Notas iniciais
O @hikarimat começou a postar uma longfic que é com diferença de idade também mas é o Sanji 40 e o Zorinho 19, então quem gosta de ZoSan e dessa temática vão lá dar uma moral https://fanfiction.com.br/historia/797400/Emerald/ ❤️❤️❤️

Ao acordar naquela manhã, seu primeiro pensamento, assim como estava sendo nas últimas semanas, foi em Zoro. Sanji sentia ainda seu corpo quente toda vez que se lembrava do quão gostoso eram os beijos que trocavam, fosse aquele primeiro extremamente indecente que resultou em uma punheta no banheiro do marimo, ou todos os outros que se seguiram.

Como não se encontravam todo dia, era normal passar a semana ansiando para ver o moreno. Tocar o corpo musculoso, beijar os lábios nada delicados, tão diferente de quando ficava com mulheres, mas não menos excitante. Já estavam naquela rotina há duas semanas e quanto mais tempo passava, mais ele queria. Mas não era apenas isso. Só de se encontrar com o marimo, conversar e estar perto dele era o suficiente. Eles eram amigos próximos, afinal, mesmo sem os beijos, os toques e todo o desejo contido, era bom se encontrar com o velho idiota.

Quanto mais os dias se passavam, mais Sanji pensava se aquilo era mesmo o que desejava. Outro homem. Zoro. O loiro não era inocente para achar que os beijos e toques não evoluiriam para mais coisas e não sabia se o que desejava era transar com outro homem… Mesmo esse homem infelizmente sendo gostoso pra caralho e só de lembrar do peitoral forte o pobre rapaz ficava cheio de tesão. Talvez só estivesse pensando demais, como sempre. Zoro não faria nada que ele não quisesse, sabia disso e não se sentia nada confiante ainda em levar adiante aquela relação, então era melhor deixar evoluir aos poucos e se fosse para evoluir mesmo, que fosse naturalmente, sem pressa.

No entanto, só de lembrar-se daquele primeiro beijo, ele já sentia seus mamilos começarem a formigar e era o que mais odiava em toda aquela situação. Nunca iria entender o motivo daquela parte de seu corpo reagir assim, menos ainda do quanto cada vez mais desejava tocá-los. Andava muito afobado ultimamente.

Sanji ignorou totalmente aqueles mamilos atrevidos e apenas iniciou o dia como normalmente fazia: Masturbando-se. Era o dia da reunião e normalmente ia para a casa de Zoro depois, não poderia, de forma alguma, estar queimando de tesão ao vê-lo, ou voaria nos lábios grossos e o devoraria por completo… Até que não parecia má ideia. Mesmo assim Sanji se aliviou ainda na cama. Depois no chuveiro. E antes de sair de casa. Não que fosse um pervertido, apenas estava fazendo tudo aquilo para evitar ereções por um beijinho.

Ele entrou no táxi e não demorou para que chegassem na casa do marimo, mesmo que o destino inicialmente fosse o prédio onde aconteciam as reuniões, não aquele. Sanji pediu para que parasse lá ao notar estar por perto e mesmo aos protestos do homem dizendo que seu destino final estava há nem cinco minutos de distância, Sanji preferiu sair do carro e por sorte Zoro ainda estava ali, mas no carro, quase saindo. Então ele se enfiou dentro do veículo sem aviso e com seu enorme sorriso injusto cumprimentou o mais velho.

— Boa tarde, marimo. Obrigado por me esperar. — Disse de forma convencida e arrogante, sabendo que a última coisa que Zoro queria era ser incomodado desde antes da reunião, e por isso mesmo Sanji estava ali. Se o marimo odiaria, era seu dever fazer exatamente dessa forma.

No entanto, o loiro só ficou quietinho e comportado no banco, olhando para o moreno com os olhinhos azuis brilhando, como se estivesse esperando por algo. O pirulito estava, como de costume, enfiado em sua boca e ele chupava com vontade o doce, mesmo que no momento não tirasse a bolinha rosada da boca.

— Boa tarde, dor de cabeça ambulante. — Zoro não sabia porque ainda esperava qualquer coisa diferente. Afinal, Sanji sempre achou completamente natural entrar em sua casa ou em seu carro quando achasse conveniente.

Além do mais, o pirralho parecia um carrapato grudado nele nas últimas semanas. Ele não conhecia a noção de paz ou espaço pessoal. E, depois do celular novo, sua situação apenas havia piorado. Sanji mandava mensagens 24h por dia, áudios irritantes, vídeos do que estava fazendo, já que Zoro se recusava a criar contas nas redes sociais em que postava. Tudo planejado para irritá-lo de todas as maneiras possíveis, com certeza.

Zoro esperava que Sanji rebatesse o xingamento, ou o infernizasse ainda mais. Mas aquele comportamento era o que fazia tudo ser ao mesmo tempo melhor e pior. Pior porque Zoro mal sabia como agir quando ele não estava sendo um desgraçado irritante. Porque desde aquele primeiro dia sentia que estava cada vez mais perdendo o controle, ficando intoxicado de uma maneira que não deveria. Provavelmente devia ter fingido que aquele dia nem existiu, ter mandado o loiro ir explorar sua curiosidade com qualquer outro cara. Mas era a melhor coisa, e Zoro nem conseguia se enganar sobre isso. Estava apenas servindo para aquele moleque testar o que gostava, mas era bom e Zoro apenas continuou fazendo.

Exatamente como fazia agora, enquanto observava a carinha inocente pedir por mais um beijo sem precisar de palavras. Zoro queria ficar irritado, porque já estavam atrasados, mas não conseguia. Roubou o pirulito de Sanji, deixando um fio de saliva muito convidativo conectando o doce à boca rosada do loiro. Essa visão fez Zoro juntar seus lábios mais afobadamente do que pretendia, passando a língua pelos lábios pequenos e sentindo a boca melada e doce demais. Zoro o beijou um pouco mais, tentando explorar lentamente sua boca para conseguir sentir o gosto característico do garoto.

Era estranho para Sanji quando Zoro o beijava de forma mais intensa, especialmente quando deveria ser apenas um leve beijinho inocente como cumprimento, o que não significava que Sanji não adorava sentir a língua afoita invadindo a força seus lábios melados com o mel daquela bolinha rosa, a saliva do outro se conectando a sua, as línguas se tocando, os lábios se devorando... Era tão bom que ele começava a pensar que ter se abusado três vezes antes de sair para encontrar o moreno não adiantaram nada. Era irritante o quanto Zoro o deixava excitado, o quanto o fazia desejá-lo. Mas, ao mesmo tempo em que Sanji adorava um beijo mais rápido, ele sentia falta daquele beijo demorado que trocaram da primeira vez, fosse só aquele inocente, ou o desesperado e intenso que deixava parecendo que suas vidas dependiam daquele toque.

Eles continuaram assim até Zoro encerrar o carinho com um beijo casto e voltar sua atenção ao volante.

— Coloca o cinto, vai. — Zoro mandou, mesmo que ele próprio não estivesse usando. Kuina provavelmente o mataria se pudesse ver aquilo.

— Sério, daddy? Vai me tratar como criança depois de enfiar essa língua comprida quase na minha garganta? — Sanji falou irritado e um tanto ofendido, ele já estava cansado daquele tratamento que o infantilizava, unicamente por ter a metade da idade daquele velho. Ele não era criança, Zoro que era muito velho.

Zoro não olhou para Sanji, com a desculpa de que estava ocupado demais dando a partida no carro e abrindo a garagem. Mas era um pouco irritante estar levando bronca do pirralho. Principalmente porque talvez Sanji tivesse certa razão. Claro, definitivamente não iria parar de chamar de pirralho, pelo menos enquanto o outro não parasse de chamá-lo de velho. Mas, talvez só realmente exagerasse às vezes nas coisas que dizia.

Não era sua culpa que sua primeira interação com aquele loiro foi salvando a vida dele enquanto ele estava estatelado no chão sem ar. Nem que teve que dar um sermão nele. E aguentar seus chiliques infinitos sobre coisas sem sentido. Óbvio que sua visão dele acabaria sendo de um moleque desmiolado. Embora depois tenha realmente aprendido que aquilo não era verdade.

— Achei que você já tinha notado que não estou atrás de outro pai, isso eu já tenho mais do que desejo, e sim de um amigo… — Era estranho chamar Zoro de amigo naquele momento, logo depois de beijá-lo, mas até então era apenas isso que eram, amigos que às vezes estavam se beijando... E Sanji se masturbava constantemente pensando nele.

Mas, não é como se ele não fizesse isso para metade da humanidade, a única diferença é que em todas as outras homenagens, estava pensando em mulheres, Zoro até então era o único homem que despertava algum desejo no pobre e inocente loirinho puro. Certo, talvez naquele momento em específico estivesse exagerando ao reagir assim, já que deveria colocar o cinto mesmo, o problema era que não foi a primeira vez que Zoro o infantilizou e isso o irritava sempre, tanto que retribuía na mesma moeda e o chamava de Daddy para irritar, só que havia cansado, se Zoro realmente o enxergasse assim, não deveria beijá-lo tão gostoso.

Zoro o provocava, mas o rei na arte da provocação era o loiro. Então depois de dar uma boa bronca no velhote, achando que pegou um pouco pesado, ele jogou o tronco esguio em cima do corpo moreno e com um sorriso malicioso aproximou os lábios outra vez, esperou o maior fechar os olhos e no segundo depois se ouviu um “click” dentro do carro e outro em seguida.

Sanji havia puxado o cinto do lado do motorista e colocado ao redor do peitoral largo de Zoro, prendendo-o. E fez o mesmo com o seu, voltando a se sentar comportadinho em seu banco como se nada tivesse acontecido.

— Coloca o cinto, vai. — Ele repetiu as mesmas palavras do velho idiota, retribuindo a infantilização na mesma moeda, fazendo Zoro colocar o pé no acelerador exasperado.

Para seu infortúnio, além de levar bronca ainda tinha que aguentar aquilo. Como um pato, acabou caindo na armadilha ardilosa. Ingenuamente esperou pelo beijo com os olhos fechados como um cachorrinho esperando um biscoito. Maldito fosse e malditas aquelas sobrancelhas enroladas.

— Me lembrei de algo... — Sanji soltou do nada, como se fosse normal sair falando sobre um assunto aleatório depois de provocar tão injustamente uma pessoa. — O taxista disse que só faltava cinco minutos para chegar à reunião, acredita? Não sei se ele só queria ganhar mais com a corrida ou o GPS dele está quebrado.

Zoro escutou o comentário de Sanji e tentou não transparecer nenhuma reação. A verdade era que aquele trajeto era realmente muito curto. Zoro só sabia disso porque já havia feito de outras maneiras quando não podia ir de carro. O problema era que ele ir sozinho era algo que não dava certo, embora o cabeça-dura jamais fosse realmente admitir isso.

— Hum... — Zoro falou sem nenhuma vontade de prolongar aquela conversa e dar ainda mais munição para o outro aloprá-lo. Tentou fingir que estava muito concentrado no trânsito para ouvir as asneiras dele e, com alguma sorte, o garoto só ficaria caladinho e quietinho no seu lugar. Obviamente, ele estava se iludindo.

Sanji esperou por uma negação, ou até uma afirmação de que o taxista era louco ou algo do tipo, mas não recebeu nada. Absolutamente nada. E ele ainda tentou dar uma chance para o mais velho, encarando-o enquanto ele dirigia e o ignorava, não sendo nem um pouco discreto. Aquilo não podia ser verdade. Ninguém no mundo conseguia ser tão perdido para fazer um trajeto de cinco minutos, em mais de meia hora. Não era possível. Ele pegou o celular e rapidamente digitou os dois endereços que já estavam salvos no aplicativo do mapa e o que suspeitava acabava de se confirmar. Zoro era uma criança perdida.

— Eu não acredito que alguém pode ser tão idiota a ponto de se perder em uma quase linha reta. — Sanji resmungou mais para ele mesmo do que para o idiota com senso de direção inexistente que ainda tentava ignorá-lo com a desculpa da direção, como se ele fosse cair naquilo. Deu um soquinho bem fraco no braço dele, mas desejava mesmo era quebrar a cara daquela planta burra, então jurou que o chutaria assim que saíssem do carro. — Você está de parabéns por ser o homem com menos senso de direção de toda a história da humanidade, velhote perdido.

Uma veia saltou na testa de Zoro automaticamente ao ouvir aquilo. Não foram poucas as vezes que havia escutado em sua vida. Na verdade, por muito tempo escutou quase diariamente de Kuina e o deixava muito irritado. E irritantemente vermelho. Não era sua culpa. Não era como se ele fosse burro, eram as coisas que se moviam. Será que era tão difícil de entender?

Tudo bem que, em mais de uma ocasião, havia pegado o ônibus errado e parou do outro lado do país. E que quase diariamente chegava três horas mais tarde do que deveria do trabalho. E que gastava mais gasolina em um dia do que a maioria das pessoas em uma semana. Mas nada disso provava nada. Eram apenas coincidências absurdas, pegadinhas do destino.

Zoro realmente tentou fingir que não estava prestando atenção em Sanji. Tentou fingir estar muito entretido com aquele trânsito pacato sem nenhum movimento, por mais que sua testa franzida em irritação e seu rosto quente o denunciassem completamente. Tentou até não reagir ao soquinho em seu braço, por mais que quisesse torcer aquele bracinho fino.

Sanji gostava de irritar, mas naquela situação nem era sua intenção. Era estranho alguém ser tão perdido e ficar corado só por isso, e o que era ainda mais estranho era Zoro, mesmo sendo tão velho, ficar tão fofo desse jeito. O loiro sentiu seu coração acelerar ao vê-lo com as bochechas mais rosadas, era a primeira vez que via Zoro corado de vergonha e estava achando que ficava muito bonito no tom de pele dele. Queria beijá-lo e fazê-lo ficar constrangido mais vezes.

Sem perceber ficou bobamente o encarando por algum tempo, ouvindo seu coração exageradamente acelerado por isso. Droga, droga, droga. Sanji não era burro, sabia muito bem o que estava acontecendo e tinha certeza que havia ficado louco.

— Eu juro que nunca mais te deixo encostar no volante. — Sanji disse. Pelo bem dos dois, aquilo seria o mais sensato a se fazer, o único problema era que teria que fazer aulas de direção para isso e tirar sua habilitação, porque quando finalmente teve idade para poder dirigir, estava muito ocupado com o trabalho em viagens para ter tempo de sequer pensar em fazer algo.

— Ah, cala essa boca, twink. — Zoro resmungou a primeira coisa que veio em sua mente. Aquilo era demais. Como se um fedelho que acabou de sair das fraldas fosse dizer a ele o que fazer ou sequer mandar em alguma coisa ali. Oras, aquele era seu carro, não foi ele que pediu para o moleque aparecer xeretando ali.

O xingamento fez Sanji arquear a sobrancelha em confusão. Não era incomum Zoro o chamar de coisas estranhas e que ele definitivamente não era, mas twink? O que diabos era twink?

— Twink? — Ele perguntou em uma clara confusão, com o cenho franzido e ainda encarando atentamente cada detalhe do rosto boni... Velho.

Zoro não tinha se dado conta da idiotice que disse. Nunca havia realmente refletido sobre aquilo, mas foi apenas tão natural quanto chamá-lo de pirralho. Porém, para sua infelicidade, não havia jeito de explicar aquilo sem aguentar um chilique nos ouvidos, então apenas continuou o trajeto em silêncio, tentando esquecer sua burrice e seu rosto queimando.

Infelizmente, a única resposta que obteve, foi o total silêncio. O rosto do moreno pareceu se tornar um pouco mais vermelho e quando ele tentou falar, apenas gaguejou de forma que não era comum, deixando o loiro ainda mais curioso.

Sanji continuou o encarando por mais algum tempo, esperando uma resposta, mas percebeu facilmente que Zoro não explicaria, o que não era um problema na era da tecnologia.

Imediatamente pegou seu celular e digitou na barra de pesquisa a palavra estranha e foi sua vez de sentir o rosto esquentar ao ler o significado e para quais situações era usado. O que sentiu não foi apenas vergonha e sim ódio, Zoro estava comparando-o com... Aquilo? Como ousava? Sanji não era um adolescente magrelo e sem pelos, ele tinha sim muitos pelos! Sua perna era cheia, ele só precisava depilar por ser modelo. Mas sua vistosa barba deixava claro que não era um twink! Por mais que fossem apenas três fios em seu queixo. E o principal é que ele não era gay.

— Eu não sou essa droga, marimo irritante! — Ele praticamente gritou queimando de vergonha. Zoro era um completo idiota. Não era possível que fosse com esses olhos que aquele ancião o enxergava.

Porém, o que mais incomodou nem foi tudo aquilo e sim o que havia na parte de imagens e vídeos. Vários homens extremamente magros, pequenos e branquinhos sendo fodidos por homens bronzeados, enormes e musculosos. Aquilo o fez engolir a seco. Por mais que negasse em sua mente que não era aquilo, se olhasse no espelho o próprio corpo, era visível que na verdade ele parecia muito com aquele estereótipo. Assim como o corpo de Zoro era parecido com os dos parceiros dos tais twinks.

Sanji engoliu a seco, sentindo um arrepio subir sua espinha. Sua curiosidade falou mais alto e ele clicou em um dos vídeos e sem nenhum pudor começou a assistir.

Zoro sabia que Sanji agiria assim e foi exatamente por isso que não disse nada. Mas Zoro nem estava errado. Ele era sim um maldito twink. A culpa não era do mais velho se ele se encaixava perfeitamente, então Zoro não iria perder tempo se irritando com as reações tipicamente exageradas do loiro. Bom, era o que achava até começar a escutar barulhos molhados inconfundíveis vindos do celular do outro, seguidos de gemidos graves extremamente inapropriados que ecoavam pelo carro pequeno.

— Dá pra desligar isso? — Ainda não acreditava que Sanji estivesse vendo esse tipo de coisa do seu lado, embora não sabia por que estava surpreso com algo assim vindo dele. Quando parou no sinal, pôde ver de relance a curiosidade estampada em seu olhinho azul que estava grudado na tela, como se nunca tivesse visto algo do tipo antes.

Sanji não apenas não fez o que ele mandou, como sequer parecia estar escutando o que ele dizia. O garoto havia entrado em outra dimensão. Zoro estaria extremamente preocupado e confuso se não soubesse o que diabos ele estava fazendo. Infelizmente, não saber era impossível graças aos barulhos que pareciam ainda mais altos graças ao silêncio no carro. Sons de corpo se chocando contra corpo, gemidos, respirações ofegantes, Sanji não tinha noção nenhuma.

Diferente do que Sanji estava esperando, o primeiro vídeo não era um sexo indecente e violento, poderia até dizer que não era explícito. Era só um casal, claramente apaixonado, acordando em uma cama e fazendo amor, a única diferença era que não era um homem e uma mulher e sim dois homens. Sanji pensou que talvez não importasse tanto. Era bonito, eles claramente se amavam, se beijavam apaixonadamente e até mesmo na penetração estavam se abraçando e de mãos dadas. Para sua surpresa, ele não sentiu repulsa.

O segundo não era tão romântico, o que não tornava menos bonito e agradável de assistir. O tal twink era abraçado e acolhido com os braços fortes do homem musculoso, seus corpos se chocavam um contra o outro e, assim como o primeiro, mesmo sem toda aquela arte romântica que o loiro apreciava, também gostou.

E quando clicou em outro vídeo, mais uma vez romântico, Sanji percebeu que estava excitado. Era confuso ter uma ereção por dois caras se pegando, mas ele teve e queria muito se tocar. A forma como os corpos se encaixavam era muito agradável de assistir, como se tivessem sido moldados especialmente para se completar. Como sempre, até mesmo quando o assunto era sexo, por mais pervertido que fosse, ele tentava transformar em algo romântico. Extremamente brega.

O problema foi quando se imaginou no lugar do twink que rebolava lenta e sensualmente no colo do moreno, gemendo baixinho e o beijando lentamente. Sanji soube que precisava daquilo e era o pensamento mais imbecil que já teve. Até parece, ele sendo fodido, ainda mais por Zoro. Um completo absurdo.

O próximo vídeo que assistiu começava em um boquete. O pau do musculoso era "não muito feio", de acordo com Sanji, e o twink o chupava com vontade, assim como Sanji mesmo já teve seu próprio pau chupado várias vezes por belas damas perfeitas. Sem perceber, ele começou a imitar os movimentos com a língua, dentro de sua boca, pressionando o pirulito que chupava para ocupar-se e esquecer seu vício, focando em outro tipo de fixação oral.

Zoro estava começando a ficar curioso com o que exatamente ele estava vendo. Era frustrante estar dirigindo e não poder saber, não poder nem ver como o pirralho estava reagindo. Quando parou novamente no sinal, aproveitou para tentar observar a tela do celular, mas a reação do loiro acabou chamando muito mais atenção. Toda vez que aquele pirulito saía e entrava novamente nos lábios melados de Sanji, Zoro achava que ia infartar.

O garoto ainda parecia muito concentrado em assistir o vídeo, mas não era possível que não estivesse fazendo de propósito. Sugando aquela bolinha tão perfeitamente, usando sua linguinha tão rosada quanto o próprio doce. Para completar, o loiro havia tirado o moletom rosa e agora estava só de blusa e Zoro podia ver perfeitamente aqueles mamilos durinhos, com certeza tão rosados quanto a língua e o pirulito.

Ao puxar o palito e tirar o doce da boca, Sanji rodeou sua língua no doce e começou a abusá-lo com mais vontade, aos poucos se dando conta do que fazia e o socando na boca outra vez, fingindo que nada havia acontecido. Mas é claro, ele olhou para o lado e viu Zoro observando-o com uma expressão de velho pervertido, que fez com que corasse tanto que teve que estender a mão até o rosto moreno e virá-lo.

A reação de Sanji e várias buzinas muito enfurecidas atrás do carro fizeram Zoro voltar à realidade. Ele continuou o resto do trajeto tentando focar no que fazia, embora talvez sua mente tivesse sido tão confundida que estivesse se perdendo mais do que o normal. Quando finalmente chegaram na reunião, Sanji ainda parecia um pouco constrangido em olhá-lo diretamente, embora Zoro não entendesse exatamente o porquê, já que não parecia nem um pouco envergonhado de ficar assistindo pornô sem fones no carro o caminho inteiro.

Sanji sempre soube que era um completo pervertido sem controle que sentia tesão em basicamente tudo e todas, ficava de pau duro com extrema facilidade, assim como gozava rapidamente muitas vezes ao dia. Porém, aquela era a primeira vez em que ficava duro por causa de dois homens, apesar de também ser a primeira vez em que assistia a sexo gay. Sentia-se estranho por não estar com nojo do ato, durante tantos anos só de ouvir falar no assunto ele preferia desviar ou se retirar, uma atitude bastante bosta e preconceituosa, agora que estava vendo que era igual a qualquer outro sexo, Sanji percebia que estava sendo um completo idiota por tanto tempo, sentia que devia desculpas até mesmo para Zoro por ter falado coisas idiotas ao descobrir a preferência do amigo.

Entretanto, a verdade é que agora ele sentia que devia desculpas por estar desejando o moreno. O corpo grande pressionando o seu da mesma forma que em todos aqueles vídeos, a boca indelicada ao redor de seu pau, que no momento estava enorme, melado e pulsando dentro da calça apertada, as mãos percorrendo seu corpo esguio, a língua tocando partes que nunca imaginou que um dia seriam tocadas. Como seus mamilos que estavam implorando por um carinho naquele momento, saltados na camisa quase transparente. Sanji não conseguiu encará-lo quando saíram do carro e acabou fugindo, apenas murmurando que precisava usar o banheiro.

Sumiu por alguns segundos e a história de usar o banheiro não era mentira, afinal. A diferença era o propósito de ir até lá. Ele se tocou até estar satisfeito, lembrando-se dos deliciosos beijos que já trocou com o marimo, mas só gozou quando pensou no aperto delicioso das mãos grandes em sua pequena bunda, recordando de forma vívida a sensação. Ele precisava desesperadamente sentir aquilo outra vez.

Como se nada tivesse acontecido, quando seus mamilos se acalmaram, Sanji caminhou até a sala da reunião, voltando a colocar a blusa rosinha e esconder seu corpo pervertido, envergonhado de ter quase abusado dos pobres mamilos virgens. Ele colocou um novo pirulito na boca, lembrando-se de ter chupado obscenamente o último quando estava se tocando, imaginando se o pau de Zoro seria tão delicioso quanto aquele doce… Não que ele estivesse curioso para descobrir. Ao chegar na sala ele viu seu lugar ao lado do mais velho vazio e sorriu, caminhando até o moreno e se sentando ao lado dele, com os braços se encostando o tempo todo.

Para Zoro, a reunião havia sido como quase todas as outras. Tentava cochilar um pouco e era sempre interrompido pela tagarelice de Sanji, num ciclo infinito de irritação. A diferença agora era que tentava com todas as forças não olhar muito para o garoto chupando um novo pirulito irritante ao seu lado a reunião inteira. Claro que provavelmente Sanji não estava fazendo a mesma coisa que havia feito no carro, mas Zoro não queria arriscar. Não seria nada agradável se acabasse com o jeans desconfortavelmente apertado naquele lugar cheio de gente.

Quando a reunião teve fim, Zoro chamou Sanji para irem embora. Eles não tinham planejado nada, mas ele não estava exatamente convidando o garoto. Só sabia que Sanji já iria se auto-convidar de qualquer forma, então estava antecipando a dor de cabeça.