Double Kidnapping.
4 Emotional
Segurando a mão de sua esposa a beira da cama, Callen estava nadando em seu próprio pensamento.
Ele sabia que Elisa andava um pouco mais sensível em certos pontos, mas ele apenas pensou que ela estava o desejando mais.
— Callen? – Elisa acordou e olhou para o IV em sua mão. – O que diabos aconteceu?
— Bem, você desmaiou. – G se aproximou dela e tirou uma mecha de cabelo de sua face. – E os médicos acharam alguma coisa porque a próxima coisa que eu sei é ver você sendo colocada ali.
— Senhora Callen, que bom que acordou. – A médica ficou um pouco constrangida em entrar. – Desculpe se interrompi algo.
— Não, estava apenas dizendo a ela o que aconteceu. – G se levantou. – Grisha Callen.
— Dra Leslie Charles. – Ela arrastou a cadeira no canto do quarto e se sentou. – Fizemos alguns exames enquanto estava desmaiada. Seu marido permitiu, é claro. E descobrimos algo neles.
— Eu estou grávida, não é? – Elisa viu o olhar de Callen se iluminar. – Acredite, uma mulher sabe quando está mais sensível.
— Claro, eu mesmo... Vi. – Callen teve a decência de corar.
— Bem, que bom que sabe sobre a gravidez. – Leslie se levantou. – Gostaria que ficasse um pouco mais se for possível.
— Sem problemas. – Elisa pegou a mão de Callen. – Ele mesmo precisa de um tempo. Se ele desmaiar, eu chamo alguém.
— Perfeito. – A médica riu da brincadeira.
Saindo do quarto de Elisa, ela viu dois militares seguirem como se estivesse carregando uma bomba nas mãos. Ela sabia que o pai de um dos pacientes era um comandante então, ela deixaria uma maca pronta.
John McGee entrou no hospital onde Tim e Abby estavam, quase atropelando uma médica. Ele não tinha tempo para desculpas pessoais.
— Exijo saber sobre meu filho, Timothy McGee. – John foi rude com a mulher da recepção. – E eu quero agora.
— Eu sinto muito, mas o senhor não está lista. – A enfermeira olhou para a identificação militar do homem. – Só há duas pessoas nela e uma delas está como paciente e o outro, na sala de espera.
— Foda-se. – Ele saiu em busca da pessoa. – Gibbs! Que diabos eu não posso ver meu filho?
— John... – Gibbs viu o rosto em aviso do pai de Tim.
— Não quero saber de nada. – Ele olhou para o agente. – Eu exijo falar e ver meu filho. Aquela vadia gótica o colocou aqui e eu estou acabando com esse romance bizarro.
— Eu exijo que você limpe a boca antes de falar da minha filha assim. – Pride se meteu no meio.
— Você quer tomar um café? – Tony puxou Ziva para longe.
— É claro que o pai daquela vadia gótica seria alguém de baixo nível. – John nem viu o soco vindo até atingir seu rosto. – Desgraçado!
John voou para cima de Pride o derrubando no chão. Pride, para não perder a briga, socou John no estomago.
Jenny, Hetty e Gibbs eram os únicos naquele momento e decidiram botar um fim naquela palhaçada.
— JÁ CHEGA DESSA PALHAÇADA AQUI! – Jenny gritou, atraindo olhares. – VOCÊS DOIS SÃO ADULTOS, PELO AMOR DE DEUS. E ISSO É UM HOSPITAL!
Gibbs assoviou fracamente e deu espaço para a esposa.
— Senhores, eu ordeno que vocês sentem ou terei que mandar algemar ambos a suas cadeiras. – Hetty disse com calma. – Esse é um ambiente de dor, não um ringue de box.
— Sorte sua que a lei chegou, compadre. – Pride resmungou, com o lábio sangrando e o olho roxo. – Se não se importarem eu vou ver minha filha.
— Tente ver isso com um médico. – Hetty pediu.
— Pode deixar. – Pride sorriu para Hetty, Jenny e Gibbs e deu um olhar frio para John. – Você deveria saber que Abby está muito feliz com Tim. Eles combinam mais do que você pode ver.
Gibbs estava olhando para John com uma cara de poucos amigos.
— Você também vai me dar um sermão, agente Gibbs? – John segurava uma gaze em sua boca. – Eu acho que você poderia ter me batido também.
— Não, eu tenho uma mulher que precisa de mim, mais do que uma briga de hospital. – Gibbs se sentou. – Eu liguei para avisar seu capacho ali que seu filho havia se machucado tentando proteger Abby. Você não tem nenhum direito de sair apontando o dedo para todo mundo.
— Eu sou seu superior. – John tentou ameaçar, falhando miseravelmente.
— Não, Jenny Shepard-Gibbs é minha superior. – Gibbs respondeu. – Tim realmente merecia um pai melhor.
Ele se levantou e seguiu para o quarto onde Tim estava e se sentou, protegendo o agente.
Pride entrou dentro do quarto de Abby. Ele tocou a mão dela enfaixada e começou a chorar. Não eram as dores físicas que o machucavam.
— Quando eu te deixei com glória eu queria muito voltar. – Dwayne tocou o rosto de Abby. – Mas quando eu voltei, você era grandinha e eu não tinha o direito de quebrar a sua família.
— Então, a ligação de vocês é muito mais que uma amizade? – Loreta entrou. – Eu sabia que ela se parecia muito com você, Dwayne.
— Eu a deixei para trás e ela se tornou uma mulher forte, independente. – Pride se levantou, permitindo que a amiga se sentasse. – Como posso chegar e destruir tudo?
— Construindo uma relação de pai e filha. – Loreta sorriu. – Acredite Pride. Você consegue.
Callen deixou o quarto de Elisa a pedido dela. Ele foi dar uma olhada em Abby e Tim. Ele encontrou Sam do lado de fora com Kensi, Deeks, Eric e Nell.
— O que rolou lá dentro? – Ele queria todas as fofocas.
— Pride e John McGee se pegaram no pau. – Sam conseguiu tirar uma risada de G. – E Elisa está bem?
— Nunca esteve melhor. – G sorriu. – Ela está grávida.
— Oh, parabéns, cara. – Deeks o abraçou. – Dormir vai ser difícil.
— Eu nem me importo. – Callen sorriu.
— Meus parabéns, amigo. – Kensi o abraçou. – Vou comprar a primeira roupinha.
— E eu os protetores de ouvido. – Sam brincou com ele.
— Meus parabéns. – Eric apertou a mão de G.
— Felicidades. – Nell sorriu.
Hetty o abraçou de surpresa e Callen sabia que a mulher seria como uma avó para seu filho ou filha.
Enquanto Pride cuidava de Abby, a cientista lentamente abriu os olhos. Ela piscou um pouco e olhou diretamente para Pride que olhou para ela de volta.
— Pai? – Abby murmurou, mas antes que conseguisse entender, voltou a dormir.
Pride se levantou e sorriu enquanto os médicos a examinavam.
Aparentemente era um bom sinal que ela acordou. Ele apenas não entendeu porque ela o chamou de pai, se ele ainda não tinha contado nada.
Tim abriu os olhos e encontrou Gibbs ao seu lado.
— Você está no hospital, McGee. – Gibbs deu um sorriso. – Abby e você vão ficar bem.
— Obrigado. – Tim sorriu e voltou a dormir.
Pela primeira vez desde que tudo aconteceu, Gibbs relaxou. Ele só teria que falar com Tim sobre o pai idiota que ele tinha.
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