Dont Let Me Fall

26 Último dia.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! Aviso: Lemon.

Capítulo 26 – Último dia.

Narrado por Matheus

Era uma pena que o pai de Felipe estava quase voltando de viagem, aproveitamos bastante, não que saímos, mas porque passamos muito tempo juntos, hoje seria o nosso último dia...

Naquela manhã, eu nem pensei em acordá-lo, eu estava deitado do seu lado na cama, olhando seu rosto angelical adormecido, passei de leve o polegar em sua bochecha, meu coração doía, eu sabia que o veria sempre, mas vê-lo todos os dias e dormindo ao seu lado, eu sentiria falta.

Ele respirava fundo, mas ainda assim era sensível ao meu toque, Felipe soltou alguns ruídos e se mexeu. Me aproximei, colando meu corpo no dele e puxando a coberta até a altura dos nossos ombros, ele sempre dormia sem camisa, o abracei por baixo do edredom e enterrei minha cabeça na curva de seu pescoço.

O abracei como se nunca mais fosse vê-lo, senti o cheiro delicioso que exalava de seu corpo e dei um beijo estalado em seu pescoço. Meu coração ainda doía, e quando menos imaginava, meus olhos lacrimejaram e as gotas começaram a cair.

Comecei a soluçar e apertar ainda mais seu corpo contra o meu, até que ele se mexe, mas pareceu continuar dormindo. Mas de repente sinto suas mãos me apertando na cintura e me envolvendo num abraço.

—Math? Você tá chorando? –Diz ele afagando meus cabelos.

—N-Não... –Tentei mentir.

—Então porque meu pescoço tá molhado? –Diz ele se afastando para poder me olhar nos olhos. –O que houve?

—Não é nada... –Falei enxugando o rosto com a costa da mão.

—Por favor... Me fale...

—É que... É nosso último dia juntos... Seu pai chega de viagem amanhã cedo...

—Você vai sentir minha falta? –Diz Felipe sorrindo.

—Vou. –Falei balançando a cabeça afirmativamente.

—Não precisa se preocupar com isso, eu vou vir te ver todos os dias...

—Eu sei... Estou me sentindo um bobo agora...

—N-Não, nada disso... Eu também vou sentir muita falta sua... –Diz Felipe me mordendo na bochecha.

POV MATHEUS OFF

Felipe o apertou ainda mais em seus braços, falando perto de seu ouvido:

—Como você quer aproveitar o nosso último dia juntos?

—E-Eu... Eu quero ficar com você aqui... –Diz Matheus com a voz manhosa.

—Na cama?

—Sim...

—Eu sei de uma coisa que podemos fazer deitados... –Felipe diz em tom malicioso e sorrindo torto.

—N-não! –Matheus o interrompe antes que continue.

—Você nem sabe ainda do que estou falando...

—Sei sim! –Diz Matheus com as bochechas vermelhas.

—Mas o que há de errado em querer assistir um filme com você? –Diz Felipe debochado.

—Não era isso que você queria falar!

—O que você pensou que fosse Math?

—Q-Que... Que você... N-Nada! Esquece!

—Diga.

—Pensei... Pensei que... Você queria...

—Queria o quê?

—Fazer amor comigo... –Matheus diz quase num sussurro, fazendo Felipe rir da sua timidez.

—É, parece que você acertou... –Diz Felipe se deitando sobre ele.

—M-Mas... E-Espera... Acertei o quê?

—Eu quero fazer amor com você... –Diz Felipe sussurrando no ouvido de Matheus.

—N-Não... F-Felipe... M-Melhor não!

—Por que não?

—Bom... Eh...

—Fale pelo menos um motivo...

—A-Acho... –Matheus suspira. –Acho que podemos sim...

Felipe, que estava sobre ele, acariciou seu rosto e foi se aproximando aos poucos para beijá-lo. Matheus estava com as bochechas rosadas e ofegava, seu coração quase pulava para fora quando ficava tão perto de Felipe, que não sabia que mesmo que eles namorassem a um bom tempo, Matheus ainda tinha os mesmos sintomas de quando descobriu que estava apaixonado por ele. Ficava com as mãos geladas e suadas, seu coração batia como um louco, se estivesse em pé, era como se fosse cair, porque suas pernas ficavam trêmulas, ele gaguejava, e não conseguia se concentrar, seus olhos azuis o deixavam louco e ele delirava com o seu perfume.

—Math... Eu adoro o jeito que você fica quando não sabe o que fazer...

—Do que você está falando? –Pergunta Matheus.

—Do jeito que você fica quando estou prestes a te agarrar...

—Q-Quê? –Matheus diz ficando com as bochechas ainda mais vermelhas.

—Calma... Calma... –Felipe ri e morde sua bochecha.

Narrado por Matheus

Ele ainda estava por cima de mim, mas eu gostava, porque tinha uma bela visão daquele ângulo, passei meus braços em suas costas, o abraçando e encostando minha cabeça em seu ombro enquanto ele ia fazendo uma trilha de beijos em meu pescoço. Suspirei, mordi o lábio inferior para conter os gemidos que ele falava que eu soltava quando ele me tocava naquela área, e meu corpo já começou a dar reações mesmo com tão pouco... Eu precisava dele, do mesmo jeito que ele precisava de mim.

Enquanto ele mordia e beijava meu pescoço, as mãos dele passeavam por baixo da blusa larga que eu usava, subindo e apertando um dos meus mamilos, soltei um ruído e senti Felipe lambendo e sugando a pele do meu pescoço novamente. Me agarrei ainda mais ao corpo dele, ele desceu com a mão e tocou o volume que estava começando a formar por baixo da minha calça, um gemido escapou pelos meus lábios entreabertos, e ele esfregou os dedos por fora do tecido.

—F-Felipe... –Disse quase num gemido tentando controlar a respiração.

—Está gostando Math? –Diz ele em tom pervertido e mordendo minha orelha.

—S-Sim... –Falei subindo uma das minhas mãos para o meio de suas costas.

—E disso? –Perguntou ele me tocando por dentro da calça.

—N-Não faça isso... –Falei soltando outro gemido em seguida.

—O que você disse? Que quer um pouco mais rápido?

—P-Pare... N-Não... I-Isso é... Ah... F-Felipe... P-Pare... –Disse gemendo enquanto descia arranhando suas costas.

Felipe retirou sua mão de lá, mas foi somente para pegar no elástico da calça de moletom que eu usava para abaixá-la. Ele a jogou no chão e depois foi a vez da minha camisa, ergui os braços para ajudá-lo e assim ele a retirou.

Felipe novamente colou seu corpo no meu, e mesmo ele vestindo somente um short, senti o volume por baixo da bermuda tocando meu corpo, coloquei a mão no cós do short dele e o abaixei. Ele pareceu surpreso, mas continuei, retirei sua bermuda, que foi parar ao chão junto com as minhas peças de roupa.

Levei minhas mãos nos cabelos dele e o beijei como se necessitasse daquilo há muito tempo. E enquanto acariciava os fios, ele sugava minha língua, nos beijávamos com ferocidade, era ele que sempre me dominava, mas naquele momento era eu que queria provar cada vez mais de seus lábios.

—F-Felipe...

—O que foi Math?

—E-Eu não posso esperar mais... –Disse com a respiração descompassada.

Felipe olhou para baixo, meu membro estava molhado de excitação, ele deu mais uns daqueles sorrisos pervertidos e abaixou-se, dizendo:

—Da última vez você me deixou louco, quero fazer o mesmo com você...

Engoli seco com aquela frase, como assim da última vez? Eu nem me lembro do que fizemos na nossa última vez...

Senti sua língua quente percorrendo meu pênis completamente, mordi o lábio inferior para tentar me conter, mas aquela boca, e tudo naquela expressão de maníaco por controle que ele tinha, me deixavam louco.

Ele desceu mais um pouco, e não acreditei quando senti sua boca tocando meu testículo e o massageando devagar, deixei outro ruído escapar, Felipe voltou a percorrer com sua língua úmida por ele todo e logo o colocando dentro de sua boca, ele pressionou meu membro com seus lábios e começou a se movimentar devagar.

Senti sua garganta lisa tocando-o, não acreditava que ele estava indo tão fundo, apertei o lençol embaixo de mim e tentei controlar os ruídos inevitáveis, até que ele aumenta o ritmo e consigo ouvir os barulhos de sucção que sua boca fazia em meu pênis, olhei para baixo, ele estava com uma expressão erótica, não me contive, segurei em seus cabelos e o ajudei nos movimentos, e naquele momento, deixei um gemido escapar sem querer.

Felipe continuou com os movimentos, e parou para contornar a glande com a língua, mas quando ele novamente o colocou dentro de sua boca, não demorou muito para que eu sentisse que o orgasmo estava vindo, foi só ele se movimentar que senti uma corrente elétrica percorrer o meu corpo e era como se eu me desmanchasse depois.

—D-Dessa vez você foi rápido... –Diz Felipe depois de engolir. -Eu não te disse que eu ia te deixar louco, Math?

—Você conseguiu... –Disse com a respiração falhada.

—Agora é minha vez não acha?

—Como quiser... –Falei sorrindo.

—Mas...

—Mas o quê?

—Quando eu estiver quase, quero que pare...

—T-Tudo bem... –Falei envergonhado.

Ele ficou de joelhos na cama e me abaixei, coloquei-o direto em minha boca, gostava de senti-lo, embora eu não conseguisse o colocar todo na boca... O chupei do jeito que sabia que ele gostava, massageando com a mão e indo até onde podia com a boca.

Os suspiros dele começaram, então olhei para ele por cima dos cílios enquanto o sugava, eu também sabia que isso o deixava doido. Felipe soltou um gemido, eu estava perto, continuei com os movimentos e deixei que alguns ruídos saíssem da minha boca, o que eu sabia que o enlouquecia de vez.

—A-Ah... P-Pare... Math...

—Mas já? –Falei como se não soubesse que logo ele chegaria ao seu limite.

—Se deite... Agora... –Diz ele com a respiração acelerada.

Me deitei debruço, do jeito que eu também sabia que ele gostava, somente com a parte de trás do corpo levantado para ele. Ele engatinhou pegando em minha cintura, se preparando para encaixá-lo em mim.

—E-Espere! F-Felipe! –Disse me virando para ele.

—O que é?

—Você não vai colocar... Você sabe...

—Não estou a fim de colocar preservativo hoje... –Diz Felipe e logo depois sussurra em meu ouvido. -Você não faz ideia de como estou louco de vontade de sentir sua pele quente me pressionando...

Senti minhas bochechas ficando ainda mais vermelhas, como ele tinha coragem de dizer uma coisa dessas tão naturalmente? Eu só sei de uma coisa, que quando o Felipe fala com esse tom de voz, vai doer... E muito.

Ele mordeu minha orelha e logo forçou meu corpo para se deitar, deitei debruço e logo senti suas mãos puxando minha cintura para trás, na mesma posição que eu tinha ficado antes, com a parte de trás do corpo empinada para ele.

Eu já estava imaginando a dor quando ele apertou os dedos no meu quadril, apertei o lençol e logo senti seu membro me acariciando por trás, soltei um suspiro, mas quando realmente vi que ele estava entrando, fechei os olhos e senti seu pênis sendo empurrado para dentro de mim, gemi e chamei o nome dele, como se implorasse por misericórdia.

Ele forçou ainda mais, empurrando toda a extensão de seu membro para dentro de mim, e puxou meu quadril ainda mais para cima. Gemi me segurando no travesseiro, ele me penetrou ainda mais forte, fazendo que os movimentos deixassem de ser tão vagarosos, a dor aumentava cada vez mais, mas não deixava de ser prazeroso.

Felipe apoiou a força do seu corpo sobre o meu, e quase desmoronei, meus joelhos estavam fracos, então apoiei minhas mãos na cama e estiquei os braços, Felipe segurou com firmeza em meu quadril e começou a se movimentar mais rápido do que podia.

O baque do seu corpo no meu, chegava até chacoalhar a cama, eu não aguentaria por muito tempo, minhas mãos já começavam a ficar cansadas, e quando eu menos imaginava, ele deita seu corpo no meu novamente, e me segurei pra não cair debruço, mas ele envolve meu abdômen com os braços e me puxa para cima, me deixando sentado de costas em seu colo.

—Math, se levante...

Me levantei devagar, sentindo seu membro sendo retirado aos poucos de dentro de mim, e me virei para encará-lo, que me puxou para sentar em seu colo. Coloquei os braços em seus ombros enquanto ele segurava o seu membro, o guiando para dentro de mim novamente, quando ele o encaixou, sentei devagar, sentindo-o me penetrando aos poucos, deixei que outro gemido escapasse.

—F-Felipe... –Chamei seu nome quase num gemido e escondi meu rosto na curva de seu ombro.

Ele continuou, apertou minha cintura com força e entendi que era para ajudá-lo nos movimentos, levantei um pouco meu quadril e desci, continuando os mesmos movimentos freneticamente. Comecei a dar leves impulsos, saltando devagar em seu colo, deixando escapar outro gemido.

—A-Ah... É tão bom... Poder ver seu rosto... –Felipe diz com a voz falhada.

Olhei para ele confuso, ele estava com as pálpebras semicerradas e com os lábios entreabertos, suspirava e soltava gemidos baixos, quase inaudíveis.

—Por quê? –Perguntei curioso, ainda me movimentando.

—A-Adoro quando... Você fica com essa cara de pequeno pervertido...

Eu sorri, ele nunca mudava o seu jeito, até comecei a gostar dessa maneira que ele me chamava de vez em quando. Mas Felipe pareceu impaciente, sua respiração ficou ainda mais descompassada, ele apertou minha cintura e disse:

—M-Mais rápido... M-Matheus...

Apoiei bem minhas mãos em seus ombros e levantei devagar todo o meu corpo, e voltando para empurrar seu membro para dentro de mim, me movendo com mais freqüência.

—M-Matheus... –Felipe suspirou antes de me parar.

Ele segurou firme em minha cintura e me deixou somente sentado sobre ele, me abraçou e inclinou-se para nos deitarmos. Deitei na cama com o corpo dele colado no meu, e logo depois, Felipe abre minhas pernas, com seu membro ainda dentro de mim. Ele segura minhas coxas a volta a tomar o controle.

—V-Você está me deixando maluco... –Sussurra Felipe em meu ouvido.

Ele retira seu membro e volta me penetrar, colocando-o por inteiro, aproveitei que ele estava perto de mim para beijá-lo, enchia seu pescoço de beijos e suas costas de arranhões, era delicioso o jeito que ele se movimentava, e ele parecia gostar ainda mais quando eu dava leves puxões de cabelo nele.

Os gemidos dele se misturavam com os meus, e quando reparei, ele não se continha mais, aquele maníaco por controle não conseguia deter os gemidos, o que significava que ele estava prestes a...

—M-Matheus... –Felipe diz em meio a gemidos e solta minhas pernas.

Sorri vitorioso, era tão bom vê-lo cansado, seu peito se movia rapidamente, e quando ele recuperou uma pequena parte do fôlego, ele segurou meu queixo e atacou meus lábios, me beijando com ternura, e ao mesmo tempo me devorando.

Ele apoia suas mãos na cama e sinto seu membro saindo de dentro de mim, mordi o lábio inferior, porque junto dele, também senti escorrendo seu líquido quente. Felipe se deita ao meu lado e morde minha bochecha.

Virei para encará-lo e o abracei apertado, e ele não disse nada, só segurou minha cabeça contra seu peito, me abraçando com cuidado. Isso já bastava.

Notas finais