Notas iniciais
Bom mais outro.. Eu n sei se posto amanhã, mas a metade do proximo cap ja esta pronto,entao, bem possivel. Obrigada aos comentarios, e boa leitura *-*

– Não irei deixar você falar assim com a minha mulher... — Afirmou German se levantando da cadeira branca onde estava se sentando, e indo próximo a Violetta. — E você, traste imundo, lamento por ter tido você! Você não serve para nada, inútil! — foi inevitável para ela não chorar, ela derramou em lágrimas em meio a todos, parecia que até a música cordial daquele evento tinha parado, parecia que o mundo todo havia parado, que todos estavam a rir da sua cara, a gozar o espetáculo da humilhação. Ela se sentia inútil, sua vontade era se trancar em algum banheiro e passar o dia descontando o motivo de ter nascido nela mesma, ela tinha vontade de se jogar do prédio, tinha vontade de pedir para alguém matá-la, afinal, não faria diferença. Não faria diferença se ela continuasse viva ou morta. — Sua filha da puta, desgraçada, hipócrita, você causou tudo isso! — Ela viu a palma da mão de seu pai se aproximar da sua cara, para batê-la, agredi-la, no meio daquela festa. Porém os fortes braços que agarravam seu ombro se movimentaram, a lançando para atrás daquele grande corpo. Ela não acreditava nisso. Outrora era o fato de que seu pai fosse tão louco a ponto de proferir aquelas palavras, outrora o fato de Leon estar disposto a apanhar para protege-la.

– Nunca mais fale isso dela, idiota. Eu te mato! — segurando a mão de German que se encontrava cerrada, ele cuspiu suas palavras na cara do sr. Castilho, apenas gozando sua cara novamente, deixando todos boquiabertos. Como um garoto como aquele, criado com uma educação exemplar poderia ter feito aquilo?

Era o que Leon indagava a si próprio. Ele se perguntava se estaria gostando de Violetta, ou se por impulso fez aquilo por não aceitar homens baterem em mulheres, ou pelo fato do próprio pai não saber as próprias facetas da filha e a julgá-la como um monstro, como uma pessoa maldita, como uma dissimulada, sendo que aquela mulher era a moça mais encantadora que ele já havia conhecido.

Ele achou melhor levá-la para algum lugar mais reservado, onde ele a deixasse sozinha se ela necessitasse, e a deixasse chorar a vontade, mais que pedisse a sua lâmina para devido ao acontecido, aquela mulher não praticar mais multilações.

Após entrarem em um carro, por sinal de Leon, ela desabou em lágrimas, soluços, berros, e gemidos. Ele não se importava em perder o casamento do pai, se importava com aquela pequena suicida que se encontrava em sua frente. Leon amaldiçoou o fato do pai daquela menina ser tão agressivo verbalmente, a ponto de lamentar a criação de um ser perfeito, um anjo, que apenas queria ser uma pessoa livre em um paraíso que não se chamava Guadalajara.

– Não chore, pequena! — Os seus braços fortes novamente tomaram o corpo daquela mulher, de uma forma onde ela estava com a cabeça enterrada no peito daquele jovem, mais depois de alguns minutos, depois de mimos, calmamentos e outros métodos para fazer aquela mulher se sentir melhor, ela retirou a face escondida dos panos que tampavam seu rosto.

– Preciso de ar. Estou me sufocando. — Afirmou ela voltando os olhos para a janela do automóvel, onde percebeu que estava chovendo. — Foda-se. — murmurou em um tom agressivo e autoritário, como se nada e nem ninguém atrapalhassem sua decisão. Ela levantou as mãos para posicioná-las até a abridura do carro, quando uma mão grande atrapalhou seu ato tocando seus pulsos. Ele era calmamente tocado, como se fosse apenas uma paragem, não uma advertência.

– Não posso deixar você.sair sem um agasalho. Seus braços estão sem proteção. — Afirmou, fitando os olhos daquela mulher, que estava em uma expressão de incredualidade.

– Preciso sair! — afirmou berrando, como uma criança iludida, foi quando observou Leon mover sua mão até seus lábios, fazendo uma expressão como se fosse para ela se calar.

Ela ouviu Leon mexendo em alguma coisa no banco de trás do carro, até que ele trouxe daquele espaço uma jaqueta de couro, onde com um olhar com significados, ele olhou para ela, certificando o levantar dos braços finos daquela jovem, e então vestiu aquela jaqueta no corpo daquele ser feminino, onde ficou um tanto quanto folgado, ele tinha impressão de que além de multilações, aquela garota praticava bulimia.

Após isso, ela saiu do carro, acompanhada de seu novo amigo, onde rodopiou muitas vezes no chão molhado de concreto, onde sem querer tropeçou em seus próprios pés, achava que devido a tanta felicidade no momento, e caiu na grama enxarcada de água, onde riu como uma completa retardada, até levantar a cabeça para sentir as gotas de água em sua face, encontrando olhos verdes novamente, e junto a eles seus lábios carnudos. Eles eram convidativos, muito bonitos e completamente sensuais, devido ao fato de estarem molhados.

Os lábios de Violetta tremiam. Ela nunca imaginou sentir nenhum tipo de atração sensual por qualquer homem. Era diferente, estranho, e maravilhoso. Ela se sentia amada por aquele homem a sua frente, e ela estava amando aquele homem.

Como por algum motivo, Leon abraçou o corpo frágil daquela jovem, como se esquentasse o interior daquela mulher.

– Está com frio? — sussurrou ele próximo a sua orelha, fazendo com que o coração dela batesse e pulsasse mais forte, sua respiração se acelerasse e que todos os pelos do corpo dela se erijessem.

– Sim. — murmurou ela retribuindo o abraço e finalmente saísse daquele transe.

– Você ainda queria que eu te deixasse sair sem algo. — Após ele ter proferido aquelas palavras, ele se separou do corpo daquela mulher, fazendo os seus lábios tremerem novamente. — Irei buscar um protetor de boca pra você! — Riu daquele comentário. Os dois riram. Era incrível como aquele homem tornava colorido na vida dela, o que ela tinha deixado preto e branco há cinco anos atrás.

– Quero te agradecer por hoje. Por ter me defendido. — Afirmou sentindo os lábios quentes daquele homem pousarem em sua bochecha. Logo que eles se afastaram, viu os olhos esverdeados daquele garoto, aqueles olhos que a encantavam.

– Espero que você consiga se dar bem com seu pai novamente. — Após a proferição daquelas palavras, Violetta fitou o chão. Não queria falar de seu pai, queria falar dela, queria que Leon falasse dele. O resto não importava.

– E — essa pequena palavra ou letra, lhe deixou uma pausa para pensar se o que ela deveria falar seria exato. Suspirou antes de continuar a tomar uma decisão importante, assim como da primeira vez que se multilou. Com coragem, continuou sua fala. — Eu espero que você beije bem. — Assim que ela proferiu aquelas palavras, ela se inclinou, se aproximando daquele garoto que a tanto fascinava, e á milimetros de distância de darem um beijo, algo que mudaria pra sempre a vida de ambos, ela se afastou.

Para ela, aquele menino poderia mudá-la. Para ele, aquela menina poderia mudar a sua vida. Para ambos, eles mudariam.

– Não. — murmurou balançando sua cabeça como se afastasse aqueles pensamentos de sua mente. — Que tola! — afirmou tirando o casaco que ele havia lhe emprestado, e levantando do lugar onde estava sentada, em seguida dando o mesmo a Leon, que permanecia estupefato. — Tome seu casaco, e obrigado por tudo! — ela abaixou-se novamente e beijou a bochecha daquele menino, como ele havia feito a minutos atrás.

Ela saiu correndo dali com os braços cruzados sobre seu peito em uma tentativa de se esquentar em meio aquela chuva, ouvindo os pestanejos e gritos de Leon, como se pedisse para ela voltar, ou pelo menos pegar o casaco de volta.

Tão pouco se importou, ela apenas queria chegar em sua casa e descontar a raiva dela, nela mesma. Como sempre fazia.

– Patética! — berrou alto, não sabia por que, mais ela tinha a necessidade de esclarecer ao mundo o tão idiota era. Caiu a ficha para ela. Tudo o que seu pai e sua madrasta tinham falado até hoje, era verdade.

Ela apenas parou quando sentiu braços fortes a agarrarem novamente, um braço se estendia ao redor do seu quadril e seu abdomen, e o outro ao redor de seu ombro e torso.

– Me deixe em paz! — gritou caindo em lágrimas novamente, ela nunca achava que seria agarrada por um homem. A sua rotina era esboçar sorrisos facetas, olhar no espelho imaginando quem amaria um traste como ela, aguentar desaforos de pessoas que a odiavam e praticar auto-multilações. Era sua vida básica, sem mudar e sem retirar nada.

Aqueles braços a soltaram, mais ao mesmo momento a viraram, ela estava cara a cara. — Não acho você patética. — afirmou acariciando a nuca daquela suicida. — Acho você linda, engraçada, completamente triste, mais apesar disso tem consciência. Seus atos fizeram com que eu gostasse ainda mais de você. Você não é inútil. — Seu rosto ia se aproximando dos lábios doces da doce arcanja, onde parou perto do seu objetivo, antes de indagar mais algumas palavras. — Eu também espero que você beije bem, Pequena Arcanja Suicida. — Esperando alguma reação da mulher, assim continuou. Acariciando a nuca daquela menina, ansiando por sentir os lábios dela.

– Pequeno Portador Insignificante. — murmurou antes de antes dos lábios de Leon roçaram os seus, de forma suave, e a chuva que caia entre ambos tornava mais frio o que os dois sabiam que deveriam esquentar, e deixava cada vez mais excitante aquele ato, quanto mais as linguas de ambos se entrelaçavam, quanto mais elas faziam uma dança de sensualidade, e um jogo de sedução.

Notas finais
Obrigada, a todos que leram. E pra quem está com duvida quanto ao titulo da fic, a tradução é : Nunca Pare de ser Forte. Bom, ate amanha. O cap de amanha (se tiver) vai ser pequeno. Mas irá ser um cap.. Bj , e mostrem suas opnioes quanto a atitude do Leon (primeiramente) e a da Violetta. Bjinhos no