Don't Call Me Daddy
18 Fleshlight
Notas iniciais
Enquanto usava o fleshlight para se tocar desesperadamente trancado no banheiro, Sanji revivia os toques do moreno, como se ainda pudesse sentir os beijos em sua boca, a língua quente, as mãos em sua bunda, e... Ao se lembrar da sensação deliciosa do pau pressionando sua bunda, ele gozou dentro do objeto e gemeu obscenamente. Pela primeira vez havia gozado pensando em um homem, sentindo desejo por um. Deveria se sentir enojado, mas era exatamente o oposto.
Infelizmente, se para atingir o orgasmo ele demorou três segundos, para reunir a coragem de sair dali e encarar o moreno depois de tudo aquilo, pareceu demorar no mínimo três horas. O loiro realmente não queria aceitar que estava desejando outro homem. Pior, desejando o marimo! Era um completo absurdo.
Mas... Se olhasse bem, sem sua visão preconceituosa, Zoro era bastante... Atraente... Quanto mais pensava no assunto, mais ele se envergonhava e enrolava para sair. Teve que apagar todos os pensamentos da mente para conseguir sair depois de se limpar e ajeitar o cabelo e as roupas... Ao se ver no espelho, notou a marca bem visível em seu pescoço e sentiu o corpo arrepiar, ele gostava daquilo, parecia que assim havia se tornado de Zoro… E não só em seu pescoço, assim como já imaginava, os dedos estavam marcados em sua bundinha branca e Sanji odiou amar as marcas possessivas.
Quando saiu do banheiro depois de uma vida inteira, Sanji caminhou lentamente até o moreno, tentando de alguma forma esconder o objeto sexual atrás do corpo magro para que não fosse julgado, o que sabia que seria caso Zoro visse que tinha fodido um buraco falso.
Foi se esquivando da visão do maior e jogou discretamente o objeto no sofá.
O garoto havia passado tanto tempo no banheiro que deu tempo para Zoro cochilar brevemente enquanto esperava, acordando com os passos inseguros de Sanji até ele. O loiro parecia completamente arrumado agora, os braços atrás do corpo e a postura estranha e incerta. Era muito difícil de lidar com Sanji, nunca sabia se ele estava prestes a sair correndo e surtar ou... De aceitá-lo completamente sem resistência. Muito problemático.
A única coisa que realmente estava fora de ordem na aparência do loiro era a marca bastante visível em seu pescoço pálido o que fez Zoro levantar as sobrancelhas. Não tinha percebido que havia feito aquilo.
— Ei. Foi mal... — Ele chamou o menor e gesticulou para seu próprio pescoço para indicar sobre o que estava falando.
Sanji olhou para o maior como se nada tivesse acontecido e ao ouvi-lo se desculpando pelas marcas, ele sorriu de uma forma um tanto estranha, chegando a ser levemente maliciosa e levou os dedos finos até o pescoço, deslizando lentamente a ponta na pele branca, de uma forma que parecia ser uma provacação, mesmo que não fosse. Para Zoro, vê-lo fazendo aquilo era estranhamente erótico. A marca parecia ter um contraste atraente com a pele perfeita de Sanji e fazia com que ele não quisesse desviar o olhar.
— Eu gostei… — Ele falou sem rodeios e o sorriso aumentou. Talvez ele tenha passado a linguinha rosada pelos lábios de forma inconsciente e se aproximado mais do moreno para sentar no sofá.
Zoro observou seus lábios melados e queria tê-los perto dos seus novamente, mas precisava de uma confirmação. De que estava tudo certo, de que ele não surtaria e fugiria daquele apartamento outra vez, porque Zoro sempre esperava que ele fugisse. Porque nunca sabia prever como o pirralho reagiria. Era isso que o assustava sobre Sanji. Não que Zoro tivesse medo, ele não tinha medo de nada. Mas só que era uma postura muito estranha para ele que tinha um pensamento tão simples quanto querer e fazer. Alguém que tinha muitas incertezas, que não sabia direito o que queria era estranho. E ele estava muito velho para isso.
Mesmo assim se aproximou de Sanji, beijou seus lábios e olhou em seus olhos. Passou seus próprios dedos pela marca e sentiu o pomo de adão de Sanji engolir em seco sob sua pele. Tentando desesperadamente entendê-lo, saber o que se passava na cabeça daquele pirralho que era tão diferente de si.
Sanji sentiu a mão grande agarrando sua nuca e puxando-o para si, pressionando com força os lábios contra os seus por um segundo e logo em seguida se afastar, mas ainda com a testa encostada na sua, olhando profundamente em seus olhos azuis, fazendo Sanji se sentir um tanto intimidado… E excitado. Eles eram amigos, estavam cada vez mais próximos, e palavras não eram o forte do marimo, precisou aprender a linguagem corporal dele, às vezes até a ler sua mente.
Então, como resposta, Sanji sorriu. O sorriso angelical que costumava usar como modelo, especialmente quando era mais novo, que muitas vezes era falso, mas ali era o mais verdadeiro de todos. Ele colocou levemente as mãos nas bochechas do maior e selou os lábios de forma leve, rápida e delicada, demonstrando que estava tudo bem eles fazerem aquilo, que também queria.
Ao vê-lo sorrindo de forma tão bela quanto era possível, Zoro soube que por enquanto ele não fugiria. Que estava tudo bem. Ele estava igualzinho a um anjo. Até parecia que não estava usando um fleshlight no banheiro há cinco minutos. Era óbvio que havia notado o objeto obsceno que Sanji jogou no sofá onde estava sentado, como se agora estivesse com vergonha, mesmo depois de não ter tido nenhum pudor de mostrar uma mala repleta de coisas indecentes.
— Você é muito pervertido. — Ele falou enquanto encostava os lábios nos de Sanji uma última vez e se recostava novamente no sofá.
— Obrigado. — Sanji continuou sorrindo, mesmo com a suposta ofensa. Era um pervertido mesmo e jamais negaria isso. Ele tinha um corpo sensível que foi criado para ser abusado, não se negaria ao próprio prazer.
Era irônico ele não se negar, sendo que já fazia um bom tempo que seus mamilos estavam implorando por um pequeno carinho e o loiro não aceitava de forma alguma, com a desculpa de que não era gay. Não era gay, mas estava beijando um homem, querendo ser beijado e tocado por ele... Muito complicado. Durante toda sua vida apenas se atraiu por mulheres, as desejou. Então, da noite para o dia, estava desejando um velho com um pé na cova. Estranho. Enquanto estivesse se divertindo com a situação, ignoraria sua mente irritante e aproveitaria tudo que Zoro pudesse ensinar.
Após o moreno beijá-lo outra vez e se jogar no sofá, Sanji pegou o objeto indecente e sentou-se também ao lado do moreno. Estava tão próximo que suas pernas se tocavam com tanta intimidade que parecia que se relacionavam há anos. No entanto, pensar em Zoro usando seu brinquedinho o fez sorrir ainda mais pervertido, mesmo que ficasse envergonhado.
Era impossível ele não se lembrar da extensão da rola roçando em sua bunda e começar a fantasiar, pensando no pau grande e grosso sendo metido ali no buraquinho apertado. E isso o deixou curioso. Será que ele também se masturbou? Por mais que estivesse curioso, aquilo já era muito e não tinha coragem de perguntar. A não ser que...
— Quer emprestado? — O que Sanji tinha de envergonhado, também tinha de pervertido e constranger o outro era algo que cada vez mais gostava de fazer. Ele estendeu o fleshlight na direção do maior e basicamente colocou em frente das coxas dele e começou a fazer, como uma brincadeira, movimentos pervertidos que imitavam os que havia feito há poucos minutos trancado naquele banheiro se lembrando de cada sentimento prazeroso que Zoro o proporcionou.
— Quê? Não. — Zoro imediatamente espantou a mão depravada e se levantou para pegar uma cerveja, mesmo que aquilo não fosse realmente fazer efeito algum em acalmá-lo. Não parecia haver limites para o quanto aquele moleque conseguia tirá-lo do sério. Definitivamente, estava velho demais para isso. — Eu não preciso de um objeto pra bater uma.
E Zoro absolutamente também não precisava da imagem mental que a imitação daqueles movimentos havia causado. Do loiro há pouquíssimos minutos usando aquilo em si mesmo por sua causa, pelo beijo que deram. Ou até mesmo... Usando nele, fazendo aquilo em seu lugar. Ao invés de rápido, lentamente, o provocando da mesma maneira injusta que era tão característica do garoto, movimentando o objeto até que Zoro não aguentasse mais e pateticamente despejasse todo seu gozo dentro do objeto. Talvez ele estivesse errado e precisasse só um pouquinho daquela imagem mental.
Sanji fez um biquinho manhoso ao ter a genial ideia rejeitada, chegando a conclusão de que Zoro era realmente um velho chato e irritante que nem conseguia mais ficar duro. Mesmo que... Ele tivesse sentido muito bem que aquilo era uma completa mentira.
— Você não tem visão. Não é só bater uma, é foder um buraquinho melado e apertado. — O loiro falou da forma mais indecente de todos, sorrindo malicioso e talvez tenha lambido lentamente os lábios de forma provocante. Claro, tudo de forma inocente e inconsciente, já que ele era apenas um jovem e belo anjo puro.
Ver o moreno voltando para a sala com uma cerveja o deixava com vontade de fumar, vontade que até momentos atrás estava completamente esquecida, especialmente durante o tempo em que passou beijando o velho. Talvez não fosse tão ruim se viciar em beijar o marimo para se esquecer dos cigarros, por mais vergonhoso que isso fosse. Afinal, era de Zoro que estava falando.
— Já vai? — Zoro questionou quando retornou à sala com a garrafa na mão e Sanji estava arrumando tudo que antes havia espalhado no sofá em sua mala.
O menor apenas terminou o que estava fazendo e saiu levando a mala consigo até onde Zoro imaginava que seria a porta. Mas, até Zoro que era uma bússola quebrada sabia que aquela direção não era a da saída, e sim do seu próprio quarto.
— Ei, ei. O que pensa que está fazendo? — Ele disse seguindo o pirralho pela casa.
Mesmo com ele protestando, Sanji deu de ombros e impediu que ele entrasse no próprio quarto, barrando sua passagem pela porta depois de entrar.
— Vou dormir aqui nessa cama minúscula. Você fica com o sofá. — O loiro disse como se fosse óbvio, fazendo uma expressão irritada pelo marimo ser tão burro. Ao menos burrice não era transmissível, ou já teria virado uma anta de tão grudados que os dois estavam nos últimos tempos.
— E por que diabos eu aceitaria isso? — Zoro esbravejou, perdendo a paciência com aquele moleque que achava, como sempre, que mandava em sua casa. Às vezes esquecia o quão difícil era lidar com aquele cozinheiro mandão e problemático. — Se acha a cama minúscula, não devia querer dormir nela. Eu posso te levar pra casa, por exemplo.
Ao ver que Zoro não desistiria de seu leito tão fácil, ele mostrou outro sorriso indecente e levou as mãos até os botões da própria camisa.
— Certo, então vamos dormir juntos nela. — Supostamente sem nenhum pudor, Sanji começou a rodear os botões com os dedos finos, circulando cada uma das esferas de maneira que parecesse extremamente erótica.
Ele estava morrendo de vergonha e muito corado, então não olhou mais para o rosto do maior. Usando os dedos habilidosos, desabotoou o primeiro botão e sentia o olhar do outro ainda nele e isso o fez sentir um pouco de receio ao tocar o segundo botão.
— Você só precisa saber que eu sempre durmo completamente nu... — O loirinho afirmou com o tom baixo, tentando transmitir sensualidade, mas era notável sua insegurança na voz. Ele desabotoou mais um e mordeu o lábio inferior, sentindo a mão começar a ficar trêmula. — Não vejo problemas em colar meu corpo exposto ao seu...
Oh. Aquele outro lado de Sanji definitivamente conseguia ser mais problemático ainda. Claramente ele nunca tinha tentado flertar com um homem antes e Zoro gostaria muito de dizer que Sanji estava falhando pateticamente em sua tentativa envergonhada, mas não era nem um pouco verdade.
Aquela forma insegura de provocação que deveria fazer Zoro achar graça estava fazendo ele ficar mais hipnotizado ainda. Porque nunca via Sanji assim. Ele era sempre confiante, arrogante, o pior e mais péssimo de todos do universo. E agora, parecia hesitante, inseguro, envergonhado. O rubor aflorando na pele branquinha, o olhar desviado. Completamente injusto. A forma tão incerta como Sanji desabotoava a camisa o fazia querer terminar aquela tortura bem mais rápido com as próprias mãos. E ele provavelmente teria feito aquilo. Entraria no quarto e derrubaria aquele corpinho pequeno na cama, perderia todo o controle e defloraria o corpo quase virgem daquele pirralho.
Ao se dar conta de seus pensamentos indecentes, Zoro deu um pequeno passo para trás, engolindo em seco. O pouco de cérebro que ainda tinha sabia que não era a melhor ideia do mundo. Mesmo que ele achasse aquela insegurança excitante, só significava que o pirralho nem sabia o que estava fazendo direito. Há pouquíssimo tempo não aguentava nem uma piada sobre o assunto. Na verdade, naquele mesmo dia já tinha fugido por causa de um selinho idiota de brincadeira.
Suas suspeitas se confirmaram quando Sanji apenas bateu a porta na sua cara e a trancou em segundos. Provavelmente se tivesse feito qualquer coisa irracional novamente, Sanji só surtaria em ter a provocação inconsequente correspondida e sairia correndo do apartamento pela milésima vez. Maldita curiosidade de adolescente.
— Pirralho idiota. — Zoro falou, tentando demonstrar a mesma irritação de antes em sua fala, sem sucesso. — Boa noite pra você também.
Ao bater a porta na cara de Zoro, Sanji imediatamente chocou suas costas contra a madeira e abraçou o próprio corpo, sentindo seu corpo suar mais do que o normal. Suas mãos estavam tremendo enquanto ele apertava sua camisa em um claro medo. Estava de olhos fechados e aos poucos suas costas começaram a escorregar lentamente pela porta, até ele estar sentado no chão e os braços puxaram os joelhos para seu peito, os segurando com firmeza. A respiração ofegante estava o enlouquecendo, só queria se esquecer da idiotice que acabava de fazer.
Sanji não esperava ver desejo no olhar esverdeado de Zoro, com certeza não. Mas ele viu aquilo bem evidente e gostou. Não, ele amou o brilho intenso do olho verde encarando seu corpo em expectativa pelo que viria. Por mais que tenha amado ter essa visão do mais velho, ao se dar conta de que se continuasse seduzindo-o daquela forma, teria que se expor, tirar a camisa e expor seu corpo horrível ao outro. Ele mordeu os lábios com uma força exagerada, deixando a marca de seus dentes na pele sensível e rosada. Não queria que Zoro visse como era nojento quando não estava vestido.
E por mais que estivesse em um estado vergonhoso, ainda conseguia estar excitado. A visão do homem o desejando tão intensamente o tirava o fôlego. Sentia seu pau cutucando a cueca outra vez e ele nunca se negava prazer, sem contar que seria uma boa forma de se acalmar. Ele invadiu o banheiro do marimo e tomou um demorado banho, gastando tanta água que certamente o outro não teria como pagar a conta no final do mês. E se tocou. De forma lenta e intensa, lembrando-se do moreno parado como um idiota o observando desabotoar sua camisa. Sanji gemeu manhoso ao gozar e desejou que Zoro estivesse ali com ele, observando, desejando.
Após terminar o banho, secou o corpo e se vestiu, para então deitar na cama do moreno. E sim, ele poderia facilmente ter ido embora, pagar um táxi com dinheiro, pedir para alguém buscá-lo, ou até para Zoro levá-lo, e tantas outras opções, mas, apenas aquele dia, Sanji precisava ficar naquele quarto. Precisava se drogar com o cheiro daquele homem que estava causando as sensações mais estranhas de todas em seu corpo pervertido. Precisava entender o motivo de estar se excitando com o amigo, de desejá-lo, de ter beijado aqueles lábios deliciosos e feito o outro ficar duro por ele. Queria entender o que se passava com sua mente, que tentava ignorar aquilo, ao mesmo tempo em que fazia seu corpo entrar em combustão por um mísero toque daquelas mãos pesadas. Parecia que sua bunda ainda queimava nas partes que Zoro apertou... Tão bom.
Rapidamente o loiro voltou a ficar ofegante. Seu rosto estava enfiado no travesseiro do moreno e ele inalava todo o cheiro impregnado ali. Era delicioso e parecia que cada vez mais se viciava. Seus mamilos reagiram tão rápido quanto seu pau. Estava deitado de bruços e ao se sentir duro, passou a investir contra a cama, basicamente a fodendo. A cama de Zoro. O cheiro delicioso dele. Ele não aguentou muito tempo apenas cheirando, precisou tocar cada pedacinho da cama, se intoxicar com aquele aroma, imaginando o maior fazendo as mesmas obscenidades que ele mesmo fazia, gemendo rouco e, talvez, chamando seu nome em meio a um orgasmo. O pensamento rapidamente o fez gozar na cueca, manchando o tecido com seu líquido espesso.
E quando achou que não poderia ficar pior, Sanji se pegou lambendo o travesseiro, mordendo-o, chupando, sugando... E ele chamou baixinho por Zoro de forma necessitada. Agora parecia ter o gosto daquele homem em sua boca e era tão bom quanto seus lábios. Precisava de mais... Estava interessado em saber o que mais poderia sentir estando com o outro, quais novos sabores seriam apresentados ao seu paladar.
Enquanto isso, Zoro já tinha apagado todas as luzes e deitado, porque única coisa que podia fazer era aceitar e dormir no sofá. Para qualquer outra pessoa seria problemático, já que o móvel era bastante duro, a sala era fria e nem um travesseiro havia ali. Mas não seria uma dor de cabeça tão grande para ele, já que Zoro poderia conseguir dormir em qualquer lugar, até mesmo no chão ou em pé em transporte público lotado.
Entretanto, assim que deitou para dormir viu que não seria tão simples quanto imaginava. Seu corpo estava cansado, mas sua mente parecia não parar de reviver cenas daquele dia. Além disso, estava com uma incômoda ereção e não fazia ideia do motivo. Nem havia realmente acontecido nada. Só uma provocação idiota e seu cérebro imaginando besteiras. Mas, aparentemente aquelas besteiras eram suficientes para deixá-lo nesse estado. Mesmo assim ele ainda resolveu ignorar e continuar tentando dormir.
Zoro mudou de posição no sofá e logo sentiu um desconforto na lombar. Apalpou para saber o que era e achou um objeto debaixo de si. Sabia o que era apenas pelo formato, o fleshlight de Sanji. Seu cérebro tentou não ter a ideia idiota que estava prestes a ter, mas era inevitável. Sem pensar muito, umedeceu o buraquinho com saliva e se colocou lá dentro. Era um pouco estranho e gelado, e parecia muito largo mesmo pro seu tamanho, como se certo pervertido tivesse usado vezes demais. Imediatamente pensou em Sanji há pouco tempo fazendo exatamente a mesma coisa, preenchendo todo o interior com seu prazer, investindo sem nenhum controle em busca de um orgasmo. Talvez aquele fleshlight fosse largo o suficiente para que os dois coubessem ali.
Zoro estava pulsando descontroladamente dentro do brinquedo. A sala estava escura, seus olhos não conseguiam enxergar nada, e ele pensou que talvez entendesse a graça daquele objeto agora. Porque poderia imaginar qualquer coisa daquela maneira. Imaginar algo que não fosse inanimado e frio, mas quente e pulsante ao seu redor. Já faziam muitos anos, mas não é como se ele tivesse esquecido da sensação.
E é óbvio que sua mente estúpida iria conjurar as lembranças de Sanji justo naquele momento, enquanto fodia o objeto dele. Lembranças daquele beijo tão entregue, do rosto do menor corado. Da sabor daquela linguinha gostosa e tão habilidosa. Principalmente, das suas mãos apalpando a bundinha tão pequena e macia. E Zoro tinha certeza de que se fosse ela, não seria largo igual aquele fleshlight, seria muito, muito apertadinho. Apenas esse pensamento o fez gozar rápido e forte no objeto. Igualzinho ao adolescente pervertido e previsível de quem tanto caçoava. E sua mente só conseguia processar o quanto ele desejava se enterrar no corpo virgem daquele pirralho irritante
Poucos segundos depois, enquanto ainda estava ofegante no sofá e com a rola socada jo buraquinho agora melado, escutou a porta abrindo e Sanji apareceu logo em seguida com o celular iluminando o caminho. O pirralho disse então que estava brincando quanto à sua forma de dormir e que eles deveriam dormir juntos, e vestidos, no quarto. Mas Zoro se recusou.
Há apenas dois segundos ele estava completamente sem controle e pensando em coisas que definitivamente não deveria, pior seria se dormissem juntos. Provavelmente só acabaria sendo expulso do quarto, então preferia se poupar da dor de cabeça.
Ao ouvir a resposta, o pirralho apenas voltou para o quarto resmungando algo sobre ele ser um velho rabugento e voltou em três segundos jogando um travesseiro e uma coberta na sua cara. Por mais violento e birrento que fosse, Zoro sabia que era porque se preocupava.
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