Doomsday
3 JhennaXJosh & GiuliaXFabricio
Notas iniciais
Bom, eu não devo ter falado muito do Josh e nem da minha história com ele, foi bem engraçado para a gente.
Nós nos conhecemos quando eu tinha quatorze anos, na Grécia antiga.
Eu estava apenas observando a bela paisagem da janela de meu quarto no hotel, e ainda não havia me tocado do meu impacto na humanidade, ou seja, que eu estava contaminando à todos. Ele chegou olhando para mim e me gritou, pediu que eu descesse, eu fiz uma série de caras feias, pois, estava realmente estranhando aquilo. Ele tinha uma aparência de dezessete , anos e mesmo sem um aviso familiar, eu sabia que não era bom falar com estranhos, mais velhos e que apareciam do nada pra falar conosco.
Eu gritei a ele ‘’O que você quer¿’’ então ele disse ‘’ eu quero apenas falar você, lhe conheço de algum lugar!’’ , como ele poderia me conhecer, se eu fui exposta ao mundo à um ano somente, então eu o gritei ‘’como posso confiar em você¿’’ então ele disse ‘’Tenho quinze anos, não tenho amigos, não costumo falar com ninguém, sou um fugitivo!’’ então eu assustada indaguei ‘’ e com essas características todas, como espera que eu ainda confie em você¿’’ ele ficou estranhando minha atitude e disse ‘’eu apenas achei que iria se identificar com a história, desça aqui minha linda!’’, nesse momento eu não resisti, e não é que eu poderia me identificar com a história, não tinha amigos também, era nova e fugitiva.
– Achei que você nunca iria descer e falar comigo- eu sorri e falei – acabei me identificando com você – ele fez uma expressão esperta – Mas é claro que se identificou, eu dei errado, por isso teu pai que já não gostava de uma filha, lhe colocou para guardar o vírus!-
Como ele sabia disso¿ Eu mau havia dado um ‘’oi’’ direito, eu não falei nada ao meu respeito, seria ele um enviado da WWO pra me capturar e me levar novamente ao laboratório¿ Parei e refleti durante uns segundos – Ei, você está bem¿- eu o fitei com um olhar assustador e em seguida corri até meu quarto para pegar minhas bolsas e sair dali rapidamente.
Ele veio correndo atrás de mim, e logo vi que era um agente da WWO – Saia daqui, eu não vou voltar para aquele laboratório imundo!- ele rindo foi falando – Eu já esperava essa reação de você, eu deveria ter sido mais cuidadoso, bom, eu não sou um agente da WWO que veio lhe buscar para te levar, se é isso que está pensando! Eu também sou um fugitivo deles, posso lhe contar isso melhor¿ Dou minha palavra que não farei nada demais, não vou sequer encostar-se a você, para não pensar que quero lhe devolver!-
Eu pensei muito naquela situação, e ele não parecia estar mentindo, então paramos de correr, nos sentamos na areia da praia e ele foi me explicando que na verdade era ele quem guardava o vírus, mas o z7x o pegou e roubou o vírus do sangue dele para tentar desenvolver um mais forte, então ele fugiu assim como eu. Ele depois me explicou que era informado que caso ele fosse sequestrado ou morto, o vírus passaria para a filha do dono da WWO, que no caso seria eu.
Ele sabia de mim, muito mais do que eu poderia imaginar, naquela tarde conversamos muito, rimos muito.
–Bom, já que somos os únicos imunes no mundo, podemos construir uma família, você com suas habilidades mentais e eu com as minhas habilidades físicas- eu fiquei realmente indignada, não por ele falar de contruirmos uma família, mas dele saber de minhas habilidades físicas e não cita-las devidamente – do que está falando¿ Fisicamente sou muito mais forte que você, te garanto!- no momento em que eu disse isso, ele caiu na gargalhada.
Eu levantei da areia e gritei – EU TE DESAFIO, VIADINHHO!- ele levantou e assentiu com a cabeça e pôs-se em sua base, confiante e esperto, então eu fui para cima. Dei chutes e socos, ele conseguiu se defender de todos, então num movimento inesperado meu, eu o acertei em seu ponto fraco, fortemente, o fazendo cair novamente para a areia.
Com uma voz sofrida e fina – Ta bom, ta bom, você venceu!- nessa hora vendo o sofrimento dele, eu me senti mal e me sentei com ele a o ajudar, esperei a dor aliviar e depois fiz piadinhas com ele, então ele me bateu brincando e eu retribui, no momento em que o estapeei, ele pegou minha mão, me puxou em sua direção e então aconteceu.
E no dia seguinte, de novo, brigamos e nos beijamos. No outro dia eu ofereci que ele dormisse em meu quarto, sem maldade alguma, jantamos e ficamos abraçados como dois pombinhos, e quando nós vimos, já estávamos três meses na Grécia, e todos já haviam ficado doentes e muitos haviam morrido.
O dono do Hotel morreu rapidamente e eu e Josh sabíamos, o motivo das doenças era eu. Nós deveríamos ficar ali para que não se espalhasse mais, mas queríamos viajar, então fomos a lugares que sabíamos que já tinham morrido todos, e fomos viajando, fazendo amizades e vendo o que era acontecido e se tocando que daquele jeito não dava mais.
Vimos que precisávamos de um lugar fixo para viver, então voltamos à Grécia, onde nos conhecemos, e lá tinham pessoas novas, não entendemos, em poucos dias estavam todos morrendo novamente.
Alguém percebeu o estranho movimento de pessoas não infectadas ( eu e Josh) e ligou para a polícia, e sem que nós soubéssemos. Em poucos meses a WWO, que não sabíamos que ainda existia, nos encontrou na antiga Grécia, e agora estamos nessa situação novamente, eu tenho que buscar o Josh lá, mas o que eles querem¿ Eu já não tenho mais o vírus, basta eles me entregarem ele, que é somente imune.
Ou então era isso! Eles só querem o Josh, para virarem imunes como eu e ele.
Eu passei mais uma noite no esconderijo do Serj, me despedi de todos, tivemos um jantar reunidos, foi realmente uma hora maravilhosa, era uma pena que todos iriam morrer e eu não poderia fazer nada por eles, ou então poderia tentar, mas a vontade de todos era morrer para não viver mais fugindo de arrumar machucados graves com zumbis esfomeados, então eu apenas fiz minha parte como amiga da família.
Logo pela manhã eu parti dali, e fui em direção ao lugar que eu mais queria temer no mundo, mas fui à busca do amor retardado da minha vida.
Andando pelas ruas tranquilamente, me preparando emocionalmente para voltar à empresa, eu ouço barulhos de pessoas rindo, e como poderiam existir ainda pessoas rindo¿ Eu fui seguindo o barulho e me deparei com mais ou menos doze pessoas em um momento de refeição, mas não uma refeição canibal como era de se esperar em tal situação mundial, eram apenas pessoas comendo legumes e frutas, coisas que eu não sabia que ainda tinham.
– Olá- falei com todos e eles me olharam torto rapidamente e então um menino moreno e alto se referindo a mim – O que você quer¿ Está infectada¿- eu pensei duas vezes antes de dizer que era imune aos vírus, mas não poderia sair espalhando isso por aí, eles poderiam ser de qualquer lugar, até da WWO, para me capturar novamente – não estou infectada, não ainda- falei me referindo ao zumbis que estavam atrás deles e então uma menina morena de cabelos longos e enrolados gritou – Os novatos- quando ela disse isso, dos doze que estavam ali, seis haviam sido pego por uns trinta bichos nojentos, então naquela hora eu percebi que aqueles dois eram uma espécie de comandantes do grupo de sobreviventes, os ajudei com a situação, mas éramos três, para salvar mais seis novatos.
Ali não era como filmes de ação onde a minoria ganha, eu era dali a mais habilidosa, mas mesmo assim, ainda não consegui os salvar. Mas os dois conseguiram se salvar e então bem chateado o menino indagou – Eu esperada criar uma comunidade estável com eles, e agora, onde vamos achar mais sobreviventes¿ Você quer ser do nosso grupo¿- eu não pensei duas vezes – Não, não... estou buscando uma pessoa que se separou de meu grupo a alguns dias, mas mudando de assunto, quais são seus nomes¿- eles se olharam e a menina falou – Meu nome é Giulia e o dele é Fabricio, já é o terceiro grupo que morre, realmente não damos sorte!-
Eu arregalei meus olhos e segui meu caminho com eles e meio envergonhada perguntei – Vocês são uma espécie de casal¿ Não é¿- o Fabricio se envergonhou e a Giulia tímida falou – estamos desenrolando- rimos bastante e eu aconselhei que parássemos de falar e rir um pouco, para evitar chamar atenção de mais zumbis.
Nessa hora, ficamos todos quietos, mas então o Fabricio estava querendo impressionar a Giulia – Não tem ninguém aqui, Giulia, eu preciso lhe falar, eu te amo demais, você é a garota que eu quero viver, que eu quero proteger até o fim desse apocalipse-.
Ele falou aquilo um pouco alto demais, e durante o discurso, ele estava ajoelhado. No momento em que terminou de falar, a Giulia correu em sua direção, os dois deram um beijo super apaixonante, e eu fiquei de vela, mas não era um problema, haviam zumbis em volta, então eu gritei – Pessoal, chega de beijo, não estou mais de vela, tenho amigos!- então Giulia assustada perguntou – Amigos¿ — olhando pra trás, eram uma meia dúzia de zumbis, então eu lutei sem arma alguma, Giulia veio me ajudar e o Fabricio que estava do outro lado da esquina, veio correndo e gritando – Amor, cuidado!- ela olhou lentamente para trás e nesse momento, um zumbi abocanhou seu pescoço.
De acordo com os dias, o vírus se desenvolvia mais, e a transformação já era mais rápida, me virei matando alguns zumbis, ele matou o que mordeu ela, a colocou num lugar seguro e foi lutar com mais dois zumbis.
Eu fiquei ajudando ela, com alguns sinais de transformações, eu cortei meu braço e passei em seu machucado um pouco de meu sangue, nas últimas esperanças de que minha imunidade a ajudasse, e para a minha surpresa, a dor dela parou e ela ficou estável, o Fabricio arrancou os membros daqueles dois zumbis que lutava e então veio em nossa direção, preocupado com ela.
–Como ela está¿ Amor, você está bem¿- ela calmamente – Sim, ela fez alguma coisa que me ajudou, não sei mesmo, obrigado... Qual é o seu nome¿- eu sorri – bom, meu nome é Jhenna, e acho melhor seguirmos nossos caminhos agora. Fabricio, tome conta desse machucado dela, vejo vocês, espero-.
Eu me levantei e fui andando pela rua e acenando à eles, sorri e virei-me para frente, quando estava a um passo de virar a esquina, ouvi zumbidos, olhei novamente para trás e vi um zumbi sem braços indo na direção da Giulia, apenas a dois passos dela, e ele estava do outro lado numa loja arrombada pegando algum tecido para cobrir o machucado dela.
Eu fui correndo e gritando – Giulia, proteja-se, proteja-se, rápido!- ela não estava com muitas forças para se defender, assim que o zumbi chegou perto dela, ela lhe deu um chute, o empurrando para frente, mas ele foi insistente. Assim que ele ia morder ela, de novo, Fabricio corre na direção e sem nenhuma reação à mais, ele entra na frente dela e leva a mordida em seu lugar.
Ele resiste ao zumbi, o empurra e o zumbi continua insistindo, então a Giulia pegou uma arma que estava perto e ao mesmo tempo que o zumbi arrancava pedaços da carne de Fabricio, ela tomava coragem para atirar.
Assim que atirou no zumbi, o Fabricio já estava infectado e eu gostaria de ajuda-los, corri na direção deles e a Giulia falou – Esqueça, não vai dar para vivermos assim, o que tinha que acontecer, aconteceu, eu o amo, e foi uma linda prova de amor, agora eu preciso que você o mate- ela falou apontando a arma com a última bala e eu a impedindo – Não, não faça isso, eu ainda posso os ajudar, não desistam!- ela chorando gritou – Jhenna, você não entende, quem vai querer viver num mundo com essas situações¿ Muitas famílias querem morrer! Assim como a minha, todos se mataram, eu preciso ir, não tem mais volta- em suas últimas palavras eu a compreendi e ela atirou na própria cabeça.
O Fabricio que já estava quase se transformando, eu o matei e retornei ao meu caminho, chocada com a situação que eu acabara de presenciar, foi doloroso. E a Giulia me fez refletir, que ninguém iria querer viver num mundo lutando para viver e não se infectar, seria muito difícil fisicamente e emocionalmente. Eu acabei compreendendo ela e a família do Serj em relação a isso, mas eu ainda não tinha mudado a minha ideia de viver com o Josh, éramos imunes e tínhamos habilidades, eu precisava do amor dele, a todo momento, até o último minuto de minha vida.
Fui correndo até a WWO e pulei a grade, e na porta arrombada eu entrei, e quando cheguei ao corredor principal, encontrei...
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