Notas iniciais
Bom, como prometido , outro novo cap.. Sugestões, críticas, opiniões são bem vindas. E me respondam o que acharam do filho do Sr. Vargas , hehe.. Boa leitura

5 anos depois

Ela estava na frente do espelho novamente. Ela olhava seu reflexo com tanto ódio, que os nós de seus dedos ficaram brancos a medida que ela apertava sua mão em volta do mármore que revestia a pia.

Ela havia se cortado a minutos atrás.

– Porra, Violetta! Ande logo! — gritou uma voz bastante reconhecida e pouco amigável para Violetta. — Não quero me atrasar para o casamento do senhor Vargas! — gritou novamente, finalizando seus berros com um suspiro de impaciência.

– Já vou. — Gritou Violetta, enquanto pegava sua maquiagem rapidamente sob seus braços e pulsos. Aquilo não doía mais. A senhorita Castilho realizava suas multilações com muito desejo.

Aquela era sua rotina. Fazer tudo o que sua madrasta e seu pai mandavam. Obedecer as coisas idiotas e completamente sem noção que aquele casal maldito ditava.

Depois de terminar aquela operação "esconde-esconde" de cicatrizes e marcas, ela desceu em uma velocidade lenta, encontrando os olhos castanhos de sua madrasta. Ela agarrou o pulso daquela menina com força e a conduziu bruscamente até o carro.

– Federico está aí. — murmurou ela para Violetta. — Só espero que você não chame a atenção dele, menina inutil. — finalizou fitando o rosto daquela suicida com uma expressão ameaçadora.

– Pode deixar. — afirmou esboçando um sorriso firme, mais falso em seus lábios. Assim que aquela mulher se afastou ela se pôs a balbuciar. — Eu ri mais aquilo me machucou. — deu o fim naquele pensamento quando entrou no carro, sentindo o olhar de três pessoas sob ela. Tão pouco ligou. Aquela menina ligou o Play Music de seu celular, esquecendo o mundo.

***

– Senhorita Laffonteine, que honra. — um garoto irreconhecido pela pequena suicida saudou sua madrasta. Assim que os cumprimentos acabaram, ela seguiu Jade até a mesa onde se sentou do lado do estranho de olhos verdes, e onde permaneceu, ouvindo uma conversa em que não tinha o por que se inturmar ou entrometer. Sua vontade era sair daquele espaço grande e ir ao banheiro, para realizar suas multilações, repensando o decorrer daquele dia.

Controle-se. Murmurava pra si mesma. Sentiu o olhar daquele estranho de olhos verdes sobre ela, então a mistura das ofenças oculares que aquelas órbitas esverdeadas transmitiram era a gota d'água.

– Com licença. — afirmou com um sorriso nos lábios.

Andando em passos rápidos mais discretos, a pequena suicida chegou ao banheiro. Após realizar o ato, se enfiou no cubículo onde se encontrava os sanitários.

Ela abaixou a tampa daquele vaso e sentou. Tirou da meia de seu all star, a lâmina de um apontador que havia retirado a alguns dias atrás.

– Isso é por ser fraca.. — deslizou a lâmina sob seu pulso, rasgando a carne que estava naquele pedaço de corpo e logo ele começou a sangrar. — Isso por ser tola, inútil, imprestável, feia, uma portadora de sorrisos facetas, retardada, submissa, não ter atitude. — Rasgou a pele de seu pulso novamente, tendo a visão de mais sangue. Ela poderia ficar ali mais cinco anos se cortando e se xingando, mais não era possível. Tinha que sair de lá. — Por ser suicida! — gritou alto para deixar claro aos fantasmas que a assombravam. Após aquele grito, deslizou a lâmina afiada inumeras vezes pelo seu braço, subindo pela parte próxima ao ombro. — Por viver nesse mundo demoniaco e submisso, onde ninguém se importa comigo. — gritou novamente, tirando também das meias do sapato que usava um refil de maquiagem, da onde quando abriu teve uma surpresa. Não havia maquiagem naquele suporte, e ela amaldiçoou o fato de ter que pedir a maquiagem de Jade emprestada. — Federico eu te mato. — rosnou para si mesma, e logo levantou do vaso sanitário e saiu do cubículo, tendo como surpresa novamente o encontro do estranho dos olhos verdes.

– O que faz aqui? — gritou de susto, colocando seu braço multilado atrás de suas costas, tentando escondêlo ao máximo.

– Jade mandou te chamar. — murmurou, olhando para seu ombro, escondido pelo cabelo castanho e as californianas loiras. — Por que está escondendo o braço? Por acaso se cortou? — gozando em sua cara, aquele garoto riu da expressão de espanto da suicida.

– Posso ser todos os adjetivos e verbos ruins e péssimos, mais não sou retardada. — ela sabia que era mentira, mas era necessário, não poderia revelar seu lado mais sombrio para aquele homem. — E o que te importaria se eu fizesse isso? Tem alguma coisa contra multilações? — murmurou com uma expressão de incredualidade, onde aquele menino esboçou um sorriso suave nos lábios.

– Nada.

Apenas tive um passado ruim. — confessou. Violetta não acreditava estar falando sobre aquilo com um completo desconhecido. — Já me cortei. — levantando aquele terno, ele mostrou as cicatrizes de anos atrás, bem aparentes. — E você? — abaixou o terno novamente, esperando a resposta daquela mulher.

– Já. — o fato dela não ter revelado seu braço para aquele desconhecido, foi um dos motivos em que aquele estranho despertou impulso para lhe indagar algo que impertinava sua cabeça.

– Mostre-me seu braço. — Afirmou ele, recebendo um negativo com a cabeça daquela mulher, novamente. — Por favor. Posso te ajudar a se recuperar disso, assim como fiz com muitas pessoas. — Ele levou sua mão até o rosto daquela pequena adolescente, e acariciou suas tempôras com seus dedos grandes.

Com o braço com menos cicatrizes, ela levou até o peitoral daquele jovem, o empurrando para frente, mais logo os olhos verdes pousaram naquelas cicatrizes, formando uma expressão de espanto em sua face.

– Pequena suicida.. — seus dedos longos pararam o carinho no rosto daquela mulher, e sua mão se movimentou ao encontro do braço cicatrizado daquela menina. Passou o polegar por aquelas marcas, lamentando mentalmente, uma menina nova de dezoito anos se achar um lixo, a ponto de querer se matar. — Quando você começou? — os olhos dele penetraram nos dela, e lembrando da data daqueles acontecimentos, sentiu o seu olho lacrimejar.

– Há cinco anos. Nunca parei há cinco anos. — ela já se encontrava com lágrimas no olhar, e quando aquelas gotas sairam sem piedade, ela se descuidou em limpar aquelas gotas molhadas de seu rosto com seu braço, onde o braço multilado á horas atrás e a minutos atrás, ficou transparente para a visão daquele homem.

– Pequena suicida. — repetiu ele, agarrando com sua mão livre e com cuidado os pulsos que haviam sido multilados a pouco tempo. A garota começou a chorar ao sentir os lábios carnudos e quentes daquele homem beijar cada um de seus cortes. O rapaz quando terminou tal ato, abraçou a menina em forma acolhedora.

– Me faria um favor? — pediu ela, antes de um soluço. A confiança que aquele homem havia conseguido com ela em tão pouco tempo era de se assustar.

– Qual, pequena? — O fato de nenhum dos dois saber o nome um do outro deixava tudo muito confuso, mas aquele estranho aceitou a oferta. Ele faria tudo para ajuda-la.

– Meu refil de maquiagem acabou. Não posso voltar pra lá com marcas. — continuando abraçados, Leon se separou lentamente daquele corpo quente e ferido, mais logo entendeu o que aquela moça havia proferido.

– Vou arrumar um para você, fique aqui , não demoro. — Seus lábios carnudos e quentes depositaram um selinho em sua testa, que não demorou muito e aquele contato acabou.

Ela assentiu com a cabeça, vendo aquele homem sumir daquele espaço e lhe deixar só. — Patético. — sussurrou. — Não quero estar enganada com você, irís esverdeadas. — pondo seus dedos finos em sua testa, ela cerrou as pálpebras, como se anciasse sentir aquilo novamente. — Pare Violetta! — gritou quando aquele homem invadiu o banheiro com um refil de "Make" nas mãos.

– Parar com o que? — indagou ele, supondo outra possível multilação. — Iria se cortar de novo? — caminhando com a Salvação de Violetta nas mãos, ele parou na frente dela, a fitando. — Deixe, eu trouxe um refil. — murmurou deixando o mesmo em cima do balcão de mármore, cruzando os braços para aquela frase.

– Por que se cortava? — Violetta indagou. Aquele fato a constrangia, a ajudava, e a transparia curiosidade.

– Muitos motivos. — Aquele desconhecido confiável falou. Violetta já havia cobrido metades das suas cicatrizes e marcas, quando ele também perguntou. — E você? Por que se corta? — Esperou aquela mulher falar, olhando seu reflexo no espelho.

– Muitos motivos. — Esboçou um sorriso suave nos lábios quando sorriu sincera para ele, apontando seu olhar para porta e caminhando até a mesma. — Vou entregar a sr. Lynch. Já vou para a sua mesa. — Ela assentiu e seguiu para dentro daquele salão, e olhou para seu braço novamente, para certificar que ninguém notasse a sua tentativa de suicidio. Ao chegar na mesa onde estava sua "familia", recebeu o encontro da face daquela madrasta idiota, que comprimentou ela com um sorriso faceta, virando o rosto e rindo, gozando do espetáculo e da fraude que via a sua frente.

– Você desentupiu os vasos que você entupiu? — gozou novamente da cara da enteada, e Violetta não queria chorar, não queria ser fraca na frente de todos.

Sentiu seu olho lacrimejar quando foi surpreendida pelos braços fortes que agarraram seu ombro com cuidado, ela sentiu que ele sabia que ela havia cortado seus ombros, quando se virou e reviu os olhos esverdeados, perfeitos e acolhedores.

– Peço que não desrrespeite minha convidada, sr. Laffonteine. Quero que saiba que o que ela estava fazendo não é da conta de ninguém desta mesa, muito menos da senhora, que não sabe as facetas de sua enteada, muito menos o que ela sente com relação as suas gozações. — todos ficaram boquiabertos. Como que um Vargas defenderia um traste como ela? Era o que todos naquela mesa pensavam. Mais o que Violetta mais pensava era quais eram as intenções daquele homem onde ela nem sabia o nome. Mais que havia a ajudado completamente.

– Por favor, Vargas! Ela é um traste, e sabe que é! — Riu novamente da cara da enteada que, por sinal, iria começar a chorar.

– Inveja desse corpo perfeito te consume, Jade! Inveja desses dentes perfeitamente brancos te engole. Seu ego feminino tem inveja por ela ter 18 anos, e você 39. Se enxerga, senhorita Laffonteine. — terminou, esboçando um sorriso em seus lábios, como se aquelas palavras tivessem feito as outras pessoas rirem, tanto quanto ele.

Violetta nunca havia sido defendida por homem algum, nem por seu pai. Aqueles atos daquele menino a deixaram estupefata, pois ela nunca pensava gostar de alguém, e nem alguém gostar dela e vice e versa, só que para ela, aquilo poderia ser o inicio de uma unica e verdadeira amizade.

Notas finais
Bom, gostaria de agradecer ao comentário de Yo Amo Violetta FC, e aqueles fantasmas que vão ler a fic ainda Temo dizer que estou com vontade de outro cap hoje.. Então, tchau amores, e reviews. Ps: tirem suas opinioes sobre como vai ser a atitude da Jade