Doom!

7 A Primeira Batalha


Notas iniciais
OLAAAA. Quanto tempo... 3 meses? Bom, eu sei que eu demorei, mas tudo tem explicação e ela está nas notas finais por que eu não vou segurar vocês aqui por muito tempo. Aproveitem o capitulo.

Capitulo 7 – A primeira batalha.

Yuki entrou no quarto e deitou na cama. Pensou na cena que tinha acabado de fazer e sentiu vergonha, mas não se arrependeu de nada do que disse, Hana é insuportável e não agüentaria mais nenhuma hora ao lado da garota, mesmo assim, se o que babamon disse era verdade, nunca acharia uma resposta se não fosse com todos eles atrás de Centauromon.

– Posso falar com você? – pergunta Ryo, que estava para do na porta.

– Se bate na porta antes de entrar. – diz Yuki sentando na cama.

– Sinto muito, não quis te assustar.

– Não me assustou – respondeu seria e ele sorriu – não deveria estar falando com a sua amiga?

– Sim, mas eu conheço a Hana e sei que quando ela está irritada, não há nada que a faça escutar o que os outros têm a falar.

– Só quando ela está irritada? – pergunta irônica. – e o que te faz acreditar que falar comigo vai ser mais fácil?

– Simples, eu tenho uma proposta excelente pra você.

– O que?

– Quanto mais rápido nós descobrirmos como voltar pra casa, mais rápido você não vai mais precisar estar no mesmo lugar que a Hana.

– Tentador, mas quem disse que ir com vocês até centauromon é a única forma de eu descobrir como voltar pra casa?

– No momento é o que todo mundo sabe. Você quer mesmo arriscar? Pode não existir outra forma.

–Nisso você tem razão – ela respirou fundo – ficar esperando não vai me ajudar em nada.

– Então?

Yuki pensou, provavelmente existia outra forma de conseguir as respostas que quer, mas não seguir a única pista que tem seria a coisa mais idiota que já faria na vida, e ela já fizera muitas coisas idiotas.

– Mantenha aquela garota longe de mim, calada e eu vou.

– Sabia que você ia entender. – ele sorriu, fazendo a loira abaixar o olhar — E, sobre a Hana, ela só está nervosa, foi um dia difícil.

– Foi pra todo mundo e nem por isso estamos fazendo o mesmo que ela.

– Ela é diferente.

– Ela é mimada e não adianta negar.

– Não ia negar. Mas ela tem uma razão pra ser assim. Você não entenderia.

– Claro – falou irônica e começando a se irritar com a conversa

– Então, boa noite – disse saindo do quarto.

– Boa noite – respondeu se deitando.

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Angel e Ren estavam sentados na varanda da casa de babamon, ambos pensavam no que a Digimon havia dito, mas não tinham decidido nada.

– Você quer ir? – pergunta Ren a irmã

– Não sei. Acho que é a única coisa que podemos fazer, afinal, é o único jeito de descobrirmos como voltamos pra casa.

– Será mesmo?

– O que?

– Será que essa é a única forma de descobrir como podemos voltar pra casa?

– Pode até não ser a única forma, mas é a única que sabemos.

Ren virou-se para olhar a irmã, ela mantinha o olhar perdido para frente, era como se estivesse olhando para o nada, mas ela não podia ver nada. O mais velho pensou no que poderia acontecer se eles decidissem ir até Centauromon, no caminho que teria que fazer, nos perigos que poderiam encontrar, tudo isso já colocaria uma pessoa em risco, imagina uma pessoa cega.

– Finalmente encontrei vocês. – a voz de candlemon o tirou de seus pensamentos

– Candlemon, não precisa ser tão escandaloso.

– Desculpe Ren – respondeu o Digimon, envergonhado.

– Não seja tão duro com candlemon, Ren. – disse Angel sorrindo – ele só está feliz.

– Isso mesmo – assentiu o Digimon com um grande sorriso – eu e renamon estávamos procurando vocês.

– Onde está renamon?

– Ela – o Digimon olhou para os lados procurando a raposa – não sei. Ela estava atrás de mim há pouco tempo. – explicou, ainda procurando a parceira de Angel – Renamon cadê você?

– Aqui – respondeu a Digimon, aparecendo do lado da parceira e assustando Ren – não precisa gritar.

– Renamon – disse Angel feliz por estar com a parceira – que bom que está aqui.

Ren sentou-se ao lado de Angel e candlemon ao seu lado.

– Renamon – chamou Ren – você conhece esse tal de Centauromon?

– Não pessoalmente, mas babamon sempre falou muito bem dele.

– Ela disse que ele é muito sábio, um amigo antigo – completou o parceiro de Ren.

– E vocês acham que podemos confiar nele?

– Se babamon disse que sim, acredito que seja o melhor – respondeu renamon

– Então vamos – disse Angel

– Tem certeza?

– Sim, mas não vai ser tão fácil.

– Ela tem razão – concorda renamon – a viagem é longa, vamos precisar nos planejar bem.

– Não estou falando disso – respondeu Angel, deixando todos confusos – estou falando de Yuki e Hana, se elas não se entenderem, vamos ter um grande problema durante essa viagem.

– Esse assunto deixaremos nas mãos de coronamon e salamon. – disse candlemon

– E nas de Ryo também – completa Ren

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Hana estava no quintal da casa, sentada no chão, sozinha e com raiva. Como se não bastasse estar num mundo estranho, com criaturas estranhas, ainda teria que viajar a pé com uma pessoa tão irritante como Yuki, ela não conseguiria e queria menos ainda.

O que mais lhe irritava na loira não era o fato de ser chata irritante e inconsequente, mas sim o fato de que Ryo aparentava gostar da menina. Hana conhecia o amigo muito bem e ele nunca olhou pra ninguém da mesma forma que olhava para Yuki, nem mesmo para ela e isso era o mais duro de admitir, Ryo não sentia o mesmo que a azulada, para o garoto, eles eram quase irmãos e Hana não queria só isso, ela queria que ele lhe olhasse da mesma maneira que olhava para a loira.

A garota, com raiva, pegou uma pedra que estava ao seu lado e jogou o mais longe que conseguia.

– O que a pedra fez pra você? – Hana olhou para o lado e viu salamon.

– O que você faz aqui?

– Não é certo responder com uma pergunta.

– Se eu fiz uma pergunta, como é possível eu ter respondido?

– Não sei, mas se você quiser, eu posso procurar saber.

– Então faz isso e some da minha frente.

– Mas eu estou do seu lado.

Hana respirou fundo e pensou que aquilo só podia ser algum tipo de brincadeira da Digimon.

– Eu quis dizer, vai embora e me deixa sozinha.

– Mas quando se está com raiva, à pior coisa que se pode fazer é ficar sozinha.

– Não perguntei.

– Mas é bom saber disso, porque assim você não comete o mesmo erro.

– Salamon, você quer me ver bem?

– É o que eu mais quero – respondeu sorrindo.

– Então some daqui.

– Ta bom – respondeu cabisbaixa – mas eu só queria dizer que, provavelmente, os outros vão querer ir atrás de centauromon e nunca conseguiram sem você, então pensa, vale mesmo a pena você não ir pra casa por causa da Yuki?

Salamon deixou Hana sozinha. A menina ficou pensando nas palavras da Digimon até tarde e quando achou que já estariam todos dormindo, foi até o quarto que dividia com Yuki e Angel, as duas já dormiam, e foi dormir.

De manhã, Yuki acordou e viu Hana, a loira achou melhor não acordar a azulada e acordou Angel, as duas domaram banho, se vestiram e foram juntas para o café da manhã.

– Temos pães, queijo, presunto, suco, café, Nescau e biscoitos caseiros. – disse babamon.

– Os biscoitos estão uma delicia – elogiou Angel

– Realmente, muito gostosos – completou Yuki.

– Obrigada meninas.

Ryo e Ren chegaram depois de alguns minutos e também elogiaram a comida da Digimon.

– E Hana? – perguntou Ryo

– Ela só foi para o quarto quando nós duas já tínhamos dormido e achei que fosse melhor não acorda-lá – respondeu Yuki

– Você fez bem – disse Ryo dando um sorriso, fazendo Yuki desviar o olhar.

Hana chegou depois de algum tempo, deu um simples bom dia e tomou café em silencio. Depois do café, babamon perguntou a todos se já tinham decidido o que fazer.

– Angel e eu queremos ir – respondeu Ren.

– Eu também acho que seja o melhor. – respondeu Yuki.

– Eu já estava de acordo desde ontem – respondeu Ryo – e você Hana? – perguntou olhando para a amiga.

A azulada olhou para todos e respondeu em uma só voz.

– Se não tem outro jeito.

– Ótimo – comemorou babamon – eu já preparei as mochilas de vocês, com tudo o que possam precisar para a viagem – disse entregando mochilas para todos, Yuki, Ryo e Hana receberam suas mochilas do colégio que por um acaso tinham levado para o digimundo, Ren e Angel receberam mochilas novas. – é melhor vocês irem logo se querem chegar à próxima cidade antes do ultimo raio de sol.

Em menos de vinte minutos todos se despediram da velha Digimon e junto com seus parceiros começaram sua longa viagem. O grupo seguia pela floresta em silencio (ou quase, pois às vezes Hana não resistia e reclamava), lunamon ia à frente mostrando o caminho, junto com seu parceiro, Hana ia logo atrás com salamon, seguida por Angel e Ren com renamon e candlemon e por ultimo, mais afastados, Yuki e coronamon.

– Então, lunamon, em quanto tempo chegaremos à cidade de centauromon? – perguntou Angel

– É difícil dizer com certeza. Talvez quatro dias – respondeu a Digimon.

– E vamos passar quatro dias dormindo na floresta? – pergunta Hana tentando disfarçar o nervosismo.

– Não, se seguirmos um bom ritmo, antes de cada pôr-do-sol, estaremos em uma cidade pra passar a noite.

– Ainda bem.

– Em quanto tempo chegaremos à próxima cidade? – pergunta Yuki, que alem da mais afastada do grupo, era também a mais calada.

– Três, quatro horas no Maximo.

– Maravilhoso – resmunga Hana.

– Pelo menos teremos bastante tempo para nos conhecer melhor – sugeriu salamon.

– Verdade – concordou candlemon – vocês parecem cinco múmias, não falam nada.

– Por que vocês, digimons, não conversão um com o outro? – pergunta Hana

– Nós nos conhecemos muito bem – respondeu coronamon

– Fomos criados juntos, por babamon – completa renamon seria como sempre.

– Ela é a mãe de vocês? – pergunta Ryo

– Não – responde a raposa – nós nascemos na cidade do principio e, dias depois, fomos levados até babamon.

– Ela nos criou, cuidou de nós e nos disse que vocês viriam – completou candlemon.

– E como ela sabia sobre nós? – pergunta Yuki

– Nunca perguntamos – respondeu lunamon, encerrando o assunto.

O grupo caminhou por mais uma hora em silencio até que decidiram parar e descansar.

– Nós vamos ficar aqui, no meio da floresta?

– Não precisa ter medo Hana, essa área não é perigosa – responde salamon.

– E se tiver algum problema, estamos aqui para proteger vocês – disse candlemon confiante.

“Como essas coisinhas podem proteger a gente?” pensa Hana

– To com fome – diz Angel

– Babamon disse que tinha colocado comida nas mochilas – avisa Yuki

– Então vamos comer – finalizou Ryo sorrindo.

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EM ALGUM LUGAR DO DIGIMUNDO:

Um Digimon andava de um lado para o outro em uma sala enorme. O local era todo feito de metal platinado, a porta era de vidro reforçado e não tinha janelas, tinha um grande computador com varias telas cobria uma parede por completo.

– Minha senhora – fala um Digimon entrando na sala.

– O que quer? – pergunta impaciente.

– Vim lhe informar da situação.

– Fale.

– Bom, os digiescolhidos se encontraram e falaram com babamon.

– O QUE? – grita a Digimon, assuntando o outro – COMO DEIXOU ACONTECER?

– Sinto muito senhora, mas eles estavam protegidos – tentou se explicar.

– Isso não é desculpa. – disse irritada – já estão os sete juntos?

– Não – a Digimon sorriu – ainda – e ficou seria novamente – cinco deles estão indo até Centauromon e encontrarão os outros dois na próxima cidade.

– Você não pode deixar isso acontecer – falou seria.

– Pode deixar, irei providenciar.

– Vá, o que está esperando?

– É que eu tenho mais uma informação, senhora.

– Diga logo.

– Conseguimos um prisioneiro ontem.

– Quem?

– Alguém muito importante para a escolhida que mostrou ser a pior ameaça.

– Então cuide para que o prisioneiro tenha uma ótima estadia – ordenou com um sorriso maligno.

– Sim, minha senhora

– E o garoto, aquele inconsequente, onde está?

– Ele saiu e ainda não deu noticias, mas logo deve estar voltando.

– É bom mesmo, precisamos dele. Saia.

– Sim – o Digimon se curvou e saiu.

A Digimon apertou um botão do computador e na tela maior apareceu uma figura encapuzada.

– Tudo está ocorrendo conforme o planejado, senhora, logo os escolhidos serão destruídos e não passarão de lenda.

– É bom fazer isso rápido, enquanto eles são fracos, pois se não conseguir, eu terei que intervir e lhe garanto que não gostará disse, Ranamon – falou o ser encapuzado, com uma voz bem seria, autoritária e feminina.

– Sim senhora, não irei desaponta-lá.

– É bom mesmo. – disse em tom ameaçador. – e não os deixe sair dessa área, não quero que os outros se intrometam.

– Sim, senhora – e a tela desligou.

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Os digiescolhidos estavam sentados no meio da floresta, descansando, comendo e conversando um pouco. Perto deles, dois seres os observavam, sem serem notados.

– Eles parecem tranquilos – disse o primeiro ser – tão despreocupados. Será que não sabem que...

– São ingênuos ainda – falou o maior – logo irão perceber que não estão de férias em uma ilha tropical.

– Mas será que valem a pena?

– Isso nós iremos descobrir – respondeu dando um sorriso cúmplice – vamos.

Os dois saíram do local onde estavam sem tomar cuidado para não fazer barulho, o que chamou a atenção de lunamon.

– O que foi lunamon? – pergunta Ryo ao perceber que a parceira estava alerta a alguma coisa.

– Nada não, mas já estamos muito tempo parados. Temos que ir.

– Vocês ouviram pessoal. Está na hora de irmos – grita candlemon chamando atenção.

– Já? – pergunta Hana

– Sim. Se não andarmos logo, não até a cidade antes do anoitecer – explica lunamon.

– E não existe nenhuma outra maneira de viajar entre as cidades? – pergunta Angel.

– Não – respondem os digimons.

– Ok – diz Hana desanimada.

Os escolhidos seguiram caminho, sem perceber que estavam sendo observados por todos os lados. Lunamon era a única em alerta, pois sabia que os barulhos que tinha escutado eram sinais de que alguém estava perto deles.

Enquanto caminhavam, Angel e Yuki notaram que estavam sendo seguidas e vigiadas. Angel ouviu sons de pessoas (ou, nesse caso, digimons) os seguindo, pois tinha desenvolvido uma boa audição, por causa da cegueira. Yuki percebeu que estavam sendo vigiados, pois observava tudo ao seu redor, coisa que apreendeu a fazer depois de anos passando por vários orfanatos.

As duas não avisaram nada aos outros, que seguiram caminho sem perceber nada. A viagem seguiu calma até quase o fim da tarde.

– Não podemos demorar muito nesse descanso, pois temos que chagar na próxima cidade antes do pôr-do-sol. – avisou lunamon.

Enquanto os escolhidos descansavam, os dois seres encapuzados os observavam.

– Então, o que vamos fazer? – perguntou o menor

– Esperar. As coisas vão ficar mais interessantes, logo.

PROXIMO DALI:

– A mestra Ranamon ordenou que os digiescolhidos fossem destruídos – avia o servo a um bakemon – mande todos os que estão sob nosso controle naquela área atacá-los.

– Sim, senhor.

DIGIESCOLHIDOS:

Angel e renamon estavam um pouco afastadas do resto de grupo, sentadas em baixo de um arvore, uma de costas para outra, quietas, aproveitando o tempo de descanso.

– Renamon – chamou Angel – como é a floresta?

– Como todas as florestas, Angel.

– Eu não lembro como são as florestas.

Renamon ficou quieta e pensou na situação de Angel, cega, em um mundo desconhecido, sem ter a menor idéia do que está acontecendo ao seu redor. A Digimon pensou que talvez tivesse sido melhor se a parceira tivesse ficado na casa de babamon, em segurança.

– Há varias árvores, o tronco é marrom, as folhas estão bem verdes, algumas estão no chão, tem arbustos verdes, algumas flores coloridas... – e seguiu descrevendo a floresta.

Também afastados do grupo, estavam Yuki e coronamon, sentados embaixo da arvore, comendo, bebendo água e conversando.

– Você está chateada. – pergunta o Digimon.

– Eu só queria ter uma pista logo. Eu passei a noite bem na casa de babamon, mas não faço a menor idéia de onde meu irmão esteja.

– Vamos encontrá-lo logo.

– Espero que você esteja certo.

– Por que não conta aos outros sobre o seu irmão?

– Porque esse problema é meu e não deles. Vamos ir até centauromon, descobrir o que precisamos e seguir nosso caminho.

– E eu vou poder ir com você?

– Claro – respondeu sorrindo – afinal você é o meu parceiro. – coronamon sorriu para a humana. Yuki olhou para o céu e pensou em Hiroshi, desejou com todas as forças que o irmão estivesse bem. Seus pensamentos mudaram para o orfanato, mais especificamente Satoki, provavelmente a amiga estaria preocupada, achando que a loira tivesse fugido com o irmão, não seria a primeira vez que fugia, e o orfanato sabia disse, estava no seu histórico, eles iriam informar o juizado de menores que uma garota fugiu com o irmão, iriam procurá-los, não os achariam, quando voltasse não teria uma explicação e seria mandada para um reformatório – que bosta.

– O que foi Yuki?

– Nada. Só estou pensando.

A loira voltou seu olhar para o resto do “grupo” e riu debochada, nunca seriam uma equipe de verdade. Seu olhar parou em Ryo, o garoto não poderia incômoda-lá mais, os cabelos perfeitamente bagunçados, os olhos cinza penetrantes, a voz, o sorriso, a pele clara, o esforço que fazia para deixar todos confortáveis, o estilo despojado, irritante? MUITO.

Mas, mesmo que não admitisse para si mesma, tudo o que lhe incomodava nele, também lhe encantava, podia passar horas olhando os olhos cinza do garoto e não veria o tempo passar. O sorriso comprador fazia a garota ficar envergonhada e não era qualquer coisa que lhe deixava daquela forma. Yuki tentou tirar esses pensamentos de sua cabeça e ficou mexendo em sua mochila, vendo as coisas que babamon os deu.

Duas garrafas de água, comida, casaco, curativo, coisas básicas de higiene, mas o que lhe espantou foi ver o celular e os fones de ouvido, eles eram seus. No orfanato nenhum dos internos podiam ter celular, mas todos conseguiam um, uma hora, a única coisa que você tinha que fazer é escondê-lo. Yuki costumava esconder o seu na mochila, o único lugar que as cuidadoras não mexiam. Ligou o celular, bateria cheia, mas sem sinal, a loira colocou os fones e ficou ouvindo musica.

Hana olhou para a Yuki e percebeu que a garota estava usando fones.

– Onde ela está escutando musica?

– Provavelmente, ela tem um celular – respondeu Ryo

– Como?

– O meu estava comigo quando caímos nesse mundo – o garoto tirou o celular do bolso – liga, mas não tem sinal.

Hana olhou na lateral da mochila, lugar onde guardava o celular durante a aula, e encontrou seu telefone.

– Não pode ser – disse.

– Mas é verdade – falou Ren, mostrando o seu.

Antes que Hana responde-se, Yuki chega perto dos três.

– Temos que sair daqui – fala a loira.

– Por quê? – pergunta Ryo.

– Tem alguma coisa seguindo a gente.

– Como você sabe? – pergunta Hana.

– Tenho certeza que vi alguém e não é a primeira vez.

– Ela tem razão – diz lunamon – consigo escutar esse algum nos seguindo.

– O melhor a fazer é ir embora e evitar problemas – sugere coronamon e todos assentem.

Estavam todos prontos para irem embora, quando Ren sentiu a falta de Angel.

– Cadê a Angel? – perguntou preocupado.

– Renamon também não está – completou candlemon.

Yuki viu a garota de cabelos castanhos junto com sua parceira embaixo de uma árvore, descansando, e avisou Ren, que junto com candlemon foi atrás da irmã.

– Angel, temos que ir.

– Por quê? – pergunta a garota.

O irmão de Angel não teve tempo para responder, pois um Digimon em forma de lobo apareceu e foi para cima dos irmãos Tsubasa. A parceira de renamon se assustou com o rugido do Digimon e sentiu o irmão abraçando-a, como se estivesse tentando protege-lá. Por reflexo, os irmãos fecharam os olhos esperando o ataque do Digimon, porém a única coisa que escutaram foi...

– Diamond Storm – Renamon salta na frente dos humanos e ataca o Digimon lobo com uma tempestade de diamantes que se materializaram quando ela cruzou e abriu os braços. O Digimon não foi atingindo em cheio, mas o ataque o fez recuar – corram – disse a Digimon – eu cuido dele.

– Mas Renamon... – Angel tentou contrariar.

– Nada de “mas”. Vá logo – respondeu a raposa sem tirar os olhos do lobo.

– Vamos Angel – Ren levantou-se e ajudou a irmã, os dois correram para perto dos amigos e escutavam o barulho da batalha que a parceira de Angel travava.

– Rápido, temos que sair daqui. – disse Hana.

– Mas e Renamon? – perguntou Angel, preocupada com os sons da batalha.

– Ela vai nos encontrar – respondeu lunamon.

– Você tem que acreditar nela, Angel, só assim ela vai poder vencer – candlemon tentou incentivar.

– Que Digimon é aquele? – perguntou Yuki.

– É Gaogamon – respondeu Lunamon – ele geralmente não é agressivo.

– Você está precisando renovar suas informações – disse Yuki olhando para o digivice.

Analisador Digimon:

Nome: Gaogamon

Tipo: Besta

Atributo: Dados

Nível: Champion

Descrição: Um Digimon Quadrúpede em forma de lobo azul tem as patas frontais protegidas por luvas. É muito forte e costuma atacar diretamente.

– Acho melhor sairmos daqui – sugeriu salamon.

– Não vou embora sem renamon.

– Bom, acho que não vamos a nenhum lugar mesmo – disse Candlemon.

– Por quê? – pergunta Hana.

– Flymons – Grita o pequeno Digimon, apontando para um bando de digimons em forma de abelha.

Analisador Digimon:

Nome: Flymon

Tipo: Inseto

Atributo: Vírus

Nível: Champion

Descrição: Digimon em forma de abelha que pode voar. Utiliza seu ferrão para atacar seus oponentes.

– São quantos? – perguntou Yuki.

– Seis – responde lunamon.

– Uma idéia: Corram – sugere coronamon.

O grupo saiu correndo sendo seguido pelos seis Flymons, que os atacavam com ferroes. Enquanto corriam um vulto amarelo passa na frente deles. Era renamon que tinha sido jogada para longe por gaogamon. Os digiescolhidos estavam cercados.

– E agora? – perguntou Ryo.

– Digimons – chamou coronamon – Vamos Lutar.

Antes que os parceiros humanos pudessem fazer algo, os digimons foram para cima dos inimigos. Salamon, candlemon e lunamon atacavam os Flymons, enquanto coronamon atacava gaogamon. Os humanos foram para perto de renamon, que estava ferida.

– Renamon – chamou Angel.

– Eu estou bem – respondeu a raposa – mas ele é muito forte – avisou olhando para Yuki – tire coronamon de lá.

A loira se virou e olhou para o parceiro, a luta dele estava difícil, mesmo com a força de gaogamon, coronamon era pequeno e ágil, então podia desviar, mas os ataques do mesmo nem arranhavam o maior.

– Corona-knuckle – coronamon atacou gaogamon com os punhos em chamas. O primeiro soco atingiu as costas do Digimon azul, que urrou de dor, o segundo soco atingiu perto do rosto, mas coronamon não conseguiu acertar o terceiro, pois o Digimon lobo o agarrou e o jogou longe.

– Coronamon – Yuki gritou e saiu correndo atrás do parceiro, ignorando os gritos e pedidos para que não fosse dos “amigos”. A loira chega até o Digimon e se ajoelha – coronamon, coronamon – ela chamava mexendo no parceiro.

– Yuki – responde o Digimon com dificuldade – você tem que sair daqui.

– Você não vai lutar mais.

– Eu tenho que lutar.

– Não. – Yuki se viu falando com coronamon da mesma forma com que falava com Hiroshi – ele é muito forte.

O uivo de gaogamon fez Yuki olhar para trás, o Digimon lobo andava devagar para perto da loira e do parceiro, como se estivesse brincando com os dois.

– Yuki, saia da frente – disse coronamon tentando se levantar – eu cuido dele.

– Não – respondeu – eu não vou deixar, você está machucado, você não tem que lutar.

– Eu preciso proteger você.

– Eu não pedi proteção.

– Mas é isso que os amigos fazem um pelo outro – a loira não conseguiu responder e ficou olhando para o parceiro – eu prometi te ajudar a encontrar o seu irmão – coronamon consegue se levantar – e não vai acontecer nada comigo até que eu cumpra essa promessa.

Yuki olhou para coronamon, o parceiro seguia para enfrentar Gaogamon, ele estava todo machucado, mas não tinha desistido, a loira apertou o digivice na mão enquanto olhava a batalha.

O Digimon de Yuki tentou atacar com mais alguns socos, mas não conseguiu acertar nenhum. Gaogamon atacava o pequeno Digimon leão, que não conseguia se defender, o lobo azul jogou coronamon contra uma árvore.

– CORONAMON! – Yuki gritou chamando a atenção de gaogamon, que começou a ir à direção da loira, mas ela não fugiu e ficou encarando o Digimon.

Coronamon tentava se levantar e ir até a parceira, mas as dores no corpo eram insuportáveis. Yuki não se mexia e encarava o Digimon lobo, que começa a correr até a menina. Coronamon vê a cena e em um choque de adrenalina, conseguiu correr e ficar entre o ataque e a parceira, o que o fez ser agarrado pelo Digimon.

O digivice da loira começou a irradiar uma forte luz vermelha que logo envolveu coronamon, Yuki não sabia o que fazer, então fechou os olhos e pensou em tudo o que havia acontecido nos últimos dois dias, em todos os sentimentos e principalmente no seu parceiro, tão pequeno, tão corajoso. A garota lembrou-se da voz com quem falará antes de ir para o digimundo, e que ela disse que Yuki deveria reconhecer a força, mesmo que escondida. A loira levou o digivice até perto do peito e pensou em como coronamon era forte e que ele deveria ficar mais forte, que confiava no pequeno e queria ajudá-lo.

A luz do digivice ficava mais forte a cada segundo, assim como a luz que irradiava coronamon. O pequeno Digimon leão ficava cada segundo mais forte até que...

Coronamon Shinka...

Firamon.

A luz diminuiu e no lugar de coronamon estava um grande Digimon que se assemelhava a um leão, vermelho, com uma grande juba amarela, uma armadura protegia seu corpo e o mais incrível, ele possuía assas.

Os outros digiescolhidos estavam assustados com o que acabará de acontecer e não entendiam nada.

– Ele digievoluiu – disse lunamon.

Yuki estava encantada com o que tinha acontecido, obviamente ela não entendia nada, mas sabia de uma coisa: aquele era coronamon.

Analisador Digimon:

Nome: Firamon.

Tipo: Besta

Atributo: Vacina

Nível: Champion

Descrição: Firamon é a digievolução de coronamon, tem a forma de um leão e usa uma armadura, com a evolução obteve o poder de voar. É um ótimo líder e defende aqueles que ama. Seu principal ataque é o Fira Bomb.

– Yuki – até mesmo a voz havia mudado, antes era fina e doce, agora é forte e segura – para trás, eu cuido dele.

– Eu sei que você consegue – respondeu.

Firamon correu para atacar gaogamon e conseguiu atingi-lo com um

– Fira Claw – as patas do parceiro de Yuki estavam em chamas e acertava o Digimon lobo vez atrás outra.

Gaogamon tentava revidar, mas firamon tinha a vantagem, pois podia voar para evitar os ataques e depois voltava para atacar o adversário. A luta seguiu assim por um bom tempo, até que gaogamon resolveu tentar um golpe baixo. Depois de lançar vários ataques em firamon e fazê-lo ir para longe, o Digimon lobo correu até Yuki para ataca-lá. Ele quase conseguiu, mas firamon chegou a tempo e pegou o lobo com as patas e o começou a voar cada vez mais alto.

– Fira Bomb – o leão Digimon concentra poder em sua testa e lança uma bomba flamejante em gaogamon no mesmo segundo em que o solta, deixando-o cair.

Antes de bater no chão, gaogamon já estava se desintegrando e assim que toca em terra firme ele se desfaz e volta a ser um digiovo.

Firamon voa até onde estavam seus companheiros digimons, que estavam em desvantagem enfrentando os Flymons e consegue espantar os digimons em forma de abelha com mais um Fira Bomb. O leão alado volta para perto da parceira.

– Firamon – ela diz encantada.

– Você que me ajudou.

– Eu não fiz nada, você que é incrível.

– Sem você eu nunca conseguiria digievoluir. Eu tenho uma divida eterna com você.

Yuki sacode a cabeça em negação e acaricia o parceiro.

– Amigos se ajudam. – ela responde fazendo o Digimon sorrir.

– E eu vou ajudar você a encontrar o seu irmão. Agora eu sou mais forte, vai ser mais fácil. – a humana sorrir – você quer da uma volta?

– O que?

– Monta nas minhas costas e vamos dar uma volta.

– É serio? – o Digimon assente – então tudo bem – a loira sobe nas costas do parceiro Digimon que começa a voar.

Os outros digiescolhidos que estavam indo até os dois ficaram surpresos com a cena que presenciavam.

– Que incrível – foi a única coisa que Ryo conseguiu dizer.

– O que? – perguntou Angel.

– Yuki e firamon estão voando juntos – responde renamon.

– Isso é...

– Exibicionismo – Hana interrompeu Angel.

– Eu ia dizer: incrível.

– É maravilhoso que coronamon tenha conseguido evoluir. – falou lunamon.

– Todos vocês podem fazer isso? – perguntou Ren a parceira de Ryo.

– Provavelmente.

Firamon pousou perto dos digiescolhidos e assim que Yuki desceu de suas costas, ele voltou a ser coronamon.

– O que aconteceu? – se perguntava o Digimon ao perceber que estava pequeno de novo.

– Você deve estar cansado – responde lunamon.

– E não é pra menos. Foi uma batalha e tanto – elogiou Ryo.

– Mas ele vai voltar a ser firamon algum dia? – pergunta Yuki.

– Sempre que ele estiver com você e que seja necessário. – responde renamon.

– Aquilo foi incrível – disse Ren.

– Os dois foram – acrescenta Ryo – foi muito corajosa enfrentando aquele Digimon, sozinha – elogia Yuki, fazendo a loira desviar o olhar para o chão, envergonhada.

– Ou muito tonta – retruca Hana.

– O que aconteceu hoje foi tão incrível, que nem os seus comentários idiotas vão estragar esse dia, Hana.

– Bom – lunamon chamou a atenção de todos – antes que vocês comecem a discutir, acho melhor nós seguirmos nosso caminho, senão o pôr-do-sol chega e nós não chegamos à cidade.

– Ela está certa – concorda Ryo – é melhor irmos.

O grupo pegou suas coisas e seguiram rápido para a cidade.

O servo de Ranamon observou a batalha e temia o que aconteceria quando a mestra soubesse. Os outros dois que seguiam os digiescolhidos ficaram um pouco impressionados com a evolução de coronamon e decidiram seguir o grupo por mais um tempo.

Depois de uma hora os digiescolhidos chegam à cidade e a observam de longe, para depois saírem correndo para entrar nela. Na frente ia Hana e mais afastados iam Yuki e Ryo.

– Você foi incrível – disse Ryo.

– Eu não fiz nada – respondeu pondo uma mecha de cabelo atrás da orelha, de novo estava envergonhada, sempre se sentia assim quando conversava com o garoto de olhos cinza.

– Claro que fez. Você ouviu lunamon, sem você, coronamon não teria evoluído.

– Eu só acreditei nele, confiei. O que é uma coisa difícil de eu fazer.

– Espero que algum dia você confie em mim – a loira olhou para o garoto – e nos outros.

– Não sei. Talvez – respondeu dando um sorriso tímido.

– Vamos? Devem estar nos esperando.

– Claro.

O sol estava se pondo e os dois caminhavam lado a lado, sem presa, aproveitando o momento em silencio e pensando no que aconteceria na cidade.

Notas finais
Então???????? O que acharam???? A cena da batalha ficou legal? se não, me dá uma dica nos comentários. Perguntas: O que será que Ranamon está planejando? e quem é sua mestra? Os dois seres que seguem os digiescolhidos, o que podem ser? O que acontecerá na cidade? Como são os outros escolhidos? EXPLICAÇÃO: 1 - minha melhor amiga (irmã de criação) foi diagnosticada com câncer de pulmão. Não tem um tumor enorme, mas as celulas estão meio que danificadas e isso é tão ruim quanto, pois pode ter mais problemas e até criar um tumor que não se pode operar, então ela tem que fazer tratamento. Com tudo isso eu fiquei com uma pequena tendencia a depressão, coisa que eu ja tive no ano passado quando uma outra amiga minha morreu ( eu sou toda cagada mesmo, né?) e deixei a escrita de lado. 2 - eu estou no primeiro ano do ensino médio e quem ja passou ou está passando por ele sabe o quanto é dificil, então eu tive que me concentrar nos estudos. (ai mistura com tendencias de depressão e fode tudo) 3 - quando eu melhorei e me desocupei um pouco do colegio, bateu a fdp da falta de inspiração e eu não ia escrever qualquer merda e postar, pois eu tenho alguns requisitos para que um capitulo exista. 1-- mais de duas mil palavras. 2-- algo que preste. 3 -- certeza do que eu escrevi. 4-- eu gostar. 4 - dai bateu mais depressão, pois eu achei que a minha amiga ia ter que fazer tratamento fora da cidade onde a gente mora. (falta de inspiração + depressão = vou matar todos os personagens) Espero que vocês tenham entendido o que aconteceu comigo. Eu não vou prometer, mas vou tentar postar com mais frequência. NO PRÓXIMO CAPITULO: chegando na nova cidade, mais digiescolhidos se juntam ao grupo. agora em sete eles enfrentam mais um perigo a caminho da cidade de centauromon. UMA ULTIMA PERGUNTA: - Qual o nome do ship: Yuki e Ryo? Bjss.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.