Notas iniciais
Aconselho nesse capítulo escutarem November rain e Civil war do Guns! ( Irmão, lembrei de você ;)

Eu estava acordando com uma brilhante luz sobre o meu rosto, tentei colocar minha mão sobre os olhos, mas estava presa, não só pelas mãos, em todas as partes do meu corpo, deitada em uma mesa numa sala branca que novamente me dava agonia de olhar.

Olhei todos que ali me obervavam, não muito mais que 20 e nem muito menos que 50, eram muitos, mas como poderiam ter sobrevivido? Por que eles não tiram essa porra desse vírus logo de meu corpo e me deixam sair?

Aquela secretária de novo, que não me era estranha, pois, cresci com ela me estudando e me modificando, ela era um tipo de geneticista e algo comigo ela queria, ou melhor, com meu DNA.

A todo momento que eu olhava para aquelas pessoas que atrás daquele límpido vidro me observavam e anotavam muitas coisas em suas pranchetas, eu fitava muito um senhor que não parecia estar muito avontade com a situação. Ele tinha uma expressão triste em sua face, cansada e desapontada.

A minha dúvida no momento era sobre o Josh e por qual motivo todas aquelas pessoas não haviam se infectando ainda?

- Todos vocês são imunes ao vírus, como eu?- perguntei em busca de respostas obviamente, como era de se esperar, tive de ser mais insistente – Não vão me responder? Pode deixar, tenho autocontrole sobre mim e posso muito bem virar essa sala de cabeça para baixo!- a secretária se manifestou – impossível, nós demos uma reforçada enquanto esteve fora, você não consegue escapar!- assenti ironicamente e rapidamente quando minhas forças haviam despertado junto à mim, puxei minha mão de onde estava presa, fazendo assim que a proteção se rompesse e novamente irônica, indaguei – Impossível? Acho que não...- olhei pra o lado e vi algumas seringas com o antídoto do sono, conhecia pois, sua tarja era azul.

Corri até as seringas e com cinco em uma mão e seis em outra, mirei em pontos estratégicos na secretária e dizendo – Que-tal-um-so-ni-nho-mi-nha-a-mi-ga?- a cada sílaba que dizia, eu atirava tentando acerta-la e finalmente na última atirada, eu consegui acertar uma veia de seu braço.

Olhei para as pessoas que ali me observavam e dei um sorriso arrumando o cabelo com um certo charme e me gabando, precisava me aproveitar da situação, já que ela em tempos anteriores havia falando que era impossível de escapar.

Apenas peguei a chave que estava numa caixinha protegida na parede que era aberta com a leitura da retina dela, enquanto eu a pegava pra fazer a leitura, esperava alguma reação de alguém, chamar seguranças, e nada acontecia, apenas risos, abri a porta e quando saí eles começaram a me fazer perguntas – Como consegue facilmente se adaptar a diferentes situações? Como infecta as pessoas? Ei, responda!- eu não respondi nenhuma das perguntas, apenas segui em frente.

Até que senti uma mão em minhas costas me chamando, era aquela voz cansada, quando olhei, era aquele senhor que eu fitara na sala – Ei menina, eu posso lhe ajudar a sair daqui e tirar esse vírus de você!- arregalei meus olhos, pensei em tudo que havia passado, vidas que havia destruído pela culpa do vírus ativado em meu corpo e sem pensar duas vezes nas possibilidades eu aceitei – Mas como o senhor vai fazer isso? – ele me puxou pra um canto e falou baixo – Primeiramente, com sua ajuda, sairmos daqui será um começo, estou como prisioneiro aqui, pois, sou um geneticista muito experiente, eles me capturaram e me trouxeram pra cá, mas eu não quero ficar aqui, precisamos fugir, tenho que ajudar minha família, os deixei seguro, mas preciso mesmo vê-los, você pode me ajudar a te ajudar?-

Ele poderia estar me enganando, como poderia estar falando a verdade, eu vou arriscar, o pior já está acontecendo, eu estou sobrevivendo ao fim do mundo! – Bom coroa, precisamos sair daqui então rápido, você é hábil ou eu terei que lhe acobertar?- ele olhou para cima e pra baixo com expressão de dúvida, voltou a olhar para mim, deu um sorrisinho e quando eu pisquei novamente o velho estava correndo pelo corredor e quando eu ia perguntar o que ele estava fazendo, ele virou a esquerda e eu só escutei um estrondo.

- O que está havendo coroa? Você ta bem, quebrou a bacia não?- quando virei o corredor, vi uma porta caída arregalei os olhos e ele com as mãos sobre a cintura indagou – Acho que estou um pouco caído, mas o que acha, serve?- eu sorri e falei – Mas é claro, não sabia que pessoas de sua idade sequer poderiam andar!- eu brinquei e pareceu que ele não gostou muito, mas em seguida o alarme tocou e começaram a vir seguranças em nossa direção.

Corremos muito até chegar fora da empresa, estava tudo muito quente lá fora, abafado,

Chegamos exaustos e pulamos o muro pela cidade nos escondemos num bando de lixo e eu ironicamente perguntei – Saudades desse perfume? –

Foi entardecendo e nós escutamos os seguranças dizendo que iriam nos buscar pela manhã, era pela noite que os nojentos apareciam, então eu e o velho saímos da montanha de lixo – Coroa, acabou que não perguntei seu nome!- ele virou pra mim, pegou fôlego, se encheu de orgulho e falou – Meu nome é Serj Noberto III — eu não me enchi tantos os olhos quanto ele e apenas falei – Terceiro geneticista da família, certo?- ele assentiu com a cabeça e seguimos nossa rota, anoitecendo.

No meio do caminho fomos conversando e eu falei um pouco de mim e ainda perguntei se eu poderia continuar o chamando de coroa, pois, ele tinha um nome diferente.

Ele aceitou que eu o chamasse apenas de Serj.

- Então Serj, o senhor tem filhos?- ele demorou a responder, mas falou – Eu deveria, mas ainda não tive oportunidades- eu entendi e continuei – Ainda há tempo, muitos homens de sua idade procriam ainda- falei lhe dando esperançar e ele triste disse – Acho que não, você nem perguntou quantos anos o coroa tem!- eu estranhei e perguntei – então diga, quantos anos tem?- nesse momento ele iria dizer, mas escutamos gemidos de longe e vimos que aquela hora não deveríamos mais conversar, precisávamos nos concentrar.

Eu olhei para o lado e encontrei guarda-chuvas, aparentemente de um vendedor de guarda-chuvas, eram daqueles que bastava um aperto em um botão e ele se abriria todo.

Fui um pouco perversa, apontei para os guarda-chuvas e ele logo entendeu o que eu estava querendo fazer, ele assentiu e correu na direção do estoque de nossas novas armas.

Começamos a perfurar aqueles seres grotescos e como seus ossos eram podres e fracos, era fácil perfurar seus crânios, então foi o que fizemos.

Perfurando com guarda-chuvas os crânios e abrindo depois de transpassados em suas cabeças e puxando até despedaçarem, era estranho, mas era prazeroso fazer aquilo, estávamos nos divertindo.

Quando acabamos com a existência deles, procuramos nos silenciar para não atrair outro deles, chegamos ao esconderijo do Serj e lá ele me providenciou toalha e roupas, arrumou uma cama pra mim e assim que eu estava pronta ele me apresentou sua família.

Era seu irmão Louis, sua mãe Lea e sua irmã Katerine, eram todos muitos simpáticos, mas todos ali já estavam infectados, sorte que o Serj era um geneticista experiente e inventou remédios que prolongavam suas vidas, mas pelo que todos falavam, já estavam cansados de levar essa vida de remédios e luta para a sobrevivência.

Eu estava pensando, o Serj era Serj Noberto III, onde estaria o segundo, digo, o pai dele?

-Serj, e seu pai?- percebi que na hora em que perguntei isso, todos ficaram meio desconfortáveis e se retiraram e o Serj respondeu – Ele morreu faz alguns meses, ele me ajudou a desenvolver o remédio para que nós não morrêssemos tão cedo!- eu me assustei e falei – Nós? Como assim nós? Você também está infectado?- ele riu – Estou, e a WWO nem desconfiou disso, pois eu estava tomando os remédios regularmente, mas não lembro a receita, por isso vou tirar o vírus de seu corpo em forma de agradecimento pela fuga e depois morrerei em paz com minha família.

Ele falava isso com tamanha normalidade, que chegava a me assustar, se eu estivesse no lugar dele, eu iria aproveitar minha família, mas será que pelo motivo de eu não ter uma família é que eu penso assim? Como o z7x pode ser tão injusto, inventar um vírus capaz de destruir a humanidade e pior, destruir famílias.

Ele tomou mais uma dose de seu remédio que valhia o efeito de um dia, e logo depois me levou para um laboratório improvisado em seu esconderijo, e lá ele me mostrou as alterações eu meu DNA, eu compreendi tudo e vi o vírus sendo retirado de meu sangue, fiquei muito grata à ele, naquela hora estávamos kits, eu o ajudei a fugir e ele tirou o vírus de mim, mas eu continuara a ser imune, mas dessa vez eu poderia procurar sobreviventes e ajuda-los, e o melhor, encontrar o Josh que havia se perdido no dia que a WWO me capturou.

Terminando os últimos detalhes ele perguntou – E agora, o que pretende fazer?- eu sorri – eu pretendo procurar o Josh, e bom, viver o mais longe da WWO possivelmente, você sabe o que eles queriam comigo?- ele arregalou os olhos – Eles queriam ser imunes como você, já que seu pai morreu, e só ele sabia o segredo da imunidade, e bom, acho que conheço esse Josh!- eu me assustei – O meu pai morreu? Olha que ótimo! Teve seu castigo. Mas não devemos estar falando do mesmo Josh!- ele ebaixou a cabeça e continuou – Acho que estamos, um jovem de cabelo castanho claro, tamanho médio, forte e teimoso- eu olhei firmemente nos olhos do Serj – Onde ele está?- e ele respondeu claramente – Na WWO-

Eu acabara de fugir da WWO, e só queria distância! Eles já deviam saber sobre nós, por isso devem ter o capturado para me atrair. Vou dar a eles o que querem para ter o Josh de volta.

Notas finais
Obrigado, espero que tenham gostado mesmo do capítulo, façam review do que acharam ;) tem gente que ta lendo e nem ta deixando review :(