Notas iniciais
Me desculpem por deixar vocês esperando, minha intenção era postar esse bem depois do capítulo 11, mas certos problemas atrapalharam meu ritmo de escrita. Mas, sem mais delongas, espero de verdade que vocês gostem desse capítulo ^-^

- Bem, me desculpe, mas eu também não tenho uma história muito agradável pra contar. Eu nasci em Nova Iorque. Minha mãe é Hitomi Hamasaki, e meu pai é Yasuo Haruno. Por mais estranho que possa parecer, eu não sei muito sobre eles. Apesar de a minha mãe ter me criado a vida toda, ela nunca me falou nada sobre ela. Eu não sei onde ela nasceu, não sei se é de uma família rica ou se é uma daquelas pessoas que subiu de posição na vida. Eu não conheço nenhum parente dela. Só convivi com o meu pai até os dois anos, então não tenho muitas lembranças dele. A última vez que ele veio me visitar, eu tinha uns cinco anos. Houve um tempo que ele me ligava algumas vezes durante o ano, mas ele parou, e desde então, eu não tenho notícias dele. Da minha família paterna, eu conheço apenas a minha avó. Eu também tenho um irmão, quase sete anos mais velho. Ele costumava morar com a gente, mas foi embora com o pai quando tinha uns treze anos. Eu não posso dizer que minha infância até por volta dos meus seis anos foi ruim. É claro que a displincência, a falta de cuidado e carinho da minha mãe causaram efeitos em mim e no Seiji. Eu não me lembro, por exemplo, de ela ter nos abraçado alguma vez. Mas eu e ele cuidávamos e protegíamos um ao outro. E além disso, não era como se ela realmente nos tratasse mal, ela sempre parecia preocupada em nos dar uma boa educação, em cuidar do nosso futuro. Nós só não podíamos contrariar os desejos dela. E foi isso que Seiji fez. Ele sempre foi muito ligado à arte, e sempre dizia que não levava jeito para números ou administração de alguma coisa, o que deixava a dona Hitomi furiosa. O estopim aconteceu quando ele completou doze anos e quis ir para uma escola de arte, e minha mãe queria obrigá-lo a começar a se preparar para a Teruya. Seiji terminantemente recusou, e ela, num impulso, reduziu consideravelmente o direito dele à herança. À pedido do meu irmão, o pai dele, que é francês, veio imediatamente para a América. Ele e minha mãe discutiram muito, e acabou sendo decidido que o melhor seria que Seiji passasse a morar com o pai, e foi o que aconteceu. Depois disso, minha mãe deserdou Seiji, e eu nunca mais o vi. No começo, nós nos falávamos direto pelo telefone, mas ele parou de me ligar, e acho que mudou de número, porque também nunca mais consegui ligar para ele. Eu fiquei sozinha. Minha salvação era Akiye, a empregada que trabalhava com a gente na época. No horário do expediente dela, ela era sempre muito atenciosa e carinhosa comigo. Foi com ela que eu aprendi a dar abraços, porque antes, eu simplesmente não sabia como abraçar alguém. A frieza da minha mãe tinha atingido Seiji, então, apesar de cuidar de mim, ele não era exatamente uma pessoa carinhosa. Só que Akiye começou a a desenvolver uma doença no fígado, e passava cada vez menos tempo comigo. Eu tive que aprender a me virar sozinha em relação a muita coisa. Bem, depois que se separou do meu pai, minha mãe se casou com um cara que eu não lembro o nome. Ele era sempre muito sério e vivia trabalhando. Acho que foi por isso que ele levou um pé na bunda. Quando eu tinha sete anos, ela se casou com Nobuhiko Sakate, e foi ai que tudo começou. Nobuhiko era um cara alegre, atencioso e carinhoso, e nós nos demos muito bem. Ele acabou sendo como um pai pra mim. Ele também tinha uma filha, Miya, dois anos mais velha que eu, que veio morar conosco. Miya e eu nos tornamos grandes amigas, vivíamos grudadas uma na outra. Aquela foi a época mais feliz da minha vida. Eu finalmente tinha uma família. E então aquela viagem de férias aconteceu. Nós fomos para o Maine, velejar. Um dia, saímos para dar uma volta de iate. Nobuhiko tinha resolvido ficar em casa, descansando, então fomos só eu, minha mãe e Miya. Ficamos a manhã inteira lá. No começo da tarde, minha mãe decidiu descansar um pouco também, mas numa distância em que pudesse nos vigiar. Eu tinha acabado de aprender a nadar, estava eufórica com isso. Eu olhava para aquele mar e me sentia tentada a entrar nele, a domá-lo. Eu chamei Miya para pular nele, mas ela disse que era muito perigoso e que nós não devíamos ir, entretanto, eu não dei ouvidos, mergulhei com tudo. Eu só não contava que ainda não tivesse resistência suficiente. Logo comecei a perder o fôlego e a afogar. Minha mãe ouviu os gritos de Miya, e ficou apavorada. Ela sempre teve fobia de água, e acho que a situação toda a fez surtar. Ela começou a hiperventilar, o que deixou Miya em pânico. Sem saber o que fazer, ela pulou na água para me tirar de lá. O que nem eu nem minha mãe sabiámos era que Miya tinha um problema genético respiratório grave, que a impedia de ficar na água por muito tempo. Então, quando eu já estava quase chegando de volta ao iate, nas costas de Miya, senti o corpo dela ficar mais fraco, e logo depois, começou a afundar. Eu tentei, à todo custo, salvá-la, mas além de ainda estar muito fraca pelo meu quase-afogamento, eu não era uma boa nadadora e não suportava o peso dela. Por outro lado, minha mãe estava no chão, tremendo. Aqueles surtos eram apavorantes, e eu tinha que cuidar dela logo, tinha que voltar para o iate, e foi isso o que eu fiz. Um grupo de salva-vidas que ela tinha chamado chegou, mas era tarde demais. Miya havia morrido. Depois que saimos do hospital, pegamos imediatamente um vôo de volta para casa, ela não falou com Nobuhiko sobre o que tinha acontecido, acho que não tinha coragem. Ele ficou sabendo da morte da filha pelo próprio grupo de salva-vidas. Imagino que ficou num estado deplorável. Miya era tudo para ele. Mas não foi só aquilo. Hitomi estava planejando um golpe nele há algum tempo, e, tragicamente, o resultado disso chegou no dia seguinte. Quando checou sua conta, Nobuhiko não tinha mais quase nada. Seus imóveis, propriedades e quase todo o dinheiro tinham sido transferidos para Junko Seraiya, codinome que minha mãe usava. Considerando o homem extremamente sensível que ele era, eu até consigo entender o que ele fez depois disso. Eu estava no nosso apartamento, com Hitomi e Akiye, ainda chorando pela morte de Miya. Nós ouvimos a campainha tocar. Quando Akiye abriu, Nobuhiko a jogou violentamente para o lado, derrubando-a no chão. Ele estava totalmente transtornado, seus olhos estavam vermelhos e inchados, ele tinha uma aparência assustadora, e segurava uma arma, que estava apontada para mim e para minha mãe o tempo inteiro. Ele começou a dizer "Você sabia do problema da minha filha!!! Você a obrigou a morrer!!" e mais umas coisas sem sentido. Eu estava sentada no sofá, e minha mãe, em pé, numa posição que ficava ente mim e Nobuhiko, porém, consideravelmente afastada de nós dois. Ele começou a gritar que ia se vingar, que iria tomar dela tudo que ela havia tomado dele, começando pela filha. A arma se voltou pra mim, e eu gelei mais ainda. Estava em pânico total. Com muito esforço, olhei para minha mãe. Ela estava paralisada, petrificada. Ele começou a disparar, mas a sua falta de estabilidade emocional era tão grande, que o tiro passou longe, mesmo ele estando razoavelmente próximo de mim. Foram dois disparos. Um, alcançou o teto. O outro, passou de raspão na minha perna. Minha mãe não fez nada, absolutamente nada pra me defender. A minha vida teria acabado ali se Akiye, que estava atrás dele, não tivesse agido e o empurrado. Nobuhiko caiu no chão, a arma saiu de suas mãos. Hitomi poderia ter pegado aquela coisa e ter dado um fim a tudo, mas ela continuava lá, sem se mover, tremendo de medo. Ele ainda recuperou a arma, dando um tiro na barriga de Akiye. Então eu agi. Na mesa perto do sofá, havia um cubo decorativo todo preenchido de puro ferro. Ele era pesado, mas eu o segurei e bati com ele na cabeça daquele homem, que finalmente caiu desacordado. Nobuhiko foi levado a um sanatório. Eu fui visitá-lo um vez, há quatro anos. A terapia fez com que ele não ficasse violento, mas ele vive completamente alheio à realidade. Disseram que é irreversível. Akiye ganhou uma indenização bem gorda, com a exigência de que ficasse de bico calado para a imprensa. Ela me disse que iria tirar sua tão sonhada aposentadoria, e eu não sei mais onde ela está. Mais uma vez, estava sozinha. MInha mãe nunca mais falou sobre aquele ocorrido, mas eu me lembrava o tempo todo. Aquelas cenas de terror apavorantes são coisas que eu jamais, nunca esquecerei. Após isso, ela se casou novamente com um cara, estúpido e folgado. Tinha nascido numa família rica, dona de uma compainha de navios, e não precisava fazer nada pra ganhar dinheiro. Ficava o tempo inteiro em casa, era completamente inútil. Acabou sendo posto pra fora também. Nessa época, eu decidi que nunca mais me importaria com ninguém. Eu era sempre grossa com as pessoas, tratava-as como se fossem meus bichinhos de estimação. Eu era totalmente pessimista e só via o lado ruim do mundo. Nunca deixava as pessoas se aproximarem de mim, porque se elas nunca fossem importantes pra mim, eu nunca sofreria quando elas fossem embora. É, babaca, eu sei, mas acho que eu precisava me agarrar àquilo. Provavelmente, naquela época, a única pessoa realmente próxima a mim era a Karin. E ela não era alguém mais evoluído espiritualmente do que eu, se é que você me entende. Eu afundava mais e mais nessa minha ideologia de que nada era bom, nada valia a pena, e foi ai que apareceu o Naruto. Foi ele quem me mostrou que ainda poderia haver bondade, luz. No começo, eu o rejeitei, como fazia com todo mundo, mas aos poucos, ele foi me tornando uma pessoa melhor, ele preencheu o buraco que tinha se formado por causa daqueles desastres. É por isso que eu preciso tanto dele. Sem o Naruto, eu vou me perder de novo, sem ele, eu não sou nada.

A voz de Sakura começava a falhar de novo, ela lutava contra o peso em sua garganta.

- Então — Sasuke falava, num tom sombrio — Você odeia sua mãe?

Sakura ficou surpresa. Baixou os olhos, refletindo.

- Não. Apesar de tudo, eu não a odeio. Eu ainda tenho a sensação de que, se ela quisesse começar tudo do zero, eu correria pra ela feliz.

- Hm — ele murmurou, de olhos fechados — e sobre a Suíça? O que realmente aconteceu?

- Ah, isso. Eu não gosto de falar muito sobre esse assunto, porque na verdade, eu não lembro. Isso me deixa irritada. Quando eu tinha dezesseis anos, eu estava muito decepcionada no campo amoroso.

- Ouvi sobre isso.

- Ha, é claro que ouviu. É tudo o que se fala naquela escola. Bem, então, como você já deve ter ouvido também, eu comecei a frequentar lugares noturnos e esse tipo de coisa. Não lembrar do que eu fazia nas noites era algo normal pra mim. Mas teve aquela noite da qual eu realmente queria me lembrar. Minha mãe disse que eu fui pega numa desss baladas para maiores de dezoito anos, bebendo, e que quase fui presa, e que isso poderia arruinar a reputação dela e a minha também. Pra evitar que eu caísse nas mãos dos jornalistas, ela resolveu me afastar do país, por isso eu fui para aquele colégio interno odioso.

- Você não presta.

- Ei! Esse tempo passou, ok? Bem! De qualquer jeito, agora nós temos que fazer um pacto pra selar nossos segredos.

Sakura levantava o dedo e fechava os olhos, em sinal de ordem. "Deus, ela está completamente alterada. Mas quem sou eu pra falar?"

- Ok, que tipo de pacto? — ele debochou — um pacto de sangue, por acaso, é isso que está propondo?

- Boa ideia! — Sakura se levantou impulsivamente, e jogou a garrafa de bebida no chão. Pegou um dos vários cacos de vidro que tinham se espalhado e voltou para o sofá, mostrando-o para Sasuke, como se fosse algo secreto e valioso — Olha só, é com isso aqui!

Ela pegou o vidro e pressionou-o contra o indicador, fazendo com que o sangue aparecesse. O objeto escapou de seus dedos, deslizando pela mão dela, fazendo um corte em quase toda sua extensão.

- Ai! — ela gritou, sacudindo a mão

Sasuke se aproximou, pegando na parte ferida. Ela estava meio deitada, as costas apoiadas no braço do sofá. Ele se ficou quase por cima dela, cercando-a. Limpou o sangue que escorria com seu próprio dedo, e depois, levou aquele líquido vermelho até sua boca, provando-o.

- Está feito seu pacto de sangue — ele falou, seu tom um pouco rouco, perigosamente perto dela.

Sakura sentiu seu corpo tremer, nervosa. Por que ele estava tão perto dela, encarando-a com aquele olhos escuros ferozes? Por que estava fazendo-a sentir aquele hálito quente derreter em seu pescoço? Por que havia provado seu sangue?

Ah, não, ela tinha que mudar o rumo que aquilo estava tomando. Depressa.

- Oh, está cuidando de mim? Você é mesmo um irmãozinho muito delicado.

- Já disse pra você não me chamar de irmãozinho — disse ele, sem mudar nem um pouco sua posição.

- Ah, é? E por que não?

- Porque eu odeio incestos.

Ele envolveu a cintura de Sakura, puxando-a para perto de seu corpo com força. Ela sentiu como se aquele toque tivesse tirado seu chão. Ele aproximou seu rosto da orelha dela, fazendo-a tomar consciência de sua respiração descompassada.

- O-o que você está fazendo?

- Shhh. Eu só vou... Cuidar de você.

A boca dele subiu, até encontrar os lábios dela. Sakura sentia aquele encaixe quente de suas línguas, os cabelos negros de Sasuke passeando pelo seu rosto e lhe causando sensações que parecia choques de longo alcance, os movimentos da mãos dele em seu corpo indo cada vez mais além. Ela começou a ir ao encontro dele, envolvendo seus braços naquele corpo firme. Ele rolaram lentamente no sofá para o chão da sala, amortecido pelo travesseiro.

- E se papai e mamãe chegarem? — ela falava com dificuldade, em meio a susurros.

- Não se preocupe. Eles não vão voltar hoje.

Ele enlaçou os dedos nos cabelos dela, desfazendo o pentado todo. Sakura queimava, podia sentir o sangue pulsar cada vez mais violentamente nas sua artérias e veias, querendo rasgar suas paredes internas e se espalhar por todo o corpo. Ele a beijava desesperadamente, como se ansiasse por isso há muito tempo, querendo tirar toda e qualquer gota de proveito possível daquilo, como se temesse que aquela seria a última vez. Sakura não conseguia evitar se entregar, mesmo que, em sua mente turva, houvesse uma voz soterrada que tentasse dizer que era errado.

- S-s-Sasuke — ela falava com dificuldade, enquando as mãos dele escorregavam da cintura para o quadril. Por que tinha a sensação de que falaria aquele nome muitas vezes?

Ele começou a tirar aquele vestido tão volumoso e que atrapalhava tanto do corpo dela. Despiu aqueles ombros facilmente, fazendo seu rosto de arrastar pela pele dela até que estivesse em condições de beijar a área perto do seios que ainda estava desprotegida pelo sutiã. Desceu o resto do vestido pelas pernas brancas e delicadas dela, até que tivesse se livrado dele totalmente. Sakura lançou um olhar para o moreno, arrancando sua camisa furtivamente. Por que raios aquele filho da puta continuava quase inteiramente vestido quando a tinha deixado apenas nas roupas íntimas? Aquilo não podia ficar assim, claro que não podia.

- Não sabia que era tão apressada assim, amor — ele falou, com seu sorriso torto de cinismo

- Cala a boca, ok? — ela desceu as calças dele com os pés, deixando apenas com suas boxers, puxando-o para perto novamente

- Eu sabia que ainda te veria assim.

- Assim como?

- Precisando de mim.

- Eu não preciso de você — droga, por que ela estava dizendo isso enquanto se derretia por dentro ao toque de Sasuke em seus seios? Droga, por que ele a pressionava do jeito certo, por que tocava nos lugares certos, por que fazia aquilo do jeito que ela precisava? Maldito infeliz.

- Vamos ver. Eu vou te fazer gritar que precisa de mim, Haruno.

As mãos dele desceram até a barra da calcinha dela. Ele começou a a tocar a intimidade dela de leve, e depois começou a descer cada vez mais, aumentando a intensidade de seu toque. Cara, por que aquele insensível bricava com ela daquele jeito? Por que não a tirava daquele desespero crescente de uma vez? Ele com certeza era uma daquelas pessoas sádicas, ela devia ter adivinhado isso. Ela sabia que sussurrava alguma coisa, sabia que emitia algum som com seus gemidos, mas não fazia a menor ideia sobre o que eles eram. A única coisa de que tinha consciência era de sua necessidade por Sasuke, de que ele terminasse aquilo de uma vez. Aquela voz ansiosa dentro de sua cabeça e de seu corpo era tão alta e gritante que era como se ela nunca a tivesse escutado antes. Seria tudo aquilo carência por ter levado um pé na bunda? Queria acreditar que sim. Mas não importava. O que importava é que ela estava ali, dominada pelo rebeldezinho-não-mais-tão-sem-causa, precisando dele, vibrando internamente enquanto ele se livrava de suas últimas roupas. Aquilo com certeza não era o certo. Mas quem disse que ela tinha forças pra discutir isso?

Sasuke mordiscava os mamilos de Sakura, e apenas passeava com os dedos na intimidade de Sakura, sem nunca penetrá-la. Isso a deixava furiosa. Como não estava em conndições de brigar, ela apenas tentava emitir sons de protesto, rezando para que ele a entendesse, e quanto entendesse, a obecesse. Foi pega pela prazerosa surpresa daquele dedos firmes adentrando cada vez mais nela. Ela tomava consciencia da intensidade de seus sons aumentando, à medida que aqueles dedos ferozes entrava em contato naquela parte do corpo dela que mais sentia a necessidade da presença dele. Aqueles movimentos, somados ao movimentos da boca dele, que iam fazendo percurso por boa parte de seu corpo, causavam-lhe uma sensação inebriante, quase material, que se acumulava em seu interior e crescia cada vez mais.

- S-Sasuke... Por favor... A... Agora...

Ele entendeu o recado. Fim dos joguinhos.

Livrou-se de sua boxer, que já lhe incomodava há tempos. Seus dedos ainda deslizaram mais uma vez pela parede interna das coxas dela, causando um arrepio imediato naquele corpo. Ah, sim, ele iria dar a ela o que ela pedia, o que ela queria. Dali pra frente, iria cuidar dela como aqueles imbecis incompetentes não foram capazes de fazer, definitivamente. Penetrou-a, observando a reação dela, que o dava mais prazer. Ele sabia que ela clamava por mais, e ele queria mais, mais intensidade. Aumentou o ritmo da estocadas, seu corpo ficou mais perto do dela. Sakura confortava sua respiração quente e totalmente fora do normal no pescoço dele. Mas para ele, faltava uma coisa.

Ela foi pega de surpresa por aqueles movimentos cada fez mais incontidos, ferozes. O que ele queria, matá-la de uma vez? Ela não tinha mais o mínimo controle sobre seus pensamentos, ou sobre o que dizia. Não percebeu que tinha começado a pronunciar o nome dele, repetidamente, quase incompreensivelmente. Era aquilo que ele queria. Era aquilo que faltava na combinação. Sakura Haruno estava chamando por ele. Não precisava de mais nada. Ela sentiu a sensação de prazer se materializar cada vez mais. A onda de incontida e quente tomou de conta dela, e ela explodiu, chamando por ele de forma cada vez mais desesperada. Sasuke estava completamente satisfeito. Agora sim, estava completamente satisfeito. Foi a vez de ele também ter o seu alívio.

Relaxou sua cabeça na barriga delicada e descorberta de Sakura, sorrindo. Ela colocou as mãos sobre o cabelo dele, tão macio e fino. Olhando para ele ali, tão próximo dela, sentiu uma vontade profunda de chorar, mas não sabia o porquê.

Sakura acabou adormecendo rapidamente. Sasuke a cobriu como pôde e levou-a até seu quarto, indo para o seu próprio em seguida.

Sasuke, naquela noite, quando nós terminamos, você deitou sobre o meu ventre, que subia e descia descontrolado por causa da respiração fora de ritmo que você tinha me causado. Ver você ali, aninhado na minha barriga foi um das melhores sensações que eu já tive. Mas também foi extremamente assustador. Talvez porque eu tivesse me dado conta de que dali pra frente, eu precisaria te carregar comigo. E carregar algo é tão difícil, concorda? É, porque você não pode perder, nem machucar, porque você se torna responsável por aquilo. E naquela época, na verdade, eu não queria ser responsável por nada, por mais que disesse o contrário. Nós ficamos lá deitados até que adormecêssemos. Eu não poderia lembrar bem, mas acho que nós não dissemos mais nenhuma palavra. Bem ou mal, nós já tínhamos entendido tudo, mesmo sem falar, não é?