Notas iniciais
Como prometido, o capítulo, pequeno, mais um capítulo. Quero agradecer aos comentários de: Yo Amo Violetta FC Juliana Leonetta Bá Fortes Maddox Analu forever bless Boa Leitura ^^

O beijo estava em uma sincronia perfeita, onde suas línguas eram dançarinas profissionais. Violetta sabia que era errado, pois Leon havia deixado o casamento de seu pai por ela, ou, ela havia desrrespeitado seu pai na frente de todos, e ainda por cima havia fugido da festa, carregando junto o anfitrião.

Ela acordou do transe dos seus sentimentos quando sentiu os lábios quentes de Leon deixarem os seus, mais logo retomarem a curva de seu pescoço lhe dando arrepios e uma excitação que sabe ela de onde vinha. Aqueles beijos e chupões com certeza deixariam marcas, mas tão pouco se importava. Queria aquelas marcas por todo o seu corpo, custasse o que custasse.

Ela caminhou suas mãos até o pescoço dele, enlaçando seus dedos no mesmo, aprofundando o beijo, sentindo as mãos grandes de Leon que encontravam-se em seu quadril, subirem ao encontro de suas costas, talvez para um simples carinho, ou para o rompimento do feixe do sutiã que ela estava usando. Violetta sentiu os dedos de Leon apertarem com força a pele de suas costas. Como um ato de coragem, ou algo eminente. Ela sentiu os lábios dele se separarem do seu pescoço, causando nela vontade de gritar, ou vontade de bater naquele homem a sua frente, por ter interrompido aquele ato. Como uma surpresa, ela sentiu aqueles lábios carnudos preencherem os seus, em vários selinhos molhados, como se ele estivesse se despedindo daqueles lábios femininos que tanto haviam despertado desejo nele.

O desespero dela aumentou a sentir os lábios dele se separarem dos dela, e rapidamente ela se inclinou para frente, tomando aquela boca viciante daquele garoto, e descendo suas mãos e dedos ao braço dele, cravando suas unhas com força naquele colarinho, como se anciasse para que aquele homem não escapasse novamente.

– Não — murmurou ele entre selinhos, apoiando suas mãos no tórax daquela mulher, e o empurrando um pouco para longe. De forma que, ela e nem ele pudessem continuar. — Não podemos continuar, você vai acabar na minha cama se voltarmos com isso. — afirmou, ainda ofegante, como se temesse que aquelas atrações físicas fizessem cada um dos dois se arrepende-se.

– Eu te amo.. — sussurrou ela, no meio da chuva, em um tom audivel o suficiente para Leon ouvir.

– Não, você não me ama. Finja que é apenas uma atração mental e física. Não podemos passar disso. — afirmou novamente, fazendo lágrimas e soluços começarem a se iniciar na traquéia e nos globos oculares de Violetta. — Não, não chore.. — Ele recordou avançando naquela mulher, a abraçando de forma carinhosa e acolhedora, uma forma que Violetta ansiava por receber.

– Eu preciso de você.. — Ela murmurou contra o peito daquele garoto, aquele garoto que a fazia amar e anciar por qualquer gesto de carinho.

– Eu também preciso, mas.. Não podemos.. -Depois daquela afirmação, ele beijou os cabelos molhados dela, a apertando mais entre seus braços.

– Ok. — murmurou ela sentindo ele se separar daquele abraço causando assim uma solidão que não foi possível que aquela mulher identificasse.

– Vamos, entre no carro. Não me agrada você pegar uma gripe. — afirmou sendo cuidadoso com aquela mulher, passando o braço por sua cintura e retomando o trajeto até aquele carro.

Assim que adentraram, ela sentou no banco do carona e ele no do motorista, e voltou a falar, ligando a chave ao lugar próximo ao volante.

– Você quer dormir em um hotel? Não teria problema. — afirmou criando uma expressão de incredulidade em Violetta, pois não acreditava que ela estaria tão perto de dormir com Leon, com aquele homem que a havia tirado do sério a poucos minutos.

– Em quartos separados? — indagou, fazendo possível com que seus globos oculares optassem por ver a cidade passando fora daqueles vidros.

– Se preferir.. — murmurou com medo daquela mulher achar um abuso da parte dele, mais ele de tranquilizou ao ouvir a resposta dela.

– Eu não prefiro. Como eu já disse, eu preciso de você. — afirmou ela novamente.

– Violetta.. — Leon tentou pestanejar, mais foi em vão. Pois Violetta o interrompeu.

– Só me leva pro hotel, por favor. Eu não posso voltar pra casa. — suplicou podendo ver Leon pisar fundo no acelerador, assim constatando o aceleramento do automóvel.

Logo depois de tal ato, Violetta ouviu seu celular soar, e assim que pegou o telefone no painel, constatando quem a ligava. Deslizou o dedo pela tela, recusando a chamada.

– Quem era? — indagou Leon em um tom preocopante.

– Federico. — Ela afirmou, esbouçando um sorriso faceta.

– Hmm — murmurou como se estranhasse tal importância de sua família. — Quem é ele? — Perguntou tentando ao máximo não deixar transparecer seus ciumes.

– Depois de você — Murmurou já sentindo seus olhos marejados devido ao fato que ela estava a ponto de finalizar. — Meu melhor amigo. Ele escondeu o refil da minha maquiagem pois acha excessivo o meu uso abusivo. Ele queria saber se era pra tampar espinhas ou cicatrizes.. — Afirmou, finalizando sua fala e olhando para a janela, e constatou que ainda estava chovendo.

– Ele é filho da Jade, não é? — Indagou a aquela mulher, recebendo o assentimento imediato da cabeça dela. — Fico imaginando quantas lágrimas você já derramou.. — Sussurrou, como se fosse só pra ele ouvir, mais por incrível que pareça, Violetta respondeu.

– Só hoje, foram milhares. — Murmurou, olhando para a expressão dele, que se encontrava com um misto de estupefato e incrédulo.

Para o incrível alívio dela, ela observou o carro parar na frente do Hotel Carteiro Guadalaraja. Viu o mesmo amigo sair do carro e inconsequentemente abrir a porta do carona, onde Violetta saiu, e logo cobriu seu capuz acima do seu cabelo. Onde observou seu estado: Completamente molhada.

– Estou com vergonha de entrar.. — murmurou assim que sentiu as mãos de Leon agarrarem as suas e as puxarem para dentro.

– Venha logo! — Suas maõs agarraram as delas novamente, como se fosse para ela entrar definitivamente rápido, caso ou contrario, ficaria mais molhada ainda. Caminharam em passos rápido

em direção ao atendente, e logo ouviu Leon expressar.

– Reserva Vargas, 481. — Afirmou, recebendo uma máquina de recebimento de cartões na mão. — Senha. — Afirmou novamente, digitando números completamentes embaralhados. — Pronto. — Finalizou, observando o atendente confirmar e uma luz verde acender de dentro de um cartão-chave.

– 481, sr. Vargas. Quantos dias? — Indagou o homem em sua frente.

– Apenas uma noite. — Assim que terminou sua resposta, agarrou as mãos de Violetta novamente, e os dois seguiram em meio a um elevador, no Quarto andar.

...

Violetta estava rodeada pelos braços fortes de Leon mais uma vez, o que ainda acelerava os batimentos do seu coração.

Lentamente, moveu sua mão até o braço dele, movendo ele para um pouco longe de si, até que levantou, caminhando até a Janela.

Lentamente, moveu sua mão até o suporte onde com um pouco de força, abriu a mesma. Fitou o enorme reboliço dos carros, motos, e etc. Anciava por pular daquela estrutura, por saber os inúmeros fatores e prazeres de abandonar sua própria vida e se entregar ao completo suicídio.

Subiu no hack, pousando um pé naquela madeira, e depois o outro, tendo a perfeita observação daqueles monumentos mexicanos que tanto a encantavam. Mais seu olhar estava mais pra baixo. Muito mais pra baixo.

Com sua cabeça a mil, e seu coração em um milhão, ela pulou daquela janela como se estivesse pulando em uma piscina, e ligeiramente tocou o chão, constatando o quebrar de suas costelas, e o quebrar de seus ossos. Lágrimas rolaram por seus olhos, e ela por fim perdeu a consciência.

Ela havia acabado de cometer um suicídio.

Notas finais
Espero ter criatividade para mais um hoje.