Notas iniciais
Capa: tantalut Bom dia! Pra vocês é boa noite ainda XD Tô com um jetlag terrível. Trago aqui postado com mt carinho no celular esse capítulo com um Sanji manhosinho e estereotipando tudo (perdoem, ele é novo nisso) e um Zoro tentando lidar com um adolescente curioso... Muito obrigada a quem lê por aqui especialmente KoiMiro que é um anjo na terra T.T //

Chegaram em casa e o loiro cozinhou como quase sempre costumava fazer. Já era uma dinâmica tão natural que os armários da cozinha de Zoro e sua geladeira pareciam muito mais cheios do que há alguns meses, mesmo que ele continuasse a não fritar nem um ovo. Era um pouco engraçado para Zoro pensar nessa perspectiva, ou até mesmo vergonhoso. Ele que era o mais velho e que, de acordo com Sanji, acabava tratando aquele pirralho como criança, mas era Sanji quem acabava dando um jeito na sua vida às vezes. Fazia muito tempo que não tinha isso. Alguém com quem convivesse tanto, que o conhecesse tanto… Que o irritasse tanto.

Após o jantar, por exemplo, Sanji estava reclamando da sua maneira de lavar pratos, dizendo que Zoro era muito bruto e quebraria todos em vez de lavá-los. Absolutamente insuportável. Mas continuou lavando em silêncio enquanto passava as coisas para o garoto enxugar, até que tudo estivesse limpo e Zoro finalmente pudesse pegar uma cerveja, tirar a camisa suada e se jogar no sofá preguiçosamente, sob o olhar de reprovação do pirralho. Sanji eventualmente o seguiu e Zoro imaginou que o loiro se sentaria a seu lado no sofá como de costume, mas ao invés disso o mais novo apenas usou o corpo de Zoro como poltrona, se ajeitando em seu colo.

— Uh… Tava faltando espaço? — Zoro disse, apesar de não realmente querer que Sanji saísse.

O loiro se sentou completamente encolhido no meio das pernas do mais velho após afastá-las para caber ali. A visão de Zoro com o corpo à mostra não estava fazendo nada bem para ele naquele dia, especialmente depois daqueles vídeos indecentes e extremamente excitantes.

— Está. Seu corpo do tamanho do universo está ocupando todo o espaço no sofá. Não só nele, na casa inteira, que já é menor que uma formiga. — Sanji retribuiu as palavras gentis e de maneira infantil mostrou a língua rosada devido ao pirulito que retirou da boca apenas para fazer aquilo. Para sua surpresa, Zoro apenas a prendeu entre os lábios e a sugou levemente, matando o loirinho de vergonha. Aquele velhote pervertido.

Estava um tanto inquieto com tudo aquilo. Por mais que seu corpo estivesse imóvel entre as pernas do maior, sua mente estava pensando demais como sempre, tudo em sua vida seria mais simples se ele apenas aceitasse o desejo que tinha pelo corpo másculo do outro e que talvez não era exatamente tão hétero como sempre afirmava. Envergonhado, ele enfiou o pirulito na boca e apenas ficou chupando como de costume, sugando de forma inocente o doce como se aquilo fosse distraí-lo.

— Marimo... — Sanji pausou, procurando as palavras certas para tocar no assunto. Lembrava-se bem do absurdo que disse quando descobriu que o homem era gay e não queria que se repetisse. — Aquilo do vídeo... É o que você gosta?

A voz parecia cada vez mais diminuir e sumir, ficando quase inaudível. Se estivessem um pouco mais longe Zoro não teria ouvido nada, mas as costas estreitas estavam apoiadas no peitoral largo do outro, enquanto suas mãos passeavam pelo braço envolto em sua cintura. Seu rosto estava levemente corado, mesmo sendo um completo pervertido, quando o assunto era aquele em específico, parecia muito vergonhoso. Seus dedos deslizavam por toda a pele morena do braço maior, sentindo os pelinhos arrepiarem com o contato mínimo. O corpo de Zoro em contato com o seu estava tão quente que cada vez mais o loiro sentia a respiração se tornar um pouco mais ofegante.

Aquela posição era um tanto confortável para Zoro, mesmo que não conseguisse fechar as pernas por causa do corpo que estava encaixado entre elas. Zoro continuava bebendo da sua garrafa, enquanto sentia o cheiro dos fios dourados invadir suas narinas quando abaixava a cabeça um pouco. O corpo de Sanji estava quentinho graças ao moletom rosa, e era macio e agradável contra seu peito nu, fazendo o braço que o segurava puxar seu corpo mais para perto a cada segundo, querendo colá-los o máximo que pudesse.

— Aquilo? — Zoro indagou confuso, tentando processar o significado daquela pergunta. Se Zoro tivesse ficado menos atento, poderia ter entendido apenas que Sanji se referia ao sexo entre dois homens.

Mas ele sabia bem o que significava aquele pirralho irritante e escandaloso falar numa voz tão mínima e ele se lembrava bem do contexto daquele momento. Era sua culpa, porque Sanji havia ficado cismado já que ele estupidamente o chamou de twink. E era sobre isso que aquele moleque queria saber. Provavelmente, conhecendo o menor como conhecia, ele devia ter pensado sobre aquilo o dia inteiro antes de finalmente perguntar.

— Ah… Não é exatamente assim... — Zoro disse sem realmente saber como se justificar. Eram apenas vídeos, não é como se ele algum dia tivesse tido interesse em ninguém com aquele biotipo.

Por mais que Sanji tenha negado com todas as palavras que não era um twink, ele tinha olhos que enxergavam muito bem e sabia que se encaixava muito bem no homem que sempre estava dando naqueles vídeos. Nunca parou para pensar sobre a posição que teria quando fossem... Se talvez algum dia fossem partir para o sexo. Sua mente o fazia pensar que obviamente apenas comeria Zoro, já que comeu mulheres a vida toda, era a lógica, e Zoro era o gay ali, então ele que deveria gostar de dar.

No entanto, ser chamado daquela forma o fez pensar muito no assunto e ele passou o dia todo imaginando. Se imaginando... Era vergonhoso, mas sim, ele se imaginou várias vezes no lugar do twink e Zoro no lugar do homem grande e musculoso e, por mais que a visão o assustasse, não parecia tão mal quanto meses atrás achou que seria. Meses atrás também não se imaginava gostando de beijar outro homem, especialmente se tratando do marimo ancião.

Sanji continuaria com aquilo em mente até descobrir a verdade, como se fosse uma necessidade para que sua vida seguisse em frente. Independente da posição do moreno, com o tempo ele poderia se acostumar, mesmo que tivesse que ser desvirtuado por trás. Inquieto e nada satisfeito com a resposta, como se aquilo fosse mesmo uma resposta, o loirinho se moveu nos braços do maior, até conseguir sentar em suas coxas, virando as pernas para apoiá-las no sofá e olhar o moreno. Sem pensar ele segurou o rosto com as duas mãos pequenas e delicadas, quase cobertas pela manga comprida da blusa rosa, e quando se afastou, com os olhinhos azuis brilhando, encarou os olhos do moreno ainda segurando gentilmente em seu rosto.

— Agora posso perguntar se sua posição é a do tal twink ou do outro cara? — Tentou perguntar da forma mais direta e discreta possível, mesmo que seu julgamento não fosse muito preciso.

— Eu nem estava vendo o vídeo, Cook. — Zoro falou um tanto exasperado, colocando a garrafa vazia no braço do sofá e segurando o corpo menor entre os braços. De fato não estava vendo, mas pela pesquisa que Sanji fez no celular não era difícil de imaginar que tipo de dinâmica havia encontrado nos primeiros resultados. O tom inseguro com o qual perguntava também denunciava isso, como se o pirralho tivesse receio do que estava por vir.

Zoro sabia que isso iria acontecer. Sanji era só um garoto confuso que nem sabia direito o que estava sentindo. E era exatamente por isso que era uma dor de cabeça interminável que ele não sabia porque estava deixando continuar. Estava muito velho para ser a enciclopédia sobre gays de um pirralho. Se Sanji estava perdido, definitivamente Zoro não era a pessoa ideal para ajudá-lo.

Entretanto, aqueles olhinhos azuis, ambos visíveis pela leve bagunça em sua franja dourada, eram muito injustos. Suas mãos estavam pousadas no rosto áspero e os dedos se mexiam inquietamente, acariciando os pelinhos. O loiro parecia tão comportado, tão dócil, injustamente manhoso, que Zoro não teve escolha a não ser ceder e suspirar profundamente.

— Se você quer tanto saber… Eu sempre fui ativo. — Zoro respondeu sem cerimônias. Achando melhor falar diretamente o que o loiro queria saber.

Zoro não sabia exatamente como decifrar a reação de Sanji, mas as mãos ainda continuavam segurando seu rosto e ele tinha um biquinho fofo naquela boquinha ocupada pelo pirulito irritante. Novamente teve que se desfazer daquele doce para poder atingir o que queria, o tirando de repente da boca de Sanji e colocando o palito dentro da garrafa vazia de cerveja. Seus dedos se melaram um pouco por pegar diretamente na bolinha, e Zoro instintivamente os levou até os lábios rosados do outro, pressionando suavemente sem forçar a entrada.

Não esperava que Sanji fosse concordar com aquilo, no mínimo esperava ser empurrado e chutado. Mas seus dedos logo foram envolvidos pela quentura daquela boca por um tempo, o pirralho os beijando de um jeito calmo e doce. Uma das mãos grandes voltou a envolver o corpo de Sanji e seu rosto se sentia bem com o carinho que recebia das mãos do loiro.

Sanji não ficou nada surpreso com a resposta de Zoro, na realidade, era exatamente o que esperava e totalmente previsível. Honestamente, era só olhar para Zoro que ele já sabia. Com toda sua experiência sexual com sexo entre dois homens, que se resumia em por volta de dez vídeos, Zoro era o mais estereotipado e popular do cara que fodia. E Sanji, bem... Era só observar sua situação atual e não precisava mais nada para exemplificar que ele deveria ser o passivo. Por mais que fosse irritante.

Sim, ele tinha um corpo bem menor, era mais magro e pequeno, não pesava uma tonelada de músculos e ainda era bem mais novo. E sim, ele gostava de se sentar no colo do moreno enquanto estavam se beijando, mas honestamente, só essas coisas não deveriam determinar que ele deveria levar no cu. Era irritante... Talvez não achasse tão irritante quanto deveria.

Os pensamentos em sua mente se resumiam nele e Zoro, nus, transando. Em todas as posições que viu naqueles vídeos, de todas as formas. Para sua surpresa, aquilo não o enojava. Sanji não estava sentindo medo de seguir com atual situação, de virar a bunda e dar gostoso para o outro, por mais estranho que parecesse. A situação não o enojar não significava que não o desagradava. Ele era um homem, gostava de foder, não queria virar uma mulher ou algo do tipo só para transar com outro cara. Sabia que não deveria pensar por esse lado, que apenas por dar não se tornaria uma mulher, mas ele ainda estava no processo de adaptação e precisava se acostumar com certas coisas naquele novo mundo ainda inexplorado.

No entanto, ele soube no momento que Zoro afirmou que sempre foi ativo em todos seus milhares anos de vida que não teria vez ali, que seu lugar era empinar a bunda e receber o outro profundamente em seu corpo. Não sentia nenhuma esperança de que um dia fosse conseguir mudar aquilo, então nem se daria ao trabalho de tentar. Zoro era um velho que passou a vida toda comendo, não seria com um “twink” que ele mudaria de ideia.

Enquanto sua mente estava completamente em outro universo, sua língua trabalhava nos dedos melados do moreno, chupando-os de forma obscena. Não havia notado o que fazia, mas quando notou... Deveria apenas ter parado, tirado os dedos grossos de sua boca, mas estavam tão doces... Tão apetitosos... De fato, o loiro retirou-os da boca, fazendo a saliva melada ainda os conectar. Seu olhar se tornou nublado de desejo e em seguida ele abocanhou as pontinhas dos dedos grossos, fazendo movimentos indecentes de sucção que se intensificaram ao sentir um volume nascendo debaixo de suas coxas. Aquilo excitava o marimo? Da pontinha do dedo ele aprofundou em sua boquinha até estar todo dentro e o chupou, envolvendo a língua molhada em toda a extensão, movimentando levemente a cabeça...

Sua diversão durou pouco, porque logo os dedos foram retirados de sua boca, sendo substituídos pela língua quente e grossa. O loiro delirou. Enquanto distraía o moreno com seus beijos e carinhos no rosto e na nuca, ele moveu suas pernas, até deixar uma de cada lado das pernas do maior e sentou-se delicadamente em cima do volume nada discreto. Seu tronco ia freneticamente para frente em busca dos lábios, de forma faminta. Sentia as mãos grandes percorrerem seu corpo, como se buscasse o local correto para segurá-lo, mal sabia o marimo que poderia tocar qualquer parte.

Sanji não soube dizer quando as mãos deslizaram da nuca até o peitoral forte e o apertou, da mesma forma que fizera antes, percebendo estar um tanto viciado naquela parte.

A intenção de Zoro era apenas um beijo calmo, apenas mais um dos que trocaram naquelas semanas todas, sem muitas implicações. Mas a demonstração erótica de Sanji com seus dedos acabou destruindo tais planos ingênuos. Aquela era a primeira vez em que tinham os corpos tão próximos desde a primeira vez em que haviam se beijado pra valer. E também a primeira vez desde lá que Zoro ficava tão excitado, e o fato de Sanji estar novamente naquela posição em seu colo apenas agravava a situação.

Queria toda aquela saliva docinha que tinha visto. Ele sugava a linguinha rosa e pequena com vontade e sentia Sanji se agarrando em seus cabelos grisalhos, o incentivando a continuar. Zoro chupava exatamente como Sanji fez com seus dedos, da mesma forma como ele fazia com os pirulitos diariamente, tão injustamente que Zoro pensaria em proibi-lo de fazê-lo, se não fosse algo que ajudasse a ficar longe dos cigarros.

A língua faminta de Zoro devorando sua boca não fazia nada bem para o corpo sensível e lascivo do menor. Porém, ter a língua chupada e sugada daquela forma obscena, fez sua ereção apertar na calça e seus mamilos formigarem de um jeito desesperador. Sanji precisava de toques ali para o bem de sua sanidade mental. Estavam tão duros e sensíveis, o contato com a camisa causava uma fricção gostosa, mas ele queria mais. Precisava que alguém desse carinho para aquelas partes minúsculas de seu corpinho pervertido.

As mãos de Zoro estavam inquietas e queriam tocar nele inteiro, mas aquele moletom fazia volume demais e o atrapalhava, deixando o mais velho irritado. Desceu pelas costas até encontrar o final daquela roupa logo acima do cós do jeans e pôs as mãos embaixo da peça quentinha, sentindo a pele macia de Sanji fervendo sob seus dedos. Manteve os dedos acariciando aquele local, sentindo os pelinhos finos eriçados pelo contato com sua mão mais fria e apreciando a sensação da pele lisinha.

Sanji estava em transe. Quantos dias ele não passou pensando nos toques de Zoro? Quantas vezes não se tocou lembrando do moreno passando as mãos nada delicadas por seu corpo pequeno e o apertando? Quantos orgasmos não teve se lembrando daquelas mãos grandes envolvendo sua bundinha? Ter tudo isso outra vez estava o deixando fora de si. O volume grande abaixo de sua bunda pulsava da mesma forma que semanas atrás e o desejo de se esfregar ali era mais uma vez imenso. Diferente da primeira vez, o loiro já não estava tão inseguro sobre aquilo. Então, lentamente, quando sentiu as mãos invadindo sua roupa, o corpo magro deslizou para frente em uma tentativa de fugir daquele toque, pressionando com vontade a ereção enorme e soltando um gemido manhoso. Odiava estar com uma calça jeans, quando estava com a social podia sentir bem melhor o volume.

Com os corpos mais colados e ainda sentindo a mão do outro onde não devia, o loiro segurou os braços do moreno e os tirou de dentro de sua roupa, se Zoro continuasse a tocá-lo daquela forma, ia acabar sentindo suas cicatrizes vergonhosas ou até mesmo tentar despi-lo, Sanji não desejava vê-lo enojado por seu corpo horrível. Ele se surpreendeu por não afastar as mãos e sim deixá-las em sua bunda que estava bem empinada enquanto seu tronco se pressionava para frente e suas próprias mãos eram apoiadas quietinhas no peitoral forte.

Zoro encaixou como pôde as mãos grandes nos bolsos do jeans apertado. Agora estava apertando a bundinha por dentro dos bolsos, desejando que fosse por dentro da própria calça. Provavelmente aquilo prenderia sua circulação, mas o mais próximo de Sanji possível era melhor. Parecia que não se contentava mais com todo aquele tecido que havia entre eles. Queria mesmo era ter continuado explorando suas costas nuas no interior daquele moletom, sentir mais da sua pele se arrepiando, mas Sanji não havia permitido. Na verdade, Zoro considerava que tivesse tido sorte do loiro não interromper tudo e fugir, como era de costume.

Enquanto isso as mãos do loiro continuaram quietas por um bom tempo… Até pressionar sem querer os mamilos que estavam duros e ouvir um gemido escapando dos lábios do maior. Sanji abriu os olhos e ficou observando-o. O rosto levemente corado e babado enquanto o beijava desesperadamente, Zoro era lindo e Sanji o desejava muito. Sem pensar duas vezes ele tomou em seus dedos habilidosos os mamilos enormes e duros, apertando-os com força e torcendo-os de forma que sabia ser prazerosa, mesmo nunca tendo feito nos seus próprios.

Ao ter seus mamilos abusados com tanta vontade, nem todo autocontrole do mundo era suficiente para fazer Zoro não arfar durante o beijo, por vezes o interrompendo por completo. As mãos ágeis do mais novo não interrompiam seus movimentos nem por um segundo, controlando perfeitamente a velocidade e ritmo, torturando ambos os mamilos perfeitamente, como se já tivessem feito aquilo mil vezes.

Abriu seus olhos e se deparou com aquele azul profundo olhando sua vergonha e achou um completo absurdo. Era muito injusto que Sanji ficasse o observando naquele momento quando deveria se comportar e manter os olhos bem fechadinhos como um bom garoto. Zoro franziu a testa momentaneamente em aborrecimento, embora um pequeno gemido tenha feito o gesto não parecer tão convincente. Em seguida retirou ambas as mãos dos bolsos de Sanji e segurou sua bunda inteira com firmeza, quase como se pudesse erguer o garoto apenas daquela forma, e realmente podia. Passou a apertar mais forte por cima do jeans como vingança, até ver o olho voltar a se fechar e se entregar para ele, como deveria ser.

Sanji gemia sem nenhum pudor em meio ao beijo delicioso. Seus mamilos formigavam e ele estava sem parar descontando todo o desejo acumulado nos seus, nos enormes mamilos do moreno, fazendo-o gemer tão indecentemente quanto ele mesmo faria. A voz erótica do moreno era muito boa de ser ouvida, mesmo que a maioria dos gemidos ele contesse, os que escapavam o enlouqueciam. Zoro era lindo, sexy e gostoso, o loiro não sabia se tinha um tipo de homem, mas algo em si dizia que Zoro se encaixava perfeitamente. Queria devorar cada pedacinho daquele homem, da mesma forma que amava devorar mulheres.

Ele sentia as mãos enormes abusando de sua bundinha virgem e, por mais que fosse vergonhoso, ele se empinava cada vez mais. Porém, o que mais o envergonhava e excitava, era o caralho enorme pulsando abaixo de seu corpo pequeno, como se fosse explodir. Sanji salivava dentro da boca do maior, chupando com vontade a língua quente de forma obscena, da mesma forma que havia feito com o pirulito no carro, literalmente um boquete. Era estranho, tinha plena consciência de sua fixação oral, afinal, sem os cigarros se desesperou para colocar qualquer coisa na boca e vivia mordendo canetas inconscientemente, tanto que quando o marimo sugeriu que chupasse pirulitos para se distrair, Sanji começou a se viciar. Pensou que não seria tão ruim chupar o pau do outro. O pensamento o tornou ainda mais sensível, sua cueca se fosse torcida pingaria tanto quanto seu pau fazia. Sanji precisava de mais.

Com isso em mente, o corpo pequeno deslizou pelo colo, pressionando a bundinha na ereção pulsando e soltando um gemido alto e manhoso. Imaginava o quão bom seria se estivessem sem as roupas. Quando gemeu, a língua estava sendo chupada pela boca faminta do maior, então toda a saliva que trocaram e se acumulou em sua boca caiu em meio aos dois corpos e seguindo a excitação, o loiro passou a puxar com força os mamilos, pressionando os dedos habilidosos e torcendo-os como uma deliciosa tortura.

Depois daquela primeira rebolada, outras se seguiram, mais fortes, intensas, desesperadas. Era tão bom, tão perfeito que seus olhos fechados estavam cheios de lágrimas, o loirinho estava delirando em prazer. Mais um pouco, só mais um pouco e ele acabaria gozando pateticamente fácil com míseros estímulos, como um adolescente vergonhoso. E choraria de forma vergonhosa. Estava tão entregue, tão fácil. Deslizava com facilidade pela extensão daquela rola, babando, quase não conseguindo mais manter a consciência.

Zoro havia perdido completamente a noção de realidade. A única coisa que existia era aquela bundinha perfeita em suas mãos, que cada vez se mexia com mais vontade, se esfregando em seu volume e o fazendo arfar. Não investiu uma vez sequer para cima, um exemplo memorável do seu incrível autocontrole, mas definitivamente não precisava. Sanji fazia todo o trabalho, esfregando o corpo pequeno no seu volume apertado como nunca antes, de um jeito tão gostoso e entregue que Zoro achou que era impossível não ser um de seus sonhos. Nada restava a ele a não ser receber seus toques afobados e curiosos enquanto ainda devorava sua boca com bastante vontade, não se importando com a saliva que escorria copiosamente da boca do rapaz.

Instantaneamente os pensamentos completamente impróprios começaram a povoar sua mente. A cada investida, e a cada vez que apertava aquela bundinha se imaginava ajudando seus movimentos enquanto ela deliciosamente o engoliria por inteiro. Sua ereção confinada dentro da calça pulsava a cada pensamento indecente, apenas de imaginar o contato e o calor enquanto recebia aqueles estímulos quase perfeitos, mas separados por camadas de roupas irritantes, quando tudo que ele queria era poder deflorar o pequeno corpo virgem por completo.

— Mais... — Sanji pediu manhoso, abrindo os olhos e deixando as lágrimas escorrerem pelo rosto bonito. Sua bundinha ainda se movimentava, e ele estava prestes a um orgasmo, o corpo mole e trêmulo, já sentindo alguns espasmos gostosos. — Zoro… Mais...

A voz de Sanji imediatamente tirou Zoro de seu transe. Ouvir seu nome pronunciado pela primeira vez o fez voltar à realidade. E o que estava desejando não era nem um pouco sensato, estava fora de si. Há apenas alguns minutos estava respondendo às perguntas inseguras do moleque e se lembrando mais uma vez de porque aquilo era trabalhoso e porque não deveria dar corda para um pirralho curioso.

Sanji não sabia no que estava se metendo, o quanto perigo estava correndo ao fazer coisas tão inconsequentes. Zoro estava sem controle algum, e Sanji poderia se deixar levar pelo tesão, pela situação, por ser um pervertido. E então, eles transariam e o loiro se arrependeria depois. Fugindo e ficando com raiva de Zoro, e era tudo que ele não queria.

— Não... — Ele disse ofegante e relutante, levantando facilmente a bundinha de si como se Sanji não pesasse nada. — Essa brincadeira já foi longe demais.

Zoro tentou manter o rosto impassível, indicando que estava falando sério. Observava o rosto molhado de Sanji passar de uma expressão completamente confusa, como quem acaba de acordar de um sono profundo, para imediatamente se contorcer de raiva.

O garoto se afastou dele como se não quisesse nem mais encostar em si e saiu sem dizer absolutamente nada, batendo a porta do apartamento quase como se quisesse quebrá-la. Zoro sabia que ele acabaria fugindo de qualquer forma, então melhor que fosse agora do que depois quando já não pudesse voltar atrás no que haviam feito.

Sanji realmente havia demorado para entender o que estava acontecendo ali, por alguns instantes ele realmente achou que tivesse ficado sem cérebro assim como o marimo, porque com toda certeza aquilo não poderia ser real. O clima estava perfeito, o beijo era incrível, até mesmo a maldita barba do marimo pinicando seu rostinho liso que deveria ser incômodo era bastante agradável. O loiro nunca havia se sentido tão bem nos braços de alguém, com apenas alguns beijos gostosos e uma leve roçada contra o outro. Estava perfeito... Então Zoro parou tudo e o afastou.

Mas, o que realmente o broxou pela primeira vez na vida, algo que nunca achou que um dia poderia ser possível de acontecer, foi ouvi-lo chamar o que estavam tendo de brincadeira. Ele realmente desejou que fosse uma brincadeira, mas aquelas palavras idiotas se demonstravam ser a mais pura verdade. Sanji sentiu sua garganta secar completamente ao mover os lábios para xingá-lo, mas a única coisa que conseguiu foi levantar do colo confortável e sair, murmurando um “idiota” ao desaparecer da vista do outro e batendo a porta.

Sentia suas mãos tremendo de ódio e nunca quis tanto socar alguém. Se continuasse lá, provavelmente teria acabado com as preciosas mãos na cara dura daquele imbecil. Zoro era a criatura mais idiota da face da terra e o loiro jurou que nunca mais iria atrás dele.

Seu rosto bonito estava coberto de lágrimas e ele jurou que eram apenas remanescentes do prazer absurdo que antes sentia, mas talvez uma ou duas fossem por estar tão abalado com aquelas palavras. Zoro realmente não o enxergava como nada além de uma criança e isso machucava.