Dont Let Me Fall
20 Mais do que palavras...
Notas iniciais
Aviso: Lemon.
Capítulo 20 – Mais do que palavras...
Narrado por Thiago
Acordei com meu celular tocando na cômoda, o peguei e vi que era uma chamada do meu amigo Renato.
–Alô? –Atendi ainda sonolento.
–Que voz é essa? Tava dormindo?
–Estava. –Disse rude.
–Mas já são duas da tarde...
–E daí? É domingo...
–De qualquer maneira, é sobre a banda...
–Não vai me dizer que você cancelou o ensaio de hoje a noite... –Digo.
–Não... Não... Mas é que o Eduardo ainda tá viajando... Queria perguntar se você faria o vocal dele...
–Tudo bem... Faço sim...
–Valeu cara... E desculpa atrapalhar seu sono da beleza...
–Engraçadinho... –Disse desligando.
Renato e Eduardo eram como se fossem irmãos para mim, há um ano montamos uma banda, não estávamos ainda preparados para shows, mesmo eu achando que nós tínhamos potencial para isso... Mas três panacas que ainda nem sabem ao menos o gênero que tocavam, não estariam preparados para apresentações...
Nossa banda, em minha opinião, tinha uma forte influência de rock antigo e com uma pitada de indie. Renato tocava bateria, mas sabia tocar outros instrumentos também, mas quando as baquetas estavam em suas mãos, ele deixava tudo mágico com seus movimentos. Eduardo era ótimo cantor e liderava a guitarra muito bem, e eu era o insignificante, quase ninguém notava o baixista... E de vez em quando eu ajudava no vocal...
Me sentei na cama, baguncei os cabelos e esfreguei o rosto, já estava muito tarde para continuar dormindo.
POV THIAGO OFF
Narrado por Matheus
–Eu não acredito que você conseguiu me convencer a passar a noite aqui de novo... –Disse me encostando na cabeceira da cama de Felipe.
–Não tem nada demais... Seus pais já sabem sobre nós... E os meus também... –Felipe diz.
–O quê?! –Perguntei. –O que você disse?!
–Que seus pais já sabem?
–Não Felipe! Você... Você disse que... Que os seus pais também já sabem... Sobre nós...
–Sim...
–Como?
–Simples, eu contei...
–Mas... Como? O que... O que eles disseram?
–Chamei minha mãe para vir aqui... Eu estava decidido que contaria para os dois ao mesmo tempo... –Felipe diz suspirando. –Foi o dia mais tenso da minha vida... Nunca fiquei tão nervoso... E sabe... Minha mãe me encheu de perguntas, nunca a vi tão brava...
–Sobre o que ela perguntou? –O interrompi.
–A primeira coisa que ela fez, foi perguntar como isso aconteceu... Porque sabia de quando eu estava namorando a Aline... Mas particularmente eu não soube responder... De certo modo... Mesmo ela pensando o contrário... Eu não perdi o interesse por mulheres... –Diz Felipe e eu rangi os dentes. –Só que não tenho olhos para mais ninguém nesse momento... Você sabe que eu sou louco por você, não sabe? -Diz Felipe me mordendo na bochecha.
Corei e respondi afirmativamente.
–Bom, mas continuando... Quando minha mãe terminou as perguntas, ela foi embora, mas adivinha?
–O quê? –Perguntei.
–Meu pai ficou calado a maior parte do tempo, a cara dele não estava nada boa... Mas sabe, antes de ir, minha mãe perguntou se ele concordava com minha escolha...
–O que ele respondeu?
–Ele disse que se aquilo me deixasse feliz... Ele aprovaria...
–Então ele... Ele aprova mesmo o nosso namoro?
–Sim...
–Ah! –Gritei o abraçando, na verdade, me jogando por cima dele. –Eu estou tão feliz!
–Eu também Math... –Diz ele apertando ainda mais o abraço.
–Por que não me contou antes?
–Queria fazer surpresa, eu contaria ontem junto com as alianças, mas acabei esquecendo...
–Sei... Sei... Você tava tão apressado pra me agarrar que acabou esquecendo... Isso sim.
–Assumo toda a culpa... –Ele diz rindo. –Ninguém mandou ser tão fofo... Mas... Você gostou... Não gostou?
–Por que você sempre faz essa pergunta? –Eu disse com a cabeça enterrada em seu pescoço. –Eu adorei...
–Ah... E Math... Corte suas unhas...
–Hã? Por quê? –Perguntei confuso.
–Meu pai viu os arranhões... E perguntou do que era...
–Você deu uma desculpa?
–Claro que não...
–O quê?! Mas então... O que você disse pra ele?
–Sobre nosso relacionamento... Normal...
–C-Como?!
–Foi depois que ele já sabia do nosso namoro... Ele até perguntou se eu era o ativo ou o passivo... Não sei de onde ele tirou isso...
–Mas... Felipe! E-Espera... Ativo... Ou passivo? O que é isso?
–Você não sabe?
–N-Não... Eu acho...
–Nunca ouviu falar?
–Não que eu me lembre...
–Bom... Deixe pra lá então... Não quero te corromper com esse tipo de coisa...
–Felipe! –Eu disse dando um tapa em seu ombro. –Como se você já não tivesse feito outros tipos de coisa pra me corromper...
–É bobagem, esqueça...
–Por favor... –Disse com voz manhosa.
–Você não tem jeito... Mas não quero que reclame depois...
–Pode falar...
–Bom... O ativo é quem dá... E o passivo, é quem recebe... Então obviamente falei para o meu pai que eu era o ativo...
–E-Espera! C-Como assim?!
–Não se faça de bobo, você entendeu...
–Mas... Mas... Ei Felipe!
Ele começou a rir sem parar, eu deitei e tampei o rosto com o travesseiro, senti meu corpo sendo pressionado pelo dele, e logo Felipe retira o travesseiro dele da minha cara.
–Para com isso Math...
–É vergonhoso...
–Não é não...
–É sim...
–Bom... Mas... Se você quiser ser o ativo um dia, quem sabe, eu deixo... –Felipe diz.
–Sério?
–Não.
–Eu não ia querer mesmo... –Falei bufando pegando de volta o travesseiro e cobrindo o rosto.
–Math! Math! É brincadeira... Só que não sei... Acho que eu não gostaria muito, mas se você quiser tentar um dia, eu deixaria... Só por você... Mas tira esse travesseiro da cara! –Felipe diz puxando-o das minhas mãos com força.
Minhas bochechas provavelmente estariam mais vermelhas que um tomate naquele instante, eu não queria que ele me visse assim, mas ele já estava acostumado, então somente fiquei quieto, sentei na cama e olhei pra baixo.
–Math... O que foi?
–N-Nada...
–Por que você ficou assim de repente? Foi pelo o que eu disse?
–Deve ser...
–Ah... Me desculpa... –Ele disse se aproximando, sentando do meu lado.
–Não foi nada... A-Acho que vou ir embora agora...
–Não! Tá cedo ainda!
–M-Mas Felipe... Você nem deve me aguentar mais de tanto que eu fico aqui...
–Até parece... Se eu não gostasse da sua presença, eu mesmo te mandava embora... –Disse Felipe rindo e me mordendo na bochecha. –Mas eu te amo Math, você sabe...
Ficando ainda mais vermelho em... Três, dois... Um.
POV MATHEUS OFF
Narrado por Thiago
Quando deu oito da noite, fui tomar um banho e me arrumar, logo teria que estar na casa do Renato para o ensaio. Quando terminei, perguntei para minha mãe se ela precisaria de ajuda para olhar o Rafael aquela noite, mas ela disse que estava tranquila, e que eu não precisava me preocupar, então dei tchau e saí.
A casa de Renato era umas seis quadras da minha, andei um pouco e cheguei lá um pouco cansado, toquei a campainha e ele atendeu, entrei, e como sempre, ficava admirado com a decoração da casa dele, como ele tinha se mudado por não aguentar mais morar com os pais, teve que se virar sozinho, mas eu nunca imaginei que um dia a casa dele seria tão sofisticada.
Ele me olhou de cima abaixo quando sentei na sua cama, e logo depois disse:
–Não trouxe o violão?
–Não sabia que você queria que eu trouxesse...
–Não, não... Tudo bem...
Renato tirou seu violão do apoio e se sentou do meu lado.
–Acho que vou treinar só o acústico hoje...
–Tudo bem. –Falei. –Por qual música começamos?
–More than words?* –Renato perguntou.
–Essa é boa…
Ele começou com as primeiras notas da música e logo iniciei cantando, me lembrava facilmente da letra... Era uma das minhas músicas favoritas... Eu estralava os dedos para marcar a música enquanto cantava, e ele cantava alguns versos comigo.
O esquisito foi que enquanto a música rolava, ele me olhava diretamente nos olhos, se eu não cortasse o contato visual olhando para o lado às vezes, acho que me perderia ou acabaria me esquecendo de cantar.
Estranhamente ele parecia estar afetado com a letra da música, eu sabia de quando ele ficava emocionado, pois seus olhos ficavam avermelhados, mas ele nunca deixava uma lágrima cair, e sua voz ficava ainda mais mansa, mas ainda assim, ele cantava com grande dedicação.
Por um instante, os olhos dele novamente foram em direção aos meus, continuei cantando, e era como se aquelas doces palavras da música fossem para ele, e senti minhas bochechas queimarem. Renato sorri enquanto toca e novamente chega a parte de ele cantar junto comigo.
Então a música finalizou com uma frase que me arrepiou por completo, o que tinha sido aquilo?
Quando achei que mais estranho não ficaria, vejo Renato colocar o violão de lado e se aproximar ainda mais, tocando em meu queixo e levantando meu rosto para cima. Pensei em perguntar o que ele iria fazer, mas minha voz não saiu, engoli seco e tentei desviar o olhar do dele, mas logo seu rosto ficou ainda mais próximo, até podia sentir sua respiração quente tocando minha pele.
Milímetros de distância separavam nossos lábios, fechei os olhos, imaginando o que aconteceria, e então, finalmente senti seus lábios pressionando os meus, mas logo se movendo com ternura, e acompanhei o seu ritmo, sua mão foi parar em minha nuca, e meus braços foram para trás do pescoço dele, entrelaçados.
O gosto do beijo dele era muito bom, mas eu queria sentir mais, deixei uma pequena abertura entre meus lábios enquanto o beijava, e ele pareceu ler minha mente, sua língua invadiu minha boca, mas ao mesmo tempo, com delicadeza, deixei-me levar pelos seus movimentos e novamente segui seu ritmo.
Sem descolar os lábios dos meus, ele se curvou sobre mim, me fazendo deitar na cama, e suas mãos logo foram me acariciando pelo corpo todo, eu estava com tantas dúvidas na cabeça, mas não conseguia dizer nada, muito menos parar as carícias dele, e seu beijo era tão cativante...
O fato de um dos meus melhores amigos estar sobre mim, me beijando da forma mais romântica que já fui beijado em toda minha vida, e acariciando meu corpo todo, só me deixava cada vez mais confuso, por que tão de repente ele começou com aquilo? Eu queria tanto uma resposta! Mas infelizmente ele não conseguia ler minha mente, e ele me deixava sem forças para perguntar.
Percebi que a temperatura daquele quarto estava subindo quando senti a necessidade enorme de me livrar das minhas roupas para que meu corpo pudesse respirar, e isso, Renato já estava dando um jeito, pois sua mão foi parar no zíper do meu casaco, e quando percebi, ele já estava jogado no chão, e logo depois, ele se livra da minha camisa, puxando-a para cima, e eu ajudei erguendo os braços, o que estava se passando pela minha cabeça para deixar que ele fizesse isso?!
Ele olhou para o meu corpo e deu um beijo em meu tórax, mas logo tratando de tirar sua camisa também. Quando ele vai levantando a blusa aos poucos, logo a retirando por completo, fico paralisado por um instante, olhando para os seus braços fortes e seu corpo definido, fiquei com vergonha de mim mesmo naquele instante por ser tão magro, quase uma tábua.
Ele tirou o meu tênis e logo engatinhou na cama por cima de mim, e parando para beijar meu pescoço, fechei os olhos, há muito tempo ninguém me tocava naquela área. Senti a respiração de Renato novamente, me arrepiei por completo, e logo depois ele grunhiu, pensei que fosse dizer algo, mas não, ele continuou calado.
Porra! A gente está prestes a transar e ele não diz nada?!
Suas mãos foram parar no cinto da minha calça, ele abriu a fivela, afrouxando minha calça, e logo depois abriu o zíper. Ele a retirou, puxando para baixo, quando fechei os olhos, apertando o lençol da cama. Senti a calça sendo deslizada pelas minhas pernas, até ser retirada completamente.
Abri os olhos e vi que ele olhava para o volume por baixo da única peça que me restava, engoli seco e logo senti uma de suas mãos sobre minha ereção, ainda coberta pelo tecido, ele me estimulava lentamente, mas não pude evitar o gemido, tentei me segurar, mas ele começou a esfregar seu dedo cada vez mais rápido, então deixei que outro ruído saísse da minha boca... Mas ele continuou calado e agora retirava o short que usava, também ficando somente de peça íntima.
Ele novamente se deitou sobre mim, distribuindo beijos pelo pescoço, e descendo cada vez mais... Sua boca estava sobre meu tórax, não sei o que ele via de tão atraente num magricela como eu. Mas não consegui conter o gemido quando senti uma mordida em um dos meus mamilos, ninguém nunca tinha feito aquilo comigo, não que fosse estranho... Só era um pouco... Desconfortável...
Ele o rodeou com a língua e continuou brincando com ele, fechei os olhos novamente, ah droga... Por que eu não consigo abrir a boca nem pra falar um simples “pare com isso”?
Graças a Deus, Renato parou com aquilo, que me deixava extremamente envergonhado, mas temi com a próxima etapa, as mãos dele pararam no elástico da minha cueca, e novamente fechei os olhos, eu estava queimando de vergonha, senti a peça ser retirada e logo depois um silêncio mortal, abri os olhos por um instante, era a vez dele, ele retirava sua peça íntima aos poucos, mas eu não conseguia fechar os olhos, fiquei observando, olhei a sua peça se juntar a minha num dos cantos do quarto e logo depois meus olhos pararam em cima de seu membro, era simplesmente enorme.
Ele ligou a luz do abajur e desligou a luz do quarto, fiquei um pouco mais confortável com aquilo, estava um pouco escuro, mas os traços dele eram nítidos, e pelo menos eu não sentia tanta vergonha.
Renato se curvou sobre o meu corpo e desceu dando beijos até chegar em meu membro, começou a estimulá-lo com a mão, e ao mesmo tempo, sua boca o sugando. Soltei um gemido sem perceber, e ele aumentou o ritmo, pensei que ia delirar em poucos segundos, mas ele retira sua boca e desce lambendo por toda a extensão do meu pênis. Ele lambeu e sugou meus testículos com força, soltei um grito, mas logo abafei com a costa da minha mão, e Renato voltou a lamber a glande com luxúria.
Renato se ajoelhou na cama, e eu entendi que era para fazer o mesmo com ele, me curvei e primeiramente o toquei com uma das mãos, fazendo movimentos lentos, e quando aumentei o ritmo, ouvi um suspiro dele. Depois inclinei e o coloquei em minha boca, o chupei enquanto o massageava com a mão, e descia a boca por toda a extensão, até sentir a glande em minha garganta, o que era um pouco desconfortável, só que eu não estava tão acostumado, fazia muito tempo que não fazia aquilo com alguém.
Ao lado da cama, havia um pequeno criado mudo, ele abriu a pequena gaveta e pegou algo de dentro, só depois vi que era um preservativo, engoli seco e respirei fundo, tentei manter minha coragem, não era nada demais, e ele era meu amigo faz um bom tempo, o conhecia melhor do que ninguém. Então eu não tinha com o que me preocupar, ou tinha?
Ele abriu a embalagem e olhei de relance ele a colocar, depois ele deitou-se sobre mim e me beijou, esperei que ele dissesse algo, e também não disse nada, eu já estava estressado, não sabia se dava um tapa nele pra dar um fim naquilo, ou se continuava deixando que ele se aproveitasse de mim em silêncio... Eu já estava cansado de ficar tão confuso, então me deixei levar pelo momento, fazia muito tempo que eu não dormia com alguém, e talvez aquilo me fizesse bem.
Renato deitou-se e eu fiquei sobre ele, que deve ter entendido que eu queria dar a iniciativa, me ajeitei sobre seu colo e peguei em seu membro, encaixando-o devagar em mim e logo depois me sentei, sentindo toda a extensão do seu falo ser empurrada para dentro de mim, gemi baixinho e comecei me movimentando devagar, apoiei as mãos em seu peito e comecei a subir e descer a cintura, e aumentei o ritmo, cavalgando em seu colo.
As mãos de Renato foram parar em minha cintura, acompanhando meu ritmo, na pouca iluminação que tinha, era bem visível a expressão dele, que de vez em quando suspirava e apertava ainda mais minha cintura, como se quisesse que eu aumentasse o ritmo, então segurei novamente em seu peito e tentei ir mais rápido, gemi ao sentir ele todo dentro de mim, realmente fazia muito tempo que eu não fazia aquilo.
Quando eu percebi que ir mais rápido não adiantaria, me levantei, deitando ao lado dele na cama, que olhou pra mim, mas não disse nada, pra variar. Renato se aproximou e me encheu novamente de beijos, enquanto se colocava por cima de mim, ele segurou minhas pernas uma de cada lado do seu corpo, e me penetrou com força, chamei pelo nome dele e segurei em seu braço, cravando minhas unhas nele.
Abri mais as pernas, abraçando-o nas costas com elas, enquanto ele segurava em minhas coxas e ia com mais força que podia, eu só conseguia fechar os olhos e gemer, as vezes de dor, e as vezes prazer. Renato era forte, e também um pouco bruto, realmente não sei o que deu na cabeça dele pra dormir com um amigo, talvez realmente estivesse na seca.
Seu corpo colou no meu, e ele abriu ainda mais minhas pernas, segurando-as e colocando cada uma de um lado do seu ombro, fiquei com os joelhos encostados em meu peito e Renato se curvou ainda mais sobre mim, aquela posição me deixava um pouco dolorido, mas era a única que eu não precisava me tocar para sentir prazer, pois meu membro roçava no abdômen dele.
Ele começou se movimentando rápido, cravei minhas unhas em seus braços e gemi um pouco mais alto que o normal, eu me sentia estranho quando gemia o nome dele, mas não podia evitar. Renato estava com o rosto bem perto do meu, forçando minhas pernas a ficarem ainda mais esticadas, aquilo doía muito, mas quando o encarei, percebi que ele me olhava, e depois sorriu, mas logo voltou a expressão de antes.
Soltei um grito quando ele me invadiu com mais força do que antes, mas acho que reparou que aquilo doeu, e foi com calma, mas conforme os movimentos do seu corpo aumentavam, minha respiração ia ficando falhada, só sentir a pele do abdômen do Renato em meu membro não bastava, comecei a me masturbar no ritmo em que ele me penetrava e ele percebeu que eu estava quase no meu limite.
Meus gemidos também aumentaram, se misturando com os dele, ele acelerou ainda mais o ritmo, aproximando-se completamente para me dar um beijo em meio aos movimentos brutos que chacoalhavam nossos corpos. Vi as expressões de Renato ficarem mais relaxadas, percebi que ele havia chegado ao seu ápice, continuei movendo meu membro com uma das mãos e acabei molhando o abdômen dele de sêmen, que somente riu e retirou minhas pernas de seus ombros.
Ele deita ao meu lado e retira o preservativo, jogando para o lado da cama, mas quando minha respiração voltou ao normal, percebi o suor envolvendo meu corpo, olhei para ele, que movia o peito rapidamente devido a respiração acelerada e me dei conta do que fizemos. Desde o início eu tive a chance de parar, mas não... Eu não consegui... Ou foi por que eu não quis?
Deitei debruço para não ter que olhar em seus olhos novamente, pois não conseguiria, e enterrei minha cabeça em seu travesseiro, logo um tremendo arrependimento tomou conta de mim, eu amava o Matheus, por que tinha feito aquilo? As lágrimas vieram no momento errado, e não tinha como disfarçar o barulho que a respiração que o choro fazia, abafado pelo travesseiro.
Senti a mão quente de Renato tocando em meu ombro, me fazendo virar para ele, olhei envergonhado em seus olhos, eu sabia que não devia chorar na sua frente... Como sou fraco...
–Thiago, está tudo bem? –Renato diz com voz mansa.
–Agora você decide falar?
–Por que você está chorando? Eu fiz algo de errado? Se você não quisesse... Era só me falar...
–Não... Foi isso... Eu queria... Eu queria muito... Só que estou arrependido, eu não devia ter feito sexo com uma pessoa que eu não amo, e que também não sente nada por mim... –Eu dizia em meio a lágrimas. –Eu não devia ter feito isso com o Matheus...
–Matheus? Quem é Matheus?
Eu funguei e não disse nada.
–Ah... Deve ser o cara que você gosta... Não é?
Chacoalhei a cabeça afirmativamente, então Renato fez como antes, pegou em meu queixo e levantou meu rosto para cima, para que eu pudesse olhar em seus olhos, e disse:
–Desculpe por isso... Mas você não pode dizer que fez sexo com uma pessoa que não sente nada por você... Eu sou louco por você Thiago...
Meu coração acelerou, fiquei paralisado por um instante, o que será que ele quis dizer com aquilo?!
–Eu te amo... Thiago... Mas estou arrependido por te forçar a todas essas coisas... Esse Matheus é seu namorado?
–Não...
–E ele sabe que você gosta dele?
–Sabe... Até recebi um soco do namorado dele...
–Ah... Entendi... Então por que você não segue em frente? Me dá uma chance... Ou sei lá...
–Sabe... Renato...
–Oi?
–Há quanto tempo você gosta de mim? Alguns meses?
–Dois anos.
–D-Dois anos? –Perguntei assustado.
–Sim... E só tomei coragem hoje...
–Mas acho que foi o momento certo... –Falei.
–Hã?
–Depois que nós fizemos, eu simplesmente me esqueci do Matheus, não lembro nem de como é o rosto dele... Isso é tão estranho...
–Isso quer dizer que tenho uma chance?
–Bom... Talvez...
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