Doppelganger - A Ordem do Arcanjo
1 Prólogo
Notas iniciais
O que falar antecipadamente? Bem, a ideia do enredo surgiu de repente e então eu decidi passar para o papel. Como eu achei bem diferente de tudo que já tinha visto, desenvolvi melhor e pretendo finalizá-la. O prólogo é curtinho mesmo, só para dar uma "entrada" melhor na estória. Logo logo eu posto o primeiro capítulo.
Espero que vocês gostem, vampires!
Não era como se não tivéssemos sido avisados antes, nós sabíamos das consequências por não cumprirmos o acordo e agora sofreríamos a ira dos anjos — sem contar que Klaus deveria estar soltando fogo pelas narinas de tanto ódio, porém isso era o de menos no momento. Tudo havia desmoronado em pedaços, juntamente comigo.
Eu caminhava a passos rápidos pelo cômodo estreito da casa vazia e destruída, Damon me seguia de perto, seus pés ecoando o som que os meus faziam quando pisavam no assoalho barulhento.
Virei-me estupefata.
— Pode parar de andar atrás de mim por pelo menos cinco minutos? Eu não consigo pensar desse jeito! — esbravejei e o vampiro revirou os olhos, recuando cerca de meio metro com uma careta sarcástica.
— Da última vez que eu te dei espaço, você pulou dentro de um caminhão em chamas. — apontou com o dedo na minha direção — Não me culpe por ter receio que você possa... sei lá... entrar em combustão espontânea.
Dei um grunhido, arrastando as mãos pelo rosto. A janela com o vidro sujo e trincado mostrava as copas das árvores sacudindo com o vento que ficava cada vez mais feroz. O ar a nossa volta estava mais denso e gélido, o que dificultava a respiração me deixando a ponto de sufocar. A cada minuto tudo se encaminhava para a hora derradeira, e só de imaginar que os outros estavam lá fora dependendo de um plano que não tinha muitas chances de sucesso me deixava a ponto de entrar em pânico.
Senti a madeira rígida e pontiaguda escondida por baixo da minha jaqueta, um lembrete constante das palavras e orientações de Lisandra. Segundo ela, eu iria saber o que tinha que fazer quando chegasse o momento. Só não pensei que seria algo assim.
— Eu não posso simplesmente ficar aqui. — murmurei dando um passo em direção a porta, no mesmo instante ouvindo um corte súbito no ar e Damon vir parar a minha frente.
— Você não vai sair dessa casa. — sentenciou seriamente.
— Tente me impedir. — desviei do vampiro e o mesmo imediatamente segurou meu braço, me virando um tanto quanto ríspido para que eu o encarasse.
— Me ouça pelo menos uma vez, droga! — exclamou com um rosnado, agarrando meus ombros como se eu pudesse simplesmente evaporar dali — O que você vai fazer lá? Roubar a espada mágica e gritar “sha-zan!”? — gracejou sem a menor graça, logo sua expressão voltando a ficar perturbada novamente — Vlad te quer morta e Klaus com certeza quer moer cada osso do seu corpo antes de te matar, só por vingança. Se sair por essa porta, não vai andar até a esquina.
— Você acha mesmo que esse plano do Elijah vai funcionar? — duvidei em protesto, tentando me desvencilhar até que o Salvatore por fim me largou — Eles não são imbecis, Damon! Não vai acontecer!
O vampiro comprimiu os lábios, os olhos azuis se intensificando de um jeito que eu não conseguia decifrar. Mas pela primeira vez, seu rosto não tinha nenhum traço ameaçador, de sarcasmo ou desafio.
— Então sugiro que você use essa estaca que está escondendo desde quando chegamos aqui, é a única maneira de você passar por mim. — decretou se aproximando o suficiente para que eu pudesse sentir sua respiração contra a minha bochecha, os braços livres ao redor do corpo, sem truques, sem tentativas de defesa.
Eu não sabia se ele fazia isso porque confiava que eu não faria nada para machucá-lo ou se era uma última atitude desesperada para me conter. Acho que eu nunca saberia, de qualquer modo. Encarei-o profundamente uma última vez, então em um movimento rápido peguei o objeto escondido e golpeei com força em seu peito, na altura do coração, como me fora instruído.
— Eu sinto muito. — sussurrei em um fio de voz quando o mesmo se inclinou para frente, a expressão de dor, descrença e mágoa em seu rosto me fazia sentir cada vez pior. Segurei-o enquanto seu corpo cedia ao chão vagarosamente, por fim ficando de joelhos juntamente com ele. Damon me olhava fixamente, mas não havia raiva em seus olhos, apenas uma despedida.
Ele não sairia dessa casa com Elijah, isso era algo que eu não deixaria acontecer e se essa era a única forma de impedir, que fosse.
O vampiro tombou de lado, a pele pálida agora perdia o leve bronzeado e se tornava acinzentada e cadavérica. Fechei os olhos e respirei fundo diante da cena. Uma, duas, três vezes. Eu nunca me perdoaria pelo que havia acabado de fazer, mas como alguém me disse uma vez “Nem sempre as escolhas certas são as escolhas felizes”. Senti minha garganta se fechar e antes que pudesse derramar a primeira lágrima, virei às costas e sai pela porta, encontrando o véu escuro e denso que recaia sobre a noite de Mystic Falls.
Uma noite que entraria para a história.
Notas finais
Um beijão.
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