Don't Call Me Daddy
17 Dam Break
Notas iniciais

Se Zoro não esperava ser correspondido, muito menos esperava ser rejeitado dois segundos depois. Sanji era um adolescente horrível e problemático que com toda certeza não tinha a menor ideia do que queria. Claro que, ele próprio já não tinha mais tanta certeza do que queria. Se antes achava que o contato que haviam tido fora apenas inocente agora que tinha acontecido novamente já não tinha mais tanta certeza disso. Seus lábios ainda formigavam pensando nos de Sanji e ele tinha certeza que teria aprofundado o beijo caso não tivesse sido interrompido.
Por falar nisso, era tudo que Zoro não queria que tivesse acontecido. Havia ficado bastante aliviado que Sanji não havia tido problemas da última vez, mas agora pareciam que haviam voltado à estaca zero de quando eram desconhecidos e o pirralho achava que ele era um velho bicha e pervertido. Zoro suspirou desgostoso e ficou observando a mala que o idiota havia esquecido em sua pressa para sair rapidamente do apartamento.
Parecia pior ainda se observasse daquele ângulo, já que o loiro estava tão fora de si que até mesmo esqueceu seus pertences. Mas, aquilo não era problema, ele poderia ir ali buscar qualquer dia, Zoro poderia levar para ele... Embora o cenário mais plausível provavelmente era o de Sanji apenas aguardar até a próxima reunião depois desse chilique todo. Zoro só torcia para que o mais novo não voltasse a fumar depois daquilo.
Ou talvez ele estivesse enganado, porque depois de um tempo de já ter trancado novamente a porta de casa, ouviu o barulho familiar da campainha. Aparentemente Sanji não conseguiria sobreviver uma noite sem suas preciosas coisas afinal.
Claro que não era por isso que Sanji havia voltado.
Ele queria, precisava, estava desesperado por Zoro e por mais que considerasse aquele o maior erro de sua vida, o loiro não ligou. Então, ele voltou. Voltou com o rabo entre as pernas, sem deixar seu cérebro idiota atrapalhar tudo. Se havia uma coisa que necessitava para não ter uma crise, era do beijo daquele marimo. De sentir o corpo dele, poder tocá-lo, agarrar-se em seus cabelos curtos... Entregar-se... Apertou a campainha e no segundo que Zoro abriu, parecendo que falaria alguma coisa ou até mesmo falando, mas estava tão fora de si que não ouviu nada.
O loiro simplesmente entrou outra vez na casa, empurrando o moreno para frente e dando um coice para a porta fechar. Por mais que seu olhar fosse completamente predatório, o desespero estava ainda mais estampado. Em um segundo ele basicamente pulou em cima de Zoro, agarrando sua nuca e selando os lábios de forma bem mais invasiva do que qualquer outra vez.
Sua língua penetrou imediatamente a cavidade quente e molhada, enquanto os dedos apertavam os fios verdes e o forçava contra si. O desespero acabou fazendo com que continuassem a se mover pela sala, até as pernas do moreno baterem no sofá e ele cair sentado, com Sanji em seu colo. Sem a menor dúvida aquela era a situação mais constrangedora em que já esteve e, pela primeira vez, estava sentado no colo de outro homem. Era vergonhoso, mas Sanji não se importava nem um pouco naquele instante.
Enquanto sua mão direita apertava a nuca, a outra deslizou os dedos lentamente pelo pescoço grosso, até chegar ao peitoral, mas ele não apertou, apenas apoiou a mão ajeitando-se melhor nas coxas do maior e continuou a beijá-lo desesperadamente, devorando faminto a boca deliciosa e degustando completamente do sabor único que ela tinha, viciando-se em Zoro. Talvez, se Sanji percebesse a merda que estava fazendo, fugiria outra vez, então ele apenas ignoraria os pensamentos sensatos de sua mente.
O cérebro de Zoro não teve nem um segundo para processar o que estava acontecendo. Demorou a finalmente fechar os olhos e corresponder o beijo, segurando o menor pela cintura instintivamente. Sanji estava gelado por ter passado tanto tempo na rua, o que era um contraste agradável, mas bastaram alguns segundos para aquele corpo menor estar praticamente febril.
Tudo em Sanji era macio. As mãos que o tocavam ainda inseguras. Seus lábios, que Zoro já conhecia. Seu rosto, completamente coberto por uma das palmas de Zoro que o segurava com firmeza, mesmo com os poucos pelinhos que havia em seu queixo. O que o fazia agradecer por ter feito a barba uma vez na vida e não arranhá-lo. E sua língua que o mais velho chupava com ansiedade, tão pequena e tão habilidosa. Zoro tinha certeza que poderia fazer aquilo para sempre, até seus próprios lábios estarem dormentes. Os barulhos molhados e os gemidos do menor entrecortados pelo beijo estavam fazendo seu corpo reagir sem controle e sua calça ficar apertada perigosamente logo abaixo de Sanji.
Até a camisa de Sanji era macia e ele tinha certeza que o que havia por baixo era ainda mais. Mas o pingo de auto controle que ainda tinha o fez não testar essa teoria. Sua mão continuava percorrendo as costas magras cobertas pelo tecido fino, se ancorando ali com força e sem querer colando seus corpos ainda mais.
Sanji o beijava com tanta afobação e Zoro o correspondia com tanto entusiasmo que o beijo transbordava. A saliva escorria dos lábios de ambos até seus queixos e eles continuavam a espalhá-la sem parar sequer um segundo. Quando um ameaçava se afastar um milímetro que fosse, o outro o puxava mais para frente, aflito. Quanto mais Zoro tinha seus lábios atacados, quanto mais aquela língua deliciosa se movia junto à sua, mais ele ficava excitado.
Mas o que fazia seu tesão aumentar mais ainda era tê-lo ali tão entregue. Logo aquele loiro tão difícil e irritante, estar ali o beijando com tanta vontade e montado em seu colo. A honestidade naquele desespero era excitante.
Sanji estava completamente fora de si. O gosto da boca de Zoro o deixava desesperado em busca de ter mais daquele sabor e ele buscava sem controle, penetrando a língua fina e sentindo a grossa muitas vezes barrar seu caminho, mas mesmo assim ele insistia até conseguir explorar cada cantinho da cavidade molhada. Sentia a saliva escorrendo por seus rostos e não poderia se importar menos, muito pelo contrário, parecia que quanto mais molhado, mais ele queria.
Seu corpo estava estranho, tudo parecia ferver, em especial os locais que as mãos grandes tocavam. O rosto parecia minúsculo com aquela mão enorme segurando-o, Sanji sentia-se pequeno por completo e talvez, ao sentir um volume pulsando abaixo de sua bunda, ele sentiu-se assim também, mesmo que só um pouco. Diferente da reação que era a correta, ele não sentiu nojo ao ter um pau roçando em sua bunda, muito pelo contrário, o tesão chegava a ser palpável.
Sem pensar, já que no momento seu cérebro havia parado de funcionar, ele se forçou para baixo, se sentando bem colado ao outro e pressionando forte a ereção que parecia implorar por atenção com sua pequena bunda macia. O loiro nunca pensou que um dia desejaria dar atenção ao pau de outro cara e naquele momento a única coisa que conseguia desejar era exatamente isso. Mas era absurdo e por mais que Zoro pulsasse forte em sua bundinha, ele não se esfregaria de forma alguma, talvez ainda estivesse minimamente raciocinando, ou já teria se entregado por completo.
As mãos pequenas deslizaram pelo corpo maior, a que estava na nuca passou pelo pescoço arranhando-o de leve, sentindo os pelos naquele local se arrepiando, mas não era uma provocação, estava fazendo inocentemente enquanto ia até seu verdadeiro objetivo... Que sua outra mão já estava desde o início. O peitoral forte do maior. Os dedos finos deslizavam por um deles, enquanto a outra mão ainda o provocava no pescoço, e Sanji sentiu um dos mamilos duro. Naquele momento seus dentinhos pressionaram o lábio inferior que o beijava tão intensamente e começou a chupar gostoso, enquanto os dedos rodeavam lentamente, de forma que chegava a ser torturante, o mamilo… Uma vez até chegando a pressionar o polegar naquela pequena parte que nunca imaginou tocar...
Por um segundo ele abriu os olhos e viu o rosto corado do moreno, a respiração ofegante, os olhos fechados. Era ele quem estava no colo, mas tinha dúvidas de que era quem mais estava entregue ao ato, especialmente ao ver o mais velho mostrando uma expressão tão atraente como aquela. Então, ele fechou novamente os olhos e começou a sugar e chupar o lábio inferior, como se estivesse fazendo sexo oral...
Sentiu a língua molhada tocar seus lábios pedindo passagem, mas apenas permitiu a pontinha e a chupou obscenamente também. Era erótico, indecente, delicioso. Sanji precisava de mais, chupar cada pedaço do corpo moreno, fazê-lo enlouquecer com sua boca, sua língua… O pensamento o fazia pulsar de forma tão dolorida que ele queria chorar. Mas, o que mais machucava, eram os mamilos formigando que vez ou outra encostavam no corpo maior e Sanji realmente acabava lacrimejando pelo prazer absurdo que um mínimo toque causava. Ele queria os dedos não delicados de Zoro os tocando.
Quando suas duas mãos finalmente estavam no peitoral forte, sem pensar duas vezes ou cogitar a possibilidade de que não deveria fazer aquilo por ser a coisa mais absurda de todas, Sanji apertou os dois ao mesmo tempo, forçando bem a palma da mão nos mamilos duros e apalpando com desejo os peitos, da mesma forma que fazia com mulheres. Sua mente tentou fazê-lo acreditar que estava apenas fazendo aquilo por ser natural, por achar que como sempre estava com uma mulher, mas o pau roçando em sua bunda dizia bem claro que não era e Sanji sabia que desde que viu Zoro na oficina, ele… Sentiu desejo por aqueles peitos...
A textura era diferente, não eram macios e sim muito duros, mas não o desagradava de forma alguma, eram perfeitos e ele queria mais. Enfiar o rosto neles, fodê-los, gozar ali, morder os mamilos e fazer o moreno gemer para ele… E pensando em gozar, o loiro se deu conta de quão molhada sua cueca estava, ele estava tão perto... O pau duro pulsando em sua bunda, o beijo maravilhoso, os toques, o cheiro, o gosto… Tudo, absolutamente tudo era perfeito. Sensações que ele nunca havia experimentado, cheiros e sabores que jamais pensou sentir, e ele queria mais. Tudo além daquilo que Zoro poderia oferecer a ele, fazer e ensinar. Queria Zoro por completo.
O sabor da boca de Sanji continha o doce dos milhares de pirulitos que o mais novo chupava excessivamente todo dia, mas não era ruim, mesmo que Zoro não fosse fã de doces. Aquilo se misturava com seu gosto natural, assim como seu perfume se dissolvia no cheiro que o corpo do loiro exalava, o que era bem mais agradável da perspectiva de Zoro.
O garoto continuava a parecer completamente entregue em seus braços e ouvi-lo arfar fazia Zoro pulsar desconfortavelmente. Sanji sugava cada parte de si de forma perfeita, não deixando um milímetro sequer da sua boca sem atenção, fazendo Zoro se sentir como se estivesse passivamente apenas recebendo os carinhos em seus lábios. As mãos magras e hiperativas não paravam no lugar, ora em sua nuca, ora em seu pescoço e quando passaram a apertar seu peitoral sensível, Zoro sentiu que iria gemer pateticamente a qualquer segundo com aqueles toques. Por isso, agarrou os dois pulsos finos com a mão, imobilizando as mãozinhas safadas do outro e apertando levemente.
Zoro até queria ignorar seu próprio corpo, ignorar que estava duro, mas a pressão que Sanji fazia em seu volume não deixava. Era impossível não pensar naquela bunda pequena envolvendo seu pau e Zoro sabia que era uma sorte que o menor estivesse praticamente imóvel em seu colo. Porque se por acaso se movesse um pouco ali em cima, ele não iria aguentar nem por três segundos.
A bundinha pequena de Sanji parecia conseguir sentir toda a extensão do pau pulsante de Zoro e ele queria desesperadamente se esfregar ali, fazê-lo gozar para ele com o mínimo de estímulo... O loiro sempre foi um completo pervertido, mas com outro homem definitivamente era a primeira vez. Ele queria se enganar, a mente o tempo todo tentava fazê-lo imaginar que estava como uma mulher, assim como de costume... E teria conseguido, se aquela língua grossa não estivesse invadindo sua boquinha inocente com tanto desejo, se os lábios não se movessem daquele jeito rude, se o pescoço não fosse praticamente o dobro da grossura do dele, se as mãos não fossem tão grandes e fortes, se não fosse o caralho enorme tremendo abaixo de sua bunda...
Não foram poucas as vezes que os pensamentos indecentes o fizeram morder os lábios do maior, com uma força que ele jamais usaria com uma dama. Não havia nenhuma forma de pensar em Zoro como uma dama perfeita... E esse era o maior problema. Estava morrendo de tesão por outro cara, desejando se esfregar em uma rola, era a situação mais vergonhosa que já enfrentou... E mais excitante.
Sanji sentia que ia gozar só com aquele beijo, só de sentir o tesão do mais velho, e droga, ele queria muito que isso acontecesse, gozar de forma vergonhosa em sua calça extremamente cara e mesmo assim continuar agarrado ao maior. Por mais que Zoro tenha impedido seus toques no peitoral delicioso que parecia muito querer ser tocado e o loiro desejava muito abusá-los, aquilo não o fez interromper o beijo, a todo o momento continuou devorando os lábios deliciosos, querendo sugar cada gota do gosto do moreno. Quando suas mãos estavam livres outra vez, imediatamente ele voltou a colocá-las na nuca, emaranhando os dedos nos fios curtos e os puxando de forma possessiva, no processo, acabou se empinando levemente, pressionando mais a ereção em sua bunda, mas ele não esperava ser atacado.
Sem conseguir se controlar, a mão de Zoro desceu pelas costas e foi parar na bundinha minúscula, segurando aquela parte com cuidado e morrendo de vontade de conduzi-la a se movimentar sobre sua ereção dolorida. Era tão pequena que uma única mão sua conseguia apalpá-la inteira, os dedos grossos apertando, sem se dar conta, a calça social que escondia aquela parte macia do corpo de Sanji.
O mais novo interrompeu o beijo e Zoro quase achou que havia ido longe demais, mas ao ouvir o gemido manhoso de Sanji teve certeza que não era o caso. Seu único instinto ao ouvi-lo era beijá-lo tão intensamente quanto estavam se beijando antes. Como não podia, beijou seu pescoço vorazmente, a língua imitando o que faria na boca do outro e os lábios sugando a pele branca sem nenhum controle.
E Sanji gemeu. Gemeu alto e de forma vergonhosa, completamente entregue. Se estivesse consciente do que estava acontecendo, iria fugir, mas ele não estava. As mãos grandes envolviam sua bunda e apertavam com vontade suas nádegas, ele ia gozar assim, definitivamente ia gozar. Se sua situação era desesperadora, o que dizer do pau que parecia tentar rasgar sua calça e pulsava ainda mais forte que o seu próprio? Na visão do loiro, Zoro era um pervertido por completo, mais que ele próprio. Ele sentiu necessidade de ser conduzido naquele ato, de ser ensinado por Zoro. Precisava do maior o forçando contra o próprio pau e o fazendo gozar de forma vergonhosa. Sim, estava tão fora de si, tão entregue, tão desesperado por uma esporrada...
Seus mamilos eram levemente pressionados contra o corpo do maior, mas apenas aquele mísero contato não estava sendo o bastante, precisava dos dedos tocando aquelas partes minúsculas que nunca foram tocadas. E talvez, ele também queria a boca safada de Zoro o chupando com vontade, fazendo-o chorar de tão delicioso que deveria ser. Sanji queria experimentar tudo, cada nova sensação, cada novo toque diferente.
Com a cabeça jogada para trás, Sanji gemia e arfava de prazer, sentindo a respiração totalmente fora de controle, o corpo tremendo, a cueca cada vez mais melada. Ele precisava gozar e estava tão próximo, a boca do outro ter começado a devorar seu pescoço só aumentava sua vontade. Ele precisava gozar, precisava, precisava. Sabia que seu pescoço ficaria com marcas, Zoro não sabia ser controlado e parecia tão em transe quanto ele. Droga, ele ia gozar tão forte assim...
A língua quente e faminta rodeava o pomo de adão com tanta vontade que o loiro parecia que a qualquer instante perderia a consciência, não que ele estivesse se importando com isso no momento. Zoro o chupava com tanto desejo, sugando a pele sensível de seu pescoço fino, fazendo-o gemer de forma vergonhosa. E quanto mais o moreno apertava suas nádegas, mais Sanji se aproximava do orgasmo... Estava perfeito.
A boca que marcava seu pescoço, os peitos se chocando, os toques do moreno, a forma como ele apertava sua bunda com tanta vontade… Ele tinha certeza que os dedos grossos ficariam marcados na pele branca e estava ansioso para poder ver. Suas mãos ficaram trêmulas e ele sem querer começou a arranhar de forma dolorida o pescoço do maior, descendo as unhas até o peitoral e o marcando por cima da camisa. Droga, ele…
Sanji gemeu desesperado o nome do moreno e abriu os olhos, vendo o transe do outro. Mas, Zoro pressionou sua bunda com vontade na enorme ereção como se fosse gozar nele e ver a expressão de desejo que o maior tinha no rosto fez o loiro sentir certo medo e temer o que aconteceria depois daquilo.
O que… Aconteceria?
A respiração saiu do controle do menor e rapidamente ele empurrou com força o peitoral do mais velho, chocando-o contra o sofá e saiu de cima no mesmo instante, fugindo outra vez. Antes de sair correndo, ele pegou um objeto que estava jogado no sofá e sumiu da visão do maior, trancando-se no banheiro. Segundos depois um gemido desesperado pôde ser ouvido ecoar pela casa minúscula, indicando o orgasmo intenso do loiro.
Zoro ficou apenas sentado no sofá, o rosto ainda melado do beijo e sua ereção implorando por atenção. Ele nem se reconhecia mais. Quando havia sido a última vez que ficou tão excitado apenas por um mísero beijo? Provavelmente aquilo nunca tinha acontecido com tamanha intensidade, até porque Zoro nem costumava sentir muita atração pelos caras que beijava. Se sentia patético como um adolescente sem controle.
Tudo bem o moleque agir daquele jeito, mas Zoro estar assim era muito absurdo. Uma ereção tão dolorida com tão pouco estímulo era um exagero. Mesmo assim, enfiou a mão dentro da calça e terminou logo com aquilo desajeitadamente, bastando alguns movimentos rápidos e a lembrança ainda fresca dos arranhões em seu peito e do gemido do loiro ecoando em sua mente, assim como a bundinha macia que antes esmagava com seus dedos e pau.
Como sempre, aquele pirralho fugia das situações por algum motivo e Zoro não fazia ideia do que se passava naquela cabeça idiota dele que mudava de ideia a cada segundo. Na verdade, já era suficientemente surpreendente que Sanji tivesse ficado tanto tempo no seu colo completamente vulnerável, mais ainda por ter gostado tanto da posição.
Talvez não devesse ter pressionado o garoto contra si, mas apenas não pôde evitar, seu corpo pedia e ele não iria raciocinar muito sobre aquilo. Zoro viu um pouco de medo no olho azul antes de Sanji sumir de vista, o que indicava que não estava confortável com aquilo.
Também, como poderia? Era apenas um pivete que nunca fez isso e estava apenas curioso e confuso, era muito simples. Se Zoro fosse esperto ele evitaria aquela dor de cabeça eterna.
O problema era que ele não costumava ser muito esperto.
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