Dont Let Me Fall
19 Charadas e enigmas.
Notas iniciais
Capítulo 19 – Charadas e enigmas.
Narrado por Matheus
Duas semanas se passaram, Felipe estava cada vez mais esquisito, todas as tardes ele estava ocupado demais para vir me ver, sempre nos víamos a noite, mas isso também estava se tornando cada vez menos frequente.
Já era ruim estar em outra escola sem ele, e agora mal nos falávamos, eu sentia falta de ouvir ao menos um “eu te amo”. E para piorar, eu havia brigado com ele, e graças a isso fazia três dias que não nos falávamos. Eu não estava com um pingo de vontade de ir para a escola, queria tanto ver Felipe...
Coloquei meu uniforme, que eu ainda não tinha me acostumado. Era um casaco e calça sociais cinzas, camisa de botões branca e uma gravata preta. Eu achava formal demais para ir somente para a escola, mas fazer o quê... Terminei de me trocar e coloquei o tênis, pelo menos eles não obrigavam a ir com um sapato social também...
Fui para a cozinha, onde minha mãe colocava o café da manhã na mesa.
–Bom dia filho...
–Bom dia mãe... –Falei desanimado.
–Ainda estão brigados? –Ela pergunta.
–Sim...
–Bom... Logo vocês vão se reconciliar... Acredite...
–Como pode ter tanta certeza?
–Porque além de namorados, vocês são melhores amigos... Esse tipo de amor é o mais forte que existe... Os que começam em amizade...
Dei um meio sorriso, eu adorava todas suas palavras, ela sabia muito bem usá-las e dava ótimos conselhos quando eu pedia...
Tomei meu café da manhã e logo depois me levaram para o colégio, sempre que eu parava de frente a ele, ficava medo de entrar, mas tomava coragem e enfrentava o portão de entrada.
Fui para minha sala, odiava ter que subir tantas escadas, sentei no meu lugar, eu ainda não tinha par, todas as mesas eram para duas pessoas, e eu era o único que sentava sozinho, se bem que as vezes isso até que me aliviava, melhor sozinho do que ter uma pessoa insuportável ao meu lado.
As pessoas começavam a chegar e logo depois o professor de história também entrou. Quando eu estava fazendo um exercício, o professor começa a falar novamente, os outros pararam de escrever e começaram a cochichar, nem olhei para o professor, deixei que ele falasse e continuei escrevendo, até que ouvi as palavras de que havia um aluno novo na classe, ele estaria se referindo a mim?
Levantei a cabeça e quando meus olhos pararam na pessoa que estava ao lado do professor, a lapiseira caiu da minha mão, batendo no livro e rolando para o chão. Eu só então reparei que as garotas cochichavam sobre ele, mas eu nem liguei para isso, e quando os olhos dele se encontraram com os meus, meu coração acelerou ainda mais, minhas bochechas ardiam, e então ele sorriu.
Quando o professor terminou de anunciar sobre ele, pediu para que Felipe sentasse, e eu quase gritei de felicidade pelo único lugar que estava disponível ser ao meu lado. Ele veio caminhando e eu reparei em como o uniforme ficava bem nele. Ele usava o casaco aberto, a camisa branca estava por fora da calça e a gravata estava meio frouxa.
Meu coração batia ainda mais rápido a cada passo que ele dava em minha direção, e quase saiu pela boca quando ele chegou, pegou minha lapiseira do chão, me entregou e se sentou... O professor continuou passando a matéria na lousa e ele disse baixinho:
–Oi Math...
–F-Felipe... O que... O que você faz aqui? –Eu disse gaguejando.
Ele colocou as alças da mochila penduradas no encosto da cadeira, virou-se para mim e sussurrou:
–Eu não queria ficar longe de você...
–Mas Felipe... Essa escola é...
–Eu sei... Ela é cara... Mas é por isso que estou trabalhando com meu pai...
–Então é... Por isso que... Você estava planejando isso o tempo todo...
–Sim...
–E eu brigando com você por achar que não gostava mais de mim. –Falei baixinho.
–Seu bobo...
–Me desculpe... Por favor...
–Tudo bem... Não foi nada... Mas vamos prestar atenção na aula agora...
–Você falando isso? Eu devo estar sonhando mesmo. –Falei com ironia.
POV MATHEUS OFF
O sinal para o intervalo tocou e Matheus mostrou a escola para Felipe, não a conhecia inteira, mas conhecia os lugares principais. Foram até o pátio, vestiário, ginásio, e quando estavam passando em um dos corredores, Felipe parou em frente a uma porta e disse:
–O que é aqui?
–O auditório...
Felipe girou a maçaneta e abriu a porta, vendo que o lugar, mesmo que não muito iluminado, tinha um palco e muitos assentos acolchoados. Puxou Matheus para dentro dele fechou a porta novamente.
–F-Felipe! O que você vai...
Matheus foi encostado a parede e antes que terminasse a frase, sentiu a boca de Felipe junto a sua, e deixou que ele continuasse. Colocou as mãos em seus cabelos e os massageou, enquanto as línguas se enroscavam e trocavam saliva, seus corpos colavam ainda mais um no outro, enquanto Felipe o pressionava cada vez mais contra a parede.
–Math... –Felipe diz recuperando o oxigênio. –Eu estava com tanta saudade do seu beijo... –Diz ele acariciando a bochecha de Matheus.
–Eu... Eu também... Mas ainda não sei o porquê de você ter feito isso...
–Te beijar?
–Não! Mudar de escola...
–Porque eu amo você, é tão simples...
–Mas... Mas você...
–Nada de “mas”.
–Felipe...
–Já disse Math... Eu te amo...
Matheus sentiu as bochechas ardendo, mas não resistiu, entrelaçou os braços no pescoço dele e se aproximou para beijá-lo. Felipe colocou uma das pernas no meio das coxas de Matheus, fazendo assim que ele abrisse as pernas, e logo depois segurou uma de cada lado do seu corpo, levantando-o e o encostando na parede.
Narrado por Matheus
Quando as aulas acabaram, Felipe e eu fomos para a casa. O caminho era um pouco diferente, mas a companhia dele era tão boa que eu nem ligava para isso.
–Quando você teve essa idéia louca? –Perguntei.
–Sobre mudar de escola?
–É...
–Bom... Assim que sua mãe disse que te mudaria de escola... Mas eu não quis te contar na hora, porque não sabia se ia dar certo... –Diz Felipe.
–Hum...
–Ah... Math... Passe em casa daqui a pouco... Tenho uma surpresa pra você...
–Surpresa? –Digo.
–Sim... Você vai gostar...
Quando chegamos à rua da casa dele, eu já ia continuar a andar, indo diretamente para a minha casa, mas ele me puxa pelo braço e diz:
–Ei! Não mereço beijinho de despedida?!
–Felipe... Não no meio da rua...
–Por que não? Aquele dia você me beijou...
–Mas não tinha ninguém passando...
–Agora também não tem...
Olhei ao meu redor, só havia duas garotas do outro lado da rua, quando elas viraram a esquina, me aproximei dele, que puxou minha cintura e me deu um beijo.
–Até mais tarde... Ficarei te esperando... –Felipe diz me dando um último beijo de despedida, e logo entrando em sua casa.
Andei mais um pouco, pensativo sobre a tal surpresa que o Felipe preparou. O que poderia ser? Eu nunca estive tão curioso em toda minha vida...
Cheguei em casa e fui tomar um banho para relaxar, um pouco depois almocei, mas eu estava sem apetite, minha ansiedade era tanta que eu mal conseguia comer. O tempo demorou ainda mais para passar, estava deitado e balançava as pernas no ar, a procura de alguma coisa pra fazer.
Dei voltas em meu quarto, e depois olhei no relógio, já tinha se passado uma hora, seria muito cedo para ir? Fui me arrumar, trocando de roupa, colocando um calçado, penteando os cabelos, passando perfume, até que fiquei pronto.
Liguei para ele, que confirmou que eu podia ir, despedi da minha mãe, e fui caminhando até lá. Assim que cheguei, o portão estava aberto, entrei como sempre fazia e fui até o quarto dele. Mas parei quando vi o seguinte aviso na porta:
“Oi Math, eu estou em casa, mas antes queria fazer uma pequena brincadeira com você, ou melhor, essa é a sua surpresa, vamos jogar caça ao tesouro... Para achar o primeiro bilhete, vai precisar decifrar esse enigma: Meu refúgio, minha paz... Debaixo de onde deito a cabeça para sonhar... Lá estarás...”
Fiquei sem entender no início, como assim caça ao tesouro? Felipe estava ficando doido? Andei o procurando, não estava achando-o em lugar nenhum, talvez tivesse escondido... Voltei a encarar o papel... Não era um enigma difícil, deitar a cabeça para sonhar?
Só poderia ser o travesseiro...
Entrei no quarto e olhei debaixo dele, fácil... Lá estava.
Peguei o bilhete debaixo do travesseiro e li.
“Parabéns, você desvendou a primeira charada, esta é a segunda, mas são somente dez... O próximo enigma é: “Nosso amor é eterno, nada representa isso melhor do que o símbolo do...”
Reli a frase várias vezes, a frase parecia estar incompleta, mas que símbolo era aquele? Amor... Eterno? E para onde aquela frase levaria? Não tinha sentido! Andei pela casa, cheguei na sala, em cima da estante tinha um objeto de decoração feito de algum tipo de metal, o observei bem... Era um símbolo do infinito... Por que o pai do Felipe teria isso em casa?
Espera, é isso! Peguei o objeto na mão e olhei dentro dele, tinha um bilhete me esperando.
“Muito bem Math, estamos no terceiro enigma... Esse é bem fácil... O próximo bilhete estará dentro do objeto de entretenimento que eu mais uso...”
Entretenimento? Desde quando o Felipe sabia o significado dessa palavra? Acho que ele pesquisou bastante... Se esforçou tanto... Por mim? Voltei dos meus devaneios e logo reli a frase... Não era difícil mesmo, corri para seu quarto, abri seu notebook, lá estava...
“Na sombra, junto as brisas da tarde, gosto de relaxar, lá a próxima pista vai estar...”
O quê?!
Esse realmente fiquei sem entender... Sentei na cama dele, cocei a nuca, reli o papel... O que ele quis dizer com sombras e brisas da tarde? O que essas coisas tinham em relação? Droga Felipe!
Brisas... Imaginei uma árvore sacudindo com o vento... Balançando... É isso! Felipe passava algumas horas na rede de descanso que ficava na área de sua casa... Fui correndo para lá, torcendo para estar certo, e quando cheguei, olhei dentro da rede... Havia um embrulho branco...
Descolei a ponta e fui desenrolando, no final, vi que era o papel do quinto enigma, enrolado numa pedra... Provavelmente ele teria feito isso para que o bilhete não voasse...
“Parabéns Math, esse foi meio difícil, não? Bom, volte para o meu quarto e tranque a porta, a próxima pista está por baixo do reflexo da única pessoa que pode me fazer feliz...”
Fiquei um pouco confuso, voltei para o quarto dele e fiz como ele mandou, tranquei a porta, atrás dela tinha um espelho, e por um instante, lembrei da frase...
Reflexo...
Li novamente...
Reflexo da única pessoa que podia fazê-lo feliz?
Olhei para o espelho.
Felipe estaria se referindo a mim? Engoli seco e com cuidado, olhei atrás do espelho, onde percebi que havia um bilhete...
Antes mesmo de abrir, senti minhas bochechas queimarem, se acertei a resposta, então realmente significava que eu era a única pessoa que podia fazer Felipe feliz... Era uma forma indireta de ele dizê-la, mas ainda assim... Meu coração bateu ainda mais rápido...
Esse também foi um pouco difícil né? Mas esse enigma talvez não seja tão difícil para você... O próximo bilhete está em meio a palavras... Tais como a frase: ”Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo...*” Você não vai se esquecer da frase do seu livro favorito...
Essa frase me era bem familiar... Livro favorito? É isso, com certeza era... Mas como ele sabia que A menina que roubava livros era meu livro preferido?
Mas ainda queria saber o que aquela frase tinha a ver com o próximo enigma, reli tudo novamente... O próximo bilhete estava em meio a palavras? Estremeci ao pensar se ele teria sublinhado algumas palavras do livro com caneta ou qualquer outra coisa...
Fui até a estante, peguei o livro, folheei rapidamente e vi uma tonalidade diferente de folha no meio dele. Era um bilhete...
“Sétimo... Parabéns... Estamos acabando... Bom... Talvez esse você ache rápido... O próximo bilhete está dentro do jogo que nunca saberei jogar, e nem tenho vontade de aprender...”
Como assim? Felipe ganhava de mim em todos os jogos... Menos... É claro!
Xadrez!
E... Agora? Onde ele guarda o tabuleiro?
Andei até a sala, abri uma das portas da estante, lá estava... Peguei a caixa... Abri...
O bilhete estava lá dentro...
“Esse é fácil, mas talvez você não entenda de início... Lá vai: A resposta está debaixo de quem acompanha o sol...”
“PS: Se andar em volta da casa, talvez descubra mais rápido...”
Saí com o papel em mãos e fiquei andando em círculos em volta da casa dele como um idiota, mas olhei para os lados, minha sombra se movia, acompanhava o sol, só que a resposta não estaria nela... Estaria?
Que idiotice...
Até que dei poucos passos e vi um vaso de planta, não era uma flor qualquer, era um girassol... Logo me toquei, ele acompanhava o sol... O bilhete obviamente estaria debaixo daquele vaso... Tentei levantá-lo, era muito pesado... Mas continuei me esforçando...
Felipe, se não estiver aqui, eu juro que te mato!
Por fim, estava lá, retirei um papel dobrado de dentro de um plástico, desdobrei e vi que era um pequeno texto:
“DE repeNTe peRcebi que estava OlhanDO o horizonte, e vi eM sEUs olhos o Grande brilho fascinante e talvez Um pouco de amARgura, mas fazia parte DA paixão, eu queRia tantO qUe você PArasse de sofrer, HÁ UM Bom tempo, mAs só isso não basta, qUero que você volte a ser o que era antes...”
“PS: Math, você vai saber para onde ir... É só ler com muita atenção...”
O quê?!
Felipe, eu juro que te mato!
Isso não tem sentido, e essas letras maiúsculas? Não é impresso nem nada! Por que ele escreveu desse jeito?! O que isso quer dizer?! Que droga!
Olhei para o papel novamente, reli milhares de vezes, não conseguia achar um sentido daquilo, será que ele quis dizer que estou sofrendo? Eu não estou sofrendo... Nós fizemos as pazes... Que droga de texto é esse?!
Mas o que mais me intrigava eram essas letras maiúsculas... Por que o infeliz teve que escrever dessa maneira?
Espera...
Era isso!
Fui até a sala, peguei um papel e caneta, fui escrevendo as letras maiúsculas numa folha separada...
DE NT R O DO M EU G U AR DA R O U PA HÁ UM B A U
Dentro do guarda roupa dele... Tem um baú?
Li o “ps”... É claro que eu saberia para onde ir! Fui correndo ao quarto dele e abri o guarda roupa, tinha um pequeno baú na primeira prateleira...
E quando eu estava achando que já tinha achado meu tesouro... O baú estava com um cadeado, e então, por baixo dele havia outro bilhete.
“Parabéns... Esse é o último bilhete... Para abrir o baú, encontre a chave com a Nina.”
Nina?
A resposta de tudo estava com a cachorra?
Felipe... Eu te mato!
Saí a procura dela, a chamando pelo nome, e quando a vejo, ela vem correndo em minha direção, pulando, coloca as patas dianteiras em meus ombros e fica apoiada nas patas traseiras. Sim, Nina era uma cachorra grande, em pé era quase da minha altura.
Vejo uma chave balançar na sua coleira, com certeza era a chave do baú, me aproximei devagar para pegá-la, mas o gato do vizinho pula o muro, chamando a atenção dela, que sai correndo atrás dele, e eu atrás dela...
–Nina! Volte aqui! Ei! Nina!
Eu me esforçava para correr ainda mais rápido, até que quando o gato subiu no muro e pulou para o outro lado novamente, e a Nina ficou latindo para o muro. Cheguei correndo e a segurei, mas ela se mexia e pulava, e acabou me derrubando.
Então, ainda deitado, tentei recuperar a respiração, quando ela se acalmou, sento perto dela, fazendo carinhos em seu pescoço. Nina era uma cachorra labrador de pedigree, tinha pelos dourados e bem lisos, Felipe tinha a ganhado quando era pequeno, eu ainda me lembro do dia... Brincamos com ela o dia todo, ela era somente um filhotinho... Éramos tão novinhos, e tão ingênuos, seus pais ainda estavam juntos, e lembro-me de que ficamos todos sujos por brincar no quintal o dia todo, até que no final do dia, acabei tomando banho junto com ele, e naquele dia, também dormi aqui... Lembranças tão boas...
Minhas mãos foram até a coleira, apertando o gancho e libertando a chave... Finalmente eu poderia descobrir qual era o ‘tesouro’.
Fui correndo para o quarto de Felipe, indo até o baú que tinha deixado na escrivaninha, encaixei a chave e abri o lacre do cadeado, lá dentro tinha outra pequena caixa... Espero que não seja novamente uma brincadeira dele...
Quando peguei a caixinha na mão e a abri, fiquei espantado, meu coração acelerou, então senti algo me apertando por trás, os braços do Felipe surgiram em minha cintura, me envolvendo num forte abraço.
–F-Felipe... O que... O que é isso? –Falei gaguejando pelo nervosismo.
–São alianças...
–Eu sei... Mas...
Felipe apertou ainda mais minha cintura e me virou, quando me deparei com seus lindos olhos azuis, minhas pernas ficaram em consistência de gelatina, meu coração bateu ainda mais rápido, minha respiração ficou descompassada, e ele me deu um beijo, logo depois sorrindo e dizendo:
–Feliz aniversário de um mês de namoro...
–Um... Um mês?! Felipe! Me desculpe! Eu nem me lembrava...
–Não... Tudo bem... Mas esse é meu presente pra você... –Diz ele retirando uma das alianças da caixinha e pegando minha mão direita, encaixando no meu dedo anular. –Coube perfeitamente...
–Felipe... Ela é... É linda...
–Sua vez... –Diz Felipe mostrando a caixa com a aliança que faltava.
Peguei o anel, e sua mão direita, eu estava trêmulo, tentava encaixar em seu dedo, mas ele percebeu meu nervosismo, deu um sorriso, mas não disse nada. Finalmente deslizei o anel pelo seu dedo e ele me puxou para um abraço.
–Nunca vou esquecer esse dia... –Eu disse sentindo a gota quente escorrendo em meu rosto.
–E então... Você gostou do jogo?
–Gostei... Mas foi um pouco complicado...
–Qual parte?
–Algumas...
–Achei que você não conseguiria...
–Mas foi legal... Não acredito que se esforçou tanto por mim... Foi tão criativo...
–Sério? –Ele disse me olhando com os olhos brilhando.
–Sim...
–Math... Eu te amo... –Diz Felipe me abraçando novamente. -Muito...
–Eu também amo você... –Disse beijando a bochecha dele.
–Eu sabia que os tamanhos eram certos, por isso os nomes já estão gravados nelas... Agora você é oficialmente meu... –Diz Felipe me derrubando na cama.
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