Double Kidnapping.
5 Love Surprise
Quando Abby acordou no quarto do hospital, ela viu Pride na janela. Lucca estava sentado com ela naquele momento. A sobrinha, Sarah estava desenhando em uma mesa no canto do quarto.
— Lucca? – Abby olhou para o irmão. – O que aconteceu?
— Abby! – Lucca sorriu quando percebeu que a irmã havia acordado. – Você se lembra de alguma coisa?
— Apenas de estar com Tim em um pesadelo. – Ela olhou para si mesma. – Mas pelo visto não foi um pesadelo.
— Não, você e Tim foram sequestrados e torturados por um tal de Charles Sterling. – Lucca olhou para a irmã. – Ele sequestrou você e McGee na casa dele e os torturou por dois dias.
— Tim está bem? – Abby estava preocupada com o amado. – Eu preciso chegar até ele.
— Você precisa relaxar, Abbs. – Pride se ajoelhou ao lado dela. – Você vai precisar ficar deitada por alguns dias.
— O que ele fez? – Abby podia sentir o puxão dos pontos cirúrgicos em sua perna.
— Ele cortou você na perna. – Pride olhou para Lucca. – Você se importa em levar Sarah comer algo na lanchonete?
— Não. – Lucca meio que já imaginava o que estava rolando. – Eu volto logo.
Depois que Lucca levou Sarah para a lanchonete, Pride fechou a porta e se sentou ao lado dela.
— Abby, há algo que eu preciso conversar com você. – Pride olhou para ela. – Lembra há alguns anos quando eu apareci na sua casa e queria muito saber como você estava?
— Dwayne, eu sei o que está tentando dizer. – Abby tocou o braço dele. – Minha tia me contou sobre você.
— Você sabe que eu sou.... – Pride viu Abby acenar positivamente. – E você não me odeia?
— Por que eu te odiaria? – Abby perguntou tentando não chorar. – Meu pai sempre esteve presente perto de mim e me deixou com as melhores pessoas. E eu sei que o emprego no NCIS foi você que me ajudou.
— Não dá para esconder nada de você, meu pequeno botão. – Pride abraçou Abby devagar. – Eu sempre te amei.
— Ah, papai. – Abby sorriu para Pride.
Gibbs estava olhando da janela do quarto. Ele sorriu e sentiu a forma inchada da barriga da esposa.
— É lindo, não é? – Ele se virou e beijou Jenny. – E como está minha linda grávida?
— Preocupada com nosso médico. – Jenny disse. – Ele me telefonou há alguns minutos dizendo que há uma pequena discrepância de meses na gravidez. Aparentemente, eu estou de seis meses nesse momento.
— Então nosso bebê foi concebido em Paris? – Gibbs sorriu com a ironia. – Bem, um lugar de luz trouxe nossa pequena luz.
— Meu Deus. – Jenny tentou não revirar os olhos. – Vamos, Tim acordou. E embora eu tivesse dito ao pai dele para falar com o filho, eu não quero que ele seja um idiota.
— Pride quase matou ele quando ele chamou Abby de vadia. – Gibbs sorriu com a lembrança da briga. – Ele merecia coisa pior.
Tim e o pai estavam em silencio no quarto. O agente tinha medo de tentar dizer ao pai o que queria e ser xingando.
— Pai, eu descobri que você chamou minha namorada de vadia. – Tim viu o pai se mexer nervosamente no assento. – Eu só queria dizer que Abby não é nenhuma vadia e que ela me fez mais homem do que nunca.
— Como ousa falar comigo assim, moleque? – John se levantou furioso.
— Do mesmo jeito que eu ouvia você falar com a mãe sempre que ela me incentivava a ser um super-herói. – Tim decidiu que não iria mais ser intimidado pelo pai. – E se o senhor não está conformado, pode sair daqui.
John pegou seu quepe e saiu pela porta, lançando um olhar nervoso para Gibbs. Ele saiu antes que ouvisse seu próprio filho indo contra ele.
— Desculpe pela cena, chefe. – Tim suspirou. – Mas eu cansei de ver ele sempre fazendo pouco de Abby. E de certa forma, você é mais meu pai do que ele.
— Fico feliz, Tim. – Gibbs se sentou. – Gostaria de ir ver Abby?
— Ela acordou? – Tim sentiu seu coração se alegrar.
— Sim. – Gibbs deu um sorriso. – E ela pediu você.
Jenny entrou com uma cadeira de rodas para Tim e Gibbs ajudou o agente a se sentar. Arrumando o soro, eles foram em direção ao quarto de Abby.
Elisa e Callen encontraram os agentes e deram um sorriso.
— Vejo que Tim já se recuperou. – Callen deu um abraço. – Eu e Elisa vamos para o hotel. Ela foi liberada e precisa.... Descansar.
Callen olhou para Gibbs, quase dizendo com os olhos o que estavam indo aprontar.
Abrindo a porta, Tony e Ziva sorriram para o amigo. Tony abraçou Tim assim como Ziva. Abby mal conseguia segurar as lágrimas ao ver o amado depois de tudo o que eles haviam passado.
— Ei, querida. – Tim deu um beijo na testa dela. – Está tudo bem agora. Estou aqui. Sempre estarei.
— Você me promete? – Abby deu um sorriso aguado para ele.
— Sim. – Ele a beijou, liberando o desejo de quase três dias separados. – Então, eu ouvi que temos cortes iguais.
— Sim, mas eu não gosto de pensar nisso. – Abby o olhou. – Eu prefiro pensar que temos a sobrevivência em comum.
— É, parece maravilhoso. – Tim a fez abrir um sorriso verdadeiro. – Agora, que tal se a minha garotinha deitar um pouco e dormir? Você parece pronta para isso.
— Eu quero curtir a sua presença, Tim. – Abby bocejou de novo.
— Eu estarei aqui quando acordar. – Ele beijou os lábios de Abby e ela adormeceu. – Há algum jeito de alguém tentar um quarto conjunto? Eu tenho certeza que fara bem a Abby.
— Eu também. – Pride foi em busca de um médico, com um sorriso no rosto.
Ele podia sentir o dia mais fresco e parecia muito clichê, mas um peso foi tirado de seus ombros.
Depois de muito convencimento, o médico topou transferir Tim e Abby para um quarto junto. Ele podia ver que se não fizesse, era possível que Tim comprometesse a própria recuperação.
Quando Abby acordou de novo, ela notou que estava em um quarto diferente. Maior e menos branco. Ela olhou para o lado e abriu um sorriso ao ver Tim dormindo ao lado dela.
— Ei. – Jenny olhou para Abby. – Como está?
— Feliz por estar viva. – Abby olhou para a barriga inchada de Jenny. – E como vai esse bebê?
— Grande. – Jenny sorriu ao tirar uma barra de chocolate da bolsa. – Aqui, um pedaço.
As duas sorriram quando colocaram o doce juntas na boca. Gibbs abriu os olhos ao som das risadas e viu duas garotas comendo chocolate com paixão.
Pride olhou para a filha rindo e estava decidido a corrigir os erros que cometeu.
Enquanto isso, na autópsia do NCIS, Tony DiNozzo e Ziva David-DiNozzo olhavam para o cadáver de Charles. Tony queria um encerramento e precisava ver que ele nunca mais tentaria matar alguém que ele gostava.
— O que vai acontecer com ele, Ducky? – Tony perguntou.
— Bem, a mãe dele reclamou o corpo. – Ducky entregou a prancheta. – Acabou, Tony. Dessa vez para sempre.
A bolsa de corpo foi fechada e Tony deu um sorriso satisfeito. Ele pegou a mão de Ziva e quando o elevador abriu e eles entraram nele, ele a beijou com paixão.
Agora, ele poderia dormir satisfeito.
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