Dont Let Me Fall
30 Louco por você.
Notas iniciais
Capítulo 30 – Louco por você.
Narrado por Matheus
Eu ainda não acreditava que Felipe tinha ganhado uma moto de sua mãe, e no fundo, eu não estava tão preocupado em viajar de moto, e sim, minha preocupação seria sobre ser ele dirigindo.
Olhando bem, era uma moto que combinava muito com ele, seu pai tinha uma de um modelo parecido, acho que isso que tinha o incentivado. Ela era uma moto esportiva, grande e pesada, na cor verde e preta, e os capacetes eram customizados na mesma cor.
Peguei o capacete de sua mão e encaixei em minha cabeça, depois com cuidado levantei a perna esquerda e sentei ainda meio desajeito sobre a moto, porque ele era extremamente grande.
Ele puxou meus braços para envolvê-lo na cintura e fiquei envergonhado, passei os braços em volta dele e segurei firme em seu abdômen. Ele deu a partida e me segurei ainda mais em seu corpo, meu coração quase pulou para fora, a moto era muito rápida, e Felipe acelerava como um louco.
A cada curva eu grudava cada vez mais nele, ainda bem que as ruas não estavam tão movimentadas, mas quando ele passou pelo centro da cidade, ele desviava com uma velocidade monstruosamente alta por entre os carros, eu sentia o vento bater em mim, mas eu não conseguia mais abrir os olhos para ver onde estávamos indo.
Um pouco depois, percebi que ele parou de fazer tantas curvas, então abri os olhos e vi que já estávamos na pequena estrada que ligava a cidade vizinha na nossa.
Felipe ainda dirigia com a velocidade alta, mas parei pra olhar tudo em volta, ele se aproximava de um carro na nossa pista, mas que andava devagar, e na pista contrária um caminhão vinha em nossa direção, ele apodou o carro lento e continuou na pista do caminhão, vi o caminhão se aproximando cada vez mais, eu não conseguia fazer nada, parecíamos que iríamos bater, até quando Felipe finalmente volta para a nossa mão.
Quase morri do coração com aquilo, o que o infeliz do Felipe tinha na cabeça?!
Pouco tempo depois, entramos na cidade e percebi que ele diminuiu um pouco a velocidade, fiquei aliviado, e depois de alguns minutos chegamos ao estacionamento do condomínio.
Quando descemos da moto, assim que ele tirou o capacete, eu disse:
–Você é maluco?! Você quase matou a gente!
–Calma... Eu sei o que tô fazendo...
–É! Eu também sei! Me matando!
–Chega disso, não exagera. –Disse ele me abraçando.
–Você tá inteiro pelo menos...
Felipe colocou a mão sobre meu peito e percebeu que meu coração estava acelerado, depois deu um beijo em minha testa e prometeu não me assustar daquela maneira novamente.
Fomos até o quarto dele, e antes de entrar, ele deu uma chave em minha mão, que tinha as nossas iniciais no chaveiro.
–Toma... Essa é a minha chave reserva, fica com você, pra quando quiser me visitar qualquer dia...
Agradeci e entramos, coloquei minha mochila num canto, e o segui até a cozinha. Enquanto andava via que o lugar não era espaçoso nem apertado demais, mas era perfeito para uma pessoa como o Felipe morar.
–Quer que eu peça uma pizza?
–Ah, você que sabe... Se bem que agora que você vai começar a morar sozinho, tem que aprender a cozinhar...
–Você sabe que eu não sou fã de culinária, nem o melhor amigo do fogão...
–Mas se você comer somente porcarias, terá obesidade e poderá morrer cedo...
–Para com isso Math, parece minha mãe.
–Eu quero seu bem, assim como ela...
–Isso é só uma desculpa.
–Tudo bem, tudo bem. Já que você não quer ao menos tentar, posso fazer nosso jantar...
–Fica a vontade...
–Assim posso te ensinar alguma coisa também... O que você tem no armário?
–Vê aí...
Fui para perto do balcão, onde ficava o fogão e a geladeira, abri o armário, e fiquei indignado, depois abri a geladeira, que estava cheia de latas de refrigerantes e doces.
–Felipe! Você mal começou a morar aqui e já encheu o armário de porcarias?! O que são todos esses salgadinhos? E as bolachas?! Você parece uma criança!
–Por que está tão irritado? –Ele falou calmamente.
–Olha sua geladeira! Cheia de coisas que não presta!
–Tudo bem... Já entendi... O que você acha de irmos ao mercado juntos? Tem um aqui na quadra ao lado. –Felipe diz.
–É melhor, assim eu posso cozinhar algo decente... –Falei um pouco mais calmo.
Ele riu como se eu tivesse acabado de contar uma piada, talvez ele estivesse constrangido com toda a gritaria que eu tinha feito, fiquei envergonhado por isso, ele não gritou comigo em momento algum, continuou tranquilo e fez com que eu me acalmasse, com certeza, ele tinha amadurecido muito.
Ele foi comigo até o mercadinho que tinha ali perto e me ajudou a escolher as coisas que eu pedia, até que parei de frente aos congelados e perguntei:
–Felipe, o que você quer jantar?
–Faz o que você achar melhor... –Ele diz sorrindo.
–T-Tudo bem, eu vou comprar algumas coisas a mais pra você guardar na geladeira, e algumas coisas congeladas que são rápidas de fazer, assim se você tiver com fome, é só descongelar e fazer o que pede na embalagem...
–Tudo bem, eu me viro.
Voltamos ao condomínio, ele tinha carregado as sacolas durante o caminho todo, abri a porta para ele, entramos e Felipe deixou as compras na mesa. E fui retirando as coisas de dentro das sacolas quando sinto Felipe me abraçando por trás, roçando seu queixo na curva do meu pescoço.
–Eu estou tão feliz por você estar aqui...
Senti suas mãos entrando por baixo da minha camiseta e o impedi.
–O que você tá fazendo?!
–Nada...
–Tá me assediando. –Falei rindo.
–Não posso? –Ele disse ainda abraçado comigo.
–P-Pode mas...
–“Mas”? –Diz ele segurando a lateral da minha cintura e me virando para encará-lo.
–Eu tenho que fazer o jantar... –Disse tentando me livrar de seus braços.
–O jantar não pode esperar? –Ele disse apalpando meu corpo por trás.
–V-Você não está com fome? –Disse envergonhado, tentando achar alguma desculpa esfarrapada para escapar rápido.
–Não, eu quero outra coisa...
–Não!
–O que foi Math?
–N-Nada... É que...
–Você tem que parar com essa mania boba de negar o que você ainda nem sabe o que é...
–Você sempre diz isso, e geralmente nunca erro.
–Tá, tudo bem, faça o jantar enquanto vou tomar um banho, mais tarde eu volto pra te assediar...
–E-Espera! –Eu disse segurando na manga de sua camisa, impedindo-o de dar o próximo passo.
–Que foi? –Diz ele virando.
–Eu...
–Você...
Passei o braço por trás de seu pescoço, o beijei e ele envolveu meu corpo, me abraçou apertado me levantando do chão, logo entrando em sincronia com meu beijo desesperado, segurando meu corpo firmemente e me apoiando ao balcão.
–Parece que faz tanto tempo que a gente não se beija... –Ele disse com um olhar triste.
Felipe empurrou meu corpo ainda mais para trás, sentei no balcão e ele ficou entre minhas pernas, acariciei seu rosto de leve e novamente fui tomado pelos lábios quentes e úmidos dele.
–Eu te amo... –Sussurrei entre o beijo.
Felipe interrompeu o beijo, com a respiração ofegante e disse:
–Quer ir tomar banho comigo? Deixa o jantar pra depois...
Balancei a cabeça afirmativamente e ele apertou minhas coxas, segurando-as e as puxando, coloquei os braços atrás de seu pescoço e ele terminou de me levantar, colocando minhas pernas em seu quadril, me levando junto consigo até o banheiro.
Durante o caminho, eu ficava dando beijos em seu pescoço e Felipe ria, parecia que eu tinha ficado séculos sem ouvir aquela risada gostosa que só ele tinha. Ele me encostou a parede do banheiro e me beijou, soltando meu corpo aos poucos, fiquei em pé e tirei as mãos de seu ombro.
Felipe tirou sua camisa e acompanhei com os olhos cada gesto que ele fazia, me deslumbrei por um momento de seu peito nu, e depois vi suas mãos indo até o zíper, o abrindo. Felipe pega no cós da calça e a abaixa aos poucos, retirando-a quando chega em seus pés.
Percebi um volume suspeito por baixo da única peça que restava no corpo dele, mas não disse nada, ele deu um sorriso malicioso e me beijou.
–Math... –Ele sussurra perto de meu ouvido.
Fiquei arrepiado, e logo senti as mãos dele entrando por baixo da minha camiseta, levantando-a e a retirando. Terminei de tirar a calça e ele logo trata de me deixar completamente nu, fiquei envergonhado, Felipe descia meu pescoço com beijos e ia para o meu peito, deixando sua trilha de beijos ainda mais pervertida.
POV MATHEUS OFF
Narrado por Felipe
Saímos do banho e o enxuguei, depois enrolei a toalha em seu corpo e o levei no colo para o quarto, quando chegamos, o derrubei na cama e fiquei sobre seu corpo, ora o beijando e ora mordendo seu lábio.
Estava louco, queria tê-lo no mesmo instante, sem esperar mais nenhum minuto.
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