Doom!
6 Um Grupo???
Notas iniciais
Capitulo 6 – Um Grupo???
Os digiescolhidos chegaram à cidade de babamon um pouco antes do por do sol.
A viagem foi tranquila, nenhum Digimon tentou atacá-los. Ninguém queria conversar, a única vez que todos falaram foi quando Angel perguntou a Yuki o porquê de tyranomon ter perseguido ela e coronamon, a loira respondeu que ela e coronamon acabaram entrando no território do Digimon e que quando o parceiro quis lutar, a garota atirou uma pedra em tyranomon, acertando seu olho, o que não o deixou muito feliz.
Depois disso ninguém falou mais nada, nem mesmo Hana que antes reclamava da demora para chegar à cidade, a azulada estava com tanta ansiedade para chegara cidade e dar um adeus definitivo para Yuki que resolveu não gastar sua voz.
Yuki, Ryo e Ren observavam o resto do “grupo”, o dois primeiros mais um ao outro. Não precisava ser um gênio para notar que mais tempo juntos e as coisas iriam desandar, todos eram opostos, principalmente Yuki e Hana, que somente numa troca de olhares faziam parecer que uma bomba nuclear iria explodir.
– Chegamos – disse lunamon.
A cidade impressionou os humanos, todos esperavam algo pequeno e simples, mas disso a cidade não tinha nada. Não era uma grande metrópole, nem um subúrbio, estava na media.
Assim que chegaram, viram o que parecia ser o centro da cidade, lojas, restaurantes e uma grande quantidade de digimons circulando. Ao redor viam-se as áreas residenciais, casas e prédios, um mais impressionante do que o outro.
Lunamon os guiou até uma grande casa, a maior e mais bonita da cidade. A Digimon abriu a porta e todos entraram. A sala era bem grande e bonita, os moveis bem organizados, o chão feito de madeira, as janelas cobertas por lindas cortinas brancas. Na parte principal da sala havia um grande sofá em formato de U vermelho com almofadas brancas, uma mesa de centro branca e vermelha, e na frente uma grande TV.
Na ponta do sofá, uma velha Digimon olhava para janela que tinha atrás do sofá como se fosse a coisa mais interessante da casa, e era. A janela tinha a vista para o lindo por do sol que começava.
– Babamon – falou candlemon, correndo ate a Digimon. Todos os outros digimons o seguiram.
Babamon cumprimentou e abraçou todos os digimons, menos renamon que não é muito fã de contato físico. Os humanos ficaram olhando a cena sem dizer uma palavra, o dia não tinha como ficar mais estranho.
– Babamon, nós os encontramos – falou lunamon, chamando a atenção de todos.
– Bem vindos a minha humilde casa – disse a velha com a voz bem doce, mas os humanos não responderam nada – não precisam ter medo, eu não mordo.
– Desculpe, é que essa situação é meio estranha – disse Ryo
– Eu sei, mas não se preocupem, a cidade é pacífica, nenhum Digimon ira atacá-los
– Se você diz – resmunga Hana
– Vocês devem estar cansados de um dia como esse. Os digimons vão levar vocês ate os quartos, depois vamos lanchar. – falou babamon
As garotas foram para um lado da casa e os garotos para outro.
O quarto das garotas era bem grande, as paredes brancas, uma grande janela, quatro camas bem grandes todas com um lençol de cor diferente, no final a esquerda tinha a porta pro banheiro.
Cada uma escolheu sua cama, de um lado Angel e Yuki, do outro Hana. Os digimons saíram, exceto por renamon que ficou para ajudar a parceira humana, deixando-as sós.
– Vou tomar banho primeiro. – afirmou Hana
– Tudo bem – disse Angel
– Tanto faz. – respondeu Yuki.
Hana foi para o banheiro.
– Percebe-se que vocês vão ser muito amigas – falou Angel.
– Claro – debochou Yuki – as melhores.
Angel riu.
– Vocês não se conheceram da melhor forma, é natural essa inimizade.
– De qualquer forma que nos conhecêssemos, não iríamos nos dar bem.
– Se você diz, mas eu não acho – Angel sentou na cama e dobrou sua bengala. – se você parar de me olhar eu vou me sentir mais confortável. – Yuki desvia o olhar para a parede.
– Desculpa.
– Tudo bem, todos fazem isso. Ate parece que ser cego é a mesma coisa que ser mutante. – Yuki fica desconfortável com o comentário. – agora você é quem ta desconfortável.
– Talvez um pouco – a loira ri fraco.
– Será que babamon sabe como podemos voltar pra casa?
– Espero que sim – Yuki suspirou e deitou na cama. Tinha escolhido não contar a ninguém sobre o irmão então não podia demonstrar o fato que como voltar pra casa não era de seu interesse por hora.
– Meu pai deve estar tendo um ataque a essa hora.
– Por quê?
– Primeiro, porque eu sumi – as duas riem – segundo, porque ele nem sequer me deixa sair de casa, então...
– Ele já deve ter chamado as forças armadas para ir atrás de você.
– Talvez. – elas riram – E os seus pais?
– O que têm eles?
– Não acha que eles devem estar preocupados com você?
Yuki riu, também não tinha contado a ninguém que era órfã e nem pensara em contar.
– Não devem nem ter percebido que eu sumi.
– Por quê?
– Digamos que no momento que eu vim para o digimundo, eu não estava com eles.
Angel não insistiu no assunto, ela sabia identificar muito bem quando alguém mentia e sabia que Yuki não estava mentindo por nada, havia algo a mais na historia da loira que Angel ainda iria descobrir, mas não agora.
As duas ficaram conversando sobre coisas banais até Hana sair do banheiro, meia hora depois.
– Eu vou agora – disse Yuki entrando no banheiro.
– Sobre o que vocês estavam falando?
– Coisas sem importância. Você demorou no banheiro.
– Depois de um dia como esse, eu precisava – Hana abriu a gaveta que tinha embaixo da cama e tirou de lá roupas iguais as que usava antes. Não perguntou nada, aquele lugar era estranho mesmo – também queria ficar bastante tempo longe dela.
– Fala da Yuki-San?
– E teria outra pessoa?
– Não consigo entender essa implicância que vocês têm uma com a outra, nem se conhecem direito.
– Mas da para perceber como ela é. Que pessoa em sã consciência atiraria uma pedra em um dinossauro?
– Talvez ela só estivesse tentando proteger o parceiro.
– E essa “proteção” quase matou a gente.
– Talvez – Angel decidiu não continuar com o assunto. – renamon.
– Sim, Angel – respondeu a raposa.
– Você poderia descrever como é esse quarto pra mim?
–--------------------------------------------------
Ryo e Ren não precisaram de muita conversa para se entenderem.
– Então vocês caíram num buraco que surgiu do nada na sua casa? – perguntou Ren
– Sim. Foi bizarro, mas quando eu percebi já estava caindo e depois estava na floresta.
– Comigo e com a Angel aconteceu algo parecido. Ela caiu no buraco, eu tentei ajudar, mas não deu muito certo.
– Percebe-se. – os dois riram – Vocês são irmãos, né?
– O que denunciou? O sobrenome?
– Na verdade, vocês são parecidos.
– É. Somos mesmo, puxamos pra nossa mãe. Mas e você? – Ryo o olha confuso – o que é daquela garota? Hana, né?
– Nada em especial. Somos amigos, moramos no mesmo prédio, vamos ao mesmo colégio.
– Só?
– É. Por quê?
– Nada, não. Será que as garotas já terminaram de se arrumar?
– Talvez, mas a Hana demora horas pra ficar pronta.
– A Angel nem tanto. Será que a loira demora? Como era o nome dela mesmo?
– Yuki.
– Isso. Yuki.
– Não acho que ela faça do tipo que demora tanto pra se arrumar.
– É ela parece de boa.
– O que você achou dela?
– Achei corajosa. Nenhuma menina que eu conheço enfrentaria um dinossauro.
– É. Ela é diferente. – Ryo da um risinho de canto – no bom sentido.
Lunamon abre a porta e chama os meninos para a sala. Chegando lá, as garotas já estão sentadas, junto com os outros digimons e babamon.
– Então – começa a Digimon – porque não me contam como vieram parar no digimundo?
Depois de uma longa explicação, babamon decide fazer o jantar, deixando claro que responderia a todas as perguntas dos humanos depois. Os humanos ficaram na sala, junto aos seus digimons, conversando sobre o que tinha acontecido e notando as semelhanças de suas historias. Após alguns minutos, Yuki resolve dar uma volta pela casa, sozinha.
– Ela é estranha. – diz Hana, assim que a loira se afasta.
– Por que você diz isso? – pergunta Ren
– Estamos todos aqui conversando e ela resolve, de uma hora pra outra, sair. Isso é coisa de gente estranha.
– Quem sabe, ela só não esteja a fim de conversar – tenta argumentar Angel.
– Pra mim, isso é estranhisse.
– Hana, quer parar de falar mal da garota que você mal conhece – pede Ryo
– Mas eu não falei nada de mais – reclama a azulada, incomoda pelo amigo defender a loira.
– Ainda.
Hana decide não continuar com o assunto, mas fica emburrada. Não havia gostado de Yuki assim que a viu e nunca iria gostar, elas eram diferentes demais, tanto na maneira de agir quanto na de pensar. E o fato de Ryo ter gostado da garota, a fazia querer ficar o mais longe possível da loira.
–-----------------------------------------------------------
Yuki estava sentada no chão do lado de fora da casa, olhando o céu, as estrelas eram diferentes naquele lugar.
Ela pensava em tudo o que acontecera em somente um dia e o pior, ela sabia que tudo era verdade, o irmão havia sido seqüestrado, estava em um mundo estranho, com seres estranhos e ainda tinha os digimons.
O que mais lhe incomodava era Ryo. Tinha evitado todo e qualquer tipo de contado com ele. O garoto era estranho, sorria o tempo todo, tentava sempre acalmar os outros e manter o clima agradável para todos. Muito diferente de todos os garotos que conhecia. Os meninos de orfanatos só se importavam com seu bem estar, os outros que se virassem sozinhos.
– O céu aqui é diferente, não é? – Ryo estava em pé atrás dela, sorrindo como sempre. Com o susto a loira levantou do chão.
– Você sempre aparece do nada?
– Desculpe, não quis te assustar. Vim te chamar, babamon disse que o jantar está pronto.
– Não estou com fome. – mentira. Yuki estava com fome, mas queria acabar com aquela conversa.
– Quando você sentir o cheiro da comida vai ter fome – ele não estava colaborando.
– Está bem. Estou indo. – mas ele não a deixou só. Ficou lá, olhando para ela – o que foi?
– Nada, só estava te olhando
– Então para. Eu não gosto.
– Ta bem – ele desviou o olhar para o céu – é tão esquisito
– O que? – ela olhou para o céu
– Que o dia que iria ser o primeiro das férias mais chatas do mundo, tenha se tornado o mais estranho e agora, esteja acabando.
– Às vezes acho que estou tendo um pesadelo e a qualquer hora vou acordar.
– Como Alice no País das Maravilhas? – perguntou voltando a olha-lá
– Sim – ainda olhava para o céu – talvez amanhã tomemos chá com o chapeleiro maluco.
– E depois encontramos a rainha.
– Eu não quero ser julgada – ela o olhou e os dois riram
O verde e o cinza se encontraram, como da primeira vez, ambos hipnotizados um com o outro. Havia um metro de distancia entre eles. Ryo deu um passo se aproximando da loira, esta tinha que olhar um pouco para cima, pois é mais baixa. Sem perceber, Yuki deu um passo se aproximando. Trinta centímetros de distancia.
Três segundos e a proximidade de Ryo, fez a loira voltar à realidade. Recuou.
– Acho melhor irmos jantar – disse Yuki
– Achei que estivesse sem fome
– Mas agora estou morta a fome – e se foi, sem esperá-lo
– Esquisita – disse Ryo, quando a loira não estava mais perto. – mas eu não gosto do normal.
O jantar correu normalmente e depois dele, babamon começou a tirar as duvidas dos humanos.
– Eu mandei os digimons irem atrás de vocês.
– Por quê? – pergunta Yuki
–Eu sabia que vocês chegariam hoje.
– Como assim, chegaríamos? – Ryo pergunta dessa vez
– Estivemos sempre os esperando. Os humanos que se tornariam os parceiros dos digimons que eu criei.
– Mas como você sabia que nós chegávamos hoje? – pergunta Angel
– Simplesmente sabia.
– E você sabe como voltamos pra casa? – pergunta Ren
– Não. Infelizmente, não
– Então como vamos voltar? Achávamos que você iria dizer isso para gente – reclama Hana
– Eu não sei como vocês podem voltar para suas casas, mas conheço alguém que pode lhes dar mais respostas que eu.
– Quem? – pergunta Yuki
– Centauromon
– E ele está aqui?
– Não. Ele mora em uma cidade á quatro dias de viagem.
– Então, ele ta vindo pra cá? – pergunta Hana
– Não. Centauromon não sai de sua cidade. Se vocês quiserem falar com ele, terão que ir até lá.
– Ir como?
– Assim como vocês vieram para cá. Andando.
– MAS NEM MORTA – gritou Hana
– Hana... – Ryo a chamou atenção
– Nada de Hana. Você a ouviu?
– Ouvi.
– Todo mundo ouvi – comentou Yuki – ninguém aqui é surdo, mas se você continuar gritando, vamos ser.
– Não falei com você. – retrucou Hana irritada com a loira.
– Mas falou em um lugar onde tem muita gente.
– Garota, você é insuportável.
– E você é um poço de gentileza.
– Parem as duas – pediu babamon.
– Ela começou – disse Hana
– Não importa quem começou, o que importa é que parem. Para chegarem até centauromon terão que ficar todos juntos como um grupo.
– O QUE? – perguntaram todos.
– Terão que viajar todos juntos.
– Mas nem morta – respondeu Hana
– Vai ser a primeira e única vez que eu vou concordar com ela. – disse Yuki
– Meninas se acalmem, deixem babamon terminar – pediu Angel
As duas bufaram de impaciência.
– Se não forem todos juntos, nunca chegaram até centauromon. Precisam ser sete.
– Espera um pouco. Você disse sete? – perguntou Ren
– Sim
– Mas nós somos cinco. – fala Angel.
– Na próxima cidade vocês encontraram mais dois humanos. Eles, assim como vocês, chegaram aqui de forma estranha e querem voltar para casa.
– E se não estivermos todos juntos, não conseguiremos voltar? – pergunta Yuki.
– Exato. Juntos, como um grupo, vocês encontraram todas as respostas para suas perguntas.
– E eu achava que esse dia não podia ficar mais estranho – comenta Ren.
– Então, o que acham? – pergunta babamon.
– Acho que eu prefiro bater a minha cabeça na parede 1267 vezes a viajar com ela – responde Yuki apontando para Hana e saindo da sala.
– Como se a sua presença fosse muito agradável – fala Hana também saindo da sala.
– Isso não vai dar certo. – comenta Angel, que sai da sala acompanhada de Ren.
– Eu vou tentar fazer alguma coisa, mas não garanto nada – diz Ryo para babamon.
– Obrigada e boa sorte – a Digimon sorrir para o menino que sai da sala atrás dos “amigos”. – vocês também devem tentar fazer algo – diz para os digimons.
– E como fazemos isso – pergunta lunamon.
– Eles são seus parceiros vocês devem ajudá-los a enxergar a razão. Somente juntos cumprirão seu destino.
– E se não conseguirmos? – pergunta coronamon.
– Vocês vão conseguir. Eu confio em vocês.
Fale com o autor