Notas iniciais
Olá queridos.. Talvez esse seja o último cap que eu poste hoje, por tanto na minha opinião ele será um tanto quanto grande... Bom, vamos lá.. Quero agradecer aos comentários até agora da: Giovanna Yo Amo Violetta FC Bom, aqui está, e boa leitura ^^

Violetta acordou como em um passe de mágica, ela permanecia ereta, tentando assimilar o sonho que tinha tido. Suas pernas, por incrível que pareça, doíam um pouco, pois ela estranhava o fato de ter sentido a pancada que havia levado naquele mundo suicida.

Ela tombou a cabeça sob o travesseiro, deixando poucas lágrimas rolarem de seus olhos. Ela havia provado a morte em pouco tempo, e não havia gostado nada de seus ossos danificados naquela queda do quarto andar. Ela não tinha medo, não tinha medo de saltar daquele prédio. Apenas tinha medo de acontecer a ela o que havia acontecido naquela transportação do mundo sombrio, o quebrar de suas costelas. Aquilo a deixaria paralítica, a deixaria com vários problemas, deixaria ela ser suicidada, pois sua vontade iria acabar se tal ato não desse certo.

E se ela cortasse os pulsos? E se ela desmaiasse e acordasse em uma cama de hospital, com toda a sua "família" ao redor para que gozassem novamente o fato dela praticar multilações? E se, ela tomasse remédios, se viciasse em medicamentos, e quando fosse ao médico para fazer um exame, fizesse uma lavagem estomacal onde aqueles objetos de morte fossem levados junto a uma pia de água? E se... Ela desse um tiro em sua cabeça, mais não morresse, a bala acertasse seu cérebro e ela ter um AVC, ou novamente acordar em um hospital sem poder mexer nada, sem ter comando dos seus próprios membros, ou seja, vivesse em uma cama de hospital?

Ela deixou seus pensamentos de lado, ao perceber as análises dos seus atos suicidas. Ela inconsequentemente olhou para o lado, vendo a figura de um anjo, anjo lindo e completamente sedutor, até quando estava dormindo. Ela se perguntava se ele estaria sonhando com ela, ou sonhasse em mais um beijos dela, ou vice e versa.

Ela chacoalhou a cabeça na forma de espantar aqueles pensamentos bobos e idiotas, pois ninguém gostaria de receber mais beijos daquela mulher. Ninguém, pois todos a odiavam. O mundo se fazia em capaz de ver suas necessidades como um ser, um ser humano.

Deslizou com um certo esforço para a fora da cama, levantando daquele leito e observando a expressão de Leon, que ainda permanecia tranquila. Caminhou até a janela, e olhou para baixo, nas ruas de Guadalajara, movimentadas pelo completo tráfego de automóveis.

Aquele desejo de pular estava novamente tomando conta de si, e se já não bastasse, ela queria fazer aquilo. Suas análises suicidas vieram a tona em sua mente, obrigando ela a chacoalhar a cabeça.

– Não, Violetta. Hoje não, agora não. — Suas miradas estavam divididas entre o banheiro e a janela, o banheiro pois ela sabia o que deveria fazer para matar aqueles pensamentos indesejados de acabar com sua própria vida, e a janela por matar os pensamentos que faziam do psicológico dela, ela mesma achar que não era humana, que era um traste, um lixo, um ser indesejado por todos, que não faria diferença morrer, ou ela própria se matar.

Pelo fim, escolheu caminhar em passos lentos e na ponta do pé até o banheiro, deixando a porta entre aberta, por um motivo desconhecido. Ela sentou no chão cuidadosamente, perto do pequeno armário, que estava em sua frente.

Abriu a gaveta cuidadosamente, sem querer fazer nenhum ruído. Assim que teve a bela visão de um pote jeito de giletes e cremes de barbear, seu sorriso se ergueu de orelha a orelha, como se aquele fato estivesse ganhado seu dia, como se a sua salvação estivesse ali mesmo.

E estava.

Calmamente, pegou um gilete, ainda com um sorriso abobalhado no rosto, e fitou a lâmina daquele artefato perigoso por alguns momentos.

– Meu paraíso.. — Murmurou, já encaixando a lâmina daquele objeto em seu pulso, e deslizando, fazendo cortes por cima de cortes, e cortes em cima de cicatrizes. — Por ser suicida. — Deslizou com um pouco mais de força, pelas extremidades daquela fina pele, e depois, vendo a imensidão vermelha se formar dentro daqueles cortes. — Por você ter morrido, Maria Saramego. — Ao tocar no nome da sua mãe, seu subconsciente tinha como que ordenado ao seus olhos que produzissem lágrimas, e assim os fez, pois ela sentiu seus globos oculares queimarem, e gotas de água molharem toda a sua face. — Por tudo, tudo que aconteceu hoje, e a cinco anos atrás. — Foi subindo seus cortes pelos braços novamente, da área inferior e superior, sentindo novamente o sangue brotar de dentro de si e se esgueirar pelas finas camadas que compõem sua pele. — Por ter conhecido o garoto mais perfeito, incrível, e completamente sem nocividade, o Leon Vargas. — murmurou, subindo seus cortes novamente pelas áreas acima do seu cotovelo, antes que um barulho estridente da porta rangendo a atrapalhasse do ato, do ato da dor e do alívio.

– Violetta.. — murmurou Leon, com uma expressão incrédula. Ele não podia acreditar que ali, naquele banheiro, fosse vítima da visão de uma pessoa suicida se auto multilando. Ele não podia crer no que sua visão estava lhe informando, uma menina chorando, toda vermelha com seus braços incrivelmente cortados, como se ela tivesse passado seus braços e seus pulsos naquelas máquinas de cortar linguiça.

Rapidamente, ele sentou naquele chão frio e incrivelmente vermelho do banheiro, e fitou os olhos amedrontados daquela garota a sua frente. Levou suas mãos até sua face, e secou as demais lágrimas acumuladas daquela garota com seus dedos.

– Eu não consegui.. Eu não imaginava.. — Quando sua boca profeririam mais palavras, aqueles dedos selaram com seus lábios, a impedindo de continuar, como se fosse para ela se calar.

– Pare com isso, por favor. — Murmurou ele, sentindo uma dó e pena imensa para o ato daquela mulher.

– Leon não pode me pedir isso. — Sussurrou sentindo mais lágrimas brotarem em seus olhos, mistos de seus soluços baixinhos, e seus gritos silenciosos, que encontravam-se em seus pulsos e braços.

– Posso sim. E eu estou pedindo agora. Sei que não é fácil, mais você tem que superar, tem que mostrar pra esse bando de filho da puta que você é capaz de muita coisa. — Seus olhos encontraram os dela, e incrivelmente eles penetravam nas órbitas machucadas daquela mulher como nunca, como se só com sua mirada ela pensasse melhor sobre aqueles feitos.

– Eu não consigo.. — Murmurou em um fio de voz, desabando nos braços daquele homem com cuidado. Para ela não doía mais aqueles cortes, mais ele sempre ela cuidadoso com ela, como se ela tivesse fazendo aquilo pela primeira vez.

– Consegue. — sussurrou próximo a orelha dela, acariciando suas costas e a apertando mais próxima contra si, a acolhendo como milhares vezes havia feito naquele dia. — Vamos começar por isso. — Em um movimento ágil, ele retirou o gilete das mãos de Violetta como se aquele ato a separaria para sempre das lâminas, por tanto não foi assim, pois o olhar dela fitou por míseros segundos a lamina, como se tivesse saudade de segura-la.

– Está bem. — Ela esboçou um sorriso suave em seus lábios. — Prometo que irei parar. — Após aquela promessa, seu coração recebeu uma pontada, como se ela tivesse abandonado a coisa mais importante da sua vida, como se ela não viveria a partir daquele dia, já que havia proferido aquelas palavras.

Ela sentiu os lábios de Leon tocarem os dela de maneira suave, como se ele tivesse mostrado com aquele simples gesto que acreditaria e motivaria aquelas palavras que ela havia dito.

– Confio em você. — Murmurou com um sorriso nos lábios, como se aquelas palavras a encorajassem.

Só de ter prometido aquilo a ele, Violetta já tinha vontade de planejar seus atos novamente, pois não conseguiria, ninguém a faria parar a esse ponto. Ela apenas esboçou um sorriso novamente, um sorriso falso, com muito êxito, como se aquele sorriso tirasse por fim as dúvidas sanadas dele.

– Ok. Eu irei para a cama, só irei lavar meu rosto. — proferiu, não deixando transparecer o que iria fazer novamente. — Pode confiar em mim, não vou fazer nada. — Assegurou, como se percebesse o olhar desconfiante de Leon sob ela.

– Ok. Não posso te impedir de fazer isso, portanto, vou esperar você voltar de olhos abertos. Não quero correr esse risco. — Suas mãos agarraram o rosto daquela mulher e seus lábios depositaram um beijo em sua testa, como se fosse um boa noite, em que não tivesse proferido nenhuma voz, nenhuma palavra.

Em passos lentos, Leon deixou a porta do banheiro entreaberta. Violetta espiou logo após alguns segundos pela fresta da porta, onde Leon já se encontrava do outro lado do quarto, deitado em sua cama. Logo isso, ela pegou o gilete novamente, e fitou por poucos míseros segundos aquele objeto, novamente.

– Eu prometi parar, pois é. Eu menti. — Murmurou em um tom nunca audível para Leon ou para qualquer outra pessoa que a ouvisse, mais deslizou novamente por suas áreas acima do cotovelo, o que Leon a havia impedido de fazer. Lágrimas desceram novamente e ela fez questão de enxuga-las.

Após ter lavado seu rosto com um certo custo devido aos seus cortes, ela secou lentamente sua face com a toalha que se encontrava em um suporte próximo a ela, e se esgueirou pela porta, encontrando o olhar de Leon sob si, em míseros centímetros de seus olhos.

– Demorou muito. — Sussurrou, como se ansiasse ter visto ela mais cedo, não a exato horário em que se teve o misero trabalho de se levantar da cama para vê-la.

– Desculpe-me. Havia demorado para achar o sabonete. — Ela se inclinou um pouco para frente para depositar um beijo em sua bochecha, e depois do ato, ouviu a voz de Leon ser mais forte que sua vontade de dormir, a poucos metros dela.

– Espere, tenho que fazer uma coisa antes. — Ela se virou, encontrando ele já próximo do corpo dela, e lançou um olhar pra ele como se fosse para ele fazer logo tal ato que ansiasse fazer.

Delicadamente, ele segurou os braços daquela menina, e fez questão de depositar beijos suaves em cada um de seus pulsos, e braços. Ela não acreditava que ele estava mesmo fazendo isso, mais acreditou de imediato, após sentir os seus beijos suaves terminarem em baixo de seus cotovelos.

Leon a havia confiado aquilo, o que a fez pensar que ele esperava mesmo que ela houvesse parado seus atos, portanto não fez questão de ver mais acima. Ela estava confusa.

– Boa noite. — Ele se inclinou e pousou seus lábios suavemente sob a testa daquela garota, agarrando sua mão em seguida, a guiando até a cama.

Ele esperou que ela se deitasse, e assim que cumpriu tal ato, ele agarrou as cobertas daquele leito e a cobriu, murmurando um qualquer coisa me chame quase não percebido por Violetta, pois suas pálpebras se cerraram, e seus ouvidos captaram o ruído do apagar das lâmpadas. Também ouviu o chacoalhar da cama ao seu lado, até que ousou olhar para o lado, encontrando Leon na mesma cama que ela.

Ele percebendo tal visão captada por ela, rumou seu corpo em um deslize para o lado dela, a rodeando com seus braços.

– Você precisa de mim. — Sussurrou ele em seu ouvido, e em seguida depositando um pequeno beijo atrás da orelha dela, assim aninhando seu rosto no pescoço da mesma.

Ela pode sentir a respiração dele em seu pescoço, lhe causando arrepios e fazendo seu coração bater de forma descompassada, e em seguida, uma mão quente agarrar a sua em cima daquele leito.

Não se foi capaz de ouvir, ver, sentir, ou mesmo proferir qualquer gesto ou qualquer palavra. Pois seu consciente se pôs a apagar, levando a perda de sua consciência, e seu sono exaustivo.

Notas finais
Olá, bom, sinto que me superei NESSE capítulo, pois ficou melhor, maior.. E tals Quero comentários, e revelem suas opiniões para a atitude dela e dele, quanto as coisas que ela prometeu e não compriu e o que ele fez depois disso :3 Good bye, e talvez eu poste outro amanhã, não sei que horas, mais um capitulo. Não posto hoje pois estou meio cansada, sei que só são 19:00 mais estou cansada.. Então, bjoks ! E reviews, pfv !