Doomed Forever
2 New Professor
Notas iniciais
Então aqui temos um cap feito pela Josi linda e maravilhosa tbm.
Capítulo 2 – Novo professor.
Pov Bella.
- Você... não... me quer? – pergunto confusa pelo modo que as palavras soavam, colocadas nessa ordem.
- Não.
- Você não é boa para mim, Bella... Você logo vai me esquecer... Você é humana...
- E as suas lembranças? – minha voz não passa de um sussurro, mas sei que ele é capaz de ouvi-la com precisão. Sinto-me entorpecida com a sensação que se forma em meu peito.
- Bem... – ele hesita por um segundo. — ...Não vou esquecer, mas minha espécie... nós nos distraímos com muita facilidade. Adeus Bella.
- Edward – eu grito, acordando em minha cama, agarrando os lençóis com meus dedos frenéticos.
Charlie entra no quarto com passos pesados, com olhos cansados me olhando sem surpresa. Meus sonhos, ou melhor, pesadelos tinham começado desde a partida de Ed... Dele. Eu não conseguia sequer pensar em seu nome sem que eu sentisse o grande buraco em meu peito e isso já se arrastava por pelo menos quatro meses.
- É isso Bella, vou mandar você de volta para casa.
- Eu estou em casa. – murmuro confusa.
- Vou mandar você de volta para Renée, para Jacksonville.
- O que foi que eu fiz? – pergunto exasperada com a implicação de suas palavras. Era tão injusto.
- Você não fez nada. É esse o problema. Você está sem vida Bella, se ao menos lamentasse... Lamentar ainda seria melhor... Seria agir. – meu pai normalmente discreto disse-me num tom mostrando toda a sua frustração.
- Desculpe pai. Eu vou me esforçar mais...
- Não, Bella. Não acho que eu possa ver você se esforçar mais. Nunca vi ninguém se esforçar tanto. É doloroso ver isso.
- Por favor, papai eu vou tentar mais difícil. Eu vou fazer melhor. Apenas deixe-me ficar. Eu prometo que eu posso ser a filha que você quer. – declarei, com minha frágil mente incapaz de levar outro golpe. Não sendo capaz de tomar mais uma rejeição. Meu próprio pai já teve o suficiente de mim.
- Você já é a filha que eu quero. Tudo que eu quero de você é para você ser feliz. Eu sei que um coração partido pode se sentir como um destino pior do que a morte, mas ele vai ficar melhor. Eu sei que vai. Você tem que quer ficar melhor...
Pânico me invadiu. Eu não queria partir. Meu pai pareceu ver minha agitação, pois complementou:
- Vamos fazer o seguinte. Se você não melhorar durante essa semana, você vai para Jacksonville, morar com a sua mãe, estamos de acordo? – antes que eu pudesse retrucar ele continuou. – Nós dois sabemos o que está se passando aqui, Bella, e não é bom para você. Ele não vai voltar e mesmo que eu queira você por perto, sei que o melhor é manda-la para longe.
- Eu quero isso e comprometo-me a tentar. – e eu iria se por nenhuma outra razão se não por Charlie. Eu não queria Charlie ter de sofrer mais por causa de mim.
Se ele acreditava em minhas palavras ou não eu não sei, mas ele acenou com a cabeça e desculpou-se. Eu sabia que não tinha sido fácil para ele enfrentar a mim e gostaria de fazer-se de que ele nunca teve que fazer novamente.
Eu tinha dito que eu não era uma boa atriz, mas minhas habilidades melhoraram ao longo das semanas.
- Acho... Que temos um acordo. – eu concordo a contragosto em um sussurro baixo.
- Tente dormi um pouco mais. – Charlie levanta caminhando para a porta.
- Boa noite pai.
- Boa noite, Bella.
Quando a manhã chegou, eu desci as escadas dando um rápido bom dia a Charlie, saindo pela porta da frente, antes que ele pudesse reagir.
Na pressa de escapar do discurso de Charlie sobre ontem à noite, acabei sendo uma das primeiras a chegar à escola.
Obriguei-me a ficar na cabine de meu caminhão até que o estacionamento ficasse cheio, antes de sair em direção à escola tentando chegar a minha aula de inglês antes que eu fosse abordado por alguém.
Infelizmente eu não tive essa sorte. Jessica estava muito animada esperando-me na porta da sala de aula. Pela sua animação só podia ser uma coisa. Fofoca.
Hunf. Eu odeio cidades pequenas. Aparentemente nem mesmo meu afastamento há quatro meses, diminuiu sua animação em compartilhar as ‘novidades’.
- Bella... Bella, você não adivinha o que aconteceu.
Eu apenas olhei para ela de forma apoplética, indo em direção a minha mesa, colocando minha mochila na cadeira e puxando meu livro e caderno para fora. Eu esperava que ela tomasse a dica.
O que não aconteceu.
Mostrando interessada ou não ela estaria me dizendo de qualquer forma.
- O professor Varner pediu licença temporariamente e teremos um professor substituto. – Ela diz animada. Franzi o cenho. Eu não conseguia ver porque a licença de um professor poderia animá-la tanto. – Você tem que ver esse novo professor, ele é tão... Lindo! – ela disse suspirando.
Rolei os olhos mentalmente. Somente Jessica para se atentar a esse tipo de coisa.
Para minha alegria o sinal tocou e ela se encaminhou para sua mesa, pelo sua expressão não muito feliz que ela não teve tempo suficiente para dizer mais sobre o tal professor antes mesmo que ele chegasse à sala de aula. Mordi o lábio para esconder meu sorriso.
Eu olhei a entrada a tempo de ver meu mais novo professor de inglês entrar na sala de aula. Ele parecia... chocado e desejoso ao me olhar, mas sua reação foi tão rápida que olhando sua face composta e serena de agora, eu me perguntava se eu não tinha imaginado tal coisa.
Desejoso? Verdade? Eu acho que minha cabeça estava começando a finalmente a entrar em colapso. Choque, tudo bem. Eu sabia que minha aparência, estava longe de ser a melhor em meus melhores dias, mas desejo... Eu acho que finalmente estou tendo alucinações ou coisa assim.
Ele se encaminhou para frente da sala. Olhando todos rapidamente.
- Meu nome é Niklaus Miakelson e serei seu novo professor de inglês para os próximos dias. E vocês podem me chamar de Klaus. Nada de senhor Miakelson ou Niklaus ou vou pensar que meu pai está entrando na sala de aula. – ele acaba sua apresentação com um sorriso de sua tentativa de fazer humor, seus olhos nunca desviando de minha direção.
Algo em seu olhar faz meus instintos gritarem “perigo, fuja”. Talvez se eu soubesse o que me aguardava eu teria ouvido meu instinto. Talvez no final das contas Edward estivesse certo.
Eu não tinha nenhuma autopreservação.
Depois que ele fez uma chamada rápida a fim de conhecer nossos nomes. Ele passou a falar sobre literatura.
Era impressão minha ou ele me encarava em tempos em tempos? Estou começando a ficar paranoica. Ralhei comigo mesma.
O jeito que ele me olhava me deixava desconfortável para nenhum fim. Era como se ele estivesse me analisando. Como se eu fosse algo raro e exótico. Eu odiava chamar atenção e os olhares que ele me lançava às vezes pareciam que eu estava sob um holofote. Estava sendo a aula mais longa da minha existência.
O sinal tocou e logo comecei a guardar meus pertences. Colocando a mochila em meu ombro, preparando para sair quando...
- Isabella? – Chama Klaus.
- Sim. – eu respondo, mentalmente pensando em algo que me fizesse sair dali o mais rápido possível. Nada vindo à mente.
Algo no professor novo me deixava ansiosa e alerta.
- Eu gostaria de ter umas palavrinhas com você depois das aulas. – eu olho para ele confusa com o seu pedido, mesmo não parecendo realmente um pedido. – Eu... preciso discutir algumas notas suas. – ele complementa vendo minha confusão ou talvez para o benefício da curiosidade dos alunos curiosos que adiavam suas saídas da sala de aula.
- Minhas notas? – pergunto aturdida.
Nos últimos meses eu tenho estudado tanto para evitar a companhia de meus amigos. Eu não queria ter que responder a mais pergunta sobre os Cul... sobre eles. E com isso eu tenho me dedicado aos estudos com exaustão. Como consequência, eu estava conseguindo me manter na faixa de A- mesmo nas aulas de matemática. O que era um vitória se me perguntar.
- Não há nada a se preocupar. – ele disse para me tranquilizar, porém tendo o efeito totalmente contrario. — Nós vemos após as aulas acabarem.
Ele disse sentando em sua mesa, remexendo em alguns papéis deixando claro que o assunto estava encerrado.
Eu me virei e me encaminhei para fora da sala de aula, ignorando os olhares curiosos dos alunos que ainda se encontrava presente.
Por um momento insano desejei que essa hora não chegasse tão cedo. Algo me dizia que eu não iria gostar dessa conversa... Pelo menos não de toda.
Notas finais
bjs
Fale com o autor