Don't Stop Believing
1 Fear of Darkness
Notas iniciais
Kurt POV
Eu estava ansioso, pois iria passar a noite na casa do meu amigo Blaine. Nossos pais viajaram à trabalho, fazendo com que eu e meu amigo ficássemos com sua madrasta.
Geralmente não gosto de dormir fora de casa, mas desta vez era diferente, pois iria passar com o meu melhor amigo
A madrasta de Blaine não era digamos muito “fã” dele, pois ela acreditava que ele era motivo da Sra.Devon e do Sr.Anderson ainda se encontrarem e eu iria passar uma semana lá, agüentando a madrasta de Blaine falar mal dele
Até que a semana estava correndo bem, já era quinta-feira, Blaine e eu estávamos nos divertindo muito
- O jantar esta quase pronto- gritou a Sra.Anderson
-Vamos lá, Kur! Depois continuamos jogando!- Blaine disse pausando o jogo
Nós fomos para a sala de jantar onde nos sentamos e eu perguntei ao Blaine :
-Blay,seu aniversário é na próxima semana, já sabe o que vai querer?
-Bom... nesse aniversário o que eu realmente queria , é comemorar eu, mina mãe e meu pai,só nos três
Esther, a madrasta de Blaine, estava colocando os pratos com comida e os copos com sucos de sabores diferentes, reparei que ela não gostou muito do comentário de Blaine, mas não me importei e comecei a comer, assim comoela e Blay
Quando todos acabamos de comer, Blaine disse:
-Hey,Kurt eu vou tomar banho e me deitar, vc vem?
-Sim,Sim, eu já vou-respondi
Depois de um tempo, já tínhamos tomado banho, nos trocado e arrumado meu colchão. Uma forte chuva se instalava do lado de fora da casa. Trovões faziam um barulho auto e os raios iluminavam o céu escuro.
-Hey, Kurt deita aqui comigo... -Blaine pediu meio hesitante.
-C-claro!- eu aceitei me deitando ao lado dele.
Conversamos sobre assuntos aleatórios, até que Blaine disse:
-Você é como um irmão para mim, Kurt
-Você também é Blay! –respondi. De alguma forma esse comentário me incomodou. Não entendi porque, mas decidi não insistir em continuar pensando nisso. -Por que pediu para eu dormir ao seu lado?
-Eu... –ele hesitou, mas logo prosseguiu –Eu não gosto muito de trovões Kurt. Quando chove assim meu pai deita ao meu lado até que eu consiga pegar no sono. Você deve me achar um covarde... –ri olhando-o.
-Você não é covarde Blay.
-Mas eu tenho medo de escuro e...
-Você não é covarde Blay. –o interrompi. –Todo mundo tem medo de alguma coisa. –sorri para ele.
-Eu amo seu sorriso, Kur!-ele disse retribuindo o meu sorriso e logo em seguida adormeceu.
***
No dia seguinte, acordei antes de Blaine como de costume, fui me arrumar, pois odeio que as pessoas me vejam com o cabelo bagunçado e as roupas amassadas. Fiz tudo pensando na reação da Sra. Anderson quando ouviu o que o enteado gostaria de ganhar quando completasse 9 anos. Eu sempre soube que ela odiava a Sra. Devon e gostaria de qualquer jeito tirar Blaine daquela casa.
Ainda do banheiro que ficava no quarto, ouvi Blaine me chamando:
- Kurt! Kurt, por favor, onde você está?
-Calma Blay, estou apenas me arrumando. –falei tranquilamente.
-Kurt! –dessa vez pude notar o desespero em sua voz –Por que eu não consigo enxergar?
-Tente abrir os olhos B. –sorri e andei até a porta do banheiro.
Vi ele tentando levantar da cama, mas acabou tropeçando no colchão que estava ao lado de sua cama. Fui até ele e o ajudei a sentar-se na cama novamente.
-Diz que isso é uma brincadeira de mau gosto... –falei num sussurro e então percebi as lagrimas descendo pelo roto do meu amigo e ao mesmo tempo cortando meu coração.
-Me ajuda. –ele pediu entre soluços
***
Eu estava abraçado com meu pai na sala de espera do hospital. Perguntava-me o que teria acontecido e se ele ficaria bem. “Eu amo sei sorriso”. Escutava a voz de Blaine dizendo em minha mente. Ele tinha se tornado especial pra mim. Nunca tive muitos amigos, quase nenhum na verdade. Quando Blaine começou a estudar na mesma escola que eu 2 anos atrás ele também ficava sozinho, o que chamou minha atenção até que eu decidi ir falar com ele. A cada dia ficávamos mais próximos. Alguns alunos comentavam sobre o fato de eu ser um ano mais velho que ele, mas nós não ligávamos. Essas se outras lembranças também se repetiam em meus pensamentos. Não sabia o que tinha acontecido com ele.
Nesse momento um homem entrou na sala e atrapalhou meus pensamentos. Percebi que era o Sr. Anderson e um pequeno sorriso se formou em meus lábios, mas logo sumiu ao reparar na expressão séria e um pouco triste dele.
-Como ele esta? –falei e levantei-me rapidamente. –Já sabem o que aconteceu com ele?
-Os médicos disseram que ele perdeu a visão e que não sabem o motivo. -ele suspirou –Ele ainda esta fazendo alguns exames.
A essa altura as lagrimas já desciam pelo meu rosto e o rosto do pai de Blaine. Meu melhor amigo estava cego... Blaine estava cego...
Kurt POV : off
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