Doom!

6 Um Grupo???


Notas iniciais
Primeiramente, eu queria me desculpar pela ENORME demora, mas tudo tem explicação. 1º: Eu tive duas semanas seguidas de provas (SIM. MEU COLÉGIO É DEMENTE) 2º: Meu computar bugou, zuando todo a minha programação de postagem. 3º: Eu tive que escrever o capitulo todo de novo. Bom, espero que vocês gostem do capitulo. >.

Capitulo 6 – Um Grupo???

Os digiescolhidos chegaram à cidade de babamon um pouco antes do por do sol.

A viagem foi tranquila, nenhum Digimon tentou atacá-los. Ninguém queria conversar, a única vez que todos falaram foi quando Angel perguntou a Yuki o porquê de tyranomon ter perseguido ela e coronamon, a loira respondeu que ela e coronamon acabaram entrando no território do Digimon e que quando o parceiro quis lutar, a garota atirou uma pedra em tyranomon, acertando seu olho, o que não o deixou muito feliz.

Depois disso ninguém falou mais nada, nem mesmo Hana que antes reclamava da demora para chegar à cidade, a azulada estava com tanta ansiedade para chegara cidade e dar um adeus definitivo para Yuki que resolveu não gastar sua voz.

Yuki, Ryo e Ren observavam o resto do “grupo”, o dois primeiros mais um ao outro. Não precisava ser um gênio para notar que mais tempo juntos e as coisas iriam desandar, todos eram opostos, principalmente Yuki e Hana, que somente numa troca de olhares faziam parecer que uma bomba nuclear iria explodir.

– Chegamos – disse lunamon.

A cidade impressionou os humanos, todos esperavam algo pequeno e simples, mas disso a cidade não tinha nada. Não era uma grande metrópole, nem um subúrbio, estava na media.

Assim que chegaram, viram o que parecia ser o centro da cidade, lojas, restaurantes e uma grande quantidade de digimons circulando. Ao redor viam-se as áreas residenciais, casas e prédios, um mais impressionante do que o outro.

Lunamon os guiou até uma grande casa, a maior e mais bonita da cidade. A Digimon abriu a porta e todos entraram. A sala era bem grande e bonita, os moveis bem organizados, o chão feito de madeira, as janelas cobertas por lindas cortinas brancas. Na parte principal da sala havia um grande sofá em formato de U vermelho com almofadas brancas, uma mesa de centro branca e vermelha, e na frente uma grande TV.

Na ponta do sofá, uma velha Digimon olhava para janela que tinha atrás do sofá como se fosse a coisa mais interessante da casa, e era. A janela tinha a vista para o lindo por do sol que começava.

– Babamon – falou candlemon, correndo ate a Digimon. Todos os outros digimons o seguiram.

Babamon cumprimentou e abraçou todos os digimons, menos renamon que não é muito fã de contato físico. Os humanos ficaram olhando a cena sem dizer uma palavra, o dia não tinha como ficar mais estranho.

– Babamon, nós os encontramos – falou lunamon, chamando a atenção de todos.

– Bem vindos a minha humilde casa – disse a velha com a voz bem doce, mas os humanos não responderam nada – não precisam ter medo, eu não mordo.

– Desculpe, é que essa situação é meio estranha – disse Ryo

– Eu sei, mas não se preocupem, a cidade é pacífica, nenhum Digimon ira atacá-los

– Se você diz – resmunga Hana

– Vocês devem estar cansados de um dia como esse. Os digimons vão levar vocês ate os quartos, depois vamos lanchar. – falou babamon

As garotas foram para um lado da casa e os garotos para outro.

O quarto das garotas era bem grande, as paredes brancas, uma grande janela, quatro camas bem grandes todas com um lençol de cor diferente, no final a esquerda tinha a porta pro banheiro.

Cada uma escolheu sua cama, de um lado Angel e Yuki, do outro Hana. Os digimons saíram, exceto por renamon que ficou para ajudar a parceira humana, deixando-as sós.

– Vou tomar banho primeiro. – afirmou Hana

– Tudo bem – disse Angel

– Tanto faz. – respondeu Yuki.

Hana foi para o banheiro.

– Percebe-se que vocês vão ser muito amigas – falou Angel.

– Claro – debochou Yuki – as melhores.

Angel riu.

– Vocês não se conheceram da melhor forma, é natural essa inimizade.

– De qualquer forma que nos conhecêssemos, não iríamos nos dar bem.

– Se você diz, mas eu não acho – Angel sentou na cama e dobrou sua bengala. – se você parar de me olhar eu vou me sentir mais confortável. – Yuki desvia o olhar para a parede.

– Desculpa.

– Tudo bem, todos fazem isso. Ate parece que ser cego é a mesma coisa que ser mutante. – Yuki fica desconfortável com o comentário. – agora você é quem ta desconfortável.

– Talvez um pouco – a loira ri fraco.

– Será que babamon sabe como podemos voltar pra casa?

– Espero que sim – Yuki suspirou e deitou na cama. Tinha escolhido não contar a ninguém sobre o irmão então não podia demonstrar o fato que como voltar pra casa não era de seu interesse por hora.

– Meu pai deve estar tendo um ataque a essa hora.

– Por quê?

– Primeiro, porque eu sumi – as duas riem – segundo, porque ele nem sequer me deixa sair de casa, então...

– Ele já deve ter chamado as forças armadas para ir atrás de você.

– Talvez. – elas riram – E os seus pais?

– O que têm eles?

– Não acha que eles devem estar preocupados com você?

Yuki riu, também não tinha contado a ninguém que era órfã e nem pensara em contar.

– Não devem nem ter percebido que eu sumi.

– Por quê?

– Digamos que no momento que eu vim para o digimundo, eu não estava com eles.

Angel não insistiu no assunto, ela sabia identificar muito bem quando alguém mentia e sabia que Yuki não estava mentindo por nada, havia algo a mais na historia da loira que Angel ainda iria descobrir, mas não agora.

As duas ficaram conversando sobre coisas banais até Hana sair do banheiro, meia hora depois.

– Eu vou agora – disse Yuki entrando no banheiro.

– Sobre o que vocês estavam falando?

– Coisas sem importância. Você demorou no banheiro.

– Depois de um dia como esse, eu precisava – Hana abriu a gaveta que tinha embaixo da cama e tirou de lá roupas iguais as que usava antes. Não perguntou nada, aquele lugar era estranho mesmo – também queria ficar bastante tempo longe dela.

– Fala da Yuki-San?

– E teria outra pessoa?

– Não consigo entender essa implicância que vocês têm uma com a outra, nem se conhecem direito.

– Mas da para perceber como ela é. Que pessoa em sã consciência atiraria uma pedra em um dinossauro?

– Talvez ela só estivesse tentando proteger o parceiro.

– E essa “proteção” quase matou a gente.

– Talvez – Angel decidiu não continuar com o assunto. – renamon.

– Sim, Angel – respondeu a raposa.

– Você poderia descrever como é esse quarto pra mim?

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Ryo e Ren não precisaram de muita conversa para se entenderem.

– Então vocês caíram num buraco que surgiu do nada na sua casa? – perguntou Ren

– Sim. Foi bizarro, mas quando eu percebi já estava caindo e depois estava na floresta.

– Comigo e com a Angel aconteceu algo parecido. Ela caiu no buraco, eu tentei ajudar, mas não deu muito certo.

– Percebe-se. – os dois riram – Vocês são irmãos, né?

– O que denunciou? O sobrenome?

– Na verdade, vocês são parecidos.

– É. Somos mesmo, puxamos pra nossa mãe. Mas e você? – Ryo o olha confuso – o que é daquela garota? Hana, né?

– Nada em especial. Somos amigos, moramos no mesmo prédio, vamos ao mesmo colégio.

– Só?

– É. Por quê?

– Nada, não. Será que as garotas já terminaram de se arrumar?

– Talvez, mas a Hana demora horas pra ficar pronta.

– A Angel nem tanto. Será que a loira demora? Como era o nome dela mesmo?

– Yuki.

– Isso. Yuki.

– Não acho que ela faça do tipo que demora tanto pra se arrumar.

– É ela parece de boa.

– O que você achou dela?

– Achei corajosa. Nenhuma menina que eu conheço enfrentaria um dinossauro.

– É. Ela é diferente. – Ryo da um risinho de canto – no bom sentido.

Lunamon abre a porta e chama os meninos para a sala. Chegando lá, as garotas já estão sentadas, junto com os outros digimons e babamon.

– Então – começa a Digimon – porque não me contam como vieram parar no digimundo?

Depois de uma longa explicação, babamon decide fazer o jantar, deixando claro que responderia a todas as perguntas dos humanos depois. Os humanos ficaram na sala, junto aos seus digimons, conversando sobre o que tinha acontecido e notando as semelhanças de suas historias. Após alguns minutos, Yuki resolve dar uma volta pela casa, sozinha.

– Ela é estranha. – diz Hana, assim que a loira se afasta.

– Por que você diz isso? – pergunta Ren

– Estamos todos aqui conversando e ela resolve, de uma hora pra outra, sair. Isso é coisa de gente estranha.

– Quem sabe, ela só não esteja a fim de conversar – tenta argumentar Angel.

– Pra mim, isso é estranhisse.

– Hana, quer parar de falar mal da garota que você mal conhece – pede Ryo

– Mas eu não falei nada de mais – reclama a azulada, incomoda pelo amigo defender a loira.

– Ainda.

Hana decide não continuar com o assunto, mas fica emburrada. Não havia gostado de Yuki assim que a viu e nunca iria gostar, elas eram diferentes demais, tanto na maneira de agir quanto na de pensar. E o fato de Ryo ter gostado da garota, a fazia querer ficar o mais longe possível da loira.

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Yuki estava sentada no chão do lado de fora da casa, olhando o céu, as estrelas eram diferentes naquele lugar.

Ela pensava em tudo o que acontecera em somente um dia e o pior, ela sabia que tudo era verdade, o irmão havia sido seqüestrado, estava em um mundo estranho, com seres estranhos e ainda tinha os digimons.

O que mais lhe incomodava era Ryo. Tinha evitado todo e qualquer tipo de contado com ele. O garoto era estranho, sorria o tempo todo, tentava sempre acalmar os outros e manter o clima agradável para todos. Muito diferente de todos os garotos que conhecia. Os meninos de orfanatos só se importavam com seu bem estar, os outros que se virassem sozinhos.

– O céu aqui é diferente, não é? – Ryo estava em pé atrás dela, sorrindo como sempre. Com o susto a loira levantou do chão.

– Você sempre aparece do nada?

– Desculpe, não quis te assustar. Vim te chamar, babamon disse que o jantar está pronto.

– Não estou com fome. – mentira. Yuki estava com fome, mas queria acabar com aquela conversa.

– Quando você sentir o cheiro da comida vai ter fome – ele não estava colaborando.

– Está bem. Estou indo. – mas ele não a deixou só. Ficou lá, olhando para ela – o que foi?

– Nada, só estava te olhando

– Então para. Eu não gosto.

– Ta bem – ele desviou o olhar para o céu – é tão esquisito

– O que? – ela olhou para o céu

– Que o dia que iria ser o primeiro das férias mais chatas do mundo, tenha se tornado o mais estranho e agora, esteja acabando.

– Às vezes acho que estou tendo um pesadelo e a qualquer hora vou acordar.

– Como Alice no País das Maravilhas? – perguntou voltando a olha-lá

– Sim – ainda olhava para o céu – talvez amanhã tomemos chá com o chapeleiro maluco.

– E depois encontramos a rainha.

– Eu não quero ser julgada – ela o olhou e os dois riram

O verde e o cinza se encontraram, como da primeira vez, ambos hipnotizados um com o outro. Havia um metro de distancia entre eles. Ryo deu um passo se aproximando da loira, esta tinha que olhar um pouco para cima, pois é mais baixa. Sem perceber, Yuki deu um passo se aproximando. Trinta centímetros de distancia.

Três segundos e a proximidade de Ryo, fez a loira voltar à realidade. Recuou.

– Acho melhor irmos jantar – disse Yuki

– Achei que estivesse sem fome

– Mas agora estou morta a fome – e se foi, sem esperá-lo

– Esquisita – disse Ryo, quando a loira não estava mais perto. – mas eu não gosto do normal.

O jantar correu normalmente e depois dele, babamon começou a tirar as duvidas dos humanos.

– Eu mandei os digimons irem atrás de vocês.

– Por quê? – pergunta Yuki

–Eu sabia que vocês chegariam hoje.

– Como assim, chegaríamos? – Ryo pergunta dessa vez

– Estivemos sempre os esperando. Os humanos que se tornariam os parceiros dos digimons que eu criei.

– Mas como você sabia que nós chegávamos hoje? – pergunta Angel

– Simplesmente sabia.

– E você sabe como voltamos pra casa? – pergunta Ren

– Não. Infelizmente, não

– Então como vamos voltar? Achávamos que você iria dizer isso para gente – reclama Hana

– Eu não sei como vocês podem voltar para suas casas, mas conheço alguém que pode lhes dar mais respostas que eu.

– Quem? – pergunta Yuki

– Centauromon

– E ele está aqui?

– Não. Ele mora em uma cidade á quatro dias de viagem.

– Então, ele ta vindo pra cá? – pergunta Hana

– Não. Centauromon não sai de sua cidade. Se vocês quiserem falar com ele, terão que ir até lá.

– Ir como?

– Assim como vocês vieram para cá. Andando.

– MAS NEM MORTA – gritou Hana

– Hana... – Ryo a chamou atenção

– Nada de Hana. Você a ouviu?

– Ouvi.

– Todo mundo ouvi – comentou Yuki – ninguém aqui é surdo, mas se você continuar gritando, vamos ser.

– Não falei com você. – retrucou Hana irritada com a loira.

– Mas falou em um lugar onde tem muita gente.

– Garota, você é insuportável.

– E você é um poço de gentileza.

– Parem as duas – pediu babamon.

– Ela começou – disse Hana

– Não importa quem começou, o que importa é que parem. Para chegarem até centauromon terão que ficar todos juntos como um grupo.

– O QUE? – perguntaram todos.

– Terão que viajar todos juntos.

– Mas nem morta – respondeu Hana

– Vai ser a primeira e única vez que eu vou concordar com ela. – disse Yuki

– Meninas se acalmem, deixem babamon terminar – pediu Angel

As duas bufaram de impaciência.

– Se não forem todos juntos, nunca chegaram até centauromon. Precisam ser sete.

– Espera um pouco. Você disse sete? – perguntou Ren

– Sim

– Mas nós somos cinco. – fala Angel.

– Na próxima cidade vocês encontraram mais dois humanos. Eles, assim como vocês, chegaram aqui de forma estranha e querem voltar para casa.

– E se não estivermos todos juntos, não conseguiremos voltar? – pergunta Yuki.

– Exato. Juntos, como um grupo, vocês encontraram todas as respostas para suas perguntas.

– E eu achava que esse dia não podia ficar mais estranho – comenta Ren.

– Então, o que acham? – pergunta babamon.

– Acho que eu prefiro bater a minha cabeça na parede 1267 vezes a viajar com ela – responde Yuki apontando para Hana e saindo da sala.

– Como se a sua presença fosse muito agradável – fala Hana também saindo da sala.

– Isso não vai dar certo. – comenta Angel, que sai da sala acompanhada de Ren.

– Eu vou tentar fazer alguma coisa, mas não garanto nada – diz Ryo para babamon.

– Obrigada e boa sorte – a Digimon sorrir para o menino que sai da sala atrás dos “amigos”. – vocês também devem tentar fazer algo – diz para os digimons.

– E como fazemos isso – pergunta lunamon.

– Eles são seus parceiros vocês devem ajudá-los a enxergar a razão. Somente juntos cumprirão seu destino.

– E se não conseguirmos? – pergunta coronamon.

– Vocês vão conseguir. Eu confio em vocês.

Notas finais
Então??? O que acharam??? Sejam sinceros. Sei que eu havia falado que a ação começava nesse capitulo, mas não consegui encaixar. Porem, no proximo ja vai ter a primeira evolução. Vocês conseguem adivinhar de quem é? SPOILER: A grande dificuldade vai ser impedir que Yuki e Hana se matem. Enquanto se conhecem mais, o recem formado "grupo" sofre sua primeira dificuldade e sua primeira grande surpresa no estranho mundo onde estão. Os sentimentos estão em jogo. BJS Linda Chan