Notas iniciais
Cupcakes, estou chorosa... Faltam 3 capítulos para acabar! :( :( :( Gente... Estou no chão, cara... Enfim, boa leitura!

– Onde você estava? — perguntou o loiro irritado. Ficara aquele tempo todo esperando-a. E quando olhou pela janela e a viu com Janjão ficou com raiva. E ciúmes. — Eu te fiz uma pergunta!

– Uma pergunta que eu não estou nem um pouco afim de responder. — disse Bia seca. Se jogou no sofá e pegou o controle da televisão, ligou-a.

– Eu estou falando sério! — disse Duda se colocando na frente da loira.

– Eu também. E dá licença que eu quero assistir TV! — disse a loira. Eduardo bufou. Agarrou o braço da menina e a levantou sem dificuldade. — Aí! — exclamou Beatriz.

– O que você estava fazendo com ele? — perguntou o loiro com raiva e Beatriz imaginou seus ossos se quebrando de tanto que Eduardo apertava seu braço.

– Com o Janjão? Nós nos encontramos na praça. Ele me trouxe até aqui. — respondeu. A raiva tomava conta do menino cada vez mais. — Me solta! Você está me machucando! — gritou a loira. Eduardo parecia não escutar o que ela dizia. — Me solta! — pediu mais uma vez. Em vão. As lágrimas ameaçaram cair, mas ela manteu-se forte.

– Por que você estava com ele? — perguntou Duda a encarando.

– Não é da sua conta! — gritou. Duda apertou mais seu braço. Bia não aguentara e as lágrimas passaram a cair. — Aí! Me larga seu... seu... Mosntro! — urrou. Só então o loiro se deu conta do que estava fazendo e a soltou.

– Bia... me... — dizia ele antes da loira dar-lhe um tapa na cara.

– Estúpido! Babaca! — xingou Beatriz. Empurrou Eduardo para atrás e foi na direção da escada. — Não olha mais pra mim, tá legal? Não se aproxima de mim!

– Eu não...

– VOCÊ NÃO É NINGUÉM EDUARDO! SE QUISER SER AMIGA DO JANJÃO, EU VOU SER! VOCÊ NÃO MANDA EM MIM! NÃO É MEU PAI! — Duda se sentiu mal por ter feito o que fez com a menina. Mas era sempre assim: ele só se dava conta depois de ter feito. — Sabe o que eu quero pra você? Quero que você e essas suas "amiguinhas" vão pro inferno! Quero que você queime no inferno!

Dito, a loira subiu as escadas furiosa. Duda, por sua vez, apenas se jogou no sofá. Ele acreditava que tinha alguma chance com Beatriz, mas havia acabado de perdê-la. Suspirou. Talvez ela tivesse razão e ele fosse mesmo um babaca. Talvez.

Enquanto isso...

Vivi e Juca já haviam voltado do Karaoke. Os dois estavam na porta do quarto das meninas, aos beijos. Vivi lembrou-se do presente que havia comprado para o namorado. Pediu para que o mesmo aguardasse um pouco para ela buscar.

– Voltei. — ela disse fechando a porta. Entregou à ele uma sacola de papel. O moreno sorriu. — É o seu presente. — o menino desembrulhou o porta-retratos do embrulho. — Eu sei que não é nada comparado à um jantar romântico e sei que eu não cantei nenhuma música, mas eu comprei com todo o coração. — Juca a interrompeu com um beijo.

– Esse é o melhor presente que alguém já me deu! — ele disse sorrindo. A morena fez o mesmo. — Obrigada, princesa! — os dois se beijaram, mais uma vez. — Eu te amo! — ele sussurrou em meio ao beijo.

– Eu te amo mais! — ela exclamou contente.

– Como? Eu não consigo ouvir!

– Eu te amo! — ela repetiu em alto e bom som. Em seguida, selou seus lábios docemente. Fechou os olhos. Juca deslizou as mãos até a cintura da garota trazendo-a para mais perto de si. A mesma passou os braços ao redor do pescoço do namorado e levantou um pouco os pés.

Infelizmente, Beatriz apareceu ali. Passoi a bater palmas para chamar a atenção dos dois estragando o momento. Vivi e Juca se separaram e encararam a loira.

– Como o amor é lindo... Pena que eu precise passar! — disse a menina ironicamente. O casal abriu passagem para que a mesma entrasse no quarto. Em seguida, voltaram a fazer o que estavam fazendo. Pois é, o amor é lindo.

No dia seguinte...

Eram duas tarde. Os órfãos estavam reunidos na sala a pedido de Carolina. A diretora tinha uma novidade para lhes dizer.

– O que será que a Carol quer? — se perguntava Vivi.

– Sei lá. Mas eu perdi a reunião do Jornal da Escola pra ouvir o que ela tem pra dizer. — reclamou Cris.

– Aff! Como se isso tivesse alguma importância! Eu tenho um projeto para terminar! — disse Samuca. Cris revirou os olhos.

– Pelo menos vocês não estão sem o celular! — lamentou-se Dani. Carol havia pego seu telefone por passar o dia inteiro no aparelho.

– Parem de reclamar. — pediu Mili. — A Carol já deve eatar chegando. — anunciou. No mesml instante a porta se abriu. Eea a diretora acompanhada de mais dois homens.

– Como você fez isso? — perguntou Neco assustado. Mili apenas riu.

– Olá crianças. — exclamou a mulher sorrindo. — Esses são Henrique e Gabriel. Vieram adotar um de vocês! — anunciou. Alguns arregalaram os olhos e outros não entenderam:

– Vocês são irmãos? — perguntou Maria ingenuamente.

– Não. — reapondeu um deles. Era alto com cabelos loiros escuros e olhos castanhos. Aparentava ter pouco mais de vinte anos. Era Gabriel. — Somos namorados.

O choque foi grande. Para alguns, devo dizer.

– Namorados? — perguntou Vivi animada. — Meu Deus! Prazer, eu sou Viviane, mas podem me chamar de Vivi. Eu nunca conheci um casal gay antes! E isso está na minha lista de coisas para fazer antes de morrer! — exclamou se levantando e cumprimentando ambos. Gabriel e Henrique riram.

– Você tem uma lista de coisas pra fazer antes de morrer? — perguntou Tati para a irmã.

– Não, mas agora eu tenho. — respondeu a modelo mirin.

***

E assim foi o dia. Todos continuaram a conversar com Gabriel e Henrique. Maria, que antes estava confusa, se encantou com os dois. Estes algumas vezea trocavam gestos de afetos.

Revelaram, ainda, que tinham interesse em adotar uma menina o que deixou as gatotas eufóricas e ansiosas para mostrarem seus talentos. Vivi os contou de sua carreira e, Marian, que já havia ganhado concursos de misses.

Quando foram questionados sobre suas profissões, Henrique respondeu que era cardiologista e que Gabriel era estilista. O segundo tinha uma loja um pouco longe do bairro. Os órfãos, curiosos, lhes perguntaram sobre suas histórias, como se conheceram, onde moravam.

Almoçaram no Raio de Luz. Adoraram a comida. Teca fez questão de dizer que não poderia ser adotada pelos dois, mas que gostaria muito deixando o padrinho enciumado. Assistiram, ainda, uma pequena apresentação da RockOn.

Por fim, já ficara tarde. Conversaram por um longo período com Carolina na diretoria e, em seguida, foram embora prometendo voltar em breve.

Mais tarde, no quarto das meninas...

– Quem será que eles vão adotar? — se perguntava Tecca enquanto peteava o cabelo na cama.

– Isso se eles já escolheram uma de nós! — corrigiu Tati. A mesma abraçou o travesseiro. — Seria tão legal se o papai viesse nos buscar, não é Vivi? — perguntou. A modelo apenas revirou os olhos. Detestava a ideia de que seu pai as fosse buscar.

– Eu gostei muito do Gabriel. Ele é muito chique! — disse Ana. As meninas riram.

– Gente, eu só não entendi uma coisa! — exclamou Maria. — Se eles são dois homens quer dizer que uma de nós não terá uma mãe?

– Mais ou menos Maria. — disse Mili. — Vai ser como se você tivesse uma mãe, mas terá dois pais. — respondeu. A mais nova parecia ter entendido.

– Bem, se não se importam: eu quero dormir! — reclamou Bia. Pata se levantou e apagou a luz do quarto. Alguns abajures continuaram acesos.

– Boa noite, meninas! — disse Mili.

– Boa noite! — responderam em coro.

Todas passaram a dormir. Esperançosas pela vinda do casal. Mal imaginavam que eles já haviam escolhido suas "favoritas" e agora só bastava achar a filha ideal.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Surpresos? Gays? Oh My God! Não imaginavam neh? Haha Reviews aqui em baixo. Quem acham que eles escolheram? Digam aqui! XOXO!