Don't Call Me Daddy
22 More
Notas iniciais
O mais velho forçou os lábios do loiro contra os seus, ainda segurando firme em seu rosto, embora não a ponto de machucá-lo. A princípio, o corpo de Sanji ainda estava tenso abaixo de si, as pernas ainda pareciam prontas para chutá-lo assim que as deixasse livres, mas Zoro começava a senti-lo relaxando pouco a pouco, a cada vez que invadia sua boca com a língua pequena. E ele secretamente adorava isso. A forma como aquele garoto se derretia às vezes, transformando-se numa presa tão dócil quando estava excitado. O pensamento fazia o corpo de Zoro arder ainda mais, e bastou abaixar um pouco mais seu corpo para que suas ereções se encontrassem deliciosamente.
Ele soltou a pressão sobre as pernas do mais novo e Sanji moveu as pernas tão rápido que Zoro achou que realmente seria chutado, mas o loiro apenas envolveu suas costas com as duas, o puxando ainda mais forte para baixo. Se Sanji queria tanto, tinha explicado aquilo tudo com tanta ênfase, ele daria o que ele queria. O que havia negado da última vez.
Sanji reclamava da lentidão que o moreno tinha para assimilar as coisas, mas pela primeira vez foi sua vez de ser ainda mais lento. Zoro realmente havia dito aquilo? Merda, estava com os pelinhos finos e loirinhos de todo corpo arrepiados. Honestamente, não esperava que a resposta fosse aquela, muito menos que viria com um beijo tão gostoso que imediatamente o deixou ofegante e desesperado. Era muito orgulhoso para dar o braço a torcer e aceitar que todas aquelas sensações eram devido ao desejo que tinha pelo outro e o tesão que ele causava em seu corpo, então culparia sua abstinência em cigarros por suas reações entregues e muito, muito fáceis.
Mas, o tanto que Sanji demorou para reagir, foi compensado quando ele começou, prontamente se entregando sem notar, agarrando-se com força no maior e puxando-o contra si, pressionando os dois corpos, os paus... Ele já estava tão vergonhosamente duro que se sentiria patético se uma rocha não fosse pressionada contra o seu, deixando-o mais e mais ofegante. Zoro estava enorme para ele novamente e o loiro não permitiria que ele fugisse outra vez de seus toques, abusar de sua força nas pernas era bem útil nesses momentos.
Sanji podia ser o inexperiente naquela situação, mas ele se garantia de seus outros conhecimentos. Sabia como se esfregar em uma mulher até que ela gozasse, a única diferença ali era que estaria se esfregando em outra rola. Orgulhava-se de sua habilidade de beijar e já conseguiu até mesmo fazer Zoro sair de si apenas com um mísero beijo... O que infelizmente costumava acontecer bastante com o loiro também, já que o desgraçado parecia saber bem o que fazia. Assim como tinha total conhecimento de que suas mãos eram a perdição de qualquer pessoa, e se no começo apenas segurou-se na nuca para puxar o maior até seu rosto, agora suas unhas haviam maltratado o suficiente não só a nuca, como o pescoço, ombros e até o começo das costas, quase como se quisesse arranhar aquele corpo enorme por completo.
Ele não percebeu quando seu quadril começou a ondular em contato com a ereção do outro, assim como não notou quando suas mãos desceram até a camiseta larga do moreno e começou a insistentemente puxá-la para cima, precisando pausar o beijo para retirá-la do corpo maior. Com os olhinhos azuis abertos, ele viu o corpo moreno todo manchado de graxa, suor e sabe-se lá mais o que e aquela visão perfeita o fez pulsar dolorosamente e se olhasse mais um pouco, jurava que gozaria só de ver.
Sanji o olhava pior do que os olhares que ele recebia na rua quando saía apenas de macacão depois do trabalho. Ele nem sequer lembrava que ainda estava vestido exatamente como havia voltado da oficina, com seu macacão e a camiseta irritante por cima apenas para ninguém encher o saco pela sua costumeira falta de roupas. Mas o loiro não parecia se incomodar nem um pouco. Nem com o fato dele estar sujo e suado depois de um dia de trabalho, na verdade ele parecia querer ficar mais perto ainda do seu corpo, mesmo que provavelmente fosse sujar suas roupas caras de marca, o que era fascinante para um garoto tão fresco como ele.
— Porra... — Sanji resmungou antes de puxar o suspensório preso no macacão de mecânico que Zoro usava. Gostoso. Gostoso pra caralho. Foi o único pensamento que se passou na sua mente ao ver aquele moreno enorme e gostoso, ofegante, suado e usando aquela coisa que quando foi obrigado a vestir em uma sessão de fotos, achou a mais ridícula, mas sustentando aquele corpo forte, parecia beirar a perfeição, como se Zoro tivesse nascido para usar aquilo. A força exagerada que usou nas mãos fez um dos lados soltar do botão preso no ombro, mostrando o peitoral forte e o fazendo morder os lábios para não se deixar levar até um orgasmo delicioso. — Marimo desgraçado...
Xingou sem se dar ao trabalho de se explicar para àquele musculoso sem cérebro e uma mão foi até a nuca para puxá-lo para um beijo outra vez e a outra invadiu o peitoral forte e atacou um de seus mamilos, torturando-o da mesma forma prazerosa que lembrava-se bem ter feito Zoro gemer da última vez. Se antes ele não notou que estava rebolando contra o pau alheio, agora fazia de propósito, mais lenta e sensualmente, como se dessa vez estivesse realmente querendo enlouquecer aquele velho injustamente gostoso. Como um ancião podia ser tão tesudo? Se olhasse para Zeff e Zoro lado a lado, nem pareceriam ter uma idade tão próxima e diferente do tesão que sentia no moreno, definitivamente nada em seu velhote o atraía, sempre pensava o que sua mãe viu nele.
Zoro teve vontade de rir do quão óbvio Sanji era. Não sabia como não tinha reparado nisso antes, já que se lembrasse bem, da primeira vez em que o havia visto com roupas de trabalho havia sido a mesma coisa. Encarando Zoro como um pedaço de carne, embora naquela época não imaginaria que o moleque realmente tivesse esse tipo de olhar sobre seu corpo. Um tão faminto e desejoso. E seu olhar com certeza combinava com suas ações, com a mão apalpando seu peitoral com vontade e o quadril desesperado para encontrar o seu, tudo fazia com que fosse absolutamente impossível interpretar de qualquer outra forma.
Zoro não pôde deixar de soltar um gemido grave em apreciação àquele desejo todo. Enquanto Sanji se ocupava em abusá-lo, as mãos morenas partiram imediatamente em direção ao volume que parecia tão desesperado para se esfregar no seu, dando uma boa apalpada e sentindo Sanji pulsar mesmo com aquela roupa irritante atrapalhando. Sem nem pensar no que fazia, começou a mexer no zíper, com a pretensão de tirar a peça incômoda.
Depois de um tempo, sentiu os dedos magros do garoto apertando seu pulso e parou de beijá-lo, olhando ofegante no rosto corado de Sanji e pensando se estava ultrapassando de novo algum limite. Porém, o garoto apenas tirou ele mesmo a calça, com muito mais velocidade do que Zoro estava tentando fazer, jogando a peça no chão em seguida. O idiota só queria tirar mais rápido. Zoro deveria fazer o mesmo enquanto isso e aproveitar para se livrar do macacão, mas não podia deixar de admirar o volume aparente molhando aquela cueca tão ridícula com estampa de corações.
— Você é pequeno em todo lugar, hm? — Ele disse, a voz grave falhando em esconder o desejo, enquanto tocava toda a extensão por cima do tecido e via a expressão de Sanji indecisa entre ficar extremamente indignado com as palavras e extasiado com o toque. E Zoro estava só tentando fazê-lo ficar irritado, porque o comentário estava longe de ser verdade.
Sanji deveria ficar irritado com aquele insulto e sem dúvidas ele facilmente ficaria, se achasse que alguma daquelas palavras fosse verdadeira. Ao invés de agir como um adolescente revoltado, ele sorriu da forma mais obscena e vulgar de todas, passou a língua lentamente pelos lábios indecentemente, deixando um rastro de saliva na boca inchada de tanto beijar e afastou bem as pernas, ficando terrivelmente exposto. Era desesperador aquele toque mínimo do moreno, ele queria sentir mais daquilo, diretamente em sua pele tão sensível.
— Heh... — Ele deslizou a mão esguia pelo peitoral pequeno, ainda coberto pela camisa, levando-a até a cueca e puxando-a para baixo, mostrando a linda ereção pulsante e molhada, percebendo com o toque que estava escorrendo. Seu sorriso só aumentou enquanto ele deslizava os dedos finos pelo pau, movendo-os como se estivesse hipnotizando o moreno e apenas parando após brincar por toda extensão e chegar na glande exageradamente melada. Sanji parecia sorrir cada vez mais obsceno, a língua rosada se movia inconscientemente sensual para enlouquecer o marimo, queria ser tão desejado quanto ele mesmo estava desejando-o. — Pequeno? Aposto que sou o maior que já teve.
Tinha total confiança de que não era nada pequeno, na verdade estava bem acima da média. Poderia ter muitas partes do corpo bem pequenas, mas o pau com certeza não fazia parte da lista. E mesmo se fosse pequeno, o que importava mesmo é a habilidade e Sanji sabia bem como usar seu instrumento.
— Moleque convencido. — Zoro disse, mas não estava nem perto de ter algum pingo de irritação em sua voz. Ele observava Sanji abaixo de si, tão pequeno e lindo, provocando e sendo absolutamente injusto, enquanto ainda estava corado, o que fazia Zoro lembrar de que ele nunca realmente havia feito isso. Que da última vez que havia o provocado tanto, se escondeu depois de segundos. Aquele garoto jamais havia feito algo assim e já estava se comportando tão depravadamente.
Os dedos compridos abandonaram a glande molhada. Parecia que Sanji adivinhava seus desejos patéticos, porque num segundo estava salivando ao ver a cabecinha rosa daquela rola tão linda, e no outro tinha dois dedos finos e melados de pré-gozo dele na boca. Zoro fez questão de chupá-los sem pudor, sentindo o sabor de Sanji, sem quebrar o contato visual, apenas demonstrando minimamente o que estava com vontade de fazer naquele exato momento para que o loiro pudesse notar. Quem sabe, concordar com suas intenções.
Sanji pulsou forte ao ver aquele moreno gostoso chupando seus dedos com tanto desejo, chegava a ser vergonhoso o quanto estava desejando aquele homem, um homem, Zoro, mais absurdo só se fossem dois dele. Mas, ele não realmente se importava. Sua mente havia aceitado que o desejava e se atraía estranhamente por ele, assim como seu corpo entregue berrava isso aos quatro ventos. Talvez se não tivesse construído tantas barreiras entre os dois, já poderiam estar nesse tipo de relação há meses. Era excitante ver um homem tão grande desesperado por poucas gotinhas de seu pré-gozo e foi impossível não imaginá-lo sugando direto da fonte. Suas mãos tremeram de excitação e se o corpo exageradamente enorme não tivesse pressionado seu pau, com certeza teria o feito mergulhar de cara em sua virilha.
E enquanto a mão de Sanji fazia algo que jamais imaginou que faria, a outra continuou brincando com os peitos enormes do velho pervertido, rodeando um mamilo de cada vez, sentindo-os ficar cada vez mais duros. Porém, o que gostava mesmo era apertar todo o peitoral gostoso, quase como se fosse os de uma mulher, mas só com o toque Sanji conseguia perceber que definitivamente estava com um homem exageradamente gostoso ali e isso o excitava tanto quanto se fosse com uma mulher.
E claro, aproveitou-se da distração do outro para esgueirar aquela mão até a calça do macacão e puxá-lo, tendo, pela primeira vez, a visão da rola de Zoro e para sua surpresa ele salivou ao ver o quão apetitosa parecia.
Quando Zoro viu que foi finalmente libertado de suas roupas a visão que teve o fez perder qualquer outro raciocínio que se passava na sua mente. Ter seu pau exposto a centímetros do de Sanji só o fazia focar no contraste entre eles. Sua ereção pairava imponente acima, morena e grossa, completamente diferente daquele pau tão rosinha que combinava tanto com o mais novo. Zoro moveu sua mão o mais rápido que pode para juntá-los e gemeu extremamente satisfeito com o contato, o olho ainda hipnotizado na diferença entre os dois agora que deslizavam juntos em sua mão, com a ajuda da quantidade obscena de pré-gozo que saía das pontinhas de ambos. Eram tão diferentes em tamanho e cor quanto seus próprios corpos, e aquilo o excitava muito mais do que deveria.
Sanji só pôde gemer manhoso ao sentir o caralho enorme pressionando o seu que parecia até pequeno quando subjugado por ele. Irritante. Mas estava com mais tesão do que tudo para se importar em ser minimamente menor comparado ao marimo. O loirinho sentiu-se intimidado com o olhar de desejo do mais velho que parecia devorar sua rola apenas com os olhos, então teve que não só voltar a abusar dos peitões gostosos, como puxá-lo também pela nuca e capturar seus lábios em outro beijo. Jurou que seria uma ótima ideia, mas assim só fez o peso elevado de Zoro pressioná-lo ainda mais, fazendo-o delirar em prazer. Droga, tão grosso e melado. Ele realmente queria odiar as sensações prazerosas que transbordavam por todo seu corpo, mas a cada pulsada que seu pau dava e ele sentia o de Zoro corresponder, só conseguia pensar que aquelas eram as melhores sensações que seu corpo já sentiu. Então se entregou. Pateticamente fácil e rápido, mas não ligava.
Quando achou que a mão de Zoro atrapalhava os movimentos, afastou-a e com as pernas puxou o corpo grande mais para baixo, prendendo-o outra vez e começando a se esfregar obscenamente, em busca de mais daquela fricção perfeita. Sua mente estava em branco, o corpo fervendo de tanto tesão e o pau pulsante sendo esmagado pela rola enorme do outro, mas não se importava. Suas mãos seguraram na lateral do corpo moreno, no entanto, não ficaram quietas e percorreram rapidamente os músculos, até conseguir chegar na bunda do homem. E era enorme. Dura e gigante. Sanji mordeu os lábios do maior e ao encher as duas mãos naquela carne tão perfeita, gozou vergonhosamente e perdeu toda noção e ritmo do beijo, tombando o rostinho para o lado e literalmente babando muito no próprio ombro enquanto gemia escandalosamente em surpresa por ser tão rápido a atingir um orgasmo.
Zoro ficaria lisonjeado com a rapidez se ele tivesse realmente feito alguma coisa. Mas, bastou se esfregarem um pouco, sem nada entre eles, numa deliciosa fricção melada, para o garoto se despejar entre os dois, tão desesperado que nem um beijo conseguia manter. O mais velho deveria achar ridículo o quanto ele se comportava como um adolescente sem controle, mas era fofo. E a expressão naquele rosto não poderia ser melhor.
Sanji parecia extasiado, perfeitamente satisfeito depois de ter gozado tão rápido. Porém, assim que recobrou seus sentidos, sua expressão já não parecia tão contente. Zoro o viu encarando seu pau ainda duro e pulsante, como se ele tivesse ofendido sua família inteira. Claro que não era sua culpa por durar mais do que patéticos segundos. Determinado a ajudar o garoto a parar com aquela expressão insatisfeita, Zoro agarrou uma das mãos dele e pôs lentamente sobre si.
Os movimentos que Zoro fez com o corpo fizeram com que se despejasse rapidamente, melando os corpos em contato e Sanji teria ajudado com a fricção caso a intenção do outro fosse continuar naquilo, o que aparentemente não era, já que o maior buscou sua habilidosa mão e o fez tocar pela primeira vez a rola de outro homem. Arregalou os olhos ao sentir as pulsadas e o pré-gozo melando sua mão, não estava esperando por isso e muito menos que em sua primeira vez com outro homem teria que tocar um pau, mas era surpreendentemente prazeroso envolvê-lo com sua mão e se tinha algo em que o loiro era profissional, era em bater punheta. Mesmo que fosse a primeira vez que não era nele próprio.
O rosto de Sanji ficou ainda mais vermelho, se é que era possível, e ele ficou um tempo apenas ainda ofegante e aparentemente processando exatamente o que estava prestes a fazer. Esse estado não durou muito tempo, entretanto, e Zoro logo sentiu os dedos finos apertarem sua ereção ansiosamente, movendo a mão algumas vezes com vigor da base até a cabeça. Ele escorria mais a cada vez que seu pau era ordenhado pela mão nada tímida do loiro, e Zoro teve que respirar muito fundo para aguentar ser tocado sem investir contra o punho do garoto.
Por mais que não conhecesse exatamente o ritmo que Zoro apreciava, o que pretendia mudar o quanto antes e descobrir como cada pequena parte do corpo maior gostava de ser tocado, Sanji ainda sabia fazer um bom trabalho. Apertando o cacete duro, massageando com a ponta dos dedos, tocando cada partezinha de toda extensão e desvendando-a, em especial a glande que usou e abusou de seu polegar para estimular, mesmo que dessa forma um tanto de pré-gozo fosse desperdiçado no processo da punheta. Queria fazê-lo gemer desesperado e entregue assim como ele mesmo estava fazendo, mas precisava admitir que talvez isso fosse querer muito, não parecia combinar com alguém tão calado quanto o marimo. Bom, esse fato o fazia desejar ainda mais deixá-lo uma completa bagunça.
Zoro achava incrivelmente absurdo como aquela mão trabalhava tão bem, praticamente o massageando a cada toque. Zoro desconfiaria muito de que aquela era a primeira vez que o moleque fazia aquilo se não soubesse exatamente o quão hétero ele era antes. Ao olhar para baixo via os olhinhos brilhando em sua direção, ainda cheios de desejo e claramente na expectativa, aguardando sua reação, aguardando para saber que estava fazendo um ótimo trabalho. Zoro tentou desviar deles e pressionar os lábios na orelha vermelha de Sanji. Ele queria elogiá-lo, uma vez na vida, mas temia muito que sua voz fosse traí-lo pateticamente, contar muito mais que as palavras diziam. Optou por beijar e lamber toda a extensão daquela orelhinha corada, enquanto gozava risivelmente rápido para uma simples punheta. O que deveria ser mais que suficiente como elogio.
Zoro parecia tentar se esconder, quase como se estivesse envergonhado do que faziam, mas Sanji não o culpava, se não estivesse não vidrado nas reações que o outro poderia mostrar, estaria completamente morto de vergonha. O estímulo em sua orelhinha o fazia pensar que se continuasse assim teria outra ereção, mas quando sentiu o caralho pulsando tão forte e jorrando tanta porra em sua mão, teve a certeza que ia ficar duro novamente. Olhou para baixo pegando o vislumbre dos últimos jatos escapando da cabeça inchada. Ele não percebeu, mas lambeu os lábios ao imaginar aquilo em sua boca. E claro, ele não processou o quão aparentemente absurdo esse pensamento era.
Ele sentiu seu pau pulsar e o rosto tomar um tom de vermelho ainda mais intenso ao se dar conta de que estava quase duro e com a mão cheia de porra de outro cara. Que merda estava fazendo? Não podia deixar que o moreno o visse com tanto tesão só de vê-lo esporrando. Então usou seus pés para empurrar o tronco alheio e o afastar. Correu para o banheiro, murmurando algo idiota do tipo "Preciso lavar as mãos" e ao chegar no cômodo não teve tempo para trancar, porque se tocasse em qualquer coisa, perderia o sêmen de Zoro. Encostou-se na porta para não deixar que ninguém entrasse e imediatamente levou as mãos meladas até o próprio pau, espalhando a porra da cabeça até as bolas e com uma mão apanhou a extensão da rola e a outra pressionava suas bolas.
Sanji se tocou até gozar outra vez, rápido e fácil como era de seu costume, despejando todo seu prazer nas mãos. Ele não tentou ser silencioso, então se em algum momento pensou que a história de lavar as mãos fosse convencer, depois daqueles gemidos exageradamente altos não havia como enganar. Suas pernas ficaram sem força e ele deslizou as costas pela porta até estar jogado no chão com as pernas arreganhadas. Como sempre, seus mamilos formigavam desesperados por um mínimo toque, que jamais teriam, mas o sêmen escorrendo de suas bolas até seu cuzinho foi uma surpresa. Maior surpresa foi quando notou que estava contraindo aquela parte intocada e, claro, sentiu-se estranho.
O loiro pervertido olhou para suas mãos que estavam branquinhas banhadas no gozo dos dois e sem pensar muito colocou a língua para fora e as levou até a boca, lambendo primeiramente a porra que tentou escorrer para seu braço, para depois subir até a palma e degustar o novo sabor. O ápice da perversão foi quando passou a meter com vontade os dedos na boca, mamando-os intensamente, sem nenhum pudor. Ainda sentia seu cuzinho se contraindo, e ignorava com todas suas forças aquela nova sensação. Parecia até que algo ainda faltava...
Quando abriu os olhos vendo seu reflexo no espelho do box, Sanji se sentiu uma completa vadia. A forma que sua boca engolia os dedos e o sêmen escorria pelos lábios rosados, era a visão mais suja que teve de si mesmo. Ao invés de temer o que via, sentiu tesão e intensificou os movimentos com a boca, metendo os dedos gozados em sua língua que deslizava pela extensão de cada um, coletando sua porra e a de Zoro misturadas. O gosto era incrível, bem melhor do que quando lambia apenas seu próprio gozo, parecia que o salgado que saiu do pau gostoso do marimo incrementava o sabor e tornava aquela mistura perfeita, quase como se tivessem sido criados com o objetivo de se misturarem.
Por mais que já tenha lambido seu próprio prazer, era a primeira vez que fazia um boquete tão delicioso em seus dedos e só conseguia ver seus olhos brilhando em puro desejo. A visão dele mamando os dedos era incrível e o excitava, como não imaginar o caralho grosso do marimo em sua boca? Sanji arregalou os olhos com o pensamento, piscando várias vezes e acabou afastando os dedos da boca, vendo sua saliva se misturar com a porra e escorrer pelo canto da boca.
O que foi aquilo? Ele queria... Chupar aquele pau enorme e moreno? Para sua surpresa, ou talvez mais nem tanta assim, ele não se sentia estranho com aquela vontade, apenas mais excitado. Ao olhar para baixo, viu seu pau rosinha latejando e sorriu, dois orgasmos não eram o bastante para o garoto, e não estava em seus planos se aliviar outra vez sozinho. Era culpa de Zoro, então ele que arcasse com as consequências. Pensar naquela mão grande envolvendo seu pau era excitante e quando ele subiu a cueca, era notável o volume duro ali embaixo. Não havia como esconder seu tesão.
Dando de ombros, saiu do banheiro e antes do moreno abrir a boca para estragar seu clima falando alguma das idiotices dele, se sentou nas coxas grossas e roçou o cacete no abdômen trincado do outro, ofegando com o contato. Com o sorriso mais depravado de todos, ele lambeu os lábios e avançou no lóbulo com os brincos, chupando a parte sensível e gemendo gostosinho no ouvido do outro.
— Mais...
E isso fez Zoro imediatamente abusar de seu corpinho virgem. Sanji não deixaria nunca mais que aquele marimo burro cogitasse a possibilidade de que estava fugindo dele ou com medo de seus toques.
Fale com o autor