Notas iniciais
Lá vou eu de novo, com uma nova fic. Bom, vou começar com o prólogo, e essa história vai ser diferente de todas que eu ja tive
Boa leitura

Lá estava ela.

No seu banheiro, sentada, sozinha. Com um gilete em suas mãos, se perguntando se deveria mesmo fazer aquilo

Sua mãe havia acabado de morrer. Ela tinha 13 anos, e estava ela escolhendo entre a força e o fraquissidade de seus atos.

- Não posso.. Sei que alivia, mais tenho que ser forte! — murmurou, juntando forças para tomar sua decisão. — Porra, por que eu vou fazer isso? — jogou o gilete para longe, e o pequeno artefato roçou o balcão de mármore, antes de cair no chão.

Aquela lâmina à chamada. O diálogo de seu subconsciente era parecido com um gráfico, onde sua força perdia para aquele artefato cortante.

- Venha aqui. — ela estava tão louca a ponto de achar que aquele objeto falava com ela. Mas era verdade, o mesmo estava chamando seus pulsos, sua alma, tudo o que a atraía para o grande mundo pequeno de sombras e suicídio.

- Não preciso de você! — murmurou ela cerrando as pálpebras, e inspirando o ar que havia naquele pequeno espaço. Ela havia pretendido não soltar o oxigênio tão cedo

- Olhe só, sua mãe te deixou. Seu pai não liga para a sua existência, e sua familia não te nota. Você não tem amigos, não tem o amor. Sofre bullyng naquela escola e você não tem saída a não ser eu. Venha aqui agora. — Aquelas palavras entraram em seu subconsciênte. Ela começou a chorar, de soluçar extremamente forte. Mas não ligou. O que aquele objeto havia proferido palavras completamente exatas, acusações completamente certas, não havia como negar.

- Querida, está tudo bem? — seu pai indagou do outro lado da porta.

Você não se importa. O subconsciente de Violetta gritava para ela mesma.

- Está sim, papai. — ela gritou do outro lado para que aquele homem ouvisse. — Apenas estou abalada com a morte da mamãe. — terminou, ouvindo uma risada abafada de seu pai, e em seguida, ela não havia ouvido mais nada

A gota d'água.

- Eu te deixo entrar no meu mundo, pequena. Isso foi a prova de que você necessita de mim. — suas conclusões haviam se cessado. Ela necessitava daquele artefato, necessitava aliviar a dor e a solidão que sentia à três anos, desde a descoberta do câncer de tireóide que sua mãe carregava nos pulmões, desde quando sua vida havia se transformado em um lixo.

- Eu necessito de você. Meu corpo lateja para aliviação, e você tem razão. — murmurou suas palavras com fascinação e inveja, como se multilações ajudassem mesmo, como se aquele objeto fosse sua salvação. — Você é o meu único amigo. — terminou, se levantando do chão frio do banheiro e indo até o outro lado daquele espaço, ela se inclinou para frente e se abaixou, pegando com os seus finos dedos o gilete. Por motivo próprio, ela tombou para o lado, tombando suas costas contra o azulejo daquela parede fria e dura.

Olhando para o artefato, levantou seu braço esquerdo, e retirou o pano de sua jaqueta de cima de seu pulso, e o resto da parte de baixo daquela carne, aquela carne que esperava, neceasitava, e desejava ser cortada.

Calmamente, posicionou o gilete sob seus pulsos, e sentiu a afiedade daquela lâmina. Suspirou, e as suas lágrimas desceram, rolando sua face e terminando ou em sua jaqueta, ou em seu próprio braço, que logo logo não seria branco, e sim vermelho.

Suas mãos deslizaram para o lado, e logo aquela imensidão vermelha começou a surgir de dentro de si, ultrapassando suas camadas finas de pele e saindo pelo corte que ela acabava de ter feito.

Repetiu a dose por aquele pulso repetitivas vezes. O chão do banheiro encontrava-se completamente manchado, misto de suas lágrimas e o sangue avermelhado, resultado da dor e do alívio. Passando pelo braço, repetiu ainda mais os deslizes que havia feito, como da primeira vez. Ela sabia que ficaria marcas, cicatrizes, e sempre que olhasse para seus pulsos veria, lembraria e choraria, relembrando aquele dia e aqueles atos.

Ela havia terminado. Sabia que era o bastante para aliviar sua consciência, mais seguiu com aproximadamente o mesmo peso imaginário de quando começou suas multilações.

Aquilo tudo havia doído. Era uma bela forma de descontar a raiva de sí própria. Era uma metáfora completamente aliviadora, mais arriscosa, e incrivelmente perigosa. Ela se achava uma completa louca, desocupada e modista daqueles atos repetitivos e marcantes que acabara de fazer.

Jogou o artefato ensangrentado novamente para longe. E deitou no chão frio daquele ambiente, sujando seu belo rosto pálido de um vermelho vivo. Bom, o seu sangue poderia representar isso, mais seu corpo, mente e alma não. Afinal, ela havia morrido, e ninguém percebeu.

Ainda chorando, levantou-se e caminhou até o box, ligando o chuveiro.

Assim que aqueles cortes atingiram a água morna, ela pouco se importou da ardência, estava triste, e com arrependimentos que poderiam lhe matar. Seus pensamentos pareciam lhe assassinar.

Depois daquele banho tão pouco relaxante, saiu do banheiro, dando vista ao seu quarto rosa. Seu desejo era mudar a cor daquele ambiente, depois daquele ato, ela não era uma menina viva e feliz, ela eera uma menina morta e triste.

Caminhou até seu closet, retirando de lá sua calcinha preta, onde vestiu com um tipo incomum de esforço e indiferença. Ela se perguntava o que teria acontecido com suas roupas coloridas, após se olhar no espelho com sua camisola de seda marrom. Aquele pano ia até suas mãos, ele revestia seus braços para o frio. Deu graças a seus cortes por estarem em uma época de inverno, onde com tantos casacos ninguém notaria suas feridas.

Eu me tornei fria assim que aceitei aquele gilete. Estou presa ao meu mundo suicidio agora. Estou presa em um mundo sombrio, cheio de demônios, cheio de laminas, cheio de sangue, e com apenas uma anja solitária. Eu. Murmurou no tom menos audível possível, onde apenas ela escutou suas lamentações e suas aceitações.

Ela caminhou até o seu quarto novamente, andando até seu leito, onde deitou no mesmo, e se cobriu. Adormeceu em pouco tempo, em meio a mais lágrimas e arrependimentos.

Ela nunca mais foi a mesma depois daquele dia.

Notas finais
Bom espero que tenham curtido esse prologo, e jaja tem outro cap amores :3 reviews pfvr
Tiau :*