareceu o seguinte texto:

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
É ela menina, que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado, do Sol de Ipanema.
O seu balançar é mais que um poema.
É coisa mais linda que eu já vi passar.

Meus dedos tremeram. Passei os mesmos sob o visor do celular e suspirei. Meu coração entrou em disparada.

- Müller tem razão! Temos um agente duplo na COII-UE.

Thompson franziu o cenho e suspirou junto com os outros. Munic piscava repetidamente. Jen mordeu os lábios, e Müller cruzou os lábios.

- Agora todos são suspeitos... E se isso chegar aos ouvidos da diretoria nós estaremos no sal. – Jen.

- Eu sei. Não vão deixar que executemos a missão também. O que nos resta é arriscar. – Disse.

- Arriscar? – Thompson.

- Ou é arriscar, ou é Lily morta. – Respondi.

- Você sabe que podemos morrer... Não sabe? – Perguntou Thompson olhando nos meus olhos.

- Estou disposta a isto! Vou com ou sem vocês. – Exclamei. Peguei o meu celular, o abri e retirei o chip.

- O que você vai fazer? – Perguntou Munic.

- Quebrá-lo, é claro.

- Não! Esse é o nosso único meio de contato com Phillip! Seria burrice quebrá-lo. – Pediu ela.

- Munic tem razão. – Müller.

- Se tem mesmo um agente duplo entre nós, ele vai entrar em contato conosco de qualquer jeito. Se não tiver agente duplo coisa nenhuma... Vamos atrás dele a moda antiga... Caçando! – Quando terminei de falar, quebrei o maldito chip e joguei o celular num copo que estava ali, cheio de café.

Em algum lugar do Oceano Pacifico.

Phillip estava sentado, à vontade, em uma das poltronas do luxuoso jatinho. Ele usava um notebook, e no visor do mesmo tinha uma foto de Meredith. Ela estava junto de Jen, Munic e Lily. As quatro sorriam espontaneamente. E isso deixava a ruiva mais linda. Ele passava os dedos sobre o queixo enquanto a admirava. Essa era uma de suas manias. Lily estava sentada na sua frente, com os membros algemados.

- Vão te achar e matar você! – Disse ela com muita raiva. Phillip deixou o notebook de lado e começou a encarar a Sullivan mais nova. Ele esboçou um sorriso irônico e disse:

- Minha querida... Já fizeram isso.

- Eles vão matar você! – Repetiu ela. Mas dessa vez, sua voz tinha um tom amedrontado. Phillip se aproximou de Lily e tocou o rosto dela. Lily tentava se afastar, mas era inútil.

- Tão nova... Tão parecida com sua irmã... Teimosa... Petulante... Mas ao mesmo tempo tão bela... Os mesmos olhos... Que desperdício... Só faltava ser ruivinha e ter uma pele tão branca... – Ele mantinha o sorriso irônico nos lábios. – E você não me serve. Não tem a coragem e o talento da sua irmã...

- Que talento? De onde conhece Meredith? – Perguntou. Phillip soltou uma gargalhada maldosa. Lily ficou olhando para ele, como se ele fosse o idiota. Phillip para de rir, então dá uma golada na sua água e a responde:

- Sua irmãzinha perfeita trabalha para a II-UE.

- Quê? II-UE? – Lily estava mais perdida do que um peru tonto.

- Garota burra! Ela é da Inteligência da Interpol. Sua irmã é uma espiã... Quer dizer... Uma agente do governo... Melhor... Da União Européia.

- Não... Não é possível. Você está mentindo! Seu mentiroso! MENTIROSO! MENTIROSO! – Lily perdeu o controle de si e começou a gritar. Phillip avançou na garota... Ele segurou o pescoço de Lily, que perdia o ar pouco a pouco.

- Cale esta sua boca, sua cretina. Não suporto ouvir sua voz... – Ele murmurou para ela. Lily estava ficando vermelha. Mas ele logo a soltou, então ela deu um suspiro, puxando ar para si.

- Melhor assim! – Disse Phillip pegando seu notebook de volta.

Notas finais
XoXo, Ruivona s2
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.