Don't Stop Dreamin'
24 Voltando...
Notas iniciais
Três dias depois...
Finalmente era sexta-feira outra vez.
Mili estva no hospital fazendo companhia para Mosca. Os dois aguardavam Carol no quarto para voltarem para o Orfanato. Era o dia que o garoto receberia alta.
– Ansioso para sair daqui? — perguntou Mili, curiosa. Encarou o braço enfaixado de Mosca e depois encarou-o noa olhos. "É claro que ele está sua tonta! ", pensou.
– Sim. E você? Está ansiosa pra me ver sair daqui? — perguntou o moreno a beijando. A garota então se lembrou de que ela acreditava que tinha algo com Mosca pelas visistas frequentes no hospital. Lá fora, tudo voltaria a ser como era.
– Mosca. — ela disse interrompendo o beijo. O garoto estranhou.
– O que foi? — perguntou ele.
– Eu... Você... Isso não real! — ela disse confusa com as próprias palavras. A expressão de Mosca mostrava que ele não havia entendido. — Mosca, quando você sair daqui vai tudo voltar a ser como antes! E vai ter a Janu! Eu não quero me iludir...
– Mili, isso não vai acontecer! — garantiu Mosca. O mesmo segurou a mão da menina.
– Como não?
– Eu vou terminar com a Janu... Na verdade, eu nem sei porquê eu ainda estou com ela. — revelou surpreendendo a morena. — Eu não sinto nada por ela. Nada. Nem tenho mais certeza se eu já senti algo por ela. — ele fez uma pequena pausa buscando pelas palavras certas. — Eu gosto de você, Mili. Aquilo de quatro anos atrás... Eu ainda sinto por você.
– Mosca...
– Não se preocupa. Eu prometo que eu vou terminar com a Janu. Eu prometo que nós vamos poder ficar juntos. — ele disse com firmeza. Em seguida, puxou a menina pela cintura e a beijou. Mili não tinha certeza se estava certa, mas queria confiar no menino. Queria acreditar naquilo.
Enquanto isso...
No Orfanato, as crianças preparavam uma festaa para a volta de Mosca. Bia e Duda ficaram responsáveis pela seleção das músicas que a banda tocaria. O clima ainda estava tenso entre os dois. A loira recusava-se trocar palavra alguma com Eduardo. A mesma tentava afinar um dos violões quando quebrou uma das cordas. Bufou. Aquele não era o seu dia.
– Droga! — murmurou.
– Quer ajuda? — perguntou Duda se aproximando. Beatriz a ignorou da mesma forma como vinha fazendo nos últimos dias. Duda revirou os olhos. — Até quando você vai me tratar assim?
– Até quando eu achar necessário, ou seja, sempre! — respondeu a loira com desgosto. Levantou-se e seguiu na direção do quarto para buscar uma corda para o instrumento deixando o loiro sozinho e com cara de tacho outra vez.
***
Tati estava no jardim. Ela não deveria eatar ali e sim ajundando Chico com os salgados. Porém, não estava se sentindo muito bem e decidiu se afastar do resto dos órfãos. Suspirou. Estava sentada no chão mesmo. Ao lado de uma rosa. A mesma flor que Binho havia lhe entregado quando a beijou. Sorriu. Sentiu vontade de chorar: ela não aguentava mais negar para si mesma que não gostava do menino.
– Por que você? Por que não outro? — pensou alto. Ouviu passos de alguém se aproximando. Fechou os olhos para se assegurar de que nenhuma lágrima cairia.
– Tá tudo bem, Tati? — perguntou a pessoa. Era Vivi. A mais nova encarou a irmã. Sentiu-se melhor, pois Vivi já sabia que ela beijara Rubens. E ela precisava desabafar.
– Não. — disse. Não aguentou. As lágrimas começaram a cair aos poucos. Vivi, desolada, sentou-se ao lado da irmã e abraçou a mesma.
– O que aconteceu? — perguntou Vivi. Tati não conseguia responder. Vivi se lembrou da última vez que havia visto a irmã caçula daquela forma. — O Binho outra vez? — perguntou. Tati assentiu.
– Por que eu tenho que gostar justo do mesmo garoto que a minha melhor amiga? Por que, Vivi? — disse a pequena entre soluços.
– Eu não sei. — revelou a mais velha. — A gente não pode mandar no coração. Ele faz o que bem entende.
– Mas deveríamos poder.
– Eu sei. Afinal, olha só com quem eu acabei! — disse Vivi pensando em Juca e em como as coisas seriam sem graça se ela não tivesse se apaixonado pelo garoto.
– Eu achei que você gostasse do Juca... — disse Tati.
– Eu não gosto dele.
– Não?
– Não, Tati. Eu o amo! — respondeu, orgulhosa. — E muito!
– Como você tem tanta certeza?
– Eu não tenho! É essa a graça do amor creio eu. Ele sempre nos surpreende! — ela exclamou sorridente. — Quando você se resolver com o Binho, vai perceber isso.
– Você acha?
– Claro!
– Mas e a Ana?
– Ela não gosta do Binho.
– Gosta sim!
– Se ela realmente gostasse, não teria saído com Thiago!
– Eles sairão como amigos, Vivi!
– Até parece! — exclamou Vivi rindo. Tati fez o mesmo. -Tati, me promete uma coisa?
– O quê?
– Que você vai parar de chorar por garotos.
– Eu prometo! — disse Tati abraçando a irmã com mais força. Estava, agora, determinada a conversar com Ana e Binho e esclarecer as coisas.
Na sala...
A campainha tocara. Cris, que antes ajudava Pata e Ana a enxer os balões, levantou para atender a porta. Arrependeu-se, em seguida.
– Janu? — disse ao dar de cara com a loira.
– Não, anta! Sou sua avó! — respondeu Janu grossa. Cris revirou os olhos. — Será que dá pra você me deixar entrar ou 'tá' difícil? — a morena abriu passagem e Janu entrou. Bia, que vinha do quarto, bufou.
– O que você está fazendo aqui? — perguntou Bia ao chegar no último degrau da escada.
– Vim esperar o Mosca. Estou ansiosa para rever o meu NAMORADO. — respondeu Janu com ênfase na última palavra.
– Engraçado, ninguém te convidou pra festa. Você deveria esperar ele te procurar... — dizia Bia, quando se lembrou de Mili. — Se é que ele quer te procurar... — sussurou para si mesma.
– A Marian me convidou. — disse Janu.
– A Marian? — perguntou Bia como se não tivesse escutado bem aquilo.
– Sim.
– Ouvi meu nome? — perguntou Marian entrando na sala acompanhada de Leticia. As duas já haviam se resolvido e Marian aceitou a proposta de Leticia.
– Oi Mari! Oi Lê! — exclamou Janu cumprimentando a loira e Leticia. As três se esbarraram no colégio e acabaram se identificando bastante. Leticia odiava o apelido, mas não queria desfazer seu papel de boa moça.
– Oi Janu! — disse Marian.
– Eu estava aqui explicando para a sua "colega" que você me convidou para a festa do Mosca. — disse Janu referindo-se à Beatriz.
– Ah claro! Vocês são namorados. Deveria mesmo vir! — respondeu Marian com um sorriso cínico no rosto. — Algum problema com isso Bia?
– Bia o caralho! Eu já disse que não é pra você me chamar assim! — respondeu a loir irritada. "Será que ela fala isso pra todo mundo? ", pensou Duda, que escutava tudo.
– Nossa! Não precisa ser grossa! — reclamou Marian.
– Limpa aqui 'ó'. Sua boca tá suja! — disse Bia, cínica.
– Não tá nada! — respondeu Marian passando o dedo no canto da boca.
– Tá sim! O veneno tá escorrendo! — disse a loira. Os presentes ali na sala (até mesmo Janu e Leticia) riram. Marian bufou.
– Não seja tão infantil, Bia. — disse saindo dali acompanhada pelas "amigas". Beatriz revirou os olhos.
– Vai se fuder! — gritou assim que Marian deu as costas.
– Bia, o que isso quer dizer? — perguntou Maria inocentemente. A pequena estava espalhando os docinhos preparados por Chico na mesa.
– Quer dizer que você tá mandando a pessoa... — dizia Bia quando foi interrompida por Pata.
– Não quer dizer nada, Maria! — respondeu a morena encarando feio a loira. Se aproximou da mesma e disse: — Que ótimo exemplo você é, Bia!
– Um dia ela vai saber o que significa! — disse Beatriz.
– Um dia... Hoje, ela tem oito anos! — lembrou Pata. Bia revirou os olhos. Patricia voltou a se sentar no sofá enquanto a loira se aproximou de Duda, que estava perto do computador. — Eu quero essa música! — ela disse entregando um papel ao loiro.
Continua...
Fale com o autor